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PRODUTORA DE VIDEO

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H.262 o mesmo que MPEG2.

H.264 o mesmo que AVC.

HD (High Definition) termo genérico que descreve qualquer formato de vídeo que possua vertical maior do que 480 linhas (definição válida para o padrão NTSC, para outros padrões, o número de linhas da resolução HD excede a quantidade de linhas utilizada em SD). A maior qualidade de seu conteúdo só pode ser observada em aparelhos (TVs, monitores, etc...) especiais, de alta resolução. Quando exibidos em aparelhos convencionais não apresentam diferença perceptível em relação aos sistemas e formatos SD.

Uma das diferenças com os padrões de resolução SD é o aspecto da imagem. Enquanto em SD este aspecto tem a proporção 4:3 (proporção entre largura e altura da imagem, respectivamente), também representado por 1,33:1 (divisão de 4 por 3), em HD a proporção é 16:9 (da mesma forma, também 1,77:1), formato este conhecido como widescreen.

Existem dois tipos de resolução para imagens HD:

720 x 1280 (imagem progressiva)
1080 x 1920 (imagem entrelaçada)

HD-SDI (High Definition Serial Digital Interface) conexão para áudio e vídeo utilizada no segmento profissional em estúdios, conectando câmeras e VCRs entre si ou com sistemas de edição-não-linear. Utiliza sinal digital de alta definição (HD) sem compressão que trafega através de cabos com conectores BNC. Existe em duas versões, as mesmas utilizadas pelos formatos HDV HD1 e HD2.

HDMI (High-Definition Multimedia Interface) conexão para áudio e vídeo em alta definição (HD), do tipo digital sem compressão, proposta em 2002 por um consórcio de empresas (Hitachi, Panasonic, Philips, Silicon Image, Sony, Thomson e Toshiba) para ser utilizada no segmento consumidor entre televisores HD, DVD players, dispositivos com sinais HDTV e outros, principalmente em home theaters. Além de trabalhar com sinais HD, a conexão HDMI também suporta conteúdo de áudio e vídeo tradicional (SD), além de diversos padrões de áudio, como os multi-canal do tipo surround por exemplo. Cabos HDMI não sofrem interferências (devido ao seu sinal ser digital) e podem ainda ser construídos com considerável extensão (até 15m). A figura abaixo mostra um plug HDMI e sua conexão no painel de um aparelho que suporta este tipo de sinal:

HDTV (High Definition TeleVision) padrão de sistema de televisão de alta definição. Proporciona avanços significativos na qualidade da imagem (grande resolução horizontal e vertical). Uma modificação também significativa neste sistema em relação ao sistema tradicional é o formato da imagem, que segue proporções parecidas com as utilizadas no cinema, ou seja, imagem bem maior em largura do que em altura (16:9 ao invés de 4:3).

Sistemas atuais de HDTV: ATSC (Advanced Television Systems Commitee) americano, DVB-T (europeu) e ISDB-T (japonês). A China desenvolve seu próprio padrão. O Brasil adota o sistema japonês, com algumas modificações como o uso do H.264 no lugar do MPEG2 no padrão de codificação. O padrão de codificação é um dos quatro elementos que compõem um sistema de TV digital. Os outros são o padrão de modulação (ISDB-T no Brasil), o middleware (sistema operacional de controle geral do sistema digital de TV) e o padrão de retorno (o que permite a interatividade entre o público e a emissora). No Brasil o sistema de TV digital denomina-se SBTVD-T (Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre), adotando tanto a transmissão em alta definição (HD) como em baixa definição (SD).

helical scan processo de leitura / gravação de fitas de vídeo (e alguns tipos de áudio, como por exemplo o DAT), onde as cabeças de leitura / gravação são fixas em um cilindro giratório inclinado em relação ao plano de deslocamento da fita, fazendo com que as trilhas nela registradas fiquem também inclinadas.

horizontal sync pulse (H-sync) código (denominado pulso) inserido em um sinal de vídeo para indicar ao canhão de elétrons que desenha linha a linha as imagens na tela de um CRT (ou ao circuito que carrega as linhas da imagem em uma tela do tipo LCD ou plasma) que o desenho de uma determinada linha terminou. Juntamente com o vertical sync pulse, é um dos pulsos utilizados para efetuar o sincronismo da imagem do vídeo.

i.Link nome para a interface baseada no protocolo IEEE-1394 utilizada pela Sony.

