logo sinal

Informações Técnicas

powered by FreeFind

novidades do site

1080i um dos dois tipos de formatos HD ; o formato 1080i possui resolução vertical de 1080 linhas e seus quadros de imagem são montados através da forma entrelaçada (daí o "i" após "1080").

23,97 (frames / seg) O frame rate real do sinal de vídeo no padrão NTSC é 29,97qps e não 30qps, uma redução de 0,1%, correspondentes a, mais precisamente, um fator de 1000/1001. Já os filmes empregam desde o estabelecimento do cinema sonoro a frequência de 24qps. Várias câmeras de vídeo permitem a gravação em 24qps, para possibilitar a transferência do conteúdo gravado para película cinematográfica (processo denominado transfer) com mais facilidade. No entanto as câmeras voltadas para o segmento semi-profissional com esta característica geram os 24 quadros embutidos dentro de um sinal padrão NTSC, utilizando a técnica Pull Down. Ou então o Pull Down pode opcionalmente não ser feito (na opção de gravação direta em cartões de memória como o cartão P2 por exemplo) mas ainda assim, a captura original das imagens dentro da câmera antes das transformações internas para gerar os diversos tipos de saída segue o padrão NTSC em termos de frame rate (mesmo utilizando 60qps no modo progressive scan, como muitas câmeras HD fazem, o frame rate real é na verdade 59,94qps).

Com isso, os 24 quadros gerados também ficam submetidos à redução de 0,1% no frame rate, tendo-se assim 24000/1001 = 23,97602397602397602397602397... o que é representado em alguns sistemas como "23,97", em outros como "23,98", em outros como "23,976" ou ainda simplesmente "23", querendo dizer a mesma coisa de forma simplificada. Por outro lado, equipamentos profissionais permitem, como opção, a gravação de exatos 24qps, utilizando técnicas como por exemplo a gravação em PsF (Progressive Segmented Frame).

No caso das câmeras que não gravam 24 quadros reais (e sim 23,97 como visto acima), se o conteúdo de imagem gerado sofrer transfer, após o mesmo, o filme será exibido em uma cadência ligeiramente mais rápida do que a utilizada na captura.

24p referência ao padrão de sinal de vídeo NTSC utilizado em sua variação progressive com 24 quadros por segundo. Cada quadro é montado linha a linha em 1/24seg., e essa cadência (frame rate) é a mesma utilizada no cinema. O objetivo é obter um sinal que possa com mais facilidade ser transferido para película - devido à coincidência de frequência de quadros - além de imitar o aspecto de "borrão" existente nas películas para imagens em movimento. O "24" em "24p" faz referência a 24 quadros progressivos e o "p" ao referido modo.

25p o mesmo que 30p, porém para o sistema PAL, que utiliza frame rate de 25 quadros/segundo.

29,97 (frames / seg) No início da década de 50, nos EUA, o comitê National Television System Committee estabeleceu o padrão para TV colorida conhecido como NTSC. Como já existia uma grande base de aparelhos P&B funcionando, para manter a compatibilidade com eles o novo sistema deveria ter suas imagens captadas sem problemas por esses aparelhos também. Desenvolver um sistema completamente novo faria com que todos esses televisores tornassem-se obsoletos da noite para o dia, exigindo assim sua troca, e a coexistência de 2 sistemas não era algo prático nem viável.

A solução encontrada foi embutir os sinais de cores dentro do sinal já existente P&B, de modo que televisores antigos simplesmente o ignorassem. Para isso, através da técnica de multiplexação (que, de maneira simplificada, nesse caso significa ter diferentes tipos ondas eletromagnéticas (chamadas subportadoras) "montadas" sobre uma mesma onda principal (chamada portadora) onde varia-se a frequência dessas ondas subportadoras) foi incluída uma nova onda no sinal, correspondendo a sua parte de cor. Como os aparelhos antigos não "liam" essa frequência nova, estava revolvido o problema.

Os engenheiros perceberam no entanto que essa nova frequência de onda incluída causava interferências no sinal de áudio do sistema, que possuía frequência próxima da frequência do novo sinal de cor. Para minimizar o problema de poder ocorrer essa interferência, algumas modificações no padrão original tiveram que ser feitas, sempre de modo a não interferir na recepção dos sinais P&B pelos antigos televisores. E uma dessas modificações foi reduzir ligeiramente o frame rate do sinal, em uma taxa de 0,1% (mais precisamente o resultado da divisão de 1000/1001, ou seja, 0,999000999000999000999000999...).

