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campos magnéticos e fitas campos magnéticos intensos são inimigos de fitas de vídeo: deixá-las próximas dos mesmos sempre acarreta o risco de perturbações definitivas na imagem gravada (também, magneticamente). A dificuldade no dia a dia, no entanto, é identificar onde estão estes campos magnéticos intensos. Dentre eles, podem ser mencionadas as caixas acústicas de som. Apesar de existirem caixas blindadas, a maioria delas não o são e fitas deixadas sobre as mesmas correm riscos. Motores elétricos grandes, aparelhos de TV e monitores de computadores são outros exemplos, além de obviamente ímãs de qualquer tipo.
carro e fitas cuidados especiais devem ser dedicados às fitas quando transportadas em automóveis, especialmente em dias quentes. Um dos locais proibidos durante a viagem sob Sol é o porta-luvas, onde a temperatura interior pode subir a vários graus Celsius, suficientes para causar vários danos às fitas: deformações permanentes aos pequenos cilindros plásticos internos do mecanismo de transporte do cassete, deformações permanentes na estrutura do cassete (ambos tipos causadores de flutuações na velocidade de transporte da fita durante a gravação/reprodução), desmagnetização de trechos da camada de óxido de ferro, deformação permanente na própria fita, entre outros. Em outro extremo, em alguns veículos existe uma saída de ar condicionado diretamente dentro do porta-luvas. Neste caso o problema será a formação de condensação de vapor de água - e consequente umidade - dentro do cassete da fita quando a mesma for removida para um local quente.
A dica é tranportá-las dentro da maleta da própria câmera ou então sob o assento da frente do veículo - neste caso a observação sobre o ar condicionado também se aplica.
A outra situação é quando o veículo está parado debaixo do Sol ou mesmo à sombra em locais muito quentes. Neste caso nunca as fitas devem ser deixadas em seu interior, devido ao intenso calor que será formado com o tempo.
CDs / DVDs e radiação ultravioleta a camada orgânica dos primeiros CDs/DVDs graváveis-regraváveis pode eventualmente ser degradada pelos raios UV (Ultra-Violeta, existentes na luz solar e na luz fluorescente por exemplo); discos mais recentes tem trazido melhorias, com substâncias mais resistentes à esses raios. Ainda assim, é recomendável para estes tipos de discos não deixar a parte gravada diretamente exposta por tempo muito prolongado a raios.
CDs / DVDs graváveis e durabilidade ainda não está claramente estabelecido o tempo de duração (em termos de anos) desses tipos de mídias. Porém, tem-se como certas algumas conclusões. Uma delas: as mídias graváveis são mais sensíveis à deterioração do que as prensadas - estas últimas, correspondendo às que não podem ser regravadas, como os CDs de áudio e os DVDs vendidos nas lojas. Existe nos discos graváveis uma camada que pode ser modificada com o calor - o laser queima pontos microscópicos no local, daí o termo "queimar um CD ou DVD". Assim, expor esses discos diretamente à luz solar, ou ao calor intenso, pode acelerar o processo de degradação - ao invés de muitos e muitos anos, em 2 anos, segundo alguns especialistas, esses fatores podem fazer com que os dados mudem fisicamente de local na superfície do disco, tornando sua leitura impossível. Algo como um ligeiro derretimento da superfície de cobertura de um bolo, mas o suficiente para deslocar alguns milímetros a decoração colocada acima da mesma. Ocorre que nos CDs, e ainda mais nos DVDs, os pontos queimados pelo laser (a "decoração" do bolo) são extremamente pequenos, microscópicos: qualquer deslocamento dessa superfície pode comprometer a recuperação dos dados. Manter esses discos em locais frescos e escuros é portanto uma providência que aumentará com certeza seu tempo de vida útil. Ainda, segundo especialistas, não vale a pena investir em CDs e DVDs graváveis muito baratos, a menos que se pretenda um armazenamento temporário sobre os mesmos. Para conteúdos que devem ser preservados e conservados, o ideal é procurar mídias de boa qualidade. O preço pode ser um indício de qualidade, mas nem sempre. Outra dica é procurar por marcas renomadas e conhecidas. E, finalmente, na dúvida, ao contrário do que acontecia com as informações armazenadas em meios analógicos (fitas VHS por exemplo), a cópia de informações digitais para novos discos após alguns anos não acarreta nenhuma perda de qualidade.
comparação entre marcas e tipos de fitas cada fabricante de fita utiliza seu próprio padrão de referência para classificar os diversos tipos de fita que vende. Por causa disto, entre fitas de um mesmo fabricante é possível efetuar comparações baseadas nas especificações impressas no rótulo, escolhendo para uma finalidade ou outra este ou aquele tipo de produto. Porém, o mesmo não é válido entre fitas de fabricantes diferentes.
