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PRODUTORA DE VIDEO

aberração cromática (ou de refrangibilidade) como a luz pode se abrir em um leque luminoso de várias cores ao atravessar um prisma (dispersão) e como uma lente é equivalente a uma sucessão de prismas sobrepostos, o mesmo efeito luminoso ocorrerá normalmente em uma lente comum. O desvio (abertura do leque) nos 'prismas' que compõem a lente no entanto é muito pequeno, porque suas superfícies não são tão inclinadas (ângulo) umas em relação às outras; onde isso acontece com maior intensidade (devido à curvatura da lente) é nas bordas: ali o ângulo se fecha mais. No centro da lente praticamente não há desvio, pois as superfícies são quase paralelas. Por isso, o desvio em questão aparece mais próximo das bordas da lente, ou seja, próximo das bordas da imagem.

A imagem formada em um anteparo por essa lente apresentará assim, de maneira mais visível próximo de suas bordas, as cores do arco-íris misturadas com o desenho da imagem. Esta distorção é chamada aberração cromática: ou seja, em outras palavras, uma imperfeição na reprodução correta das cores da imagem.

Este fato ocorre porque, como cada cor tem um desvio diferente ao passar pela lente (o azul desvia mais do que o vermelho por exemplo, devido ao fato de possuírem comprimentos de onda diferente), a imagem formada pela lente no anteparo, correspondente aos raios azuis forma-se antes (mais próximo da lente) do que a dos raios vermelhos, fato mais acentuado nas bordas, como mencionado acima.

Para contornar este problema, fabricantes de objetivas lançam mão de várias técnicas, entre elas o uso de várias lentes combinadas, em formatos diferentes e fabricadas com material diferente umas das outras, de forma que o desvio causado pelos raios em uma lente acabe sendo bastante compensado pela outra. Este é um dos motivos da existência de diversas lentes dentro de uma objetiva. Além disso, a parte da imagem formada pelas bordas da lente é descartada: só a parte mais próxima do centro da lente é que forma a imagem sobre o CCD. E é também um dos motivos das lentes das câmeras em geral serem de diâmetro bem maior do que o que seria necessário para produzir a imagem, normalmente projetada em diminutos fotogramas ou CCDs.

abertura a luminosidade de uma lente depende de seu diâmetro e de sua distância focal. Como estas duas grandezas variam inversamente uma em relação à outra, ou seja, quanto maior o diâmetro da lente mais luminosa ela é, e quanto maior a distância focal menor a luminosidade da mesma, é possível medir a característica de luminosidade de uma lente em relação à outra através do quociente "distância focal / diâmetro da lente".

Uma lente comum (exceto zoom) não pode ter sua característica de distância focal alterada, porém pode ter sua característica de diâmetro alterada, através de um dispositivo denominado diafragma. Abrindo-se ou fechando-se o mesmo é possível controlar a luminosidade da lente, daí o termo abertura ser utilizado para medir esta característica da lente. A letra " f " minúscula é utilizada para representar este quociente:

Estas grandezas são medidas em milímetros, assim, um exemplo de abertura para uma determinada lente é f = 100mm / 50mm o que resulta no valor f = 2. Existe uma convenção, herdada do mundo fotográfico, onde a abertura ajustada em determinada lente é representada por " f/x " onde " x " é o próprio valor da abertura " f ". Assim, no exemplo acima a abertura da lente de distância focal 100mm e diâmetro 50mm é indicada por " f/2 " .

Para facilitar o uso do diafragma, foram estabelecidos valores-padrão para suas aberturas em uma escala de pontos (f-stops), onde cada ponto corresponde a uma abertura do diafragma que deixa passar metade da luz do ponto antecessor e o dobro da luz do ponto sucessor. O desenho abaixo mostra uma sequência dessas aberturas, onde, da esquerda para a direita, a área central (por onde passa a luz) de uma dada abertura tem metade do tamanho da área da abertura da esquerda e o dobro do tamanho da área da abertura da direita:

Como a área pela qual passa a luz no diafragma é a de um circulo, existe uma fórmula matemática (vide final deste item) que a relaciona com seu diâmetro: a área de um círculo dobra se seu diâmetro for multiplicado por v2 (raiz quadrada de 2) e fica dividida pela metade se o mesmo diâmetro for dividido também por v2.

Conforme visto acima, a abertura de uma lente pode ser representada pelo quociente da distância focal da lente pelo diâmetro da mesma, ou seja, para uma determinada lente com distância focal fixa F, a abertura pode ser indicada por f = F / D , onde ' D ' é o diâmetro da abertura do diafragma (que pode ser considerado como o diâmetro da lente).

Para obtermos uma abertura f ' com metade da área de uma dada abertura f , é necessário portanto dividir seu diâmetro por v2. Assim,

se f = F / D , f ' será F / (D / v2)

o que é o mesmo que F / 1 multiplicado por v2 / D , ou seja, F / D multiplicado por v2 ;

como F / D = f , conclui-se que

f ' = f multiplicado por v2

Considerando-se f = 1 como o valor máximo de abertura da lente (diafragma totalmente aberto), o próximo valor será portanto 1 multiplicado por v2 . Como o valor de v2 = 1,4142135... , chega-se em 1,4, que é o valor do próximo número ' f ' (f-stop), o que deixa entrar metade da luz pelo seu orifício em relação a f = 1 .

A seguir, sucessivamente, multiplicando-se cada valor de f por v2 , tem-se os valores da escala padrão de aberturas, ou seja:

1.0 / 1.4 / 2 / 2.8 / 4 / 5.6 / 8 / 11 / 16 / 22 / 32

onde, da esquerda para a direita, cada ponto significa metade da luz admitida pela lente em relação ao ponto anterior e vice-versa. A abertura máxima da lente (diafragma totalmente aberto) corresponde ao valor 1.0. No entanto, como as lentes possuem anéis ao seu redor para fixá-las à objetiva e outros elementos internos, suas aberturas máximas nunca são 1.0 e sim valores um pouco menores do que isto, como 1.2 por exemplo, exemplificado no desenho abaixo:

Esse valor de abertura máxima varia portanto de lente para lente, porque depende da sua construção, e influi na luminosidade da lente; assim, para lentes de mesmo diâmetro e mesma distância focal (outro fator que influi na luminosidade), uma lente com abertura máxima 1.2 é mais luminosa do que uma lente cuja abertura máxima é 1.8 . Por outro lado, para lentes com diâmetros diferentes e mesma distância focal, ter a mesma abertura máxima não significa que as lentes sejam igualmente luminosas: entre duas lentes com mesma distância focal e abertura máxima 1.3 , se a primeira tiver diâmetro maior do que a segunda é mais luminosa do que esta. E, ainda, duas lentes com mesmo diâmetro, mesma abertura máxima e mesma distância focal podem diferir (embora pouco) na característica luminosidade, que também depende do material com que as mesmas são confeccionadas.

Quanto ao diâmetro, no segmento semi-profissional os mais comuns são: 34mm, 37mm, 43mm, 46mm, 49mm, 52mm e 72mm.

A abertura trabalha em conjunto com a velocidade do obturador para obter-se a exposição correta da imagem.

adaptadores o mesmo que conversores / adaptadores.

adaptadores de lentes 35mm Dispositivos ópticos instalados nas câmeras de vídeo para fazer com que a imagem produzida por essas câmeras possa ter, a critério do operador, profundidade de campo reduzida para permitir o destaque de determinados elementos na cena. Tradicionalmente em cinema a pouca profundidade de campo vem sendo utilizada a décadas para conferir o efeito estético de chamar a atenção do expectador, uma vez que o olho humano possui tendência de buscar a nitidez dos detalhes no que vê. O exemplo clássico é o telefone que toca, em uma cena onde este telefone encontra-se em uma mesa, em primeiro plano, com os atores conversando em segundo plano. Inicialmente o primeiro plano está desfocado, sendo nítida a visão somente do segundo plano. Mas, a partir do momento em que o aparelho toca, junto com o som da campainha ocorre uma mudança estética na imagem: o segundo plano passa a ficar fora de foco, sendo este deslocado para o primeiro plano. A movimentação do foco entre planos recebe o nome de rack focus .