Com isso, ao invés de se ter 30qps, passou a ter-se 30000/1001 = 29,97qps (ou, mais precisamente, 29,97002997002997002997002997... qps). Esse fato levou a criação de técnicas como a do drop frame Timecode, para opcionalmente ajustar a contagem de tempo do vídeo com a do tempo real. Como o vídeo "corre" mais lentamente do que o tempo real (em uma taxa de 0,1%, como visto acima), ao término de cada minuto (exceto os terminados em "0") a numeração de contagem dos quadros no Timecode avança 2 quadros, para compensar essa diferença do frame rate do sistema NTSC com o tempo real.

2K / 4KCom o desenvolvimento dos sistemas de projeção digital em cinema, utilizando vários formatos com diferentes resoluções de imagem (resolução de imagens digitais), o DCI (Digital Cinema Initiative, consórcio formado pelos principais estúdios de cinema de Hollywood) propôs em 2005, em uma tentativa de padronizar o assunto e garantir um nível mínimo de qualidade projetiva, três níveis mínimos de resolução para uso nas salas de cinema digital:

Filmes produzidos por esses estúdios só seriam liberados para projeção digital nas salas equipadas para garantir as resoluções de imagem acima. O "K" em "2K" e "4K" refere-se à resolução vertical em quantidade de linhas ( pixels ) dessas imagens: em Física, K=1.000 unidades e em Informática, K=1024. A indicação "(a)" acima faz a ressalva de que esta opção propicia qualidade de imagem visualmente idêntica à da opção 2K para telas de até 12m de largura e é indicada pelo consórcio somente para projeções 3D (nas quais os expectadores utilizam óculos especiais para visualizar o efeito tridimensional). Em "(b)" a projeção é mais nítida e estável do que a 2K a 24qps, porém o espaço consumido para armazenamento dos dados é maior.

Cinemas que não possuem projetores digitais dentro dessas especificações optam por trabalhar digitalmente com filmes provenientes de estúdios paralelos, fora do circuito Hollywoodiano ou então utilizam seu projetor para a exibição de traillers e comerciais antes do filme em película.

3:1:1 taxa utilizada no processo de sampling (parte do processo de digitalização) de um sinal de vídeo do tipo analógico, a partir do color space YUV. Os dois componentes relacionados à parte de cor do sinal (cromitância, canais "U" e "V") tem resolução 3 vezes menor do que o componente relacionado à parte de brilho da imagem (luminância, canal "Y").

Isso significa que a cada 3 pixels em uma linha de pixels da imagem, para todos é feita a amostragem de luminosidade e para somente um é feita a amostragem de cor dos sinais U / V, como ilustra o desenho abaixo:

Cada retângulo azul corresponde a um pixel, em uma dada linha do vídeo DV. Os pequenos quadrados brancos representam a amostragem de luminosidade, efetuada para todos os pixels. Os pequenos quadrados vermelhos e azuis representam os sinais color difference U / V, ou seja, a amostragem de cor. Como indicado, ela é efetuada a cada 3 pixels.

O formato HDCAM no padrão NTSC utiliza esta taxa.

30p referência ao padrão de sinal de vídeo NTSC utilizado em sua variação progressive, onde cada quadro é montado linha a linha em 1/30seg. O "30" em "30p" faz referência a 30 quadros progressivos e o "p" ao referido modo.

4:1:1 taxa utilizada no processo de sampling (parte do processo de digitalização) de um sinal de vídeo do tipo analógico, a partir do color space YUV. Os dois componentes relacionados à parte de cor do sinal (cromitância, canais "U" e "V") tem resolução 4 vezes menor do que o componente relacionado à parte de brilho da imagem (luminância, canal "Y").

Isso significa que a cada 4 pixels em uma linha de pixels da imagem, para todos é feita a amostragem de luminosidade e para somente um é feita a amostragem de cor dos sinais U / V, como ilustra o desenho abaixo:

Cada retângulo azul corresponde a um pixel, em uma dada linha do vídeo DV. Os pequenos quadrados brancos representam a amostragem de luminosidade, efetuada para todos os pixels. Os pequenos quadrados vermelhos e azuis representam os sinais color difference U / V, ou seja, a amostragem de cor. Como indicado, ela é efetuada a cada 4 pixels.

Os formatos DV Mini-DV, DVCAM e Digital-8 no padrão NTSC utilizam esta taxa. O formato DV DVCPRO também utiliza esta taxa, tanto no padrão NTSC como no padrão PAL.

