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color depth quando um sinal de vídeo analógico (proveniente de um CCD por exemplo) é digitalizado, sofre um processo de sampling, através do qual é gerada uma imagem composta por um determinado número fixo de pixels, de acordo com a quantidade de linhas e a resolução horizontal do formato empregado (no formato NTSC DV por exemplo, este número é de 720 pixels de largura por 480 pixels de altura, ou seja 345.600 pixels). Cada um destes pixels possui características individuais de brilho e cor. O sinal analógico de origem da imagem (video componentes) consegue reproduzir as cores através da combinação das cores básicas do modelo RGB. Adicionalmente, este sinal possui a indicação de brilho (luminância). Estas duas informações (brilho e cor) são então combinadas durante o processo de digitalização, gerando 3 sinais, um para cada cor RGB. Para um determinado pixel, o sinal Red possuirá um determinado valor de intensidade luminosa, idem para o Green e idem para o Blue. Assim, cada um desses sinais indica qual cor e que intensidade (brilho) a mesma deve ter para formar a imagem do pixel.
O sinal cor+brilho recebe o nome de canal (channel); assim pode-se dizer que a imagem colorida de cada pixel do vídeo digitalizado é representada através de 3 canais, um para o vermelho, um para o verde e um para o azul. Existe em computação uma grande diversidade de tipos de formatos de imagens digitais, onde a quantidade de canais utilizados varia conforme o formato. O formato grayscale (escala de cinza) utilizando somente 1 canal com 254 variações de tonalidades de cinza e mais o preto e o branco e o formato CMYK com 4 canais (ciano, magenta, amarelo e preto) e 256 variações de tonalidade para cada uma das 4 cores são alguns exemplos. No caso do RGB, a forma mais utilizada emprega também 256 variações possíveis de tonalidade para cada canal. O desenho abaixo simula essas 256 tonalidades, mostrando que o número total de cores obtidas, combinando-se os 3 canais, ultrapassa 16 milhões de cores:

Essa quantidade de cores é aproximadamente também o número total de cores discernidas pelo olho humano, por isso sistemas deste tipo são denominados true color. Assim, a cor de um determinado pixel poderia ser representada por exemplo por R=41, G=163 e B=72, que é um dos exemplos na figura abaixo:

Cada canal precisa de 3 dígitos no máximo para ser representado (até "255", mais o "0", totalizando as 256 variações). Informações digitais são armazenadas na forma de bits (estados "0" e "1"), que constituem o sistema binário de numeração. O maior número de tonalidade, "255", necessita de 8 bits para ser representado no sistema binário:
2 = 10 (dois bits)
3 = 11 (dois bits)
4 = 100 (três bits)
5 = 101 (três bits)
...
253 = 11111101 (oito bits)
254 = 11111110 (oito bits)
255 = 11111111 (oito bits)
Como são 3 canais, tem-se um total de 24 bits para representar o aspecto de um determinado pixel (8+8+8). Aumentando-se a quantidade de bits por pixel é possível representar mais cores, diminuindo-a, menos cores. A expressão Color Depth é utilizada para expressar esta variação.
color differencenome dado aos sinais de cor B-Y e R-Y do color space YUV, em alusão à diferença entre os sinais de cor e luminosidade.
compatibilidade de sinais os sinais PAL, NTSC e SECAM não são compatíveis entre si: assim por exemplo uma fita gravada no sistema PAL de 50 ciclos com 625 linhas não apresentará imagem alguma quando reproduzida em um VCR também do sistema PAL, porém com 60 ciclos e 525 linhas (sistema utilizado no Brasil). No entanto, em algumas combinações de sistemas é possível obter-se a imagem, porém em preto e branco. O quadro abaixo mostra as diferentes combinações desses sistemas, indicando onde não é possível observar nenhuma imagem ( "X" ), onde a imagem aparece em preto e branco ( "P&B" ) e onde a imagem é OK (quando o sistema é o mesmo):

componentes , vídeo componentes; neste tipo de sinal as informações da imagem são separadas em 3 partes: luminância (a parte que controla o brilho - quantidade de luminosidade - na imagem) , cromitância-1 e cromitância-2 (partes que controlam as informações de cor na imagem). Esses 3 componentes referem-se ao sistema de codificação de cor YUV.
Formatos de vídeo profissionais analógicos gravam o sinal componentes YUV diretamente nas fitas magnéticas, como por exemplo Betacam SP. Formatos digitais o digitalizam e a seguir o comprimem, como por exemplo DV.
Este tipo de sinal, por manter as informações de cor separadas, possui uma melhor definição de cores do que a de outros sinais, como o Y/C, o composto e o rf (nessa ordem, ordenados da maior para a menor qualidade).