discos ópticos graváveis e fragilidade de sua superfície na busca de preços cada vez menores, muitas vezes são encontrados discos ópticos graváveis (CDs e DVDs) fabricados com menor grau de proteção. A parte inferior do disco (a que vai ser lida pelo laser) é composta por policarbonato, um tipo de material plástico transparente que permite a passagem do raio em direção à parte superior do disco. Danos nessa parte inferior podem ou não prejudicar a leitura do disco, isso porque os dados são armazenados utilizando sofisticados esquemas de redundância de informação, além de algoritmos de reconstrução para superar eventuais perdas de blocos de informações, o que faz com que muitas vezes o disco possa mesmo com pequenos riscos ser lido (situação comum em DVDs de locadoras). Estes, são fabricados através de um processo diferente dos discos graváveis, o processo de prensagem. No entanto, para os dois tipos a situação de danos em sua parte inferior é a mesma.
No entanto a coisa muda quando se fala na parte superior dos discos, no caso, dos discos graváveis e regraváveis. Nesses discos, nessa parte é fixada, sobre a camada inferior de policarbonato, uma finíssima camada de alumínio. E, como "recheio" desse sanduíche alumínio-policarbonato, a camada orgânica de polímeros que tem sua estrutura alterada pelo calor do laser de forma a deixar ou não sua luz posteriormente se refletir na camada de alumínio acima dela quando a leitura for feita. Também é uma camada finíssima, como a de alumínio. Para baratear o processo, fabricantes de mídias baratas comercializam o disco nessa forma, ou seja, sem uma camada de proteção acima da camada de alumínio. Assim, torna-se muito mais fácil nesses discos riscar acidentalmente a superfície superior do que a inferior, ou mesmo remover trechos da camada de alumínio ao colar e descolar etiquetas com adesivos fortes. A dica então é utilizar sempre pincéis de ponta macia para efetuar as marcações sobre esses discos, como os empregados para desenho de transparências por exemplo, que tem a vantagem da secagem rápida e de não exigir muita pressão na escrita. E ainda outra dica é não tentar apagar inscrições friccionando essa superfície com borracha, panos embebidos em solventes e outros métodos, justamente para evitar remover a fina camada de alumínio.
empenamento de discos ópticos como CDs e DVDs discos ópticos são muito sensíveis ao empenamento: um CD ou DVD nunca deve ser entortado (situação que ocorre algumas vezes ao forçar-se sua retirada do estojo). O entortamento - mesmo pequeno - pode causar sobrecarga à camada interna refletiva de alumínio, deformando-a em determinados pontos. A leitura do disco continuará sendo possível pelo drive, na maioria dos casos. No entanto, para que isso seja possível, o sistema passará a fazer uso no local danificado, do algoritmo de recuperação de erro, cujos dados são normalmente gravados junto com o conteúdo do disco. Essa tarefa adicional executada poderá prejudicar a qualidade da reprodução no referido trecho.
etiquetas & DVDs uma das causas frequentes de problemas na reprodução de DVDs (e também de alguns CDs) é o uso de etiquetas nos mesmos. Como o processo de fixação das etiquetas é quase sempre manual, dificilmente as mesmas são fixadas exatamente na posição correta (centradas perfeitamente no disco). Além disso, muitas vezes existem problemas na fabricação das mesmas: o furo central não é cortado com precisão abaixo de milímetros e corretamente localizado no centro da etiqueta. Por outro lado o adesivo nem sempre distribui-se uniformemente através da superfície da mesma. E, situação ainda pior é a fixação de uma etiqueta sobre outra ou sobre restos de adesivo de uma etiqueta anterior. O disco gira com grande velocidade no player, e o peso distribuído incorretamente das partes (papel, plástico, cola) age como um pneu automotivo desbalanceado: acarreta vibrações no disco. Por outro lado, a espessura da etiqueta também pode atrapalhar, criando resistência adicional ao motor de tração. Esses fatores somados acarretam pequenos deslocamentos não previstos no giro do disco, que se não são suficientes para atrapalhar a leitura na maioria das situações para um CD (que possui trilhas mais largas e separadas do que um DVD), podem afetar a leitura de um DVD e suas minúsculas trilhas. E o problema pode-se manifestar somente após algum tempo de reprodução, quando o facho do laser atinge uma parte do disco mais suscetível a esses deslocamentos (por exemplo mais próximo das bordas). Assim, a dica e nunca utilizar etiquetas em um DVD e sim marcá-lo com canetas próprias para transparências (do tipo que não borra em superfíces plásticas). A tinta depositada pela caneta tem peso infinitamente inferior ao da etiqueta, não sendo suficiente para desbalanceá-lo e prejudicar sua leitura.