I-frame (intra-frame) tipo de quadro utilizado na montagem dos GOPs de compressões multi-frame como a MPEG2 por exemplo. Sistemas que trabalham em MPEG2 e usam somente este tipo de quadro possuem maior qualidade de imagem, por dispensarem os processos de reconstrução dos demais tipos de quadro (B-frames e P-frames), sujeitos a determinadas falhas.

IEEE units o nome "unidades IEEE" (abreviação de Institute of Electrical and Electronics Engineers (EUA)) substituiu oficialmente o anterior "unidades I.R.E." na indicação do brilho da imagem na tela, porém ambos são aceitos na terminologia usual.

IEEE-1394 (também chamado i.Link, FireWire ou DTVLink) protocolo padrão para transmissão digital de áudio, vídeo e dados a curta distância. Desenvolvido originalmente pela Apple Computer, foi proposto à organização IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers (EUA) e por ela tornado padrão em 1995.

FireWire é o nome utilizado pela Apple para sua versão do IEEE-1394 e por diversas empresas que o empregam em seus produtos, i.Link é o nome criado pela Sony para a mesma interface e DTVLink o nome padronizado pelo CEA (Consumer Electronics Association) também para a mesma interface.

O formato DV foi a primeira aplicação a utilizar esta tecnologia, sendo parte opcional do mesmo - pode ou não ser implementada, conforme o fabricante. Deverá no futuro ser o substituto de protocolos como IDE, SCSI, etc...

O IEEE-1394 é um sistema de comunicação serial, bi-direcional de alta velocidade, proposto para simplificar as conexões entre produtos digitais, como câmeras, computadores, drives DVD, etc... Algumas características: sinais de áudio & vídeo & outros trafegam por um único cabo/conector, sinais simultâneos podem trafegar nas duas direções, pode conectar até 63 periféricos em uma única cadeia, os periféricos podem ser conectados /desconectados ligados à cadeia (hot pluggable). Sinais digitais de vídeo quando copiados de um equipamento para outro através deste tipo de conexão não sofrem degradação da imagem.

Existem dois tipos de conectores usados: com 4 e com 6 pinos (unpowered e powered).

IEEE-1394, conector o padrão definido para o sinal IEEE-1394 possibilita a existência de dois tipos de conectores (plugs macho / fêmea): com 4 pinos ou com 6 pinos. Quatro conectores (pinos) são sempre utilizados para o sinal FireWire propriamente dito. Os outros 2 são opcionais: o padrão IEEE-1394 prevê como opção que o mesmo cabo utilizado para o sinal digital possa também fornecer energia para um equipamento (periférico) conectado ao mesmo. Assim, um par de fios (energia e terra) é opcionalmente adicionado ao cabo para esta finalidade, derivando daí a existência de plugs com 4 e plugs com 6 pinos (unpowered e powered):

O desenho mostra o plug de 4 pinos (à esquerda) e o de 6 pinos (à direita). Os equipamentos do segmento consumidor e semi-profissional utilizam a opção de 4 pinos: como estes equipamentos são geralmente menores, os plugs de tamanho menor adaptam-se melhor à eles. No entanto, existem placas de edição por exemplo com os dois tipos de plugs / conectores, assim como conversores de plugs 4/6 pinos (onde na realidade os pinos de energia não são conectados no lado 4 pinos). Existem cabos com plugs iguais e com plugs diferentes em suas extremidades (em relação ao número de pinos): 4-4, 4-6 e 6-6 .

O desenho abaixo mostra o interior de um cabo FireWire de 6 fios:

O desenho abaixo mostra o interior de um cabo FireWire de 4 fios, utilizado em conexões de câmeras digitais:

IEEE-1394a (FireWire 400) especificação proposta pelo 1394 Trade Association (organização mundial dedicada a pesquisar melhorias para o padrão IEEE-1394) em 2000 para melhorar a performance do tráfego de informações do protocolo FireWire (IEEE-1394) tradicional de 1995, além de melhorar também o seu gerenciamento de energia (existem dois tipos de conectores FireWire, um deles, o de 6 pinos, transporta energia e dados). Nesta especificação 3 velocidades de transferência de dados foram estabelecidas, 100 Mbps - (Mega = 1 milhão), 100 milhões de bits por segundo, 200 Mbps e a tradicional 400 Mbps. O protocolo IEEE-1394a é totalmente compatível com o protocolo IEEE-1394 original.