Em vídeo geralmente não é possível reproduzir esse efeito com facilidade, devido ao tamanho da área dos sensores (CCDs ou CMOSs) utilizados na maioria de suas câmeras ser muito menor do que a área utilizada nas câmeras de cinema e mesmo fotografia, como mostra a figura abaixo, onde as proporções reais estão preservadas:

Se colocarmos diante de um sensor desses uma objetiva utilizada em uma câmera still ou cinematográfica de 35mm (onde "35mm" é a referência à largura do fotograma), com ângulo de visão normal , a imagem formada sobre ele será apenas uma pequena parte da área total da imagem, como se estivéssemos utilizando ali uma lente tele-objetiva . Para manter o mesmo ângulo de visão é preciso mostrar mais, e para mostrar mais é preciso trocar esta lente normal de 35mm por outra lente, porém grande-angular, de 35mm. Porém um efeito adverso ocorre agora: lentes grande-angulares possuem pequena profundidade de campo. Na realidade, as câmeras de vídeo que possuem sensores pequenos (todas do segmento consumidor e semi-profissional, e a maioria das câmeras do segmento profissional) possuem lentes tele-objetivas (ou podem possuí-las) que permitem variar a distância focal, mas dentro de uma faixa correspondente ao ajuste grande-angular para a referida lente de formatos 35mm acima.

Por este motivo é impossível obter-se em vídeo a mesma profundidade de campo proporcionada pelo cinema, a não ser que sejam utilizados sensores maiores (existem câmeras empregadas em cinema digital com sensores do tamanho de um negativo 35mm) ou então dispositivos adaptadores de lentes.

Estes dispositivos funcionam através de um princípio análogo ao empregado nas câmeras fotográficas reflex tradicionais para permitir que o usuário enxergue a imagem projetada pelas lentes antes de pressionar o obturador mecânico. A luz , ao passar pela objetiva é refletida por um espelho móvel que, disposto em ângulo de 45 graus impede que a mesma atinja a superfície do filme, direcionando-a para a parte superior da câmera. Somente no momento em que a foto vai ser feita o espelho sobe (acionado pelo botão do disparador), permitindo que a luz atinja o obturador colocado atrás do mesmo e daí o filme. No entanto, antes disso acontecer, com o espelho abaixado, é preciso haver algo onde a luz forme a imagem, para que o observador a veja através da ocular e possa enquadrá-la e efetuar ajustes, normalmente através de um prisma (pentaprisma) colocado mais acima no corpo da câmera. Este local onde a imagem forma-se é um vidro fosco (despolido). Se fosse totalmente opaco, nada seria visto do outro lado, e se fosse totalmente transparente, nenhuma imagem ali seria formada.

Os adaptadores de lentes tomam emprestado, das câmeras fotográficas reflex tradicionais, este vidro despolido. Sua parte frontal possui uma lente 35mm que projeta a imagem sobre o vidro despolido. Como este vidro possui a dimensão do negativo 35mm, permite obter-se toda a escala de profundidade de campo desejada, assim como utilizada em cinema. Do outro lado do vidro despolido aproxima-se do local uma câmera de vídeo comum, tomando o cuidado de enquadrar corretamente a imagem formada no vidro, de modo a ocupar todo o tamanho do sensor da câmera. Este princípio, ou seja, obter-se a "imagem da imagem", é a forma de trabalhar do adaptador de lentes.

A ilustração abaixo ilustra o processo:

O retângulo central cinza escuro esquematiza os elementos que compõem o adaptador, incluindo a lente frontal acrescentada pelo usuário. Logo atrás desta lente encontra-se o vidro despolido, onde forma-se a imagem - invertida. E é esta imagem que será focalizada pela câmera, com o auxílio da lente macro para focalização próxima. O retângulo cinza claro representa a câmera de vídeo. Sobre o CCD / CMOSs surge a imagem - não-invertida. No entanto a câmera irá inverter a orientação da imagem, como sempre faz com as imagens projetadas sobre a superfície desses sensores, pois é como as lentes a montam. Isso mostra uma das dificuldades enfrentadas com o trabalho utilizando adaptadores, que no entanto pode em alguns casos ser contornada. São os casos de modelos de adaptadores que acrescentam na montagem prismas (geralmente pentaprismas, também derivados das câmeras still acima mencionadas), devido à sua capacidade de desinverter a imagem nos dois sentidos (horizontal - vertical e acima - abaixo). Se assim não for feito, para maior facilidade de monitoração pode ser utilizado um monitor externo do tipo LCD, fisicamente invertido (que, no entanto, mantém a inversão horizontal - vertical inalterada). Nesses casos também será necessário na fase de pós-produção empregar um efeito do tipo flip para desinverter a imagem de todo o conteúdo produzido.

O fato do uso da "imagem da imagem", através do vidro despolido, confere algumas características adicionais ao resultado final, além do efeito estético da profundidade de campo, entre elas, um ligeiro escurecimento mas, sobretudo, uma tonalidade com efeito "fog" devido à granulação, aproximando ainda mais o aspecto da imagem à do cinema ao retirar uma parcela do excessivo contraste e nitidez característicos da imagem do vídeo.

Se a câmera de vídeo possuir objetiva fixa (como as do segmento consumidor e a maioria das do segmento semi-profissional) torna-se necessário uma lente adicional entre a objetiva da câmera e o adaptador, para permitir a focalização e enquadramento próximos do vidro despolido. Em câmeras nas quais a objetiva pode ser removida (intercambiável)esta lente não é utilizada.

Existem diferentes implementações do mesmo princípio, variando principalmente a abordagem utilizada na montagem do vidro despolido. Isso porque percebeu-se logo no início, com o primeiros modelos, que os minúsculos grãos que compõem sua superfície poderiam, em determinadas circunstâncias, tornarem-se visíveis na imagem, principalmente com o uso de aberturas pequenas ou com formatos de alta-definição ( HD ).

As figuras abaixo mostram alguns dos diversos modelos de adaptadores de lentes existentes. O adaptador mostrado abaixo (Indie35 da Indie) possui estrutura bem básica, na forma de um simples tubo, dentro do qual estão o vidro despolido e a lente close-up, tendo à sua esquerda encaixada a lente 35mm.

O adaptador mostrado abaixo (Mini35 da P+S Technik) é mais complexo, incluindo na sua construção o prisma para desinverter a imagem (o que explica a angulação do aparelho em forma de "S"). A figura mostra, da esquerda para a direita, a objetiva 35mm, o adaptador (podendo-se ver sua alça superior de suporte), a lente de close-up e a câmera de vídeo. Para ajudar na sustentação do dispositivo, um conjunto de longarinas é fixo na base da câmera. Este adaptador emprega vidro despolido do tipo vibratório (necessita de energia de baterias para funcionar):

O adaptador a seguir (M2 da Redrockmicro) é do tipo intermediário em termos de custo e complexidade, empregando ao invés de um vidro despolido vibratório, um vidro que gira na forma de um disco (decorrendo daí sua forma prolongada para a parte inferior e necessitando também de energia de baterias para funcionar). Da esquerda para a direita, vê-se a lente 35mm, o adaptador e uma peça especial (opcional no modelo) contendo um prisma para desinverter a imagem. Abaixo do conjunto vêem-se também as longarinas utilizadas:

Assim, enquanto em algumas implementações mais simples o vidro despolido é fixo, em outras, alimentado por motores elétricos ele vibra e em outras ele gira, justamente para desfocar essas imperfeições. O resultado final, apesar dos problemas de escurecimento e outros aproxima-se bastante da estética empregada em cinema, fazendo com que diretores tragam para estas câmeras de vídeo, além destes, outros acessórios, típicos de uso com trabalhos em películas, como dispositivos para auxílio na precisão e controle de foco ( follow focus ), para proteção de luminosidade ( parassóis ) e para encaixe de filtros (matte box), como mostrados na figura abaixo:

back focus Ajuste efetuado através de um botão na câmera que faz com que o plano focal (onde está fixado o CCD e onde as imagens são formadas) seja levemente deslocado para trás ou para frente. Somente algumas câmeras topo de linha do segmento semi-profissional apresentam este ajuste, existente na maioria das câmeras do segmento profissional. O ajuste se faz necessário após a troca de objetivas, pois pequenas diferenças na construção dos elementos ópticos e mecânicos de ajuste no sistema de encaixe podem fazer com que a imagem não seja formada exatamente no mesmo ponto para todas as objetivas.

câmera de orifício baseada no princípio da câmera escura, possui construção extremamente simples: trata-se de uma caixa vedada à entrada de luz onde em um dos lados é feito um minúsculo orifício utilizando por exemplo a ponta de um alfinete. O orifício é a seguir tampado - com uma fita colante por exemplo - enquanto que na parede oposta da caixa é afixado um pedaço de filme fotográfico virgem (em local totalmente escuro). Aponta-se então a caixa para a imagem a ser fotografada e destampa-se o orifício mantendo-o assim durante um certo tempo: a imagem será registrada no filme.

Embora fotos obtidas desta maneira possam ficar nítidas e detalhadas, como o orifício permite a entrada de uma quantidade muito pequena de luz o tempo necessário para uma exposição correta é muito longo - pode chegar a horas. Aumentando-se o tamanho do orifício, aumenta-se a quantidade de luz:

porém a imagem perde em nitidez, pois o mesmo ponto A passou a ser representado por 3 pontos dispersos na parede da câmera. Na tentativa de se solucionar este problema o orifício foi trocado por uma lente.

câmera escura primeira forma utilizada para a reprodução de uma imagem da natureza: os antigos observaram que em um quarto escuro onde a luz penetrava somente através de um orifício minúsculo uma imagem formava-se na parede oposta ao mesmo. Foram então construídas caixas reproduzindo a situação, que eram posicionadas em frente à imagem a ser reproduzida enquanto alguém em seu interior desenhava os contornos da mesma na parede:

Por que a imagem aparece sempre invertida: como, dos inúmeros raios provenientes do feixe de raios emitidos pelo ponto A somente uma quantidade ínfima - os que seguem a trajetória descendente - passam através do orifício em direção ao interior da câmera e idem na direção ascendente para os do ponto B, a imagem aparece invertida na parede da câmera. Derivou-se dela mais tarde a câmera de orifício.

close-up um dos tipos de conversores / adaptadores de objetivas.

convergência em uma câmera escura utilizando uma lente convergente para formar a imagem de determinado objeto situado na frente da mesma, o local onde esta é formada depende do grau de convergência da lente. Assim, supondo-se dois pontos A e B situados no objeto, a imagem produzida pelo feixe de raios de luz dentro da câmera forma-se mais ou menos próximo da lente, conforme o grau de curvatura das superfícies externas da mesma. Como uma lente é um conjunto de prismas sobrepostos, aumentar a curvatura da lente significa aumentar o ângulo de inclinação das superfícies do prisma, fazendo com que aumente também a deflexão dos raios de luz:

conversores / adaptadores acessórios rosqueados na extremidade da objetiva, no local onde normalmente encaixam-se os filtros. Uma de suas finalidades é tentar contornar a limitação da quase totalidade das câmeras do segmento semi-profissional de não possuir lentes intercambiáveis. Alguns desses acessórios são:

- tele-converter (telephoto converter)
- tele-extender (doubler)
- wide-converter (wide angle adapter)
- close-up (diopter)

O tele-converter é um conversor de aumento para tele-objetiva , aumentando a distância focal da mesma: uma lente com zoom de aumento até 10x pode ser convertida em lente com aumento de até 20x por exemplo, utilizando um conversor com fator 2X (2 multiplicado por 10). É encaixado na parte frontal das lentes. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-converter desse tipo em 12-30mm. Esta é a função do tele-converter, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima).

O tele-extender é um extensor de distância focal da objetiva: trabalha basicamente afastando a objetiva do corpo da câmera, para causar o aumento na distância focal. Para isso, é encaixado entre a objetiva e o corpo da câmera (somente para câmeras com lentes removíveis). O uso de tele-extenders acarreta o escurecimento da imagem (geralmente em torno de 1 a 2 f-stops). O nome doubler deriva de um dos tipos comuns de tele-extenders, o 2X, que dobra a potência da lente. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-extensor desse tipo em uma 12-30mm. O tele-extender tem a mesma função do tele-converter, ou seja, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima). Ambos (tele-converter e tele-extender) podem ser instalados juntos, ampliando em muito o poder de aumento da objetiva. No exemplo acima, o tele-extender 2X combinado com um tele-converter também 2X transformaria a objetiva em uma 24-60mm.

O wide-converter é um conversor de diminuição para grande angular, encurtando a distância focal da mesma: uma objetiva pode ter sua característica de grande angular dobrada utilizando-se um conversor com fator 0,5X. Uma lente cujo ajuste máximo de grande-angular é de 9mm por exemplo, com um wide-converter do tipo 0.7X transforma-se em 6,3mm (9 multiplicado por 0,7). Wide-converters com fator menor do que 0,5X causam o efeito 'olho-de-peixe' na imagem: o ângulo de visão aumenta bastante (130 graus por exemplo em um wide-converter de 0,3X) e a imagem adquire formato cada vez mais esférico. É encaixado na parte frontal das lentes.

O close-up permite aproximar e focalizar objetos a uma distância menor do que a suportada normalmente pela objetiva da câmera. Uma lente com fator +2 por exemplo aumenta 2x o tamanho da imagem. Estas lentes podem ser sobrepostas, assim utilizando duas lentes de fator +2 juntas o aumento obtido será de 4 vezes. Lentes close-up costumam diminuir a nitidez da imagem e em alguns casos aberrações cromáticas (desvios de cores) podem surgir. É encaixado na parte frontal das lentes.

Existem também acessórios deste tipo que não contém lentes, mas permitem a conexão de lentes com diâmetros diferentes entre a objetiva da câmera e a lente em questão, por possuírem roscas com diferentes tamanhos em um lado e outro, como o step-up ring e o step-down ring.

No entanto, dependendo do tipo de adaptação efetuada, nem sempre os resultados obtidos com o uso de conversores / adaptadores são bons: alguns possíveis problemas são distorções na forma e cores da imagem e escurecimento da mesma.

diafragma (ou íris) quando um feixe de raios de luz atinge um anteparo dentro de uma câmera escura utilizando uma lente, a profundidade de campo da imagem formada depende, além da distância dos pontos do objeto retratado, também do diâmetro da lente: quanto maior este, menor a profundidade de campo. É possível no entanto, para uma mesma lente, variar a profundidade de campo da imagem (criando desta forma o efeito desejado no resultado final) fazendo com que mais ou menos raios penetrem pela lente (o que é uma forma indireta de aumentar ou reduzir o diâmetro da mesma):

Esta variação é conseguida através do diafragma, um sistema composto por diversas lâminas que podem ser controladas de maneira a aproximarem-se ou afastarem-se entre si, ajustando desta forma o tamanho de seu orifício central, por onde passa a luz:

No desenho acima da câmera escura, parte dos raios que atingem a lente foram bloqueados pelo diafragma, aumentando a profundidade de campo da imagem no anteparo.

difração é o nome dado a um fenômeno que se manifesta em ondas quando elas passam através de objetos ou fendas e tem com isso suas características originais modificadas. O fenômeno aplica-se a qualquer tipo de onda, como as da água, as do som ou as eletromagnéticas, como as de rádio. E também a um tipo particular de ondas eletromagnéticas, as ondas de luz. Neste caso, este fenômeno é o responsável por exemplo pelo "arco-íris" que vemos na superfície de um disco óptico, como exemplificado abaixo:

Ainda no caso da luz, o fenômeno da difração produz falta de nitidez quando a mesma passa através de um orifício muito pequeno, como na ilustração abaixo:

Em relação ao orifício do lado esquerdo, o do lado direito foi reduzido em tamanho de forma a acarretar o fenômeno, que se traduz em um borrão, com falta de nitidez. O espalhamento dos raios de luz após atravessarem o orifício da direita (menor) dá a impressão de que ele é maior do que o da esquerda, quando não é. A difração pode-se tornar um problema em aberturas muito pequenas utilizadas em câmeras de vídeo (ou foto). Em formatos do tipo SD (Standard Definition) isso não é problema, aberturas pequenas como F11 ainda fornecem pleno potencial de nitidez e resolução. Mas para formatos HD a situação muda totalmente de figura. Devido ao fato do frame HD ter uma quantidade muito grande de pixels e do fato desses pixels serem muito pequenos, câmeras HD são bem mais suscetíveis ao fenômeno da difração, induzindo à perda de resolução na imagem.