etiquetas em fitas fitas, principalmente as de formatos como Mini-DV, são muito pequenas para oferecer boa legibilidade no espaço destinado à etiquetas de seu conteúdo. Uma solução é ao invés de descrever seu conteúdo, colocar uma numeração em tipos grandes, bem visíveis à distância. E manter um documento atualizado com seu conteúdo, como descrito na dica "fitas: primeiro uso". Deve-se ter o cuidado somente, neste sistema, de conferir com cuidado as fitas que vão ser re-utilizadas em uma gravação, preferencialmente verificando seu conteúdo no momento de separá-las para uso. Sem esquecer de rebobiná-las até o ponto onde a gravação deverá iniciar-se.
fita mantida dentro da câmera não há problema em manter uma fita dentro da câmera de um dia para outro, ou entre gravações. No entanto, a permanência da fita dentro da câmera por longos períodos é prejudicial à fita. Embora a câmera esteja desligada, a fita encontra-se esticada através dos roletes do mecanismo de tracionamento. Ao inserir a fita no equipamento, estes roletes entram em ação puxando e retirando alguns centímetros da fita para fora do cartucho, envolvendo-a a seguir sobre o cilindro das cabeças de leitura e gravação. Ao desligar a câmera, o cilindro deixa de girar (não há desgaste), mas a fita continua em posição para eventual continuidade de gravação / leitura posterior. Nesta situação, a permanência por um longo período pode deformar sua superfície, danificando-a de forma a prejudicar sua passagem pelo delicado e preciso mecanismo da câmera. Assim, sempre que não estiver em uso por um longo tempo, a fita deve ser retirada da câmera.
fitas: primeiro uso após adquirir um estoque de fitas virgens, algumas providências são úteis antes de se efetuar a primeira gravação. Embora pareça óbvio, a primeira delas, retirar a embalagem plástica que as envolve, deve ser feita na fase de preparação do equipamento ou antes, nunca no local ou momento da gravação. Alguns tipos de embalagens são difíceis de serem abertas ou então possuem pequenas abas para serem puxadas e desfazer a embalagem, procedimento que pode ser dificultado em ambientes não muito claros. A seguir outra dica é: não havendo tempo para colocação de etiquetagem definitiva nas fitas, colocar provisoriamente etiquetas pequenas feitas com fita adesiva (crepe por exemplo) de boa qualidade (para não deixar resíduos na remoção), com numeração (01, 02, 03...) escrita com canetas próprias para escrita em plásticos (canetas de retroprojetor). Outra opção é utilizar pedaços ou as próprias etiquetas de papel adesivo que costumam vir com a embalagem das fitas. A mesma numeração e etiquetagem deve ser colocada tanto na embalagem externa como na própria fita. Desenhar os números com traço grosso, para facilitar a visualização no ambiente de gravação, nem sempre bem iluminado no local onde a câmera está. No caso da fita, assegurar-se de que a etiqueta esteja colada com firmeza, para evitar que se solte dentro do equipamento. A seguir, colocar cada uma dessas fitas na câmera (ou em um VCR) e pressionar FF (Fast Forward). Ao término da operação, pressionar RW (Rewind). Isso liberará eventuais tensões porventura existentes nas camadas dos rolos de fita dentro dos cassetes, decorrentes de possíveis falhas no processo de montagem do cassete.
Ao término das gravações, as fitas podem receber etiquetagem definitiva. Neste caso, uma dica é numerá-las (001, 002, etc...), tanto as fitas como as respectivas embalagens, utilizando sistemas de numeração adesiva existentes no mercado. E montar um índice (no micro por exemplo), com uma tabela com a numeração e um campo ao lado para descrição do seu conteúdo. O sistema pode ser aperfeiçoado para mostrar não só o conteúdo, como também a minutagem do mesmo - descrição cena a cena com os respectivos time-codes anotados. E uma opção pode ser imprimir este índice, com espaço para alterações feitas manualmente nas folhas. De tempos em tempos, atualizar a versão existente no micro. Com isso, tem-se facil e rapidamente a localização dos conteúdos gravados nas fitas.
