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SMPTE Timecode formato de numeração dos quadros de um vídeo (Timecode) padronizado pela Society of Motion Picture and Television Engineers Timecode, para uso com os frame rates 30 / 29,97 / 25 e 24. Existem diferentes formas de se gravar um Timecode do tipo SMPTE. Uma delas é o LTC , outra é o VITC . O nome 'SMPTE Timecode' é às vezes utilizado como sinônimo do LCT. Na Europa, a adoção do padrão SMPTE pelo European Broadcast Union deu origem ao SMPTE/EBU.
O SMPTE Timecode permite a escolha (disponível em algumas câmeras, sobretudo do segmento profissional) da forma de se gerar a numeração. Na forma Record Run (mais comum) é registrado o tempo decorrido de gravação na fita, contado em horas, minutos, segundos e quadros. Na forma Free Run (também conhecida como Time of Day) a parte horas / minutos / segundos da numeração é obtida a partir de um relógio digital existente na câmera, sempre em funcionamento, independentemente de estar sendo feita ou não alguma gravação. Quando uma gravação interrompida (em PAUSE por exemplo) é retomada, o valor HH:MM:SS é obtido da leitura deste relógio no momento do reinício do REC. Este tipo de Timecode é útil na sincronização de várias câmeras em um evento. O relógio interno das câmeras é sincronizado entre elas e a partir deste momento, mesmo que existam interrupções ou até troca de fitas nas câmeras, no momento da edição é possível sincronizar as várias fontes da mesma imagem.
Na forma User Set, é possível informar para a câmera o valor inicial a ser considerado para HH:MM:SS:QQ; neste modo, ao invés da digitação da hora real, é usual inserir-se um número em "HH" representando o número da fita utilizada no momento. Na forma External o Timecode é obtido não do relógio digital da câmera e sim de uma fonte externa geradora de Timecode, sendo utilizado geralmente em situações (como estúdios por exemplo) onde mais de uma câmera esteja atuando. Na forma Jam-Sync (utilizada juntamente com a forma Free Run) o relógio digital da câmera é inicializado através de uma fonte externa geradora de Timecode (uma claquete com gerador embutido de Timecode por exemplo), sendo a seguir a conexão entre esta fonte e a câmera desfeita.
split edit tipo de transição empregada entre uma cena e outra onde, ao invés do som e da imagem mudarem simultaneamente da cena A para a cena B, como ocorre normalmente no corte seco, dissolve ou outro tipo de transição, o som ou então a imagem da cena B entram "atrasados". O resultado desse deslocamento faz com que o público começe a ouvir o áudio da cena B enquanto ainda vê imagens da cena A ou passe a ver imagens da cena B enquanto ainda ouve o áudio da cena A. Muito utilizado em cinema, o split edit permite chamar a atenção do público para determinados elementos da trama, dando destaque aos mesmos enquanto possibilita o desenvolvimento natural e a continuidade entre as cenas.
Um exemplo é iniciar determinada cena somente com o áudio de uma pessoa falando, com a imagem totalmente escura. Depois de alguns segundos então, um lento processo de fade-in tem início. O efeito faz com que o público fixe sua atenção inicialmente no áudio - a história contada pelo personagem - uma vez que não há ainda imagem, para só então, após mentalizado o relato, surgir a imagem, como dado complementar. Sem o efeito, áudio e imagem teriam que ser assimilados simultaneamente. No exemplo, o diretor opta por enfatizar bastante o texto antes de mostrar o personagem associado a ele. Outra possibilidade ainda no exemplo acima é exibir outras imagens, não a da pessoa que fala, relacionadas por exemplo com o que a pessoa fala. Se ela está rememorando trechos de sua infância, o trecho escuro pode ser substituído por fotos antigas que vão-se sucedendo, até, a partir de determinado ponto aparecer a imagem real de quem está falando, em sincronismo com o áudio. Outro exemplo: o close de um personagem com olhar preocupado, perdido no horizonte, olhando fixadamente ao longe; surge então o ruído de um avião durante alguns segundos, para só então surgir a imagem correspondente ao mesmo. Chama-se assim a atenção para o pensamento do personagem, ligado ao desenrolar da cena seguinte. O outro tipo de split edit é o que faz aparecer primeiro a imagem da cena seguinte e somente após alguns segundos também o áudio dessa cena. Um exemplo frequente ocorre nos noticiários da TV, onde o apresentador no estúdio inicia sua fala, ainda com sua imagem aparecendo, para, logo a seguir, surgirem as cenas relacionadas à notícia, porém sem áudio próprio: ainda ouve-se o áudio do apresentador narrando o fato. Algum tempo depois, o apresentador interrompe sua fala e surge o áudio da cena da notícia, sincronizado com a respectiva imagem. O efeito, quando não ao vivo (como no exemplo acima), pode ser construído facilmente durante a fase de edição-não-linear, deslocando-se e substituindo-se cenas na timeline.storyboard entre os vários modos de editar (arranjar cenas e modificar e/ou acrescentar efeitos) um vídeo em um microcomputador (edição-não-linear), o storyboard permite organizar as cenas de um vídeo em busca de sua configuração final. As cenas para uso no storyboard podem ser criadas a partir da subdivisão de trechos da timeline através de cortes ou geradas automaticamente através da função denominada automatic scene detection, através da qual o software analisa o vídeo capturado e o divide em diversas cenas, conforme alterações bruscas detectadas na imagem. Também outros trechos de vídeos ou fotos podem ser trazidos (importados) de arquivos no micro.