Por essa razão, recomenda-se evitar o uso de aberturas muito pequenas em gravações utilizando formatos HD.

distância focal dos inúmeros raios de luz que partem do objeto situado abaixo, à direita de uma lente convergente, considerando-se somente os raios que atingem a mesma paralelamente a seu eixo (linha perpendicular à linha vertical indicada pela letra E no desenho) , representados por linhas amarelas no desenho, observa-se que os mesmos encontram-se após atravessar a lente no ponto F . Este ponto, definido para estes tipos particulares de raios, denomina-se ponto focal. Chama-se distância focal à distância deste ponto ao eixo E da lente. Esta medida (distância focal) é utilizada para medir o quanto uma lente é convergente (grau de convergência da mesma), pois quanto mais convergente for a lente, mais próximo do eixo E da lente estará este ponto.

Embora cruzem-se em locais diferentes ao longo do seu trajeto, todos os raios correspondentes a determinado ponto convergem para um mesmo ponto no anteparo onde forma-se a imagem. Este local, onde a imagem é formada (anteparo verde no desenho) chama-se plano focal.

A distância focal afeta o ângulo de visão: em uma lente mais convergente do que outra, os raios convergem, concentram-se bastante em um ponto próximo da mesma após tê-la atravessado, ou seja, ela capta e concentra bastantes raios, quando comparada a uma lente menos convergente (maior distância focal):

No desenho, a lente da esquerda tem maior distância focal do que a da direita; os raios convergem pouco após atravessar a lente para formar a imagem (verde) dos pontos (pretos) do objeto focalizado. Na lente da direita a convergência é maior, a imagem forma-se mais próxima da lente - e no ato da focalização a lente foi trazida para mais perto do CCD (azul).

A lente da esquerda 'vê' menos do que a da direita: o CCD consegue enxergar menos de 3 dos 5 pontos pretos focalizados; já a da direita enxerga quase 4 pontos. Na da esquerda os pontos estão mais dispersos, ou seja, a imagem está mais ampliada. Na da direita os pontos estão mais concentrados, a imagem idem. Assim, um mesmo objeto aparecerá ampliado na da esquerda e reduzido na da direita, sendo que nesta haverá mais espaço para a paisagem ao redor do mesmo.

Em outras palavras, quanto menor a distância focal, maior o ângulo de visão da lente, e vice-versa.

A distância focal não interfere na perspectiva : quando o operador da câmera permanece estático no mesmo lugar e aciona o controle do zoom passando de grande angular para a tele-objetiva , a perspectiva dos objetos não muda na imagem: ela simplesmente é amplificada, da mesma forma que ocorre na ampliação de um negativo fotográfico. O que muda é somente o ângulo de visão proporcionado. Porém, se o operador se afasta do motivo enquadrado, a perspectiva muda: os objetos e pessoas ficarão com aparência menor, porém elementos em primeiro plano reduzirão mais de tamanho do que elementos ao fundo, por estes estarem mais próximos da objetiva do que aqueles.

Devido à ampliação da imagem acima referida (na situação em que a distância focal da objetiva é alterada, sendo aumentada sem modificar a distância da câmera ao objeto ou pessoa) um interessante efeito ocorre: os diferentes planos, por estarem sendo vistos de bem longe, aparentam estar mais próximos uns dos outros. Diz-se que a imagem fica comprimida. O inverso ocorre quando a distância focal é diminuída: a expansão aparente dos planos da imagem. No primeiro caso, tem-se como exemplo cenas em filmes de pessoas caminhando em direção à câmera que parece estar andando em uma esteira rolante (não aparentam estar chegando mais perto da câmera, ou, em outra palavras, sua velocidade de aproximação é bem mais lenta do que o normal). No segundo caso ocorre o inverso: essa velocidade aumenta, e com frequência esse ajuste é escolhido para cenas de movimento rápido, como lutas, para ampliá-los.

doubler o tipo mais comum de tele-extender, no caso, dobrando a distância focal da lente.

eixo da lente é a linha imaginária que corta a lente. Se a lente fosse o pneu de um carro, seu eixo seria uma linha disposta da mesma forma que o eixo das rodas do veículo. É utilizado para medir a distância focal da lente, pois é o local onde encontra-se o ponto (ponto focal) onde os raios de luz que incidem sobre a lente paralelamente a seu eixo o cruzam após atravessá-la.

f-stop denominação dos pontos pré-convencionados na escala de abertura de uma lente.

feixe de raios de luz um único raio de luz, ao incidir em um ponto de um objeto qualquer, é em determinada parte absorvido pelo mesmo e em parte refletido - este percentual depende das características do objeto. Porém o que ocorre de maneira geral é que não um raio e sim uma quantidade imensa deles, vindos das mais variadas direções atinge o objeto naquele determinado ponto: são provenientes diretamente da fonte de luz que ilumina o objeto (lâmpada, Sol, ...) ou refletidos a partir de outros objetos.

Como a cada raio corresponde um raio refletido, se inúmeros raios atingem determinado ponto do objeto, a partir do mesmo estarão saindo também inúmeros raios nas mais variadas direções e é por isso que continuamos vendo o ponto do objeto mesmo ao nos deslocarmos de posição:

fluorite tipo de lente que emprega, na construção de seu vidro, cristais artificiais derivados do flúor, para com isto minimizar o efeito das aberrações de cor (distorções nas cores, conhecidas como aberrações cromáticas), tipicamente observadas nas lentes. As propriedades especiais de dispersão da luz, presentes nos cristais derivados do flúor e utilizadas para remover as aberrações cromáticas foram descobertas por um pesquisador de nome Abbe (1840-1905). Nessa época eram utilizados cristais naturais, o que limitava seu uso a lentes de diâmetros pequenos, como as utilizadas em microscópios. Nos últimos anos, com o processo de produção artificial de cristais desenvolvido, foi possível o uso comercial deste tipo de lente em objetivas como as empregadas nas câmeras de vídeo. A Canon é uma das empresas que fabrica este tipo de lente (através de sua afiliada Optron) e a emprega em objetivas zoom, para corrigir aberrações secundárias no espectro luminoso quando o ajuste das mesmas é levado para a posição tele-objetiva.

focalização existe um determinado ponto onde a imagem de um objeto situado em frente à câmera estará perfeitamente em foco. Regiões situadas um pouco mais para frente e para trás do objeto também podem aparentar total nitidez para um observador, fato denominado profundidade de campo.

Porém, quando o objeto ou a câmera são deslocados, alterando-se a distância entre os mesmos, independente da profundidade de campo, o local onde a imagem perfeitamente focalizada se forma também se altera, ficando um pouco mais para trás ou para frente, dentro da câmera, em relação à lente. Não é usual neste caso mover o plano focal (ou seja, o CCD) para frente e para trás em busca de se recuperar o foco, e sim mover a lente.

