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compressor o som gravado - de uma pessoa falando por exemplo - possui trechos mais altos e trechos mais baixos: mesmo dentro de uma única frase, algumas palavras e/ou sílabas são normalmente pronunciados com tonalidade mais forte do que outras. Essa diferença é mais ou menos acentuada conforme o modo particular da fala da pessoa em questão. A mesma coisa acontece com outros sons (música, ambiente, etc...). Essa diferença de volume entre os trechos mais fortes e mais fracos chama-se curva dinâmica. Quanto maior a diferença, maior a curva dinâmica do som.

Comprimir este áudio é tornar as partes mais fortes um pouco mais suaves e, ao mesmo tempo, as partes muito suaves um pouco mais fortes, ou seja, atenuar sua curva dinâmica. O som de modo geral torna-se assim mais uniforme, uma vez que a distância entre picos e vales fica reduzida.

Existem compressores físicos (aparelhos eletrônicos) e virtuais (software). Os primeiros possuem geralmente botões do tipo "input" / "output" e medidores de intensidade sonora (VU meters) para ajuste do nível de compressão desejado. Os segundos podem consistir-se em programas separados, destinados somente a este fim, podem ser parte integrante de programas de tratamento de som ou ainda ser parte das opções disponíveis em programas de edição-não-linear.

A figura abaixo ilustra o que ocorre com o som após uma determinada taxa de compressão ter sido aplicada:

Observando-se o desenho, percebe-se a diminuição dos "picos e vales". Alguns tipos de ajustes podem ser efetuados no processo de compressão. Ao invés de permitir por exemplo que a compressão seja efetuada para qualquer nível de pico / vale, pode-se determinar que a mesma seja efetuada somente a partir de determinado nível de pico sonoro, ajuste denominado Threshold. O compressor atuará então a partir do volume especificado: para picos inferiores a este nível de volume, o som permanecerá inalterado. Outro ajuste comum é a taxa de compressão utilizada, ou seja, o quanto a distância entre picos e vales será diminuída, ajuste este denominado Ratio.

Não é recomendado aplicar-se uma taxa muito alta de compressão no caso de som gravado a partir de vozes de atores na interpretação de um texto pois, a variação de tonalidade, neste caso, é proposital para dar realce a determinados trechos e assim transmitir de maneira mais fácil as emoções e sentimentos ali presentes. Também a música não é uma boa candidata a passar por este processo, o que pode deixar o som apagado, sem brilho, de certa forma "achatado". Por outro lado, uma taxa mais alta de normalização já é aceita na voz de um narrador em um documentário por exemplo.

A compressão acarreta a diminuição do volume do som como um todo, uma vez que os picos são atenuados. Para corrigir isso, o volume geral de saída do som pode ser aumentado através de um ajuste denominado Output gain . Quando o ajuste atinge seu nível máximo, o processo denomina-se normalização.

Quando bem utilizada, a compressão do áudio é indispensável. Um exemplo ocorre em filmes, onde sem alguma compressão ter sido feita na trilha sonora, o som da explosão de uma bomba teria que ter intensidade inúmeras vezes maior do que o dos atores falando; o som demasiado forte da explosão dentro da sala do cinema traria incômodo aos expectadores e, ao mesmo tempo, estes mal conseguiriam ouvir a voz dos atores, ajustada em um nível muito baixo. Por outro lado, traillers de cinema e comerciais de TV costumam empregar níveis altos de compressão, para chamar a atenção das pessoas.

condensador nome do elemento utilizado no microfone tipo condensador.

conector 1/4 pol estéreo tipo de conector utilizado para transmitir sinais balanceados (mono) e desbalanceados (estéreo), tanto do tipo line level como mike level:

A medida 1/4 pol. (1/4 de polegada) refere-se ao diâmetro do pino de conexão do plug.

conector 1/4 pol mono tipo de conector utilizado para transmitir sinais desbalanceados (mono), tanto do tipo line level como mike level; também é utilizado algumas vezes para sinais do tipo speaker level:

É conhecido também como phone-plug, em alusão a um tipo semelhante de plug manipulado por telefonistas em antigas centrais telefônicas, ou então como TRS, de tip / ring / sleeve - as 3 partes do conector: ponta / anel / e o corpo principal. A medida 1/4 pol. (1/4 de polegada) refere-se ao diâmetro do pino de conexão do plug.