As cenas são originalmente dispostas no storyboard organizadas em fileiras umas abaixo das outras. Cada cena pode ser então movida de lugar, sendo inserida entre as demais. Efeitos e transições podem ser acrescentados entre as cenas. Este rearranjo, efetuado através do clicar e arrastar do mouse vai formando uma sequência final para o vídeo e esta pode, opcionalmente, ser movida a seguir para a timeline. A figura abaixo mostra um trecho da janela Storyboard do software Adobe Premiere:

straight alpha um dos dois tipos de canal alfa de transparência, utilizado na composição digital de imagens. No straight alpha quando uma imagem sobre um determinado fundo qualquer é recortada, se a mesma possuir partes semi-transparentes nas bordas, parte do fundo é incorporado nesta camada durante o recorte, passando a fazer parte da imagem recortada.
switcher o mesmo que mixer de vídeo (em produção semi-profissional). No âmbito profissional, o termo é também utilizado para referenciar-se à sala onde encontra-se o diretor de imagem, que atua basicamente sobre um mixer de vídeo mais elaborado. Esta sala pode estar também, neste caso, montada em um ambiente externo (unidade móvel).
time remapping efeito de variação de velocidade na reprodução de uma determinada cena. Dentro dela, em determinados trechos a imagem avança rapidamente e depois retorna à velocidade normal, ou então passa a ser executada em câmera lenta e depois retorna à velocidade normal. O que difere o efeito time remapping de um efeito simples de câmera lenta ou câmera rápida é o fato dele ocorrer, explicitamente, durante o decorrer da cena. O efeito tradicional de câmera lenta ou rápida é precedido por uma transição de cena - um corte seco por exemplo. Aqui a função é imitar o que faria uma pessoa com o controle remoto de um player nas mãos, acelerando ou retardando a velocidade normal de execução.
Timecode processo utilizado para marcar, com precisão, cada quadro na sequência de imagens gerada dentro do sinal de vídeo, facilitando a edição e a sincronização das mesmas. Tomando-se como base por exemplo o padrão NTSC, onde a cada segundo são gerados 30 quadros, cada quadro gerado recebe uma numeração independente, do tipo
HH:MM:SS:QQ
onde HH=hora, MM=minutos, SS=segundos e QQ uma sequência numérica representando os 30 quadros existentes dentro de cada intervalo de um segundo. Ao contrário da numeração imprecisa do tipo HH:MM:SS exibida no painel de um VCR comum (derivada da simples contagem dos pulsos da trilha Control Track) , o Timecode vai além, permitindo acesso individual quadro a quadro. A edição linear utilizando equipamentos que conseguem ler e gravar estes códigos é muito mais precisa do que a feita sem utilizá-los. Na edição não-linear seu uso é automático: o próprio software trata o material editado utilizando o conceito de Timecode, ou seja, numerando um a um seus quadros.
O sistema de numeração utilizado segue o princípio de um relógio digital: assim como no primeiro minuto do dia a hora é representada por "00", no último minuto do dia a hora é representada por "23". O intervalo das 24 horas do dia pode então ser representado por "00" / "01" / "02" ... "23". Analogamente, os minutos e os segundos também são numerados de "00" a "59".O intervalo de numeração dos quadros ("QQ" no exemplo acima) depende do formato utilizado. No sistema NTSC, que trabalha com 30 quadros/segundo, QQ vai de "00" a "29"; no sistema SECAM por exemplo, que trabalha com 25 quadros/segundo, QQ vai de "00" a "24", que é a mesma numeração utilizada nos Timecodes empregados no cinema).