Existe uma equação que relaciona estas grandezas (distância do objeto à lente / distância de sua imagem à lente / distância focal da lente), chamada equação de conjugação de Gauss:

A movimentação da lente para recompor o foco pode ser efetuada de 3 modos:

Totalmente manual (girando-se um anel situado ao redor da lente que atua em um dispositivo mecânico do tipo rosca, deslocando a lente para frente e para trás), tipo mais comum de ser encontrado em câmeras profissionais.

Servo-assistido (gira-se o mesmo anel, porém o giro ativa pequenos motores que movimentam a lente), mais comum de ser encontrado em câmeras semi-profissionais. O tempo de resposta na obtenção do foco é menor do que no tipo totalmente manual, depende da atuação dos motores.

Automático (funciona da mesma maneira que o servo-assistido, porém é acionado por um sensor eletrônico que analisa pedaços da imagem e comanda tentativas de focalização até a melhor nitidez ser obtida), comum em câmeras amadoras.

Combinações destes 3 tipos podem ser encontradas na mesma câmera, acionadas através de botões ou opções de menus.

grande angular é chamado assim o tipo de lente que possui distância focal menor do que a distância focal correspondente à uma lente normal. Em vídeo, como o tamanho dos CCD.s, quando comparados aos negativos de 35 m.m. utilizados em fotografia é consideravelmente menor, o mesmo ocorre com os valores de distância focal. Assim, uma lente grande angular pode ter por exemplo 5 m.m. (ao invés de 25 m.m. para a câmera fotográfica citada) de distância focal.

Quando o operador da câmera se aproxima das pessoas/objetos enquadrados, a perspectiva da imagem se altera. Isto ocorre também com o olho humano: uma pessoa em pé, situada a alguns metros à frente de uma casa, terá tamanho na imagem menor do que a casa situada atrás dela. Ao nos aproximarmos, no entanto, desta pessoa, tanto a pessoa como a casa aumentarão de tamanho. Porém, deste novo ponto de vista, a pessoa passa a aparentar ser maior do que a casa, como se a casa tivesse diminuído de tamanho. A distância entre a pessoa e a casa parecerá ter aumentado: se esta caminha alguns passos para trás ou para frente as proporções entre pessoa/casa alteram-se drasticamente.

Assim, sempre que o ser humano observa a olho nu imagens de pessoas/objetos próximas, estes parecem estar 'descomprimidos' na mesma. Pessoas e objetos ao fundo parecem estar mais distantes de outras/outros em primeiro plano do que realmente estão: a casa, no exemplo, parece estar mais distante da pessoa do que se observarmos casa/pessoa de longe. E pessoas e objetos ao fundo parecem menores em relação a pessoas e objetos em primeiro plano do que quando observamos estas pessoas/objetos de longe: a casa parece menor do que a pessoa do que quando observamos casa/pessoa de longe. A profundidade aparente de campo aumenta quando observamos as pessoas / objetos de perto.

Como a lente grande angular mostra as imagens vistas a partir de um ponto bem próximo do operador (sem alterar suas perspectivas), poderia-se dizer que ela é 'especializada' em mostrar imagens com estas características, imagens de pessoas/objetos que estão perto do mesmo. E como pessoas/objetos que estão próximas sempre tem estas características, pode-se dizer que a imagem mostrada por uma lente grande angular também as possui.

É por isso que diz-se que a imagem formada por uma lente grande angular é 'descomprimida'. Na imagem do close do rosto de uma pessoa captada com uma lente deste tipo, seu nariz ficará com aspecto de 'nariz de elefante', transmitindo a sensação de ser maior do que é na realidade.

O efeito da descompressão pode ser utilizado para aumentar a velocidade aparente dos movimentos captados pela câmera. Um exemplo, utilizado com frequência no cinema, é utilizar este tipo de lente para registrar cenas de ação, brigas e lutas, onde a velocidade aparente de um soco fica maior do que na realidade.

A lente grande angular traz consigo um 'defeito', mais ou menos aparente conforme a qualidade, distância focal e especificações da lente: a curvatura de objetos com traços retos localizados nas bordas da imagem (tronco de coqueiro 'caindo' para o centro).

íris o mesmo que diafragma.

lens flare quando a luz atinge um bloco de vidro (as lentes da objetiva por exemplo), parte de seus raios são refletidos de volta e parte penetra no vidro (fenômeno este chamado refração). Ao caminhar em seu interior, uma outra parte é absorvida pelo próprio material de que é formado o vidro. Assim, ao sair do outro lado, no caso da lente, a luz apresenta algumas mudanças em relação à luz que chegou até a mesma. Basicamente, uma pequena diminuição em sua intensidade. É por esse motivo que é mais nítida a visão de uma imagem da natureza a olho nu do que através de um simples vidro plano, por mais limpo que ele esteja.

Apesar das perdas acima serem pequenas, em algumas situações tornam-se problema para aplicações envolvendo a captura de imagens. Uma objetiva é composta normalmente de várias lentes, atravessadas pela luz, que sai de uma lente e entra na seguinte. Ou seja, em diversos momentos há a possibilidade de reflexões desses raios (volta para trás, sem penetrar na lente). Esses raios de luz, se em grande número, causam uma claridade anormal na imagem, principalmente nas áreas de tonalidades mais escuras, assemelhando-se ao efeito de uma "neblina" sobreposta à imagem. Este efeito é conhecido pelo nome "lens flare", causando perda de contraste e de saturação de cores nas áreas menos claras da imagem.

Para evitar o problema, os fabricantes de objetivas tratam as superfícies das lentes acrescentando a elas substâncias anti-reflexo, como o fluoreto de magnésio. O tratamento é indicado em algumas objetivas através da inscrição "MC" - de multi coating, múltiplas camadas anti-reflexo aplicadas no revestimento da superfície das lentes. Isso porque cada camada só é efetiva geralmente dentro de um determinado comprimento de onda da luz. Assim, acrescentando-se camadas que conseguem evitar reflexos de outras faixas de comprimento de onda, consegue-se cobrir a maior parte do espectro da luz. As camadas são colocadas inclusive na superfície mais externa da objetiva, a que tem contato com o ar exterior e o meio ambiente. Um motivo a mais para requerer cuidados especiais na limpeza da superfície das mesmas - o filtro protetor desempenha papel fundamental nesse caso.

lente uma lente funciona como uma série de prismas sobrepostos, onde os prismas situados nas bordas da mesma possuem o ângulo entre suas faces mais acentuados, fazendo com que os raios de luz que atingem estes pontos sofram um desvio maior em sua trajetória ao atravessarem a mesma do que os que atingem pontos localizados mais próximos ao centro da lente:

Este tipo específico de lente (convergente) faz com que os raios de luz que a atravessam convirjam para um mesmo ponto situado adiante da mesma:

A lente resolve o problema de falta de luz na câmera de orifício: como ela capta uma quantidade bem maior de raios de luz e desvia todos eles para o mesmo ponto, a imagem torna-se bem mais luminosa (e continua invertida, como na câmera escura). Porém a lente introduz um outro problema: o da profundidade de campo.

lente intercambiável no segmento da fotografia e no segmento do vídeo profissional as lentes (objetivas) são separáveis do corpo da câmera, sendo comum adquirir-se separadamente a câmera e escolher entre vários tipos de objetivas, que portanto podem ser trocadas (intercambiadas). No segmento semi-profissional isto não ocorre: à exceção de algumas câmeras Canon, que utilizam o sistema VL, todas as demais câmeras possuem lentes fixas ao corpo da mesma.

Existem acessórios (conversores / adaptadores) que, rosqueados na extremidade da objetiva, onde normalmente encaixam-se os filtros, permitem o uso de lentes, sobrepostas à objetiva da câmera.

lente rápida termo herdado do mundo da fotografia. O mesmo que luminosidade de uma lente. O termo 'rápida' tem origem na película fotográfica: como a lente transmite mais luz através da mesma, impressiona mais rapidamente o filme, exigindo um tempo menor de exposição.

luminosidade de uma lente: quanto maior o diâmetro de uma lente, mais raios de luz emitidos por um determinado ponto luminoso serão captados pela mesma e portanto mais raios de luz irão formar a imagem do ponto no anteparo em uma câmera escura e mais luminoso será este ponto. Diz-se que a lente é mais luminosa, ou seja, forma imagem mais luminosa dos pontos.

