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efeito no processo de edição de um vídeo (linear ou não-linear), um efeito inserido em uma cena muda as características visuais da mesma. O brightness & contrast por exemplo é um tipo de efeito que permite ajustar as características de luminosidade da cena. Existem diversos tipos de efeitos que podem ser aplicados às cenas. A figura abaixo exemplifica uma tela de escolha de efeitos do software Adobe Premiere, utilizado em edição-não-linear: para escolher um efeito, basta clicar e arrastá-lo para a posição correta dentro da timeline.

No exemplo foi escolhido o efeito Flip Horizontal, que inverte horizontalmente a imagem.

Existem dois tipos básicos de efeitos, de correção (brilho / contraste por exemplo) e de transformação (distorção e perspectiva por exemplo ou o Flip da figura acima). Normalmente diversos tipos de efeitos já fazem parte do software de edição. Em alguns casos, quando o software de edição integra-se com a placa de captura e esta disponibiliza efeitos em seu hardware, o programa pode fazer uso dos mesmos. Existem ainda programas adquiridos à parte, como o Hollywood FX da Pinnacle por exemplo (plug-ins) que agregam ainda mais efeitos ao software.

Para que um efeito seja acrescentado ao vídeo, o mesmo necessita ser renderizado, processo no qual os inúmeros cálculos e processamentos internos necessários para a modificação da imagem são efetuados.

É possível modificar efeitos criando novos efeitos. O efeito zoom por exemplo permite aumentar ou reduzir o tamanho da imagem e trabalha com duas informações básicas: tamanho inicial e tamanho final. Se for escolhido redução (10% do tamanho original por exemplo) e tamanho inicial = tamanho final, no trecho onde o efeito for aplicado o vídeo se tornará um pequeno retângulo (10% do tamanho original). Ao ser sobreposto à uma imagem qualquer de outra trilha, cria-se um efeito de picture in picture.

As trilhas de áudio também podem receber efeitos, como por exemplo o efeito echo.

fade-in transição relativamente lenta e suave entre o preto e uma imagem qualquer. O 'in' pode ser associado a 'início' , à 'introdução' : este tipo de transição é utilizado no início do vídeo / filme como um todo (geralmente após o color bars e antes do título e apresentações), ou então no início de um determinado bloco de cenas, sub-capítulo ou seção dentro do vídeo / filme.

Eventualmente pode ser utilizada outra cor ao invés do preto; a mais comum é a cor branca. É possível controlar a velocidade do fade-in, de bem lenta até quase instantânea, o que acentua a mensagem a ser transmitida. A maioria das câmeras possui este recurso, geralmente acessável através de um botão no corpo da mesma (neste caso, com velocidade pré-fixada pelo fabricante). O fade-in no entanto pode ser acrescentado mais tarde, em tempo de edição, e neste caso sua duração pode ser controlada com bastante facilidade.

fade-out transição relativamente lenta e suave entre uma imagem qualquer e o preto. O 'out' pode ser associado a 'saída' , 'fim' : este tipo de transição é utilizado no fim do vídeo / filme como um todo (geralmente antes dos créditos finais).

Eventualmente (embora não muito comum) pode ser utilizada outra cor ao invés do preto; a mais utilizada neste caso é a cor branca. É possível controlar a velocidade do fade-out, de bem lenta até quase instantânea, o que acentua a mensagem a ser transmitida. A maioria das câmeras possui este recurso, geralmente acessável através de um botão no corpo da mesma (neste caso, com velocidade pré-fixada pelo fabricante). O fade-out no entanto pode ser acrescentado mais tarde, em tempo de edição, e neste caso sua duração pode ser controlada com bastante facilidade.

field dominance (field order) as imagens de vídeo do tipo interlaced são compostas por dois campos, um somente com linhas ímpares e outro somente com linhas pares, exibidos de modo alternado na tela do monitor ou TV. Quando se edita um vídeo, é importante saber qual campo é montado primeiro, se o par ou o ímpar. Isto porque não existe um padrão para montagem do quadro de uma imagem de vídeo: em alguns sinais, o campo par é desenhado primeiro, depois o campo ímpar, formando assim um determinado quadro de imagem. O quadro seguinte continuará com a alternância, ou seja, par-ímpar-par... e assim por diante.