4:2:0 taxa utilizada no processo de sampling (parte do processo de digitalização) de um sinal de vídeo do tipo analógico, a partir do color space YUV. A resolução dos dois componentes relacionados à parte de cor do sinal (cromitância, canais "U" e "V") é semelhante à utilizada no sistema 4:1:1, ou seja, quatro vezes menor do que a de luminosidade. No entanto, aqui a amostragem é feita em blocos de 4 pixels distribuídos em uma área 2x2 (ao invés de 4x1 como no sistema 4:1:1). O desenho abaixo ilustra o que ocorre: a cada duas linhas, para uma delas é efetuada a amostragem de cor e para a outra não; para as duas, é efetuada sempre a amostragem de luminosidade:

Cada retângulo azul corresponde a um pixel, em uma dada linha do vídeo DV. Os pequenos quadrados brancos representam a amostragem de luminosidade, efetuada para todos os pixels. Os pequenos quadrados vermelhos e azuis representam os sinais color difference U / V, ou seja, a amostragem de cor. Como indicado, ela é efetuada uma linha sim, outra linha não.

Tomando-se os 2 primeiros pixels da linha superior e os dois primeiros da linha inferior, tem-se um quadrado 2x2. Dentro desse quadrado, como mencionado acima, a amostragem de cor ocorre somente uma vez. Isso é o mesmo que efetuar uma amostragem do tipo 4:2:2 para a linha de cima, e uma amostragem hipotética "4:0:0" para a de baixo. A notação para representar este sistema decorre deste fato: 4:2:0. Não é uma notação intuitiva, porém o sistema não poderia ser representado nem por "4:0:0" nem por "4:2:2". O algoritmo de compressão MPEG2 utilizado em DVD-Video emprega este sistema, assim como o formato HDV e o AVCHD. O formato DV PAL utiliza uma variação: também classificado como 4:2:0, emprega amostragem de cor em todas as linhas, mas de maneira alternada: em uma delas é utilizado o componente U, na outra o componente V, como mostra o desenho abaixo:

4:2:2 taxa utilizada no processo de sampling (parte do processo de digitalização) de um sinal de vídeo do tipo analógico, a partir do color space YUV. Os dois componentes relacionados à parte de cor do sinal (cromitância, canais "U" e "V") tem resolução 2 vezes menor do que o componente relacionado à parte de brilho da imagem (luminância, canal "Y").

Isso significa que a cada 4 pixels em uma linha de pixels da imagem, para todos é feita a amostragem de luminosidade e para dois deles é feita a amostragem de cor dos sinais U / V, como ilustra o desenho abaixo:

Cada retângulo azul corresponde a um pixel, em uma dada linha do vídeo DV. Os pequenos quadrados brancos representam a amostragem de luminosidade, efetuada para todos os pixels. Os pequenos quadrados vermelhos e azuis representam os sinais color difference U / V, ou seja, a amostragem de cor. Como indicado, ela é efetuada a cada 2 pixels.

Os formatos Digital Betacam, DVCPRO50 e Digital-S são exemplos de formatos que utilizam esta taxa. O algoritmo de compressão MPEG2 também pode opcionalmente comprimir dados utilizando esta taxa.

4:4:4 representação da digitalização de um sinal de vídeo do tipo analógico a partir do color space RGB, sem que seus componentes sofram redução em suas resoluções originais, como ocorre nos processos 4:1:1, 4:2:2 e 4:2:0 .

Isso significa que a cada 4 pixels em uma linha de pixels da imagem, para todos é feita a amostragem de luminosidade e também para todos é feita a amostragem de cor dos sinais U / V, como ilustra o desenho abaixo:

Cada retângulo azul corresponde a um pixel, em uma dada linha do vídeo DV. Os pequenos quadrados brancos representam a amostragem de luminosidade, efetuada para todos os pixels. Os pequenos quadrados vermelhos e azuis representam os sinais color difference U / V, ou seja, a amostragem de cor. Como indicado, ela também é efetuada para todos os pixels.

50i o mesmo que 60i, porém para o sistema PAL (o frame rate é 50 e não 60).

59,97 (frames / seg) O frame rate real do sinal de vídeo no padrão NTSC é 29,97qps e não 30qps. Nas câmeras voltadas para o segmento semi-profissional que disponibilizam sinais HD utilizando frame rate 60p (60 quadros no modo progressive scan), a captura original das imagens dentro da câmera antes das transformações internas para gerar os diversos tipos de saída segue o padrão NTSC em termos de frame rate. Assim, como neste a cadência das imagens é 0,1% menor (mais precisamente o resultado da divisão de 1000/1001, ou seja, 0,999000999...), a cadência das imagens na captura é 60000/1001, ou seja, 59,9400599... . Já equipamentos profissionais HD permitem geralmente a opção de se gerar conteúdo a exatos 60p ou então em 59,97p.