conector 1/8 pol mini-plug / estéreo tipo de conector utilizado para transmitir sinais desbalanceados (estéreo) , tanto do tipo line level como mike level:

A medida 1/8 pol. (1/8 de polegada) refere-se ao diâmetro do pino de conexão do plug.

conector 1/8 pol mini-plug / mono tipo de conector utilizado para transmitir sinais desbalanceados (mono) tanto do tipo line level como mike level . Comum nas câmeras do segmento consumidor / semi-profissional na entrada de microfone externo e também na alimentação elétrica de microfones do tipo condensador:

A medida 1/8 pol. (1/8 de polegada) refere-se ao diâmetro do pino de conexão do plug.

conversor dispositivo eletrônico utilizado para alterar (converter) determinada característica de um sinal. Alguns exemplos de conversores em áudio são o atenuador e o transformador de impedância.

curva dinâmica é a diferença no som entre os trechos de maior intensidade e os de menor intensidade. Imaginando-se uma onda sonora, é a distância entre o maior "pico" e o maior "vale" em determinado trecho do som. Quanto maior a curva dinâmica de determinado som, maior vai ser o contraste entre os trechos de volume maior e menor do mesmo. Processos de compressão permitem alterar a curva dinâmica do som.

DAT (Digital Audio Tape) formato de gravação digital de áudio sem compressão em fita, criado pela Sony na década de 80. Com tecnologia derivada do formato de vídeo 8mm, utiliza, da mesma forma, cabeças rotativas inclinadas (helical scan) para gravação de suas trilhas. O formato logo ganhou popularidade no meio profissional devido a alta qualidade do sinal gravado (semelhante à do CD-Áudio) e por na época, não existindo ainda os discos ópticos, ser uma forma prática e portátil de se obter registros de áudio com essa qualidade. Com cartuchos que lembram os do antigo formato Compact Audio Cassete (fita cassete comum de áudio), utiliza fita com 4mm de largura. Permite 4 diferentes modos de gravação em termos de sampling : 32Khz com 12 bits e 32, 44 ou 48Khz com 16bits. Uma versão modificada foi desenvolvida para uso em computação, para backup de dados.

desbalanceado tipo de sinal elétrico utilizado geralmente com microfones do segmento semi-profissional e consumidor. Utiliza cabo com 2 condutores (cabo desbalanceado) onde um condutor transmite o sinal sonoro e o outro faz o papel de terra. Em sua ponta existe geralmente um plug do tipo 1/4 pol. / mono ou o tipo mini, mais comum nas câmeras do segmento consumidor e semi-profissional, de 1/8 pol. (são os mesmos tipos de plugs utilizados em fones de ouvido, com a diferença de que como geralmente os microfones são mono e não estéreo, existem 2 contatos no plug ao invés de 3).

A extremidade do plug carrega o sinal sonoro, a parte mais anterior do mesmo é o terra. Este tipo de cabo é mais sujeito à interferências do que o tipo balanceado. A proximidade acidental do mesmo com um cabo de alimentação elétrica (110 V por exemplo) é uma das situações que podem gerar interferências. Motores elétricos, transmissores de rádio e campos magnéticos próximos são outros exemplos. O fato do sinal transmitido por microfones (mike level) ser muito fraco torna-o mais suscetível ainda à interferências.

O condutor que transmite o sinal sonoro é o mais interno ao cabo, envolto por uma camada plástica isolante. Ao seu redor existe uma malha metálica trançada: este é o segundo condutor. Seu papel é proteger o condutor interno de interferências externas e agir como terra para o circuito do microfone.

Cabos deste tipo, quando utilizados com microfones de alta impedância podem ter extensões não maiores do que 7 metros e meio, sob pena de perda significativa de qualidade no sinal transmitido (perceptível nas altas frequências).

diafragma membrana localizada nos microfones, responsável por captar as ondas sonoras e transmití-las a um dispositivo que as converte em sinal elétrico.

direcional microfone que capta melhor os sons provenientes da parte frontal do mesmo. Divide-se em 3 categorias: cardióico, supercardióico e hipercardióico. Sua vantagem é isolar o som ambiente em favor de um determinado som, situado à frente do mesmo, ao contrário do que ocorre com o microfone omnidirecional. Quanto maior for a direcionabilidade do microfone, ou seja, quanto mais fechada for a sua área frontal de captura (por exemplo tipo supercardióico é mais direcional do que o tipo cardióico), mais distante o mesmo poderá estar da fonte sonora sem capturar muitos sons adversos (som ambiente).

