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Informações Técnicas |
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non-drop Timecode (non-drop frame Timecode) ao contrário dos Timecodes do tipo drop, não existe aqui a correção (ajuste na numeração) dos quadros (frames), acarretando diferença perceptível do tempo real em relação ao tempo apontado na marcação do Timecode, após determinado tempo de gravação. Editores que trabalham com filmes geralmente preferem o uso deste tipo de Timecode na captação em vídeo para facilitar a visualização quando o material é convertido posteriormente para película (em cinema não existe o problema da diferença de tempos na frequência de quadros existente nos sistemas NTSC e PAL de 30qps).
placa de captura no processo de captura de um vídeo para ser editado em um computador (edição-não-linear) é necessária a presença de uma placa (circuito impresso) instalada no mesmo. É ela que vai efetuar a transferência dos dados (imagem + som) da câmera / VCR para o disco rígido (HD) do micro. Algumas placas realizam uma função adicional: converter, antes da gravação no HD, sinais do tipo analógico para o tipo digital. Isto é necessário quando equipamentos analógicos são conectados ao micro. Neste caso, a placa recebe o nome de placa de captura e digitalização. Algumas placas fazem as duas funções, ou seja, trabalham tanto com sinais analógicos como digitais:

Além disso, também as placas podem, opcionalmente, ter a capacidade de processar efeitos e transições colocados no vídeo durante o processo de edição.
A figura abaixo mostra a placa de captura Studio DC10 Plus da Pinnacle Systems:

Este é um exemplo de placa do tipo analógica, ou seja, trabalha com equipamentos deste tipo. Câmeras e VCRs analógicos são conectados ao computador através de cabos que transmitem este tipo de sinal (sinal composto ou então sinal Y/C).
Os formatos analógicos de vídeo VHS e 8 mm trabalham com sinal do tipo composto. Neste caso, um cabo com 3 conectores do tipo RCA (um para o vídeo - RCA vídeo, geralmente amarelo - e dois para os canais esquerdo e direito do som - RCA áudio, geralmente vermelho e preto ou vermelho e branco) é conectado nas saídas de áudio e vídeo da câmera/VCR. Em sua outra ponta, o cabo possui os mesmos conectores: o conector de vídeo é ligado à placa de edição e os conectores de áudio ligados à placa de som já existente no micro. Algumas placas de som de micros utilizam para áudio, ao invés dos 2 conectores RCA, um conector do tipo mini-plug estéreo.
Os formatos analógicos de vídeo SVHS e Hi8 trabalham com sinal do do tipo Y/C. Neste caso, em relação ao cabo descrito acima, o conector RCA (amarelo) de vídeo é trocado por um conector Y/C, mantendo-se os conectores de áudio na placa de som do micro.
A figura acima (placa analógica) mostra as indicações das conexões RCA para sinal composto e Y/C para SVHS / Hi8 . A placa possui um conjunto de conectores de entrada e outro de saída: os de entrada são utilizados durante a fase de captura. Ao término da edição do vídeo, através do programa de edição é possível fazer com que o mesmo seja reproduzido e um sinal de saída seja enviado, através da placa, para os conectores de saída. É através destes conectores que o vídeo editado pode opcionalmente ser gravado em um VCR ou câmera. O desenho abaixo esquematiza as conexões correspondentes entre a placa no micro e a câmera / VCR:

Câmeras e VCRs digitais (formatos Mini-DV e Digital-8 por exemplo) são conectados ao computador através de um cabo FireWire (ou i.Link ou IEEE-1394) que transmite ao mesmo tempo o áudio e o vídeo. Em uma de suas pontas, o conector FireWire ali existente é encaixado na saída do mesmo tipo da câmera ou VCR. Em sua outra ponta, outro conector semelhante é encaixado na placa instalada no computador. Neste caso é exigida uma placa diferente, que entenda os sinais digitais.
A maneira mais simples de se trabalhar com edição de vídeo digital é instalar uma placa denominada "porta FireWire", como a mostrada abaixo:

A figura acima (placa digital) mostra dois locais para conexão do plug FireWire. Na maioria das vezes apenas um deles é utilizado; o local sobressalente destina-se à conexão adicional de um segundo equipamento digital. Um exemplo poderia ser o de um VCR digital permanentemente ligado à placa e uma câmera digital ocasionalmente ligada à mesma. A captura no entanto é efetuada sempre através de um único local de conexão na placa. No caso de 2 equipamentos conectados, o software no micro permite, através de uma janela específica, a escolha de qual equipamento será considerado no momento.
A porta FireWire permite a captura de conteúdo para edição com custo muito baixo (preço da placa) e com excelente qualidade de imagem. Aplicações no segmento profissional no entanto, que exigem qualidade broadcast, podem pedir o uso de placas de captura bem mais sofisticadas e com custo muito maior - o que não é o caso do segmento semi-profissional, cujas opções são abordadas neste tópico.
Instalada a porta FireWire, a quase totalidade dos programas de edição irá reconhecer os arquivos capturados por ela. No entanto, alguns programas trabalham de forma diferente, com o auxílio de um circuito impresso, que ajuda o software em determinadas tarefas ou as realiza ele próprio. Neste caso programa e placa tem que ser adquiridos conjuntamente, pois um depende do outro. É o caso da placa Studio DV da Pinnacle Systems:

O cabo FireWire é um cabo de duas vias: os sinais podem trafegar tanto em um sentido como em outro. Por este motivo, ao contrário da placa analógica, na placa digital através do mesmo conector é efetuada tanto a entrada como a saída de áudio e vídeo. Ao término da edição do vídeo, através do programa de edição é possível fazer com que o mesmo seja reproduzido e um sinal de saída seja enviado, através da placa, para o conector FireWire. É através deste conector que o vídeo editado pode opcionalmente ser gravado em um VCR ou câmera digitais. O desenho abaixo esquematiza as conexões correspondentes entre o micro, a placa e a câmera / VCR:

Placas que trabalham com os 2 tipos de sinais são semelhantes às placas acima, possuindo tanto as conexões analógicas como as digitais.
Opcionalmente, para facilitar a conexão e desconexão dos cabos entre a câmera / VCR e o computador (principalmente no caso das placas que trabalham com os 2 tipos de sinais, analógico e digital, ou seja, utilizam muitos cabos), alguns fabricantes disponibilizam uma pequena caixa, denominada breakout box (ou BoB). Sua função é trazer para a frente do computador as conexões que de outra forma teriam que ser feitas, geralmente, em sua parte traseira. Estas conexões englobam as entradas e saídas de vídeo da placa (tanto na forma vídeo composto como na forma Y/C) e também a conexão FireWire (áudio e vídeo digital). Em alguns modelos de placa, a entrada e saída de áudio analógico pode ser feita através da placa de edição (ao invés de o ser através da placa de som do micro). A figura abaixo mostra uma breakout box com locais para conexão das entradas e saídas referidas acima:

Existem placas que trabalham somente no sistema NTSC ou somente em um dos sistemas PAL ou somente no sistema SECAM. Outras podem trabalhar com múltiplos sistemas.
porta FireWire nome do tipo de placa utilizada em edição-não-linear para capturar as imagens da câmera e gravá-la no disco rígido do computador, deixando-as prontas para serem editadas pelos programas de edição.
premultiplied alpha um dos dois tipos de canal alfa de transparência, utilizado na composição digital de imagens. No premultiplied alpha quando uma imagem sobre um determinado fundo qualquer é recortada, se a mesma possuir partes semi-transparentes nas bordas, o recorte é feito sem agregar nessas partes trechos do fundo, o que proporciona sobreposições subsequentes com outras imagens livres de imperfeições. Estas imperfeições, típicas de imagens recortadas na forma straight alpha, formam estranhas margens, geralmente brancas (chamadas halos) nos locais de transição de uma imagem para outra.
preroll quando os botões PLAY ou REC são acionados em uma câmera de vídeo ou VCR que utiliza fita, uma série de procedimentos mecânicos passa a ocorrer para que a mesma passe a se deslocar pelas cabeças de áudio e vídeo na velocidade correta para que a leitura / gravação possa ser feita. Micromotores acionando roletes e pinos guia e de tração e o motor principal gastam alguns segundos para fazer com que a fita atinja a velocidade desejada.
No processo de edição de vídeo (tanto linear como não-linear), ao localizar-se o início de uma determinada cena que se deseja copiar para outro vídeo (na edição linear) ou capturar para o computador (na edição não-linear) e teclar-se STOP (ou mesmo PAUSE), o acionamento subsequente do PLAY não ocasionará o reinício instantâneo da reprodução do conteúdo da fita. Em decorrência da inércia da fita e de todo o mecanismo, alguns segundos (frações de segundo em equipamentos digitais) serão decorridos até que a fita atinja novamente a velocidade correta para sua leitura poder ocorrer e com isso o ponto exato desejado de início da cena será ultrapassado.
A técnica do preroll permite contornar o problema: a fita é retrocedida (RW - Rewind) durante alguns segundos para trás do ponto desejado para início da cópia / captura, voltando a seguir novamente para o modo PLAY. Com isto, alguns segundos antes do ponto de início passar pelas cabeças de leitura a fita atinge a velocidade correta, o que garante que o sinal será lido sem problemas.
O tipo de retrocesso utilizado não passa pelo modo STOP antes de ser efetuado o RW e pode ser acionado manualmente na maioria dos equipamentos: trata-se do modo de avanço / retrocesso com imagem. A operação pode ser acionada ao teclar-se e manter-se pressionado RW enquanto a câmera ou VCR encontra-se no modo PLAY. Este preroll manual pode ser utilizado ao capturar-se para o computador um vídeo de um equipamento analógico. No entanto o preroll automático é muito mais preciso.
Na edição linear um equipamento denominado controlador de edição (que pode também ser um circuito embutido dentro da própria câmera ou VCR analógicos) recebe as indicações de localização das cenas a serem copiadas através do Timecode de início das mesmas. O controlador, ao localizar o início da cena, envia para a câmera ou VCR ordens para efetuar o preroll (RW com PLAY); quando o trecho em questão na fita passa novamente pelas cabeças, tem início a cópia.
No modo mais simples de edição linear (denominado R.A.Edit - Random Assemble Editing), em resposta a uma pequena lista de cenas selecionadas através de in.s / out.s (com precisão máxima de HH:MM:SS) um controlador embutido na câmera faz o preroll em sua fita e libera o PAUSE do VCR destino comunicando-se com o mesmo através de um sinal especial de controle (protocolo de controle de edição) denominado syncro-edit, que trafega através de um cabo da câmera ao VCR. Em modos mais elaborados de edição linear, o preroll é comandado pelo controlador de edição, que se comunica com a câmera através de protocolos de edição como o Control-L, Control-M, RS-232, etc...
Na edição não-linear utilizando como origem sinal analógico, a placa de captura geralmente não se comunica com a câmera / VCR, apenas recebe seus sinais (não utiliza por exemplo o conector Control-L, presente em várias câmeras digitais e utilizado para controle remoto via fio de diversas operações da câmera). Assim, torna-se necessária sua operação manual e não existe preroll automático.
Na edição não-linear utilizando como origem sinal digital, a placa de captura comunica-se com a câmera / VCR através do cabo FireWire, que propicia comunicação nos dois sentidos (câmera / VCR para micro e vice-versa). Neste caso existe o preroll, controlado automaticamente pelo programa de edição.