Assim, o primeiro quadro é o quadro 00:00:00:00, o segundo quadro 00:00:00:01, e assim por diante. No processo de edição, efetuar um corte para separar um trecho com uma hora de duração significa cortar entre 00:59:59:29 e 01:00:00:00 (e não entre 01:00:00:00 e 01:00:00:01).
Geralmente o Timecode é gravado pela câmera de vídeo (quando a câmera possui esta opção, o que depende do tipo de câmera e do tipo de formato de vídeo utilizado), no momento da captura da imagem, sendo armazenado na fita em uma área próxima à mesma ou no disco óptico na área correspondente a este tipo de informação no disco. Existem vários tipos de Timecode: em alguns deles, é possível fazer-se a gravação deste tipo de informação na fita/disco de maneira independente da imagem gravada (antes ou após as imagens terem sido capturadas).
Assim, é usual no trabalho com alguns tipos de formato de vídeo (formatos DV por exemplo) inserir uma fita virgem na câmera e acionar a gravação (REC) da mesma, com as lentes tampadas, até o seu final, para que a informação de Timecode fique gravada na fita inteira. A gravação subsequente de imagens sobrepostas a esta "imagem preta" previamente gravada não irá alterar o Timecode já gravado: a câmera normalmente só grava a informação de Timecode em trechos onde não exista esta informação (trechos virgens ou apagados). Este procedimento permite ter-se uniformidade na numeração, tornando mais fácil a localização dos vários trechos gravados.
No entanto, o procedimento acima é desnecessário se a fita/disco virgens ou apagados forem inseridos na câmera e forem gravados de modo a não deixar nenhuma parte desgravada entre os diversos trechos. Assim por exemplo, gravar 5 segundos, retroceder e reiniciar a gravação a partir do quarto segundo fará com que a câmera continue numerando sequencialmente os quadros a partir do quinto segundo (sexto, sétimo, etc...). Porém gravar 5 segundos, avançar 2 e reiniciar a gravação fará com que a câmera, dependendo do formato de vídeo utilizado, reinicie a numeração dos quadros no Timecode. Isto ocorre em alguns formatos (como no DV por exemplo) e não ocorre em outros (como no Betacam por exemplo). Nestes, o Timecode utilizado é do tipo SMPTE Timecode (ou LTC), que estabelece um horário corrido para a numeração HH:MM:SS associada à numeração QQ dos quadros: a numeração será sempre crescente, independente do ponto da fita/disco a ser gravado no momento seguinte.
Por outro lado determinados tipos de Timecode permitem também que esta informação (Timecode) seja inserida sobre uma imagem já previamente gravada em uma fita de vídeo, o que pode ser feito geralmente através de determinados tipos específicos de VCR.
No caso da edição não-linear a existência de Timecode previamente gravado possibilita escolher através do software quais trechos serão capturados e trazidos para dentro do microcomputador, processo denominado batch capture.
Os vários tipos existentes de Timecode são gravados de diferentes maneiras junto com a imagem. Alguns dos tipos mais utilizados: SMPTE Timecode (LTC, VITC), DV Timecode e RCTC .
O Timecode foi criado no final dos anos 60, para facilitar e aumentar a precisão no controle da edição de vídeo. Originalmente desenvolvido pela NASA para manter o histórico preciso do funcionamento dos principais instrumentos dentro das espaçonaves Gemini e Apollo (gravado em fitas de telemetria), foi adaptado para uso em vídeo e colocado no mercado com o nome de On-Time em 1967 pela EECO - Electronic Engineering Company of America. Em 1972 foi padronizado pela SMPTE - Society of Motion Picture and Television Engineers.
Em cinema, além da utilização durante o processo de edição, quando o filme é transposto para vídeo (em formatos de alta qualidade), facilita o trabalho de sincronização do som e imagem após a filmagem (o som não é gravado na câmera), podendo ser exibido em um visor digital embutido na claquete utilizada antes de cada tomada ser efetuada:

Neste caso o Timecode mostrado no visor é ligado ao equipamento de gravação de som e a transmissão do sinal para a claquete pode ser feita com ou sem fio (via rádio-transmissor). Existem claquetes 'inteligentes', que possuem um gerador embutido de Timecode.
Existem também Timecodes voltados somente para utilização em equipamentos de áudio, como o Midi Timecode (MTC), Midi Sync, Superclock, Word Clock, AES, Song Position Pointer e outros.
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