Softwares de edição-não-linear possuem uma opção para indicar de que tipo é o vídeo em que se está trabalhando, se é um vídeo upper field ou um vídeo lower field. Se o ajuste estiver incorreto, será montada uma imagem com as linhas trocadas de posição, o que afeta principalmente imagens com perfis inclinados e imagens em movimento, através de um efeito denominado combing. A figura abaixo ilustra o que acontece quando os campos estão trocados:

A posição correta é a da esquerda; no exemplo, as linhas ímpares estão sendo montadas primeiro (upper field) e as pares em seguida, para formar a imagem da barra inclinada. Se indicarmos para o sofware que o vídeo em questão é do tipo lower field, a imagem será montada como mostra o desenho da direita. Algumas placas de captura de vídeo geram vídeo com field dominance do tipo upper, outras com field dominance do tipo lower. Os formatos de vídeo DV (MiniDV, DVCAM, DVCPRO e Digital-8) possuem field dominance do tipo lower field. Não é possível saber, ao assistir um determinado vídeo que apresenta problemas de combing, se ele é do tipo upper ou lower; o que se faz geralmente é alterar a opção upper/lower no software e observar a imagem verificando se o problema foi corrigido.

Esta opção geralmente possui uma terceira, além de upper/lower: a opção off. Neste caso, o software não toma nenhuma decisão de montagem de um campo ou outro em primeiro lugar. Esta opção deve ser selecionada se o arquivo de vídeo for utilizado exclusivamente em microcomputadores, onde as imagens são sempre exibidas no modo progressive scan ao invés do interlaced, quando as linhas são montadas na sequência, uma após outra, como web-streaming ou aplicações em CD-ROM por exemplo.

Escolhida uma opção (upper ou lower), a mesma deve ser mantida durante todo o processamento do arquivo de imagem. Se outros arquivos de diferentes fontes forem acrescentados durante a edição, também deverão ter o mesmo tipo de dominância.

greenscreen processo de keying utilizado com fundo na cor verde.

gerador de caracteres dispositivo utilizado em vídeo para gerar letreiros, podendo ou não serem adicionados a imagens pré-existentes. Existe em duas versões: na primeira, utilizada em edição-linear, um aparelho é conectado à cadeia percorrida pelo sinal de vídeo (ex.: câmera > gerador de caracteres > vcr), podendo ser um aparelho específico para executar esta função ou então um micro-computador com um software que efetue a mesma. Na segunda, utilizada em edição não-linear, o próprio software responsável por editar as imagens fornece a opção de gerar caracteres.

JKL durante o processo de edição-não-linear são muito comuns as tarefas de retroceder / parar / avançar a reprodução do vídeo na timeline, assim como marcar pontos de entrada e saída para cortes e aplicação de efeitos. O programa de edição Avid padronizou algumas teclas do teclado do computador para realizar essas tarefas, e a convenção adotada pelo mesmo acabou sendo seguida através dos anos por diversos outros fabricantes. Em alguns sistemas inclusive, essas teclas recebem cores especiais para destacarem-se do teclado e facilitarem seu acesso durante o processo. São essas teclas as letras "J" / "K" / "L", que desempenham respectivamente as funções Rewind / Play / Forward, tornando assim a operação de edição mais rápida e fácil. Adicionalmente as teclas superiores fazem outras 2 funções, marcar os pontos de entrada e saída: são elas as teclas "I" e "O" (para "in" / "out"). A foto abaixo mostra um teclado com as teclas referidas coloridas:

Ken Burns effect termo utilizado para denominar filmes e vídeos realizados a partir de imagens estáticas (fotos), somente com movimentos lentos de deslocamento da câmera (para os lados, para cima e para baixo) e seu afastamento / aproximação (zoom). Ken Burns (Kenneth Lauren Burns) é o nome do diretor da série The Civil War , feita em 1990 para a TV, que retrata a guerra civil americana. Ganhador de inúmeros prêmios pela série, Burns realizou seu trabalho com o apoio de centenas de fotos e gravuras feitas na época do conflito, criando assim um novo gênero de documentário. Alguns sistemas de edição-não-linear incluem este efeito para uso em transições de uma cena para outra.

keying ("keying out" ou "key") nome dado a um dos tipos de composição de imagens em camadas (layers) onde a imagem que vai ser sobreposta à outra é "recortada" a partir de uma imagem maior, com base em critérios de cor ou luminosidade. Assim é que uma pessoa pode ser "recortada" de seu fundo em uma determinada imagem e "colada" sobre outro fundo. Um exemplo clássico é o quadro do homem ou mulher do tempo, que, situados em frente a um painel colorido com determinada cor, tem sua imagem capturada por uma câmera e a seguir sobreposta a um mapa mostrando as áreas com as nuvens e indicações de temperatura em cada região.