diversity sistema utilizado em alguns modelos de microfone sem fio. Para diminuir a influência de interferências, utilizam-se dois receivers ao invés de um, instalados no mesmo aparelho e com antenas independentes uma da outra. Um processador monitora constantemente os sinais recebidos pelos dois receivers (continua existindo um único transmissor), verificando intensidade, interrupções, etc... e efetua um chaveamento automático para o melhor sinal recebido. Este chaveamento não é percebido no sinal captado. A diferença de sinais existe devido ao posicionamento diferente das antenas, onde uma pode ter o sinal momentaneamente bloqueado e a outra não, assim como acontece com um receptor de rádio quando mudamos sua posição para melhorar o sinal recebido.

Existem receivers que possuem também duas antenas, porém possuem apenas um receiver, não possuindo portanto a característica diversity verdadeira. Para diferenciar estes daqueles, utiliza-se o termo true diversity. Estes tipos são denominados phase diversity. Neste caso quando o sinal de uma das antenas falha ou fica fora de fase, o sistema faz um chaveamento automático passando a utilizar o sinal captado pela outra antena.

Dolby Digital (DD) nome do algoritmo de compressão / descompressão do sinal de áudio com efeito surround desenvolvido pela empresa Dolby Laboratories para uso em cinema, com estréia no filme Batman Returns, em 1992. Posteriormente foi rebatizado como AC3 ao ser lançado para uso em home theaters. É indicado pelo logo:

Dolby Pro Logic sistema para geração de sons com efeito surround muito utilizado a partir da década de 80 em filmes e outros conteúdos gravados em fitas VHS e Laser Discs - antes do advento do DVD-Vídeo e dos sistemas Dolby Digital e DTS. É indicado pelo logo:

DTS (Digital Theater System) nome do algoritmo de compressão / descompressão do sinal de áudio com efeito surround desenvolvido pela empresa Digital Theater Systems para uso em cinema, posteriormente adaptado para uso também em home theaters. É, juntamente com o Dolby Digital, desenvolvido na mesma época (década de 90) um dos padrões mais utilizados para codificar os sinais empregados em um esquema de distribuição sonora empregando 6 caixas acústicas (5 para sons médios/agudos e 1 para os graves, o subwoofer). Estreou no cinema com o filme Jurassic Park (Parque dos Dinossauros) em 1993. É indicado pelo logo:

eco no fenômeno da reverberação o som que chega aos ouvidos de uma pessoa ou a um microfone é acompanhado de diversas "cópias" do mesmo, que chegam atrasadas no tempo, devido ao percurso maior que fazem (reflexão em superfícies rígidas planas, principalmente). O conjunto de todas essas repetições é conhecido pelo nome reverberação. Quando ocorre reverberação, a quantidade de cópias é grande e a defasagem de tempo entre elas pequena, de forma que não é possível distinguir isoladamente uma cópia completa do som original.

No entanto, dependendo das dimensões, do tipo de superfície, da geometria do ambiente, da localização da fonte sonora e do ouvinte (ou microfone), pode ocorrer a audição de cópias completas e distintas do som original. Essas cópias recebem o nome de eco. O eco ocorre tipicamente onde existem superfícies propícias para reflexão do som (superfícies rígidas e planas) distantes no mínimo 15 metros da fonte sonora, o que significa que em ambientes pequenos (uma sala onde as paredes distem no máximo 5 metros umas das outras por exemplo) não haverá eco e sim reverberação. A figura abaixo ilustra como ocorre o eco:

Geralmente nos lugares onde o eco ocorre (o interior de uma igreja antida de estilo gótico por exemplo), dependendo da posição do ouvinte e da fonte sonora, pode ocorrer com intensidade mais fraca, também sua reverberação. Isso pode ocorrer no exemplo da igreja, dependendo da posição fonte / ouvinte, porque ali existem tanto paredes com distância maior do que 15 metros umas das outras como outras bem mais próximas.

Existe um decaimento de intensidade do eco a cada repetição ouvida na sequência, pois quanto mais distante no tempo em relação ao som original, maior foi o percurso percorrido pela onda sonora: a onda perde intensidade conforme se propaga e também a cada nova reflexão (energia absorvida pela superfície). O tempo entre um eco e o seguinte é chamado delay time.

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