Um outro exemplo de utilização é o DVD-Vídeo: material gravado nesses discos (filmes, shows, etc...) costumam ser codificados em MPEG2 a partir do sinal video componentes - ao contrário do sinal composto, empregado na gravação de fitas no formato VHS. É por este motivo que players de DVD mais elaborados podem apresentar saídas RCA do tipo YPbPr.
composto, sinal ao contrário do Y/C, neste tipo de sinal as informações de cor e luminosidade são combinadas gerando um único sinal. Posteriormente (no momento da exibição por exemplo) estes sinais são novamente separados. A transformação acaba acarretando perda de qualidade devido a interferências e distorções geradas no processo, onde os sinais recuperados na separação não são exatamente idênticos ao que eram na fase de codificação em sinal único. Este tipo de sinal é utilizado no formato VHS por exemplo e na transmissão de TV a cabo.
compressão o sinal de vídeo armazenado na quase totalidade dos formatos digitais sofre compressão antes de ser armazenado no meio magnético (fita, disco). Neste processo, partes de informação da imagem são descartadas, de maneira que o resultado final ocupe menos espaço para ser armazenado. Existem duas formas de se comprimir dados de imagens digitais, com perda de qualidade (processos conhecidos como 'lossy', onde há perda de detalhes) e sem perda ('lossless'). A maioria dos processos utilizados em vídeo é do primeiro tipo, porém com perda mínima observável na qualidade da imagem.
Existem diversos algoritmos de compressão, a maioria deles extremamente complexa, porém executados de forma extremamente rápida por microprocessadores embutidos no interior das câmeras e outros dispositivos manipuladores de imagem de vídeo. Um pequeno exemplo conceitual de processo de compressão seria guardar a informação contida no número abaixo ocupando menos caracteres do que os 30 utilizados:
13487777770000031111111111111111118 (35 caracteres)
algoritmo: indicar entre parênteses a quantidade de algarismos repetidos e o algarismo a ser repetido a seguir; sequência obtida:
1348(6/7)(5/0)3(18/1)8 (22 caracteres)
a sequencia assim obtida seria gravada no meio magnético; no momento da recuperação das informações (play) um microprocessador decodificaria a mesma obtendo o sinal reconstruído:
13487777770000031111111111111111118 (35 caracteres)
o número acima poderia ser o resultado do processo de digitalização de parte de uma imagem, e a parte repetitiva (série de '1's por exemplo) estar representando um trecho de céu azul. O exemplo mostra um processo rudimentar de compressão sem perdas, mas nos algoritmos reais a perda acaba ocorrendo devido à necessidade de altas taxas de redução do tamanho ocupado pela informação. No exemplo, o algoritmo poderia decidir que o trecho '000003' poderia ser trocado na imagem por '111111' de maneira praticamente imperceptível. Assim, a sequência comprimida passaria a ser:
1348(6/7)(24/1)8 (16 caracteres)
ilustrando um processo de compressão com perdas. Os processos de compressão empregados em vídeo são normalmente do tipo que envolve perdas, porém estas são geralmente minimizadas intervindo-se em outros fatores do processo, como por exemplo aumentando-se a qualidade do original capturado.
Quanto maior a taxa de compressão empregada maiores serão estas perdas de qualidade, gerando artefatos de compressão observáveis na imagem final.
compressão inter-frame o mesmo que compressão multi-frame.
compressão intra-frame tipo de compressão na qual cada quadro do sinal de vídeo depende somente das informações contidas no mesmo para ser comprimido, ao contrário da compressão multi-frame. No processo intra-frame cada quadro é comprimido individualmente; para recuperar a imagem comprimida, é necessário somente descomprimir este quadro que foi comprimido: todas as informações necessárias à reconstrução da imagem estarão ali. A técnica empregada para realizar o processo é relativamente simples, o que varia de formato para formato é somente a taxa de compressão utilizada. A família de formatos DV e os formatos DVCPRO50, DVCPRO 100HD e HDCAM são exemplos de formatos que utilizam este tipo de compressão.
Quanto menor a taxa de compressão, mais dados são trafegados: com compressão de 5:1 por exemplo, a família DV trafega 25Mbps (taxa bit rate) e com 3,3:1 a DVCPRO50 trafega 50Mbps por exemplo. Outros formatos utilizam taxas ainda menores de compressão e por isso possuem bit rates maiores, como o DVCPRO HD com 100Mbps e o HDCAM com 140Mbps. Em outras palavras, a qualidade da imagem é medida pela taxa de compressão utilizada: quando menor a compressão, melhor a imagem. Em relação ao componente cor do sinal, taxas mais baixas permitem somente o sampling a 4:1:1 e as mais altas, sampling a taxas mais altas.