Outro exemplo típico é a de um noticiário onde o apresentador aparece em frente a um fundo onde são exibidas imagens relacionadas ao acontecimento narrado pelo mesmo. Sobreposto a esse fundo e no canto superior direito da imagem é mostrado um logotipo indicativo do programa e na parte inferior da imagem, um letreiro móvel resume o tema da matéria que está sendo apresentada. As 3 composições são efetuadas com recursos de transparência e sobreposição de imagens e a primeira emprega, além disso, a técnica de keying.

O processo de keying é dividido em duas etapas bem distintas. A primeira delas consiste em recortar esses objetos / pessoas que vão ser "colados" na outra imagem. A segunda trata da "colagem" propriamente dita. Na primeira etapa, a chave da questão é que, para que seja possível o recorte, é necessário que haja uma diferença clara entre o objeto / pessoa a serem recortados e o fundo. Assim, no exemplo dos meteorologistas, os mesmos são colocados em frente a um fundo de cor uniforme, como o verde - existem cores melhor indicadas para a realização do processo. No caso, suas roupas não devem possuir nada nesta cor, assim como anéis, colares, brincos e outros acessórios. Se isto acontecer, estas partes irão desaparecer (tornar-se transparentes) durante o processamento da imagem.

Para fazer o "recorte", basta determinar que na imagem, todos os pontos da mesma que possuírem o mesmo tom de verde (a tonalidade uniforme também é um requisito) devem ser considerados como transparentes (sem cor alguma). A cor escolhida pode ser uma cor específica ou um pequeno range (intervalo) de tonalidades de cor. A imagem assim gerada está pronta para ser sobreposta a qualquer outra, como, no caso, o mapa em questão. A estrutura completa-se com um monitor colocado fora da visão da câmera mas próximo do fundo atrás do homem / mulher do tempo, mostrando suas imagens já compostas com o fundo, de forma que os mesmos possam guiar-se em seus movimentos ao apontar locais específicos no mapa.

Antes do surgimento do vídeo o efeito já era empregado a décadas atrás no cinema. Conhecido como bluescreen, as imagens recortadas eram então produzidas através de processos químicos que agiam sobre a película retirando totalmente uma determinada cor escolhida, a cor do fundo. Em vídeo, o responsável por gerar as imagens recortadas era um circuito eletrônico, presente em uma mesa de efeitos ou em um video mixer. Ou seja, o recorte era feito via hardware, tanto para um sinal proveniente de um programa transmitido ao vivo, como para um material pré-gravado. Com o advento dos computadores em videoprodução (edição-não-linear), ganhou-se a possibilidade de fazer-se o mesmo via programa (software). Neste caso, o que possibilitou o emprego desses efeitos foi o uso do alpha channel, também conhecido como key channel, o canal da transparência das imagens. Imagens geradas com o emprego de alpha channel tem um canal a mais de informação para cada pixel, onde é gravado o grau de transparência que o mesmo deve ter. Basta assim, no programa, determinar qual cor será tornada transparente, para que os pixels que a apresentem tenham seu canal de transparência ajustado devidamente.

O processo de recorte no keying da imagem pode ser feito de várias maneiras, cada uma delas recebendo um nome específico. O processo acima descrito, baseado na exclusão de determinada cor recebe o nome de cromakey . E existem processos como o lumakey onde a diferenciação não é feita através de cor e sim da diferença de luminosidade nas imagens. Seja qual for no entanto o processo utilizado, é fundamental para o sucesso do efeito a técnica de iluminação (iluminação para keying) empregada, iluminação esta que permitirá fazer o recorte com precisão ao destacar nitidamente os objetos / pessoas recortados de seus respectivos fundos.