RCTC (Rewriteable Consumer Time Code) desenvolvido pela Sony, é um Timecode voltado para uso em equipamentos nos formatos 8 mm e Hi8 do segmento consumidor. Nestas fitas existe um setor nas trilhas destinado exclusivamente à este tipo de informação, isolado dos setores de áudio e vídeo. E assim como no Timecode LTC, também no RCTC é possível efetuar opcionalmente sua gravação sobre um material pré-gravado (post-striping) sem destruir este. Este tipo de Timecode não possui precisão a nível de quadro: a mesma pode variar em torno de 2 a 5 quadros.
realtime característica de um programa de edição-não-linear que permite visualizar um efeito sem a necessidade de que o procedimento de renderização seja efetuado. Alguns efeitos necessitam de renderização, outros não. O que determina se o efeito será processado de uma forma ou de outra é a velocidade do processador, a quantidade de memória RAM e a velocidade de processamento da placa de captura.
renderização (render) todas as modificações inseridas em um vídeo (transições por exemplo) sendo editado em um microcomputador (edição-não-linear) necessitam de cálculos internos efetuados pelo processador para serem integradas às imagens. Estes cálculos, muitas vezes da ordem de milhares (conforme a complexidade da transição) são efetuados pelo software e/ou pelo software em conjunto com o hardware da placa de captura.
O processo de renderização ocorre assim que uma transição ou modificação é efetuada e deseja-se visualizar o resultado (operação denominada preview). Em alguns programas é necessário esperar o término da renderização (que pode levar de alguns segundos a vários minutos ou mais, conforme a complexidade do efeito ou transição) para continuar o processo de edição. Outros programas fazem a renderização do efeito ou transição colocado em determinada cena e permitem enquanto isso a continuidade do processo de edição em outra cena, processo denominado background rendering , como o Edition da Pinnacle ou o iMovie2 da Apple por exemplo.
A renderização também é necessária para transformar as diversas trilhas sobrepostas, efeitos e transições de áudio e vídeo montados durante o processo de edição em um único arquivo de saída, pronto para ser gravado em um disco óptico ou fita ou então ser armazenado no micro ou transmitido via Internet.
Aplica-se o termo real time em sistemas onde o tempo de renderização é imperceptível ao usuário. Esta característica depende no entanto completamente da capacidade da CPU do micro, além do trabalho integrado do software + placa com o hardware da máquina. Em alguns sistemas o preview ocorre na forma real time; no entanto é necessária a etapa de renderização para gerar uma saída no formato DV. Em outros, a renderização do preview não é real time, porém torna-se possível a qualquer momento gerar uma saída no formato DV.
scrubbing função disponibilizada em diversos programas de edição-não-linear, onde é possível arrastar através do mouse, para a esquerda ou direita, a cabeça de reprodução de áudio e vídeo (playhead) na timeline visualizando assim a reprodução da imagem e som de um clipe ali existente em uma velocidade maior ou menor do que a normal.
SEG (Special Effects Generator) aparelho gerador de efeitos especiais em imagens de vídeo, às vezes utilizado como sinônimo do mixer de vídeo. O SEG permite aplicar efeitos como transições do tipo wipe, fade-in, fade-out, dissolve (cross fade), etc... Permite ainda a execução de efeitos de sobreposição de imagens do tipo cromakey por exemplo, além de ativar e controlar tituladores para inserção de letreiros / legendas à imagem. Através do hardware do aparelho é possível executar, dependendo do modelo, centenas de efeitos especiais, equivalentes aos oferecidos pelos programas de edição, como efeitos em 3D do tipo viradas animadas de páginas (page peel) e outros mais simples.
Apesar de muitas vezes ser confundido com o mixer de vídeo, existem SEGs que trabalham somente com uma entrada de vídeo (ao contrário do mixer, que sempre atua sobre 2 ou mais entradas).
single-track editing no modo de edição linear o termo indica a utilização de uma única fonte de vídeo (câmera ou VCR), da qual trechos de cenas são selecionados para serem gravados em um vídeo destino C. No modo de edição-não-linear, indica o uso de uma única trilha de vídeo. Neste modo mais simples de edição, trechos de cenas são cortados e as partes remanescentes unidas, com a possibilidade de inserção de efeitos e transições entre as cenas. Enquanto que na edição linear é necessário o uso de um aparelho denominado SEG (Special Effects Generator) para gerar estes efeitos e transições, na edição-não-linear o mesmo é providenciado pelo software de edição.
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