Os formatos que empregam compressão intra-frame são gravados em fita, o que exige taxas fixas de bit-rate (25 Mbps, 50Mbps por exemplo, conforme o formato). Duas fitas gravadas no mesmo formato a partir do mesmo original terão sempre a mesma qualidade de imagem.
Basicamente o que ocorre durante a edição-não-linear de um formato do tipo intra-frame é a descompressão, apresentação na tela, aplicação de cortes / efeitos e recompressão.
compressão multi-frame tipo de compressão na qual cada quadro é comparado com o anterior e as modificações anotadas entre um e outro constituem a informação a ser digitalizada. Neste tipo de compressão, ao contrário do tipo intra-frame, a tecnologia envolvida é bem mais complexa.
Em primeiro lugar, porque a compressão e descompressão de um quadro individualmente envolve o armazenamento temporário em memória de um conjunto de quadros anteriores e posteriores. Depois, porque os quadros são agrupados e armazenados em conjuntos, para os quais aplicam-se regras diferentes a cada elemento (quadro) do conjunto, alguns servindo somente para referência, outros para armazenar somente determinados parâmetros da imagem, etc.. E por fim, porque o movimento dos elementos dentro da imagem é calculado através de vetores analisados ao longo de todo o conjunto de quadros.
Uma determinada imagem pode ser mais "simples" ou mais "complexa" em termos de compressão: a imagem de uma estátua sobre o fundo azul do céu é mais fácil de ser comprimida do que sobre o fundo cheio de detalhes de uma floresta. A uniformidade do céu permite o armazenamento de poucos dados para que o mesmo possa ser reproduzido, como se houvesse um "carimbo" de pixels azuis que pudesse ser utilizado ao longo da maior parte do céu. O mesmo já não é possível para reproduzir os detalhes e nuances particulares de cada folha das árvores no segundo exemplo, cujas informações tem que ser individualmente armazenadas.
Enquanto os formatos que empregam compressão intra-frame são gravados em fita com taxas fixas de bit rate, o mesmo não ocorre nos formatos que utilizam compressão multi-frame. Estes formatos foram desenvolvidos originalmente para uso em discos ópticos (como DVD-Vídeo por exemplo): esse tipo de mídia pode ser gravada com diferentes taxas de bit-rate, resultando em imagens com qualidade diferente.
A compressão multi-frame utiliza o conceito de GOP (Group Of Pictures) no trabalho de redução do volume de informações.
Control-M (ou protocolo Panasonic de 5 pinos) protocolo de comunicação para edição-linear desenvolvido pela Panasonic, utilizado em vídeoprodução para controle remoto, através de um cabo, de determinados dispositivos, como por exemplo VCRs e câmeras. Recebeu esse nome ("5 pinos") por utilizar como conector uma tomada do tipo DIN de 5 pinos. Foi, juntamente com o Control-L ou LANC, um dos protocolos mais populares utilizados em edição linear voltada para o segmento semi-profissional, permitindo o controle de câmeras da Panasonic através de um aparelho denominado controlador de edição. Sua comunicação é efetuada em duas vias (bidirecional), ou seja, permite tanto operações do controlador para a câmera ou VCR (PLAY, PAUSE, etc...) como a transmissão de informações no sentido contrário (posição do tape counter da câmera ou VCR lida pelo controlador).
Control-S protocolo de comunicação para edição-linear desenvolvido pela Sony, permite controlar remotamente câmeras e VCRs transmitindo para os mesmos as operações básicas de manuseio de fitas, como PLAY, PAUSE, REC, FF, RW e STOP. Sua comunicação é efetuada via única, ou seja, permite enviar comandos para câmera ou VCR mas não receber informações dos mesmos. Trata-se basicamente da implementação dos mesmos comandos do controle remoto sobre fios, ao invés de utilizar o infravermelho. Passou com o tempo a ser substituído pelo protocolo Control-L.
controlador de edição dispositivo empregado em edição-linear. Trata-se de um aparelho que, conectado a um VCR ou câmera contendo uma fita a ser editada, permite efetuar as operações de PLAY, FF, RW, etc... e com isso escolher pontos de entrada e saída (IN / OUT) em diversas cenas selecionadas pelo operador. Esses pontos são gravados em uma memória existente no aparelho, formando o que se chama Edit Decision List (EDL). Terminada a operação, através de um comando o controlador efetua a cópia seletiva dessas cenas, sequencialmente (daí o nome edição linear) para o VCR destino. Alguns softwares foram também desenvolvidos para efetuar a mesma função do controlador de edição, só que através do computador. Abaixo, o controlador de edição Videonics AB-1:

corretor de cor (Color Corrector ou Proc Amp) este equipamento permite efetuar ajustes nas tonalidades de cor da imagem. Alguns TBCs possuem esta função embutida nos mesmos.
cromitância cor, medida da parte de cor da imagem.