fitas: saindo para gravar se a fita é nova, executar os preparativos descritos na dica "fitas:primeiro uso". Se a fita vai ser reutilizada, lembrar sempre de posicioná-la a partir do ponto em que deve ser gravada. Uma fita acidentalmente deixada "quase no final" ou até mesmo completamente rebobinada para o lado contrário, pode aumentar muito o tempo de troca rápida de fita em um evento por exemplo, até que a câmera a rebobine completamente. Mesmo fitas novas devem ser checadas com relação a este item: elas podem ter passado pelo processo de blacking (vide dica "inicializar (blacking) fitas") sem que tenham sido rebobinadas novamente até seu início. Deve-se prever o quanto de material será gravado (tempo) e levar fitas excedentes para eventuais imprevistos (por exemplo o dobro). Se as fitas são numeradas, prever um sistema de anotação para a sequência de seu uso, em papel (fita 002, fita 005, fita 001 por exemplo) ou então afixar pequenos pedaços de fita adesiva (crepe por exemplo) na lombada das mesmas e escrever uma sequência de uso (1, 2, 3...) com caneta para escrita em retroprojetor (para evitar borrões).
fitas antigas em mau estado de conservação evitar o uso de fitas muito antigas e deterioradas nos equipamentos (câmeras e VCRs): estas fitas podem liberar fragmentos de óxido da sua superfície deteriorada, que por sua vez podem aderir ao cilindro das cabeças de áudio/vídeo do equipamento.
Se uma fita antiga estiver nesse estado existem duas opções a serem tomadas: se o que estiver gravado nela não for importante ou então existir cópia deste conteúdo em uma fita sem problemas, a fita deve ser descartada. Se não for o caso, deve ser encaminhada a um laboratório especializado em limpeza de fitas, para então a seguir seu conteúdo ser transferido para outra fita e esta ser descartada.
fitas e durabilidade fitas magnéticas armazenam informações através da magnetização de partículas metálicas coladas sobre sua superfície. No entanto, esta magnetização, que ocorre durante a passagem da fita sobre as cabeças de gravação não dura eternamente. Com o tempo, vai perdendo sua intensidade. Assim, a imagem gravada em uma fita passará após alguns anos a apresentar falhas. A cor geralmente é uma das primeiras características a ser afetada. Não existe um valor exato de durabilidade de uma fita em termos de anos, uma vez que diversos fatores atuam sobre isso, desde a qualidade original da fita, do equipamento que fez a gravação, etc.... No entanto é possível afirmar que mantidas ótimas estas condições, uma fita armazenada de acordo com as regras de melhor conservação pode durar até 15 anos.
Assim, após um período de 5 a 6 anos recomenda-se efetuar uma cópia do que estiver gravado na fita, para uma nova. Isso dará nova vida (em termos de durabilidade) ao conteúdo gravado. No entanto aqui um outro problema surge: a degradação durante a cópia. Se o formato de gravação for analógico isso será inevitável. Porém se por um lado ocorrerá perda na qualidade do sinal gravado, por outro, manter a fita como único original pode ser pior. Para comprovar isso pode-se manter o original e a nova cópia feita. Após vários anos a melhor imagem será a da cópia mais recente, não a do original. Este intervalo de tempo (5 a 6 anos) pode no entanto não garantir a preservação da qualidade original da gravação, se alguns fatores não estiverem presentes, como condições adequadas de armazenamento, qualidade do original e do equipamento que efetuou a gravação etc..., conforme mencionado acima. Desta forma, recomenda-se a verificação periódica - uma vez por ano por exemplo - das condições da imagem gravada.
No entanto existe uma solução ideal para o problema: converter o registro analógico para digital. Isto, claro, não se aplica se o original já estiver em formato digital. Fitas gravadas em formato digital não deixam de funcionar sob o mesmo princípio: partículas metálicas magnetizadas. E, da mesma maneira, estas partículas com o passar dos anos perdem a intensidade de magnetização. Porém, ao contrário do sinal analógico, que possui milhares de variações de intensidade ao longo da gravação, o sinal digital possui somente duas, as correspondentes ao zero e ao um. Assim, enquanto que no processo analógico a perda de um desses valores individuais não pode ser recuperada, no digital isso é facilmente entendido e recuperado pelo processador eletrônico que trata este sinal.
Ainda assim, é recomendado no mesmo intervalo de tempo acima citado efetuar uma cópia para uma fita nova, neste caso, sem ocorrer perda alguma - não há degradação na cópia de sinais digitais. Quando às gravações analógicas, sua conversão para digital acarretará perdas mínimas, ganhando-se a vantagem da preservação indefinida das imagens. Uma das formas de se efetuar esta conversão é através de uma câmera digital: a maioria delas aceita como entrada sinais analógicos, que podem ser gravados após conversão automática na fita digital.
fitas com mofo se uma fita estiver mofada e o que estiver gravado nela não for importante ou então existir cópia deste conteúdo em uma fita sem problemas, a fita deve ser descartada. Se não for esse o caso, a fita pode limpa, mas alguns cuidados devem ser tomados. Em primeiro lugar, usar máscara e roupas protetoras, pois o mofo pode causar sérios problemas respiratórios se inalado acidentalmente durante a manipulação. Outro cuidado é procurar um local isolado para efetuar o trabalho, pois os esporos dos fungos podem propagar-se pelo ar durante a limpeza e atingir outras fitas e objetos por perto não mofados. Se isto ocorrer, dependendo das condições do local estas fitas e objetos também podem adquirir mofo com o tempo.