IEEE-1394b (FireWire 800) especificação proposta pelo 1394 Trade Association (organização mundial dedicada a pesquisar melhorias para o padrão IEEE-1394) em 2002 para aumentar a capacidade da conexão FireWire (IEEE-1394a) tradicional. O volume de dados máximo possível de ser transportado aumentou de 400 Mbps - (Mega = 1 milhão), 400 milhões de bits por segundo, para 3 níveis, o primeiro com 800Mbps, o segundo com 1,6Gbps (Giga = 1 bilhão) e o terceiro com 3,2Gbps.

O comprimento máximo do cabo FireWire nesta especificação passou a ser de 100 metros (cabo de fibra óptica plástica) ou mais (cabo de fibra óptica de vidro), extensões muito maiores quando comparadas aos 4,5 metros do cabo Fire Wire tradicional de fio de cobre ou os 5 metros do cabo USB 2.0 sem reforço de sinal (o comprimento máximo depende também do volume de dados transportado por segundo, quanto menor, maior a extensão possível para o cabo).

Seus conectores utilizam 9 pinos (ao invés dos 4 ou 6 utilizados nos conectores do protocolo FireWire tradicional). E assim como ocorre no FireWire tradicional, também aqui existem conversores de plugs, de 9 pinos para 6 ou para 4 pinos. Assim, uma câmera digital de vídeo, que normalmente possui encaixe para plugs de 4 pinos, pode com um cabo conversor 4-9 pinos ser conectada a um periférico de computador que trabalhe com FireWire 800. Dos 9 pinos utilizados, 2 são utilizados para transporte de energia, da mesma forma que ocorre na versão 6 pinos do protocolo tradicional, servindo para acionar determinados periféricos de computadores, como câmeras utilizadas em vídeoconferência e HDs portáteis. Um outro exemplo de uso desta tecnologia (dados & energia no mesmo cabo) são tocadores de mp3 que conectam-se ao computador recebendo músicas e carga para suas baterias através de um único cabo FireWire.

O protocolo IEEE-1394b é totalmente compatível com o protocolo IEEE-1394 proposto originariamente em 1995 e com sua implementação IEEE-1394a. Sua utilização inicial restringe-se a equipamentos de informática e algumas aplicações como redes em estúdios de vídeo por exemplo.

image enhancer equipamento semelhante ao TBC, porém menos preciso e com menor possibilidade de ajustes.

interlace de imagem quando as linhas exibidas na tela são desenhadas de maneira alternada, primeiro as pares, depois as ímpares e assim por diante. O sistema de TV tradicional mostra as linhas neste modo. Já os sistemas de computadores utilizam a forma non-interlace, onde as linhas são desenhadas na sequência, uma a uma, sem alternância.

I.R.E. (Institute of Radio Engineers) unidade utilizada para medir o brilho da imagem na tela. A escuridão total recebe o valor 0 IRE e o branco total, 100 IRE. Um sinal ideal de vídeo não deve nunca ter intensidade de brilho inferior a 7,5 IRE e nunca superior a 100 IRE - fora destes limites, haverá distorção na reprodução da imagem no monitor.

JPEG (Joint Photographic Experts Group) padrão de codificação / decodificação de dados utilizado para comprimr / descomprimir imagens fotográficas estáticas. Neste padrão, a imagem é dividida em quadrados de 8x8 pixels, e através de complexos cálculos matemáticos é calculada uma cor 'média' para estes 64 pixels. Com isso ocorre perda de detalhes na compressão. Processos em que isto ocorre são conhecidos como 'lossy'. Existem processos onde não ocorrem perdas ('lossless'), utilizados por exemplo no padrão GIF (Graphic InterFace, desenvolvido pela Compuserve) de compressão de imagens fotográficas. No entanto padrões como o GIF são apropriados para gráficos por exemplo e não imagens fotográficas, por que o conjunto de cores tratados por eles (256 cores) é muito menor do o utilizado em padrões como o JPEG.