DCT (Discrete Cosine Transform) algoritmo utilizado para preparar para compressão um sinal de vídeo já digitalizado no formato vídeo componentes para posterior gravação em fita em formatos digitais, como DV ou Digital Betacam por exemplo. O algoritmo DCT em si não reduz a quantidade de dados do arquivo digital, mas reorganiza os componentes das imagens de forma a reduzir a presença de detalhes não percebidos com tanta acuidade pelo olho humano, como os detalhes das cores por exemplo.
Nesses formatos (como o citado DV), após tratado pelo DCT, o arquivo entra efetivamente na etapa de redução de tamanho (compressão) através da técnica intra-frame, onde os valores gerados pelo DCT são reduzidos em um processo denominado quantização. O conjunto DCT + compressão intra-frame supera o algoritmo MJPEG em qualidade de imagem por utlizar processos mais sofisticados para comprimir as informações. A forma de compressão também difere em um e outro algoritmo: enquanto o MJPEG utiliza compressão do tipo multi-frame, aqui a compressão é do tipo intra-frame. Os dois algoritmos (DCT + intraframe) e MJPEG são incompatíveis, isto é, não é possível decodificar via DV algo gravado em MJPEG e vice-versa. O processo de decodificação é rápido nos dois algoritmos, porém o de codificação é mais lento no MJPEG quando comparado ao DCT + intra-frame.
degradação da imagem o sinal de vídeo no formato analógico sofre degradação de cor e de detalhes de brilho ( luminância ) cada vez que é copiado. Estas distorções introduzidas no sinal tornam-se parte do mesmo, não podem ser corrigidas (alguns equipamentos tentam atenuá-las). Algumas providências podem atenuar um pouco - porém não impedir - este processo: uso de cabos de conexão entre o aparelho reprodutor e o gravador de boa qualidade, idem para suas conexões, uso de cabos com pequeno comprimento, cabeças de reprodução / gravação limpas e desmagnetizadas, fitas de boa qualidade, alta qualidade na imagem capturada pela câmera, etc...
digital , sinal ver analógico, sinal - para comparação.
Digital Component nome dado ao sistema de gravação de sinais de vídeo que digitaliza sinais no formato vídeo componentes, comprimindos-os em seguida para gravar em fita.
DivX novo nome do padrão DivX;-) criado pelo hacker francês Jereme Rota.
DivX;-) padrão para compressão de imagens baseado em uma versão do MPEG4 desenvolvida em 1998 pela Microsoft. A intenção da Microsoft era a criação de um sistema para copiar conteúdo de áudio e vídeo gravado em discos (DVDs por exemplo) e gravar em arquivos do tipo ASF do Windows Media para permitir a realização de streamming a partir desses dados. O padrão foi copiado na época pelo hacker francês Jerome Rota e alterado a seguir para permitir a gravação em arquivos do tipo .avi, possibilitando assim a gravação de clones dos discos originais a partir da autoração de DVDs graváveis no micro.
O nome "DivX" faz referência ao fracassado sistema DIVX (Digital Video Express) tentado nos EUA, um sistema de aluguel de vídeos onde um disco semelhante a um DVD comum (denominado "DIVX") podia ser alugado e ser visto nas primeiras 48 horas após o início do aluguel. A seguir, poderia ser visto novamente através do pagamento de uma taxa ao provedor do serviço. O disco funcionava somente em players especiais, conectados via telefone com o provedor. O emoticon em "DivX;-)" faz referência ao insucesso desse sistema. Em 2000 Rota criou a companhia DivX Inc para melhorar e desenvolver o padrão, mudando seu nome para DivX (sem o emoticon no final). O DivX é baseado no MPEG4 Part 2 (padrão original de vídeo do MPEG4, antes do desenvolvimento do AVC - MPEG4 Part 10).
DSS (Digital Satellite system) sistema em que os sinais de vídeo e som são comprimidos utilizando o algoritmo MJPEG, enviados a seguir a um satélite e posteriormente direcionados à Terra, onde aparelhos nas residências os captam e fazem a decodificação. Ao contrário dos sistemas de recepção de TV via antena mini-parabólica, que também recebem sinal diretamente de um satélite, é possível selecionar no momento em que se quiser o programa a ser visto / gravado. No caso de gravação, o sinal é gravado sem decodificação, ou seja, em MJPEG, em um formato denominado D-VHS. Somente no momento da reprodução é que o sinal é decodificado.
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