A limpeza é feita enxaguando-se a fita com água gelada (em torno de 10 graus Celsius, mas não muito mais gelada do que isso). A seguir deve ser seca apropriadamente. Com todos esses cuidados, a opção mais prática é o envio da fita a uma empresa especializada neste tipo de serviço.
O mofo geralmente ocorre se a fita foi armazenada em um local úmido e sem ventilação. Mesmo em locais com valores normais (mais frequentes) de umidade, a dica é usar aparelhos desumidificadores, sacos de sílica gel (composto que absorve a umidade do ar) ou potes desumidificadores (divididos em duas seções, a superior contém cloreto de cálcio, substância que absorve a umidade do ar, e a inferior é um reservatório para a água retirada do ar).
No caso de emprego dos dispositivos de retirada de umidade do ar acima citados, é fundamental que as fitas a serem protegidas dessa maneira estejam em um ambiente fechado (armário com portas que vedem a entrada de ar por exemplo). Desta forma o ar em seu interior permanecerá mais seco do que o externo. Em fitotecas isso não ocorre porque nesses locais o ar da própria sala é controlado e mantido com baixa umidade.
formatos e degradação na cópia à exceção dos formatos digitais (MiniDV, Digital-8 por exemplo), toda cópia feita de uma fita gravada em formato analógico para outra (no formato analógico ou não) implica em perda de qualidade na cópia gerada, em relação ao original. Esta perda depende do tipo de formato analógico utilizado. Formatos VHS, VHS-C e 8 mm acarretam a maior perda, seguidos pelos formatos Hi-8 e S-VHS, com menor perda.
gravação a partir do início nunca iniciar a gravação de uma fita logo após o seu início: esta área é mais sujeita a danos devido ao tensionamento causado quando a fita chega ao final do rebobinamento. Uma idéia é gravar nesta parte alguns segundos (30 seg. p.ex.) de uma imagem do código de barras de cores para ajuste do monitor (color bars). Outro motivo para se evitar a gravação da fita logo no seu início é a possibilidade de ao ser a mesma colocada em outro equipamento (um vídeo para edição por exemplo), este não conseguir mostrar a imagem exatamente a partir do ponto onde o primeiro equipamento efetuou a gravação, devido a pequenas diferenças internas no desenho dos mecanismos. Um terceiro motivo é que este trecho da fita nunca fica enrolado: está sempre esticado na parte mais externa do cassete e portanto mais desprotegido em relação aos demais trechos da mesma.
gravando 'DVD' em CD uma alternativa à gravação do conteúdo de um vídeo que acaba de ser editado no computador, é gravá-lo, ao invés de em discos DVD, no formato WMV (Microsoft.avi) ou .mov (Apple QuickTime) e a seguir em um CD-R ou RW comum. Evidentemente o tempo de gravação será muito menor (em torno de 20 minutos), mas a qualidade será bem próxima da do DVD. Apesar do disco ter que ser reproduzido somente em computadores (com exceção de alguns players compatíveis), é uma alternativa quando se deseja distribuir pequenos vídeos e/ou dispõem-se somente de CDs, não DVDs.
inicializar (blacking) fitas antes da primeira gravação em uma fita virgem é sempre interessante inicializá-las, processo conhecido como blacking. Para tanto, a fita deve ser gravada do início ao fim, ininterruptamente, sem imagem, o que pode ser obtido por exemplo com a objetiva tampada. A finalidade é gravar o código de control track (e/ou time code) na fita inteira; desta forma, a indicação de numeração ao longo da fita será uniforme, sem interrupções, ainda que se efetue avanços entre uma gravação e outra. Não existirão desta forma 'buracos' na indicação fornecida por estes contadores, facilitando assim o processo de edição.
inicializar (blacking) fitas sem ruído no black uma forma prática de inicializar fitas é gravar a fita inteira com a tampa da objetiva encaixada, o que fará com que a indicação de Timecode seja gravada uniformemente na fita inteira. O problema é que ao invés do preto na tela (black), aparecerá preto + granulações de cinza, formando um padrão intermitente que lembra um "chuvisco arenoso sobre fundo preto". O responsável por isso é o controle automático de exposição (gain up) da câmera, que tenta amplificar o sinal de vídeo o máximo possível na tentativa de obter alguma imagem mais clara. A dica é, ao fazer o blacking, mudar o modo de operação para manual e fazer com que o gain utilizado seja o menor valor possível, fechando totalmente a íris (algumas câmeras não permitem este ajuste). Em outras palavras, a idéia é, tendo-se o controle manual da íris, fechá-la o mais possível.