Outro aspecto que deve ser considerado é o "casamento" das imagens de fundo e primeiro plano, que pode ou não ser requerido conforme a situação. Por exemplo se a intenção é colocar uma pessoa dentro de uma casa, em uma cena no interior de uma sala iluminada através de luzes incandescentes, o primeiro plano no cromakey (pessoa a ser recortada) deverá estar também iluminada pelo mesmo tipo de luz. Se no fundo houver uma fonte dominante de luz (lado esquerdo ou direito por exemplo) no primeiro plano a luz deve provir (ou ser pelo menos dominante) do mesmo lado. Se o fundo por outro lado tiver sido gravado em uma cena exterior, é preciso prestar atenção na posição do Sol (se o dia não estiver muito nublado). O céu nublado de maneira não muito intensa passa alguma luz concentrada do Sol, mesmo que fraca, o que é denunciado por sombras suaves do lado contrário ao que o mesmo está. E com o Sol aberto é bem mais fácil identificar a direção de sua procedência. Assim, o motivo em primeiro plano deve ser iluminado imitando não só a direção dessa luz como também sua temperatura de cor, que pode ser ajustada com o auxílio de gelatinas.Outro aspecto a ser considerado é o da intensidade da luz sobre o primeiro plano e sobre o fundo. Uma pessoa sendo "acrescentada" na imagem de uma praia com Sol aberto tem que receber iluminação compatível com a cena da praia.

lower field (F2 Dominant) tipo de arquivo de vídeo onde o campo das linhas pares (chamado F2) é desenhado primeiro na imagem, seguindo-se o campo ímpar. O nome decorre do fato das linhas pares estarem abaixo (lower) das demais, considerando-se as linhas completas (e não a meia linha do campo par que na verdade inicia-se na mesma posição horizontal).

lumakey (ou "luma keying" ou "luminance key") processo de keying de imagens para gerar imagens sobrepostas, onde o recorte da imagem a ser "colada" sobre a outra baseia-se na diferença de luminosidade entre objeto / pessoas recortados e o fundo atrás dos mesmos. Cada pixel desse fundo é então tornado transparente. Para realizá-lo, determina-se um valor de luminosidade (luma key value) em uma escala de 0 (preto) a 255 (branco) e todo pixel com maior (ou menor, conforme a opção escolhida) luminosidade que a estabelecida por este valor é selecionado para ser tornado transparente. O fundo, ao invés de colorido como no cromakey, aqui tem a cor preta (às vezes pode ser utilizado também o branco), como mostra o desenho abaixo:

O recorte para formatos da família DV, como o Mini-DV e o Digital-8 por exemplo, é mais preciso com o lumakey do que o efetuado com o cromakey, uma vez que os formatos DV utilizam uma taxa de compressão onde o componente luminosidade (luminância) tem uma proporção (sampling) quatro vezes maior do que a do componente cor (cromitância). No cromakey DV o contorno da imagem pode apresentar aspecto serrilhado, uma vez que cada bloco quadrado de 4 pixels apresenta sempre a mesma cor, ao passo que a luminosidade é controlada pixel a pixel (resolução 4 vezes maior). Ao ser feito o recorte, blocos deste tamanho são tornados inteiros transparentes, o que não ocorre com o lumakey.

Assim, o lumakey torna-se ideal para aplicações como por exemplo criar gradientes de tons variando do opaco para transparente em uma palavra que deve-se fundir com o fundo. A imagem assim recortada das letras pode ser sobreposta então a um fundo pré-existente.

Por outro lado, o lumakey também apresenta seus pontos fracos: pessoas com olhos escuros e/ou apresentando sombras na iluminação de seus corpos terão problemas no recorte, uma vez que essas áreas poderão ficar transparentes, dependendo do ajuste do luma key value. O problema pode ser contornado através de recursos de programas específicos para efeitos (como o After Effects), onde uma máscara pode ser criada para cobrir as áreas escuras da pessoa / objeto a ser recortado (como seus olhos por exemplo) nesta fase. Se estiver sendo utilizado fundo branco outro problema pode aparecer: com a ação das luzes quentes do estúdio, a pele pode começar a apresentar gotas de suor, que, ao refletirem a iluminação geram para estes pontos pixels muito claros, que serão suprimidos da imagem no processo de keying.