60i referência ao padrão de sinal de vídeo NTSC tradicional, onde 60 campos são capturados / exibidos por segundo (daí o "60" em "60i") e no modo interlaced (daí o "i" em "60i").

720p um dos dois tipos de formatos HD ; o formato 720p possui resolução vertical de 720 linhas e seus quadros de imagem são montados através da forma progressiva (daí o "p" após "720").

amostragem o mesmo que sampling.

analógico, sinal o sinal de vídeo é gerado a partir da leitura sequencial, da esquerda para a direita e de cima para baixo, da intensidade da voltagem de cada ponto do chip sensor ( CCD ) onde a imagem é projetada através das lentes da câmera. Quanto maior a intensidade de luz em determinado ponto, maior a voltagem produzida pelo mesmo, ou seja, existe uma analogia direta entre o brilho da imagem e a voltagem produzida, por isso o sinal é dito analógico.

No sinal digital esta analogia também existe, porém não é direta: o sinal é dividido em trechos com mesmo tamanho e para cada trecho é calculada a média da intensidade da voltagem, sendo posteriormente o número obtido codificado no formato de número binário (sistema de numeração que só possui 2 algarismos - o '0' e o '1' ) e assim gravado por exemplo em uma fita do tipo DV. O sinal analógico por outro lado é gravado em uma fita do tipo VHS por exemplo, com todas as milhares de variações de voltagem obtidas.

O processo de gravação / transmissão de sinais elétricos é sempre sujeito a várias interferências e perdas, que aumentam e se propagam quando o mesmo é copiado de um meio a outro (degradação da imagem). A grande vantagem que o sinal digital tem sobre o analógico é o fato destas perdas poderem ser virtualmente eliminadas. Assim por exemplo, se os '1's e '0's forem representados por voltagem 1V e 0V, é muito fácil um circuito eletrônico reconstruir um sinal que chegou a seu destino como 1 - 0 - 0,8 - 0,3 - 1 - 1 ao invés de 1 - 0 - 1 - 0 - 1 - 1 (houve danificação e o '1 V' chegou como '0,8 V', assim como o '0 V' chegou como '0,3 V') pois sabe-se que o sinal só pode ser 0 ou 1 V, então 0,8 é 'consertado' para 1 e 0,3 para 0 .

No entanto é impossível fazer o mesmo com o sinal analógico, pois os milhares de valores diferentes de voltagem são gravados diretamente na fita.

O formato digital beneficia-se em qualidade ao digitalizar o sinal assim que o mesmo é gerado no CCD: deste ponto em diante as perdas serão praticamente nulas.

artefatos de compressão quanto maior a taxa de compressão utilizada para reduzir o tamanho ocupado por um sinal de vídeo digitalizado, maior a probabilidade de surgirem 'defeitos' na imagem final descomprimida. Isto ocorre porque os processos de compressão utilizados para comprimir sinais de vídeo geralmente acarretam perdas de detalhes durante a compressão e não há como reconstruí-los no processo inverso (descompressão). Estes defeitos são mostrados na imagem na forma de falhas em cores ou resolução em determinados pontos da imagem.

aspect ratio o mesmo que proporção da imagem.

AVC (Advanced Video Coding ou H.264 ou MPEG4 Part-10) padrão criado em 2003 pelo grupo MPEG  em conjunto com o grupo Video Coding Experts do ITU-T (International Telecommunication Union) para digitalização de imagens de vídeo. O objetivo foi desenvolver um padrão que tivesse a qualidade apresentada pelo MPEG2 ou pelo MPEG4, porém que pudesse opcionalmente fazer isso utilizando taxas menores de bit rate e sem ser excessivamente complexo, para viabilizar sua implementação em circuitos não muito dispendiciosos. A flexibilidade de uso do padrão foi bastante extendida em relação aos originais MPEG2 e MPEG4, permitindo sua utilização tanto em sistemas de alta resolução (HD) quanto de baixa resolução (SD).

O nome H.264 deriva do grupo Video Coding Experts (que iniciou seu desenvolvimento) e o nome AVC do grupo MPEG4 (que completou o trabalho). É comum por este motivo o uso da referência "H.264/AVC". Foi incorporado ao padrão MPEG4 original como sub-padrão 10, ou "part 10" do MPEG4.