inscrições em discos ópticos utilizando canetas discos ópticos (como CDs e DVDs por exemplo) são montados através de um "sanduíche" de camadas distintas. O lado lido pelo laser possui um revestimento de policarbonato que protege a camada refletiva de alumínio, responsável por desviar a luz até o sensor que processa as informações registradas no disco. Em discos graváveis / regraváveis existem outras camadas entre a refletiva e a exterior, de policarbonato. Acima da camada refletiva existe uma camada plástica protetora, de espessura extremamente pequena: é a camada superior de revestimento do disco. Em termos comparativos, ela é mais frágil do que a camada inferior, mais espessa, de policarbonato. Alguns tipos de tintas utilizados em canetas (como por exemplo os chamados "pincéis atômicos") tem alto poder de penetração, reagindo quimicamente com a superfície onde são aplicadas. No caso dos discos, a pouca espessura dessa camada pode fazer com que a tinta atinja a camada refletiva abaixo dela eventualmente danificando-a. Assim, somente devem ser utilizadas canetas especiais para escrita em plásticos, como as utilizadas para o desenho de transparências para retro-projetores.
limpeza das cabeças normalmente em câmeras (que são aparelhos mais delicados do que gravadores) este serviço deve ser entregue à oficinas especializadas. Existem 2 tipos de kits de limpeza no mercado: úmidos e secos. O tipo úmido utiliza um fluido de limpeza, vendido juntamente com kit, que deve ser adicionado ao mesmo no momento da utilização. O tipo seco utiliza uma fita abrasiva especial para limpar as cabeças. Os dois tipos possuem desvantagens, a maior ficando por conta do kit a seco (a fita abrasiva utilizada em excesso pode danificar a cabeça) e a menor por conta do kit úmido - neste caso, é prejudicial ao equipamento o líquido, quando utilizado em excesso.
Nunca, em nenhuma hipótese devem ser utilizados cotonetes nesta tarefa: os mesmos soltam minúsculos fiapos de algodão que podem ficar retidos nas ranhuras das cabeças, piorando ao invés de melhorar a imagem.
limpeza de CDs / DVDs a limpeza da superfície de um CD/DVD, utilizando um pano macio, deve ser feita sempre na forma radial, ou seja, com movimentos seguindo uma linha ligando o orifício central com sua borda. Em um CD/DVD, assim como nos antigos discos de vinil, existe uma trilha em forma de espiral, percorrida pelo dispositivo de leitura (e gravação no caso dos discos ópticos). Ao efetuar a limpeza, ocorrerão riscos microscópicos causados pelo atrito do pano com a superfície de policarbonato do disco. Isto porque existem partículas sólidas microscópicas (poeira microscópica) tanto na superfície do disco como no próprio pano.
A operação de limpeza assim remove as manchas, marcas digitais e outras sujeiras visíveis a olho nu, mas ao mesmo tempo acarreta os referidos riscos. Estes riscos impedirão que o laser leia/grave corretamente determinados pontos da trilha; no entanto, em um disco óptico existem mecanismos de correção embutidos nos dados: parte dos mesmos é redundante, como a grosso modo a sequência "banana banana uva uva laranja laranja". Neste trecho, se apagarmos a segunda palavra "banana", ainda assim teremos os nomes das 3 frutas gravado. É isso o que ocorre com os micro-riscos acima referidos.
No entanto, se a limpeza for feira no sentido das trilhas (como é usual nos discos de vinil), blocos contínuos poderão ter sua leitura impedida (apagar "uva uva laranja" por exemplo), o que acarretará um erro irrecuperável que aparecerá durante a reprodução do disco.
minutagem a partir de uma cópia da fita original é comum a necessidade de, após finalizada uma sessão de gravação, retornar ao material gravado em busca da seleção das melhores cenas. A fita é então avançada, retrocedida e reproduzida na busca da cena desejada. Ao ser encontrada, muitas vezes mais movimentações são necessárias para anotar-se o ponto exato (horas:minutos:segundos e muitas vezes quadros - informação conhecida como timecode) de início da mesma. O processo é repetido então para o final da cena e novamente para todas as demais cenas, frequentemente com a finalidade de economizar tempo de captura na edição-não-linear, informando ao programa somente os trechos desejados. No entanto, se a fita em questão for a fita original, estará havendo um risco de ocorrência de problemas, muitas vezes irrecuperáveis, causados pelo desgaste da mesma ao percorrer seguidamente os diversos mecanismos para frente e para trás e em alternância da posição de play / rebobinagem. Adicionalmente, se isto estiver sendo efetuado com a própria câmera, um outro ponto negativo aparecerá: o delicado e preciso mecanismo da câmera deve ser preservado para os momentos de captura, evitando seu desgaste prematuro com a excessiva movimentação da fita, necessária para anotar-se a posição das cenas. A dica é: fazer uma cópia da fita original em uma fita comum do tipo VHS, a chamada cópia de trabalho, work print ou de minutagem. O termo minutagem descreve o processo de anotar, "minuto a minuto" (a grosso modo, claro, pois marcações mais precisas podem ser utilizadas) os pontos de início e fim de cada cena. Videocassetes VHS são mais baratos, robustos, duráveis e resistentes do que o conjunto câmera / fita original (mesmo que a fita original seja também VHS).