O tipo de compressão utilizado no padrão JPEG é o intraframe. Quando utilizado individualmente sobre cada quadro de uma sequencia de imagens de vídeo recebe o nome MJPEG (Motion JPEG).

knee O sinal gerado na câmera através dos sensores de imagem ( CCD /CMOS) é diretamente proporcional à luminosidade que atinge os milhares de pixels sensíveis à luz . O gráfico intensidade de sinal (voltagem gerada nas células fotoelétricas que compõem os pixels ) x intensidade luminosa é uma reta. Porém, por questões de otimização na codificação do sinal gerado e a forma como os tubos de imagem CRT as exibem, uma correção torna-se necessária, distorcendo-se o gráfico que deixa de ser uma reta e passa a ser uma curva. Essa distorção é efetuada na câmera e recebe o nome de gamma correction (correção de gamma). É possível efetuar um ajuste somente na parte superior dessa curva, a região das partes mais claras da imagem (altas luzes). Essa região no gráfico é denominada knee e seu ajuste permite distorcer a curva para baixo somente nesse trecho, causando um "achatamento" na variação de tonalidades claras. O gráfico abaixo mostra 3 níveis de ajuste desse trecho da curva, alto, médio e baixo:

com isso a mesma variação de sinal corresponde a uma variação menor no brilho. O objetivo é evitar a superexposição, ou, pelo menos, minimizá-la. Com a função knee ativada a câmera detecta quando áreas claras estão ficando muito brilhantes e começa a partir desse ponto de intensidade a atenuá-las. É possível indicar a partir de que nível de intensidade luminosa a correção deve se iniciada ou em algumas câmeras deixar a função ser executada através de seu circuito automático. Pode-se afirmar que o ajuste de knee faz uma compressão dos sinais de alta intensidade da imagem. O ponto limite (threshold) a partir do qual o controle de atenuação irá atuar denomina-se knee point. O grau de desvio da curva a partir desse ponto pode ser determinado através de um controle denominado knee slope. Se ele for maior, a compressão será maior, se for menor, também a compressão no sinal será menor. A ilustração abaixo, retirada do documento Tips for avoiding "overexposure" of an Image's Highlights da Sony mostra a atuação do ajuste de knee:

Nas figuras da esquerda e da direita pode-se perceber o ajuste na exposição acarretado pela alteração do knee: as pétalas das flores e a fita plástica estão superexpostas na imagem da esquerda, porém o mesmo não acontece na da direita. Por outro lado, os níveis intermediários de tonalidades permaneceram inalterados.

Assim como o ajuste da curva de gamma, também o ajuste de knee é efetuado após o sinal analógico lido do sensor (CCD ou CMOS) ter sido digitalizado .

Este tipo de ajuste também é empregado em áudio, para determinar a redução de intensidade de volume do sinal a partir de determinado ponto, normalmente o ponto onde começa a haver distorção (ruídos) no som, acarretados pelo processo de amplificação ( gain . É uma situação análoga à situação do ruído na imagem.

LANC (ou Control-L) (Local Application Control) protocolo de comunicação para edição-linear desenvolvido pela Sony, utilizado em vídeoprodução para controle remoto, através de um cabo, de determinados dispositivos, como por exemplo VCRs e câmeras. Introduzido pela Sony juntamente com suas câmeras analógicas de 8 mm (e mais tarde Hi8), foi um dos protocolos mais populares utilizados em edição linear voltada para o segmento consumidor e semi-profissional, permitindo que um aparelho denominado controlador de edição pudesse comandar câmeras não só da Sony como também da Canon. Sua comunicação é efetuada em duas vias (bidirecional), ou seja, permite tanto operações do controlador para a câmera ou VCR (PLAY, PAUSE, etc...) como a transmissão de informações no sentido contrário (posição do tape counter da câmera ou VCR lida pelo controlador). Utiliza o mesmo conector mini-plug estéreo usado em aplicações de áudio.  

Com o domínio da edição-não-linear deixou de se utilizado nesta função, mas sua capacidade de controlar remotamente não só as funções básicas de transporte de fita em uma câmera, mas, principalmente outras como foco e zoom, despertou seu uso para situações onde esse controle é necessário, como por exemplo em câmeras fixadas na ponta de gruas. Ainda outra aplicação é em controles de zoom e foco instalados em alavancas de pan, para câmeras montadas em tripés, como mostra a ilustração abaixo (o cabo que conecta o dispositivo à entrada LANC da câmera não aparece):
 

Serviços especializados de assistência técnica usam também essa conexão para obter dados específicos da câmera, como por exemplo a leitura do contador de giros do cilindro das cabeças de vídeo da mesma.