Outra razão para o uso do cromakey ao invés do lumakey é o leque muito maior de cores dentre as quais uma determinada cor pode ser escolhida para ser tornada transparente quando comparado ao leque de luminosidades disponível (do preto ao branco, passando pelas tonalidades de cinza). É muito mais fácil escolher uma determinada cor e com certeza essa cor não participar do objeto / pessoa em primeiro plano do que escolher um determinado tom de luminosidade e isto ocorrer.

LTC (Longitudinal Timecode ou Linear Timecode) é um dos tipos do Timecode SMPTE. No formato VHS, é gravado longitudinalmente na fita (daí seu nome), em uma das bordas da mesma. Para isso, é utilizada a trilha de áudio mono existente neste local, ou uma das 2 trilhas de áudio estéreo de baixa fidelidade (canal esquerdo / direito) ou então (em equipamentos profissionais) uma trilha longitudinal específica para este fim. Uma vantagem deste tipo de Timecode é poder ser acrescentado na fita após as imagens terem sido captadas (post-striping): a gravação do Timecode LTC não apaga a imagem pré-gravada, por ser feita fora das trilhas de vídeo. No entanto, em equipamentos não profissionais com trilha longitudinal do tipo mono esta operação (quando disponível no equipamento) apaga o som gravado nesta trilha.

Nos equipamentos que trabalham com estas trilhas no modo estéreo e permitem a gravação do LTC, é possível gravá-lo em um dos canais (direito / esquerdo), permanecendo o outro com o áudio original. VCRs do segmento consumidor possuem normalmente uma única saída de áudio, onde seleciona-se ou somente as trilhas hi-fi, ou somente a(s) trilha(s) mono/estéreo lineares lo-fi ou um mix de ambas. Não é possível nesses VCRs obter 2 outputs separados e independentes, um do LTC e outro das trilhas hi-fi. O Timecode LTC não pode ser lido nas situações em que a fita é reproduzida no modo slow motion ou em avanço/retrocesso rápido: na realidade a operação de leitura é feita (fita em contato com a cabeça) mas como suas características são as de um sinal de áudio, a velocidades maiores ou menores do que a velocidade normal de leitura fazem com que o sinal não seja entendido como Timecode pelo circuito.

matte em composição digital utilizando canais alfa, nome dado à máscara que encobre parcialmente a imagem localizada na camada (layer) de baixo. Um matte pode ser imaginado como uma cartolina onde recorta-se alguma figura; a seguir, a cartolina é colocada sobre uma foto: a parte vazada deixará ver a imagem da foto, a parte opaca não. Na composição, a parte opaca corresponde à visualização da imagem situada no layer de cima.

minutagem processo de análise do conteúdo de vídeo de uma fita / disco, anotando-se a localização de cada cena em termos de horas / minutos / segundos (daí o nome minutagem). Os dados de localização podem ser mais precisos, incluindo o número do quadro em que inicia-se a cena: tem-se então o uso do Timecode no processo. O termo é às vezes confundido erroneamente com decupagem, no entanto este refere-se à uma das fases envolvidas na pré-produção, onde o roteiro a ser gravado é lido e a partir dessa leitura é montada uma relação de atividades a serem efetuadas antes da captação das imagens, como atores / atrizes necessários, props a serem providenciados (objetos de cena, como por exemplo um lustre de determinado tipo), mockups (simulação em plástico de um sorvete por exemplo) e outros.

mixer de vídeo (switcher) aparelho utilizado para fazer a escolha (troca) de imagens, entre duas ou mais disponíveis, a fim de obter-se um conteúdo de vídeo destinado à gravação, apresentação ou transmissão. Seu uso em eventos transmitidos ao vivo é praticamente indispensável ; em trabalhos off-line é geralmente utilizado para combinar 2 ou mais fontes de vídeo. Em edição-não-linear não é necessário, pois suas funções podem ser efetuadas diretamente no programa de edição.