Pode-se então reproduzir à vontade essa cópia, sem risco de danificar a fita original. No entanto, por ser uma cópia, os tempos exatos de início / final das cenas não estarão sincronizados com os da fita original. Então, a dica para anotar os pontos de início e final, precisamente, é: durante a cópia da fita original para a fita de minutagem, ativar, na câmera a indicação, no visor da mesma, do tempo decorrido (HH:MM:SS ou HH:MM:SS:QQ, no caso de timecode). A imagem, com essa indicação sobreposta, será assim gravada na fita VHS, propiciando a anotação precisa dos pontos desejados.
Se a intenção a seguir for a captura seletiva para edição-não-linear, informam-se os pontos anotados de início / fim de cada cena e utiliza-se a fita original com a câmera conectada ao micro para fazer a captura das cenas, descartando a fita VHS de trabalho.
packing de fitas analógicas e digitais esse processo, efetuado por tradição nas fitas analógicas, consiste em colocar a fita no drive (deck ou câmera) e efetuar a função FF (Fast Forward) até o final da fita. A seguir, fazer um RW (Rewind) total voltando a mesma para a posição original inicial. Feito com fitas que ficaram armazenadas durante muito tempo, tem a finalidade de "desgrudar" as camadas finas de plástico de sua superfície, facilitando o deslizamento e evitando "engasgos" que, mesmo mínimos, podem ocasionar defeitos visíveis na imagem. Todo esse processo decorre da característica mecânica de funcionamento das fitas, enroladas e desenroladas em carretéis. Não tem a ver com o fato do que está ali gravado tratar-se de informação analógica ou digital. Todos os formatos podem sofrer o problema, assim, o processo deve também ser feito com fitas com sinal digital (Mini-DV por exemplo) guardadas durante muito tempo. Além disso, o defeito na imagem não ocorre somente na gravação, mas pode ocorrer também na reprodução (play) dessas fitas.
pause e danos às fitas o processo de transporte da fita de vídeo através das cabeças de gravação e leitura é completamente diferente do que ocorre com uma fita cassete de som. Dentre as várias diferenças, a principal é que, enquanto no equipamento de som a fita se movimenta sobre uma cabeça estática, no equipamento de vídeo a fita se movimenta sobre uma cabeça que também possui movimento. Instaladas dentro de um cilindro metálico, cabeças de áudio e vídeo são movimentadas devido à rotação desse cilindro, que gira a 1.800 rotações por minuto no formato VHS e 9.600 (nove mil e seiscentas) rotações por minuto no formato DV.
Quando a tecla pause é acionada, a fita pára, mas o cilindro com as cabeças não. O que acontece a partir daí é a figura de um cilindro de metal girando sem parar sobre o mesmo ponto da fita. A camada de óxido de ferro depositada sobre a fita é aderida de maneira suficientemente forte para resistir a esta situação sem se soltar, porém não por muito tempo: o atrito do cilindro com a fita vai aos poucos causando aquecimento gradual da mesma, o que pode fazer com que partículas de óxido comecem a soltar-se. Partículas de óxido soltas podem aderir temporariamente ao cilindro, causando falhas na gravação/reprodução. Além disso, as partículas removidas da fita causarão falhas nesse ponto quando a mesma for reproduzida, fenômeno conhecido como dropout.