latitude em uma escala gradativa de tonalidades variando do preto absoluto ao branco absoluto, podemos definir quantos segmentos perceptíveis como distintos pelo olho humano ela terá:

as séries acima possuem diferentes conjuntos de variações de intensidade, alguns mais, outros menos. Quanto mais "degraus" entre o preto e o branco absolutos, maior é a latitude da imagem, quanto menos "degraus", menor é sua latitude. Se continuarmos a segmentar mais as séries acima, estabelecendo intervalos ("degraus") cada vez menores, a partir de determinado ponto não conseguiremos mais distinguir a diferença de luminosidade entre um determinado degrau e seu vizinho. No entanto, através de equipamentos especiais é possível determinar que o nível de luminosidade é diferente entre um e outro. Determinados sistemas de imagem podem gerar mais "degraus" desse tipo (invisíveis ao olho humano), outros menos. Ao conjunto total de todos os "degraus", visíveis e invisíveis, dá-se o nome de dynamic range, termo empregado também em outras aplicações, como por exemplo o som. Na captura de imagens, dynamic range é portanto o conjunto de todas as variações de intensidade luminosa que determinado meio de registro visual pode captar.

Considera-se que normalmente o olho humano seja capaz de distinguir variações de intensidade luminosa em base em uma escala que vai de 0 a 100, do preto absoluto ao branco absoluto. O olho seria portanto capaz de distinguir variações iguais ou superiores a 1% entre um e outro degrau dessa escala. Variações de intensidade menores do que isso não seriam percebidas pelo olho. A escala perceptível é a latitude de determinado meio de reprodução de imagem.

Tradicionalmente a película fotográfica / cinematográfica possui maior latitude do que o vídeo de modo geral. Essa maior latitude é um dos principais elementos, em meio a outros, como profundidade de campo (empregada no foco seletivo, etc...) que determinam o chamado film look de um determinado trabalho.

Light Peak denominação da interface de comunicação Thunderbolt na época em que foi desenvolvida pela Intel.

linhas (imagem de vídeo) a imagem de vídeo é formada através de uma sequência de linhas horizontais. Estas linhas são geradas por um dispositivo sensível à luz colocado dentro das câmeras. Antigamente este dispositivo era um tubo de imagem denominado vidicon; hoje é um chip denominado CCD. O resultado da leitura do CCD é um sinal analógico que pode, opcionalmente, ser digitalizado logo em seguida ou não, resultando nos formatos analógicos (VHS por exemplo) e digitais (MiniDV por exemplo).

As figuras abaixo mostram o sinal de vídeo para o padrão NTSC, como é desenhado na tela de um tubo de imagens (CRT):

A primeira das 3 figuras, à esquerda, mostra a formação das linhas ímpares e o segunda a formação das linhas pares. O sinal de vídeo trabalha com o processo de alternância tanto na leitura como na apresentação das linhas porque, quando foi patenteado pela RCA, em 1929, a camada de fósforo que recobria internamente o CRT possuía tempo de resposta muito lento (tempo para um determinado ponto da tela ficar luminoso e em seguida apagar-se) para trabalhar com um novo desenho de linha a intervalos muito curtos; este fato, associado a outras limitações técnicas época, como restrição na largura de banda (bandwidth) disponível para efetuar a transmissão do sinal até as residências levou à criação desse sistema, onde o desenho das linhas é dividido em duas etapas, linhas ímpares e linhas pares.

Na figura das linhas ímpares, a palavra "início" em azul mostra o ponto de partida da trajetória do canhão no desenho da imagem no tubo. Ao chegar ao término da primeira linha, o canhão tem que retornar seu feixe de elétrons para desenhar a segunda linha. Neste momento o feixe é desligado, enquanto o canhão retorna para iniciar o desenho da segunda linha, parte da trajetória denominada retrace horizontal, indicada na figura por uma linha pontilhada. A trajetória do desenho das linhas não é perfeitamente horizontal, como mostra a figura, sendo ligeiramente inclinada para baixo, ao contrário da trajetória do retrace horizontal. Na figura, para facilidade de comunicação a inclinação das linhas foi bastante exagerada. No tubo de imagem de um televisor comum a inclinação não é percebida devido ao ajuste do mesmo na estrutura do aparelho (inclinação contrária para compensar). A figura ilustra o que acontece em um tubo de imagem P&B; em um tubo colorido existem algumas diferenças como a presença de uma máscara de pontos coloridos e a existência de 3 canhões, mas a forma de desenhar as linhas é a mesma.