Além do diâmetro, existe outra característica de uma lente que interfere em sua luminosidade: é a convergência da mesma; quanto mais convergente for a lente, mais próxima a imagem se formará dela, mais próximos os pontos que formam a imagem estarão uns dos outros. Assim, uma maior quantidade de pontos na mesma área se traduz em maior luminosidade. Diz-se que a lente é mais luminosa, ou seja, forma imagem mais luminosa dos pontos. Quanto mais convergente for a lente, menor será a distância focal da mesma. Distância focal e diâmetro da lente são os dois ítens utilizados para definir a abertura da mesma.

Finalmente, também o material com que a lente é confeccionada também influi na sua luminosidade: os vidros empregados possuem vários graus de transparência, conforme sua qualidade e seu processo de confecção.

longa-tele tipo de lente tele-objetiva cuja distância focal é 500% da distância focal da lente normal correspondente.

macro nome dado à característica de determinada lente de poder formar sobre um anteparo uma imagem com exatamente as mesmas dimensões do objeto focalizado. No entanto, o termo também é empregado para lentes que conseguem focalizar objetos situados somente a poucos milímetros da superfície frontal da mesma. Na maioria das câmeras do segmento semi-profissional isto só é possível com o zoom ajustado totalmente para Wide (grande angular).

meia-grande angular tipo de lente grande angular cuja distância focal é 70% da distância focal da lente normal correspondente.

meia-tele tipo de lente tele-objetiva cuja distância focal é 200% da distância focal da lente normal correspondente.

muito grande angular tipo de lente grande angular cuja distância focal é 35% da distância focal da lente normal correspondente.

normal é o nome dado ao tipo de lente cuja distância focal (convergência) faz com que a imagem produzida pela mesma se assemelhe ao modo como o olho humano enxerga as coisas. Da experimentação prática observou-se que a imagem que corresponde à perspectiva normal é formada por uma lente cuja distância focal é ligeiramente superior ao diâmetro da mesma:

No desenho estão representadas as dimensões de uma lente comumente encontrada no meio fotográfico e de dois tipos de lentes utilizadas em câmeras de vídeo. Para produzir uma imagem com perspectiva normal que cubra toda a extensão do negativo fotográfico, no exemplo com largura padrão de 35 m.m. (as dimensões dos desenhos não correspondem às medidas corretas) a lente deve possuir pelo menos diâmetro igual ao diâmetro da imagem, no caso, 43 m.m. . Da regra prática acima (...distância focal ligeiramente superior...) chega-se a 50 m.m. de distância focal, lente considerada normal no meio fotográfico.

O mesmo raciocínio aplica-se às lentes da direita, que, ao invés de formarem uma imagem na superfície de um filme fotográfico o fazem na superfície do CCD. Os tamanhos destes CCDs (o de 1/3 é o mais comum em câmeras semi-profissionais, além do de 1/4 pol., não mostrado aqui) leva à conclusão de que para estas lentes, a classificação normal corresponde às distâncias focais de 15 e 10 m.m. respectivamente. Isto porque os CCDs são medidos por sua diagonal, ou seja, 1/2 pol. corresponde a 12,5mm na diagonal (e uma largura de 10mm no quadro de imagem). Da regra prática (...distância focal ligeiramente superior...) chega-se a 15 mm. Idem no segundo caso, para 10mm.

Em outras palavras, quanto menor tiver que ser o tamanho da imagem formada, mais concentrados os raios desviados pela lente deverão estar, ou seja, mais convergente a lente deverá ser e portanto menor deverá ser sua distância focal: a lente estará cada vez mais próxima do plano focal. É por isso que equipamentos pequenos trabalham com formatos de imagens também pequenos.

objetiva nas câmeras de foto/cine/vídeo, ao invés de uma única lente, são utilizadas diversas lentes conjugadas, formando o elemento óptico denominado objetiva. Devido no entanto ao princípio da equivalência, o conjunto de lentes comporta-se para efeito de foco, profundidade de campo, abertura, etc... como se fosse uma única lente. A associação de lentes na objetiva tem como vantagens a redução de distorções, aberrações cromáticas (imperfeições na definição de cores na imagem formada pela lente), etc...

perspectiva e distância focal quando o operador da câmera permanece estático no mesmo lugar e aciona o controle do zoom, passando de grande-angular para tele-objetiva, a perspectiva dos objetos não muda na imagem: ela simplesmente é amplificada, da mesma forma que ocorre na ampliação de um negativo fotográfico. O que muda é somente o ângulo de visão:

Na primeira imagem à esquerda, a objetiva está ajustada na posição grande-angular. Na imagem do meio, alterou-se o ajuste, aproximando-o para um ponto situado entre grande-angular e tele-objetiva. Na imagem da direita a objetiva está regulada para a posição tele. É possível notar que as proporções são sempre as mesmas, como por exemplo o tamanho da porta da casa e o tamanho do tronco da pessoa ou a altura do telhado da casa e a cabeça da pessoa.

Porém, se o operador se afasta do motivo enquadrado, a perspectiva muda: tanto a pessoa como a casa ficarão menores, porém a pessoa reduzirá mais de tamanho do que a casa por estar mais próxima da objetiva do que a mesma. Este efeito é causado pela objetiva na imagem, sempre que um objeto está mais próximo da lente do que outro. E pode ser verificado na imagem abaixo à esquerda: com a objetiva regulada para grande-angular, como na primeira imagem acima à equerda, afastou-se simplesmente a câmera para trás:

Com isto a perspectiva mudou: se, deste novo ponto onde agora está o operador, o zoom for utilizado em direção ao ajuste tele, até que a pessoa fique com o mesmo tamanho aparente que tinha na primeira foto à esquerda da fileira de cima, os objetos ao fundo ficaram maiores: isto não se deve à mudança de distância focal causada pelo zoom e sim pela mudança de perspectiva causada pelo afastamento do operador.

Portanto, a mudança de distância focal de uma lente não altera a perspectiva da imagem, somente seu ângulo de visão.

PL mount (Positive Lock) tipo de encaixe utilizado em objetivas intercambiáveis de câmeras, tanto de vídeo como de cinema. Encaixes primitivos, do tipo rosca, não permitiam precisão no posicionamento da objetiva na câmera: a objetiva pode ser um tanto mais ou um tanto menos rosqueada, o que acarreta falta de alinhamento. Uma montagem melhor surgida com a evolução da técnica de utilização de objetivas em câmeras é o encaixe tipo baioneta. Este possui precisão bem maior, pois ao girar a objetiva sobre o encaixe existe somente uma posição que libera uma trava de rotação, impedindo a mesma de girar para os lados a não ser que a trava seja acionada. Além disso, basta menos de uma volta completa para realizar o encaixe da objetiva.