Para evitar estes problemas, normalmente as câmeras e VCRs possuem um mecanismo automático de proteção, que desativa a tecla pause depois de um determinado tempo (geralmente 5 minutos), colocando o equipamento no modo stop. A dica neste caso é não esperar o acionamento desse mecanismo de proteção, adiantando-se ao mesmo e evitando manter a fita em pause durante muito tempo. Se isso for necessário, liberar o pause durante alguns segundos e voltar a acioná-lo - isso fará com que outro trecho da fita, mais adiante, fique em atrito com o cilindro.
posição de armazenamento fitas de vídeo, de qualquer formato, devem ser armazenadas sempre na posição vertical (em pé). O armazenamento na posição horizontal (fita deitada) acarreta com o tempo deslocamento entre as camadas existentes nos rolos, o que pode dificultar o deslizamento suave da fita através dos mecanismos da câmera / videocassete. Existe também uma dica para que a fita esteja totalmente rebobinada em um dos rolos e que este rolo (o cheio) fique em baixo e o vazio em cima, mas a única justificativa técnica para este procedimento é dificultar a queda da mesma para um lado ou outro, em função do centro de gravidade estar mais baixo com o rolo cheio em baixo...
rebobinagem antes do uso fitas de vídeo devem ser inteiramente rebobinadas (FF - Fast Forward / FR - Fast Rewind) quando virgens, antes do primeiro uso, processo conhecido como packing. Esta operação ajuda e eliminar eventual excesso de partículas de óxido de ferro existentes em determinados trechos da fita, que durante o rebobinamento rápido acaba soltando-se da superfície da fita e depositando-se no estojo da mesma. Estas partículas podem prender-se temporariamente na superfície das cabeças de vídeo causando falhas (chamadas dropouts), que aparecem na imagem como pequenos pontos ou linhas brilhantes, onde a imagem original não é registrada. Por outro lado, efetuando-se o packing das fitas obtém-se uma suavidade contínua na tensão com que a mesma é enrolada nos carretéis do cassete, eliminando-se eventuais variações de tensão aplicadas na fita pelo fabricante por desregulagem do equipamento bobinador. Estas variações podem acarretar problemas localizados em determinados trechos da gravação, devido a flutuações ou tensões exageradas no transporte da fita.
rebobinagem periódica fitas de vídeo devem ser inteiramente rebobinadas (FF - Fast Forward / FR - Fast Rewind) pelo menos uma vez por ano. A finalidade é liberar tensões formadas com o tempo no rolo da fita dentro do carretel. Estas tensões e as condições de enrolamento da fita são um fator importante na longevidade da fita. O enrolamento deve ser uniforme, sem que camadas se desloquem visualmente para as laterais do rolo. A fita não deve ficar 'solta' nos carretéis do cassete nem enrolada com muita força (VCRs modernos desaceleram automaticamente a rotação do enrolamento quando o final da fita está próximo). Deve-se atentar para o fato de que o equipamento onde a rebobinagem periódica das fitas será feita deve estar em ótimas condições, para que o resultado pós-rebobinagem não seja pior do que a situação pré-rebobinagem. É comum o uso de equipamentos obsoletos, encostados e destinados a essa finalidade; por isso mesmo deve ser verificado seu estado quando à capacidade de efetuar uma operação correta de enrolamento.
timecode e inicialização de fitas Mini-DV o Timecode (indicação de horas / minutos / segundos e quadros no formato HH:MM:SS:QQ) nas fitas Mini-DV é reinicializado automaticamente (para 00:00:00:00) sempre que a câmera grava um trecho virgem da fita. Se, por algum motivo (continuidade dessa informação para maior facilidade na edição por exemplo) isto não for desejado, a fita pode ser completamente inicializada antes de qualquer gravação real: coloca-se a mesma na câmera, faz-se REC (com a objetiva tampada, para diferenciar posteriormente que não se trata de uma gravação real) e aguarda-se o término da gravação feita desse modo na fita toda. Com isso, ao regravar posteriormente trechos aleatórios da fita, o Timecode nunca será reinicializado. Existe no entanto outra abordagem para a questão: a inicialização promove um desgaste de certo modo improdutivo nos mecanismos e nas cabeças da câmera, além de acarretar o tempo necessário para que a gravação ocorra na fita toda. Uma alternativa é: com uma fita virgem, tomar sempre o cuidado de, ao reiniciar uma gravação interrompida, sobrepor os últimos segundos gravados. Com isso, a câmera continuará sempre a numeração a partir da última gravada e não de 00:00:00:00, pois nunca estará iniciando a gravação em um trecho virgem da fita. Esta preocupação somente é necessária no entanto se após uma interrupção na gravação, a fita foi voltada para trás (REW) para alguma verificação (ou mesmo retirada e recolocada na câmera). Usando-se no entanto somente REC / STDBY / STOP sem retirar a fita, mesmo que a câmera seja desligada, a numeração do Timecode não será reinicializada.
troca de fita na câmera a troca de fita na câmera é um momento em que seu delicado mecanismo interno fica exposto ao meio exterior, quando a tampa do compartimento de fita é aberta. A dica é efetuar a troca rapidamente: tenha sempre em mãos a fita a ser colocada, para evitar que a referida tampa permaneça por muito tempo aberta, recebendo em seu interior partículas nocivas, como pó, fumaça, fuligem, etc...