Frequentemente esta troca é feita acompanhada de algum efeito especial, como transições do tipo wipe, dissolve (cross fade), etc... e por isso geralmente o mixer de vídeo contém, embutido no mesmo, um outro aparelho denominado SEG (gerador de efeitos especiais). O SEG permite ainda a execução de efeitos de sobreposição de imagens do tipo cromakey ou PIP por exemplo, além de ativar e controlar tituladores para inserção de letreiros / legendas à imagem. A figura abaixo ilustra um mixer do fabricante Edirol:

O T-bar (alavanca em forma de "T") é um controle clássico desse tipo de aparelho: semelhante a um manche de avião, permite, com seu deslocamento para frente ou para trás, aplicar com mais ou então com menos intensidade o efeito escolhido. Por exemplo, com o efeito dissolve selecionado, o deslocamento manual feito pelo operador sobre a T-bar permite apagar gradativamente a imagem A e fazer surgir a imagem B (T-bar empurrada para um dos extremos) e vice-versa (para o outro lado). Se o operador desejar uma mudança mais rápida, basta acionar mais rapidamente a T-bar, se desejar que a mudança seja lenta, basta acioná-la lentamente. A T-bar estacionada em uma posição intermediária permite manter as 2 imagens parcialmente fundidas sobre a tela. A figura abaixo ilustra uma alavanca T-bar:

Alguns modelos mais simples substituem a T-bar por um controle linear deslizante ou do tipo botão giratório, semelhante ao utilizado em mixers de áudio. A T-bar permite um controle mais suave e preciso na manipulação do efeito, enquanto os outros tipos permitem acionamento mais rápido. Mixers de vídeo destinados ao uso por VJs costumam apresentar controles do segundo tipo: neste caso a agilidade na aplicação dos diversos efeitos torna-se mais prioritária.

Além da T-bar (ou controle equivalente), o painel do mixer de vídeo apresenta diversos botões. Entre estes, estão os que permitem escolher o efeito desejado para apresentação da imagem final. Em alguns modelos, pode ser encontrado também um pequeno controle do tipo joy stick, permitindo determinar o posicionamento de alguns tipos de efeitos ou selecionar / ajustar cores na imagem (o joy stick é para isso circundado no painel pelo desenho de uma circunferência dividida em segmentos coloridos, vermelho, azul e verde - as cores RGB). Outros botões incluem um teclado numérico, para entrada do número (código) do efeito desejado.

Existem mixers de vídeo em diversas configurações, desde modelos mais simples, utilizados em gravações de eventos, basicamente permitindo escolher entre 2 ou 3 imagens com alguns efeitos simples de transição, até aparelhos mais complexos, utilizados em estúdios, que podem controlar inclusive o áudio de comunicação entre o operador do aparelho (diretor de imagem) e os operadores de câmera.

Geralmente os mixers de vídeo aceitam diferentes tipos de sinais de vídeo. Os mais simples trabalham com sinal do tipo composto e Y/C, enquanto modelos mais elaborados possuem conexões do tipo BNC para sinal video componentes.

Alguns mixers de vídeo possuem pequenos monitores de imagem conectados ao próprio aparelho, outros funcionam através de monitores externos conectados ao mesmo. Em outros ainda tem-se um único monitor externo, cuja tela é dividida em retângulos, cada um correspondendo a uma determinada imagem. A função desses monitores é mostrar as imagens originais, antes de passar pelo mixer, e também a imagem selecionada pelo aparelho (saída). Nos casos onde existem vários monitores externos, geralmente o tamanho da tela dos monitores de entrada é menor, e o tamanho da tela do monitor de saída (output) é maior. O mesmo pode acontecer nos aparelhos que trazem pequenos monitores embutidos, onde o de saída normalmente é um pouco maior e mais destacado. Isso é feito para facilitar o trabalho do diretor de imagem (saber qual monitor é o de saída) e também porque neste monitor importa não só o enquadramento das câmeras (como nos monitores ligados à cada uma delas) como também a qualidade da imagem, e o tamanho maior da tela facilita este tipo de observação. Se o sinal de saída está sendo gravado, normalmente um monitor adicional é reservado para exibir a imagem que está sendo gravada no dispositivo.

Muitos mixers de vídeo contém pequenos mixers de áudio embutidos no próprio aparelho, facilitando o direcionamento do conjunto som + imagem para a gravação. No entanto, aparelhos específicos para som (mixers de áudio) são normalmente mais completos e no âmbito profissional costumam ser utilizados separadamente do mixer de vídeo.

NLE (Non Linear Editing) o mesmo que edição-não-linear.

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