Na década de 80 a companhia Arri criou um outro tipo de encaixe, mais robusto e preciso do que o tipo baioneta. Ao invés de uma única posição fixa de encaixe, a montagem PL permite a escolha entre 4 posições diferentes, permitindo por exemplo o uso da escala de metros ou pés - para lentes que possuem as duas escalas em locais diferentes do anel. Um anel suplementar de fricção ajuda a aumentar a rigidez da fixação. Aplicações com mídias de maior resolução, tanto em cinema quanto em vídeo, são sensíveis a mínimos desajustes de posicionamento da objetiva, o que a montagem PL ajuda bastante a evitar. Após seu lançamento pela Arri, diversos outros fabricantes adotaram esse mecanismo e ultimamente também alguns fabricantes de câmeras de vídeo destinadas ao segmento profissional.

plano focal local em um anteparo onde a imagem projetada por uma lente é formada; este local situa-se duas vezes mais distante do eixo da lente do que o ponto focal, ou seja, o ponto focal situa-se exatamente no meio desta distância.

ponto focal é o ponto onde raios de luz que atingem uma lente perpendicularmente ao eixo da mesma encontram-se após atravessá-la. É utilizado para medir a distância focal.

prime lens objetiva com distância focal fixa, bastante utilizada em cinema. Pode ser instalada em câmeras de vídeo com objetivas intercambiáveis (segmento profissional e algumas do semi-profissional). Devido à sua parte interna mecânica bem simples quando comparadas com as objetivas zoom óptico, podem ser construídas visando otimizar o foco e a nitidez para a distância focal desejada (fixa), daí seu largo emprego em cinema, em detrimento das lentes zoom - além do motivo estético e de linguagem desfavorável normalmente à movimentação do zoom durante a gravação - diretores costumam preferir movimentar ao invés disso a câmera. Devido à sua maior faixa de f-stops, produzem melhor rendimento do que as lentes zoom em situações de baixa luz. Em vídeo, sua diferença em relação ao zoom só se faz notar, em determinados casos, em formatos de alta-resolução.

prisma prisma é o elemento óptico do qual se origina a lente: quando um raio de luz atinge a superfície de um bloco de material transparente de forma não perpendicular ao mesmo e as superfícies opostas deste bloco não são paralelas entre si o raio sofre um desvio em sua trajetória:

O desvio é consequência do fenômeno chamado refração (que significa passagem de um raio de luz de um meio a outro, por exemplo ar-vidro). Nem sempre o desvio ocorre: se o raio incidir perpendicularmente à superfície, a atravessará sem sofrer nenhum desvio:

Por outro lado, quando ocorre, não é idêntico para todas as cores: tons próximos do azul possuem comprimentos de onda menores do que o dos tons próximos do vermelho. Este fato faz com a cor vermelha não sofra tanto desvio quanto sofre a cor azul ao passar de um meio a outro. Um cientista inglês chamado Sir Isaac Newton utilizou este fato para mostrar que a luz branca era, na verdade, composta por várias outras cores:

O maior ou menor desvio dos raios (abertura do 'leque') depende do ângulo de incidência do raio de luz branca que chega ao prisma, do ângulo de abertura das faces superiores do prisma (o melhor para obter este efeito é 60 graus, ou seja, uma 'fatia' do prisma tem o formato de um triângulo equilátero) e do índice de refração do material que compõe o mesmo (diferentes tipos de vidro ou acrílico desviam mais ou desviam menos os raios).

Os raios de luz saem deste prisma, após o terem atravessado (refração) formando um leque luminoso: à formação deste leque de luz dá-se o nome de dispersão.

Existem vários formatos geométricos de prismas e nem sempre o raio de luz o atravessa completamente como no exemplo acima. Em alguns casos, ele é totalmente refletido internamente, como no chamado prisma de ângulo reto (ou de reflexão total), mostrado abaixo:

Neste tipo de prisma, raios que o atingem perpendicularmente em uma de suas faces são integralmente refletidos internamente pela face maior devido ao ângulo formado com a mesma. Isso sempre acontece quando o ângulo de incidência nessa face é maior do que 41 graus, passando a mesma a agir como se fosse um espelho. Instrumentos ópticos, como periscópios utilizam este prisma. A imagem produzida é invertida, à semelhança do que ocorre com um espelho comum (o periscópio utiliza outro prisma semelhante para desinverter a imagem).

Uma variação no uso do prisma de reflexão total é o prisma de Porro:

Neste prisma os raios são direcionados perpendicularmente à sua face maior, ocorrendo duas reflexões internas: a imagem fica de ponta cabeça, mas não invertida lateralmente como nos espelhos e no prisma visto acima. Este tipo de prisma é muito utilizado em binóculos (os chamados binóculos prismáticos) para, entre outros, aumentar seu ângulo de visão. Um segundo prisma desinverte a imagem.

Estes e outros instrumentos ópticos utilizam prismas onde normalmente poderia ser usado um espelho, porque nos prismas a reflexão é mais perfeita, mais uniforme e mais precisa do que a efetuada pela camada metálica do espelho, ocorrendo menos perdas.

snap zoom movimento de aproximação ou afastamento efetuado através da alavanca ou anel de controle do zoom, em grande velocidade.

t-stop a quantidade de luz admitida por uma lente (abertura) é medida através de um sistema denominado f-stop. Através deste sistema, quanto maior o f-stop ajustado para uma determinada lente, menor o orifício formado pelo diafragma através do qual a luz penetra em direção ao CCD. Assim por exemplo, uma lente ajustada para f=5.6 permite a entrada de mais luz do que quando ajustada para f=11. Câmeras de vídeo do segmento profissional no entanto permitem a troca de objetivas, possibilitando assim a exploração de diversas características que as diferenciam, como distância focal, ângulo de visão e outras. Nesta situação, duas objetivas diferentes, ambas ajustadas para o mesmo valor de abertura (ex. f=4), não necessariamente terão a mesma luminosidade. Isto acontece porque as objetivas diferem muito quanto ao tipo de lentes que empregam, quantidade das mesmas, características, etc...

A luz, ao incidir sobre a superfície frontal de uma objetiva, penetra em seu interior, em sua maior parte, porém uma pequena parte é refletida (como um espelho). Esta reflexão constitui uma pequena perda de luminosidade, e nem todas as objetivas refletem a mesma porcentagem de luz. Uma vez em seu interior, outro tipo de perda ocorre: a absorção. Lentes de boa qualidade são fabricadas com vidro de alto fator de transmissão luminosa, mas mesmo assim uma pequena perda sempre ocorre. De novo, diferentes objetivas possuem diferentes fatores de absorção luminosa interna. Por fim, ocorre ainda a reflexão interna, ou seja, como a objetiva é composta (principalmente as zooms) por diversas lentes, ocorre reflexão da luz que atinge uma lente B proveniente de uma lente A. A perda por este tipo de reflexão é também mínima (em torno de 2%), mas difere de objetiva para objetiva.

Assim, trocar uma objetiva ajustada em f=4 por outra, também ajustada em f=4, nem sempre fará com que o CCD receba a mesma quantidade de luz. Em cinema, ao contrário do vídeo (onde existe o recurso do controle automático de exposição), o problema é mais crítico, pois se a abertura não for ajustada para corrigir a maior ou menor luminosidade causada pela troca da objetiva, a imagem ficará mais clara ou mais escura, prejudicando a continuidade na cena. Para solucionar o problema, estas objetivas possuem, ao lado da escala de f-stops, outra escala, denominada t-stop. Neste sistema de medição, o " t " provém de "transmission": ao invés do cálculo de luminosidade ser feito através da geometria das lentes, como no f-stop (distância focal dividida pelo diâmetro da lente), é feito calculando-se a quantidade de luz transmitida através das lentes. Assim como no f-stop, também na escala t-stop o relacionamento entre os números é feito dobrando-se ou dividindo-se por 2 a luminosidade (conforme diminui-se ou aumenta-se o número). No entanto, não existe nenhuma relação entre os números de uma escala e outra. Normalmente a abertura propiciada por um determinado número t-stop é ligeiramente maior do que a correspondente ao mesmo número na escala f-stop, para compensar as perdas de luminosidade da objetiva em questão.

O t-stop deve ser utilizado para fins de cálculos de exposição. No entanto, para cálculos de profundidade de campo, ângulo de visão da lente, etc.., deve ser utilizada a escala f-stop.

tele-converter um dos tipos de conversores / adaptadores de objetivas.

tele-extender (extensor) um dos tipos de conversores / adaptadores de objetivas.

tele-objetiva é chamado assim o tipo de lente que possui distância focal maior do que a distância focal correspondente à uma lente normal. Em vídeo, como o tamanho dos CCD.s, quando comparados aos negativos de 35 m.m. utilizados em fotografia é consideravelmente menor, o mesmo ocorre com os valores de distância focal. Assim, uma lente tele-objetiva pode ter por exemplo 10 m.m. (ao invés de 100 m.m. para a câmera fotográfica citada) de distância focal.