São desenhadas 262 linhas e meia (conforme a figura da esquerda); a última linha, de número 525, é desenhada somente até a metade. A linha verde na figura mostra o movimento de retrace vertical do canhão (com o feixe desligado) até atingir o topo novamente, porém desta vez no meio da imagem ("fim" em azul na figura). O conjunto todo destas linhas (incluindo os retraces) leva 1/60 seg. para ser desenhado e recebe o nome de campo. Neste caso, trata-se portanto do campo ímpar (odd field).

O sinal de vídeo possui, embutido dentro do mesmo, indicações para o canhão de que uma linha horizontal chegou ao fim ou de que um campo teve seu desenho completado. Estas informações, denominadas pulsos de sincronismo, permitem que os retraces sejam efetuados quando necessário.

A figura do meio mostra o desenho do campo par (even field), e a linha vermelha a trajetória do retrace vertical até a posição de início do campo ímpar. São desenhadas também 262 linhas e meia, sendo que a primeira linha tem início na metade da tela e não é contada na numeração das linhas: a primeira do campo par é a linha 2 ("L2" no desenho). A última linha deste campo é a de número 524. O processo todo também leva 1/60 seg. para ocorrer.

A soma dos dois campos, ilustrado na figura mais à direita recebe o nome de quadro, sendo portanto desenhado em 1/30 seg. (1/60 + 1/60). Em outras palavras, a cadência de apresentação das imagens (frame rate) é de 30 quadros por segundo (30qps). Ao término deste tempo todas as linhas foram desenhadas na tela e o processo reinicia-se novamente. Neste momento, as linhas do primeiro campo já estão-se tornando quase que totalmente apagadas (o fósforo vai perdendo luminosidade gradativamente). Com a criação do processo de alternância no desenho das linhas foi possível atender as limitações de banda da época e ao mesmo tempo obter-se uma boa resolução na imagem. Daí originou-se o nome interlaced para este tipo de sinal: o desenho das linhas é entrelaçado, ou seja, ímpares / pares / ímpares e assim por diante.

Nem todas as 525 linhas disponíveis no sistema NTSC no entanto são visíveis na tela. Das 262 linhas e meia de cada campo, as últimas 21 linhas são sempre reservadas para armazenar diversas informações de controle do próprio sinal e outras mais. Assim, tem-se um total de 483 linhas visíveis, 241 linhas e meia em cada campo (241,5 + 21 = 262,5 para cada campo):

As 9 primeiras linhas do conjunto de 21 armazenam, entre outras informações, os pulsos de sincronismo vertical (V-Sync) e sinais de equalização. As 12 demais linhas podem ser utilizadas para o armazenamento de diversas informações, como por exemplo close caption e Timecode do tipo VITC (Vertical Interval Timecode). São essas linhas não visíveis, sem imagem, que formam a faixa preta que pode ser vista quando o ajuste vertical do monitor está fora da posição correta, como mostra a figura abaixo:

Em monitores de vídeo é possível visualizar estas 12 últimas linhas através do acionamento de um botão denominado underscan. Em aparelhos de TVs comuns, não só as 21 linhas como algumas a mais são escondidas pela máscara que forma a estrutura do aparelho. Devido à persistência de imagens na retina, o olho humano não percebe somente 241 linhas e meia na imagem (quando um campo está sendo desenhado o anterior já está-se apagando) mas sim as 483. Com isso é possível manter-se uma resolução vertical aparente de 483 linhas que na realidade é de somente 241 linhas.

Os sinais analógicos de vídeo podem ser digitalizados e convertidos para um formato digital de vídeo, como o DV por exemplo. No formato NTSC DV são desconsideradas 1 linha e meia de cada campo do formato NTSC analógico, resultando em um total de 480 linhas ao invés de 483. As diversas informações de controle existentes nas 21 linhas não mostradas são mantidas, sendo codificadas e digitalizadas de modo que os equipamentos que tratam este tipo de sinal digital as entendam. O inverso também pode ocorrer, quando um sinal digital é convertido para analógico: neste caso as informações de controle são reconstruídas para entendimento dos equipamentos que tratam sinais analógicos. Os sistemas PAL e SECAM funcionam de forma semelhante, porém com número diferente de linhas em cada quadro.

Para facilidade de comunicação, a frequência de apresentação dos quadros no sistema NTSC é considerada como sendo de 30 quadros por segundo. No entanto o frame rate preciso é 29,97 e não 30.

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