Quando o operador da câmera se afasta das pessoas/objetos enquadrados, a perspectiva da imagem se altera. Isto ocorre também com o olho humano: uma pessoa em pé, próxima da objetiva, terá tamanho na imagem maior do que uma casa situada alguns metros atrás, ao fundo. Ao nos afastarmos, no entanto, algumas dezenas de metros para trás, tanto a pessoa como a casa diminuirão de tamanho. Porém, deste novo ponto de vista, a pessoa já não aparenta ser maior do que a casa, ao contrário, a casa é que parece maior, como se tivesse aumentado de tamanho. A distância entre a pessoa e a casa parecerá ter diminuído: se esta caminha alguns passos para trás ou para frente será muito difícil perceber alteração nas proporções entre pessoa/casa causada por isto.

Assim, sempre que o ser humano observa a olho nu imagens de pessoas/objetos distantes, estes parecem estar 'comprimidos' na mesma. Pessoas e objetos ao fundo parecem estar mais próximas de outras/outros em primeiro plano do que realmente estão: a casa, no exemplo, parece estar mais próxima da pessoa do que na realidade está. E pessoas e objetos ao fundo parecem maiores em relação a pessoas e objetos em primeiro plano do que quando observamos estas pessoas/objetos de perto. A profundidade aparente de campo diminui quando observamos as pessoas / objetos de longe.

Como a lente tele-objetiva trás para perto, aproxima imagens deste tipo (sem alterar suas perspectivas), poderia-se dizer que ela é 'especializada' em mostrar imagens com estas características, imagens de pessoas/objetos que estão ao longe. E como pessoas/objetos que estão distantes sempre tem estas características, pode-se dizer que a imagem mostrada por uma lente tele-objetiva também as possui.

É por isso que diz-se que a imagem formada por uma lente tele-objetiva é 'comprimida' . Na imagem de um congestionamento de veículos obtida através de uma lente deste tipo os carros parecerão estar comprimidos, transmitindo a sensação de que o congestionamento é dramaticamente pior.

O efeito da compressão pode ser utilizado para diminuir a velocidade aparente dos movimentos captados pela câmera. Um exemplo, utilizado com frequência no cinema, é captar pessoas caminhando em direção à câmera com este tipo de lente: devido à compressão da imagem, a pessoa parece estar 'andando sem sair do lugar'.

vignetting efeito visual que ocorre na imagem produzida pelas lentes da câmera quando estas 'enxergam' mais do que deveriam: a borda mais externa do cilindro dentro do qual está montada a lente (local onde são rosqueados os filtros) passa a ser visível na imagem gerada. Como a imagem captada é retangular e não circular, a 'sombra' causada pela referida borda aparece nos 4 cantos da mesma, efeito conhecido como vignetting. A ilustração abaixo mostra o efeito do vignetting, na imagem da esquerda; a imagem da direita não apresenta o problema:

O efeito ocorre geralmente quando se utilizam adaptadores para aumentar a capacidade grande angular das lentes. Para corrigí-lo, o zoom deve ser ligeiramente deslocado em direção ao ajuste teleobjetiva, até as sombras dos cantos desaparecerem.

VL (Video Lens) sistema de lentes intercambiáveis criado em 1990 por engenheiros da Canon, Hitachi, Sony e Matsushita, com o objetivo de padronizar um sistema de encaixe objetiva-câmera, de forma que seria possível ao consumidor adquirir objetivas separadamente e conectá-las sem problemas nas câmeras desses fabricantes. O sistema previa mecanismos padrões de travas e conetores elétricos entre o corpo da câmera e a lente, de modo que sinais provenientes da câmera pudessem controlar funções básicas na objetiva (zoom, foco automático, abertura). No entanto, somente a Canon chegou a fabricar câmeras que utilizam esta tecnologia.

wide angle adapter um dos tipos de conversores / adaptadores de objetivas. Utilizado para ampliar o ângulo de visão de uma objetiva e assim afastar as pessoas / objetos vistos pela mesma.

wide-converter um dos tipos de conversores / adaptadores de objetivas. Utilizado para ampliar o ângulo de visão de uma objetiva e assim afastar as pessoas / objetos vistos pela mesma.

zoom in movimento de aproximação da imagem, efetuado tanto com o zoom óptico como com o zoom digital. Ao contrário do movimento de tracking do tipo forward, onde a câmera aproxima-se da pessoa / objeto através de um carrinho (dolly), no zoom in a perpectiva da imagem não muda, a imagem é somente ampliada (como em um ampliador de fotografia de laboratório fotográfico, a partir de determinado negativo: a imagem é ampliada, embora o negativo - e suas proporções - permaneçam estáticos).

zoom out movimento de afastamento movimento de aproximação da imagem, efetuado tanto com o zoom óptico como com o zoom digital. Ao contrário do movimento de tracking do tipo forward, onde a câmera aproxima-se da pessoa / objeto através de um carrinho (dolly), no zoom in a perpectiva da imagem não muda, a imagem é somente ampliada (como em um ampliador de fotografia de laboratório fotográfico, a partir de determinado negativo: a imagem é ampliada, embora o negativo - e suas proporções - permaneçam estáticos).

zoom óptico tipo de objetiva para a qual é possível variar a distância focal sem trocar as lentes (grande angular / normal / tele). Este tipo de objetiva permite (existem alguns tipos - raros - onde isto não é possível) que se focalize determinado objeto, estando a mesma regulada para qualquer posição (ex. tele), e mantendo-se o objeto em foco seja variada sua distância focal (ex. passando por normal e indo até grande angular). Nesta variação, o foco no objeto permanece, mas a profundidade de campo varia, assim como variam outras características associadas à distância focal. Ao contrário do zoom digital, não degrada a imagem à medida que a mesma é ampliada.

A especificação de uma lente zoom é indicada como no exemplo abaixo:

4.2 - 42mm f1.8 - 2.8

onde " 4.2 " é a menor distância focal da lente, correspondente à posição grande angular (botão Wide do zoom) ajustado em sua máxima posição, posição o mais aberta possível em termos de ângulo de visualização quando comparada à posição correspondente à uma lente normal. O valor " 42 " corresponde à posição tele-objetiva (botão Tele do zoom) ajustado em sua máxima posição, posição o mais fechada possível em termos de ângulo de visualização quando comparada à posição correspondente à uma lente normal. O valor " 42 " é 10 vezes maior do que o valor " 4.2 " : isso indica que a potência desta lente zoom é de 10 vezes (o poder de ampliação ou aumento máximo é de 10x). A seguir vem a indicação " f1.8 - 2.8 " . O primeiro valor, " f1.8 " indica a maior abertura possível da lente. Isto significa que na posição de ajuste máximo de Wide a íris pode ser aberta até f=1.8 . No entanto, lentes teleobjetivas são normalmente mais 'escuras' do que lentes grande-angulares, permitem a passagem de menos raios de luz. Isto também ocorre na lente zoom, embora os fabricantes tentem ao máximo projetá-las o mais luminosas possível, mantendo-as pequenas e leves. Ainda assim, um ligeiro escurecimento ocorre na posição Tele com comparação com a posição Wide. Para que esse escurecimento não ocorresse, a objetiva teria que ser construída com maior tamanho e por conseguinte ser mais pesada. Assim, a segunda indicação acima ("2.8"), não presente em todas as lentes, indica a maior abertura possível no maior ajuste do modo Tele. Quando aciona-se o zoom de Wide total para Tele total este ligeiro escurecimento da imagem acontece; se o modo automático de exposição estiver acionado, a íris será ligeiramente aberta para compensar a perda de luminosidade e nada será percebido, o que não acontece no modo manual.

zoom through wide tipo de adaptador que aumenta a visão grande angular de determinada lente zoom. Existem adaptadores wide angle para lentes zoom que realizam sua função, porém tornam a distância focal da lente fixa, ou seja, inutilizam a característica principal do zoom. O adaptador do tipo zoom through não apresenta este problema.