Mais de 20 novas engenhosas técnicas envolvidas nos sofisticados processos internos de compressão foram utilizadas, permitindo um comportamento melhor do que os demais padrões em diversas situações. Com menos da metade da taxa de bit rate utilizada no MPEG2 é possível obter a mesma qualidade de imagem. Da mesma forma que o MPEG2, o AVC estabelece diversos níveis de profile, para uso desde aplicações móveis (celulares por exemplo, exigindo menor poder de computação dos circuitos) e videoconferência, até aplicações que exigem maior poder de processamento, como exibição de imagens em alta-definição (HD), como em diversos sistemas de HDTV. Um número muito grande de aplicações adota este padrão, como transmissões diretas de programação de TV de satélites para residências, transmissões terrestes de TV digital, aplicações de distribuição de imagem na Internet, etc... . Os discos Blu-ray e HD-DVD também o empregam para gravação de suas imagens.

B-frame (bi-directionally frame) tipo de quadro utilizado na montagem dos GOPs de compressões multi-frame como a MPEG2 por exemplo.

banda , largura de banda . As variações de voltagem do sinal de vídeo (analógico, sinal) são inseridas em ondas de alta frequência, nas vizinhanças de Mhz (megahertz, milhões de ciclos por segundo). Dentro desta faixa, as variações de frequência representam as variações na intensidade do sinal, que formam as imagens. Este conjunto, englobando desde a menor até a maior frequência, pode ser maior ou menor, dependendo da quantidade de frequências diferentes que conseguir englobar - e assim, da quantidade de informações que conseguir transmitir e portanto da qualidade final obtida. Assim, se na faixa de frequências a menor frequência é 3 Mhz e a maior 5 Mhz, dizemos que a largura de banda (bandwidth) deste sinal é de 2 Mhz.

bandwidth o mesmo que banda, largura de banda.

bit rate nome dado à taxa que mede a quantidade de bits que trafega por segundo em um sinal digital. Formatos que utilizam fitas trabalham normalmente com valores sempre constantes de bit rate, como os da família DV por exemplo, com 25Mbps (milhões de bits por segundo) e o formato DVCPRO50 com 50Mbps. A este modo de gravação dá-se o nome de CBR (Constant Bit Rate).

Formatos desenvolvidos originalmente para uso em discos ópticos (como DVD-Vídeo por exemplo) podem ser gravados com diferentes taxas de bit rate, como o formato MPEG2. É possível, a partir do mesmo original, gravar um DVD com bit-rate maior e gravar outro DVD com bit-rate menor. Assim, nesses formatos a qualidade da imagem depende do valor de bit-rate utilizado. O bit-rate de 9Mbps é considerado geralmente como de ótima qualidade para imagens comuns (SD) e o de 19Mbps o equivalente para imagens de alta definição (HD). A este modo de gravação dá-se o nome de VBR (Variable Bit Rate).

black burst (sinal de referência) sinal de vídeo sem as imagens, somente com os pulsos de sincronismo . Este tipo de sinal é utilizado em aparelhos denominados geradores de pulsos de sincronismo, conectados a câmeras que permitem a entrada deste tipo de informação (via conector genlock ) para sincronizar os tempos do sinal de vídeo (mudança de linhas , campos e quadros ) entre equipamentos diferentes (mais de uma câmera ou deck de gravação), em um processo denominado genlock . Sua função é permitir a troca de imagens entre esses dispositivos em transmissões ao vivo ou gravações de eventos sem ocorrer instabilidades, que de outro modo seriam inevitáveis devido às diferenças nos tempos dos diversos sinais.

BNC (British Naval Connector ou Bayonet Neil Concelman ou Bayonet Nut Connector) Conector para cabos coaxiais (cabos que contém 2 condutores, um central - fio grosso de cobre - e outro em forma de malha de fios de cobre envolvendo-o, sendo o condutor central isolado da malha por uma camada de plástico) utilizado em aplicações de rede de computadores, no transporte de sinais de aparelhos de medição de altas frequências (osciloscópios por exemplo) e no transporte de sinais de vídeo (imagem) em aplicações profissionais:

Este tipo de conector possui um engate que prende-o firmemente à fêmea (através de um pino localizado nesta e encaixe do tipo girar/travar), impossibilitando com isso o desencaixe acidental - cabo tracionado por exemplo. Inventado pelos americanos Paul Neil e Carl Concelman, possui várias traduções de sua sigla, como Bayonet Neil Concelman por exemplo, em alusão ao encaixe do engate (do tipo baioneta) e a seus criadores. Ou então British Naval Connector, em referência à sua utilização na marinha inglesa. Devido às duas características de robustez e capacidade de transmissão de sinais é utilizado, além de em vídeo, também em diversas aplicações de comunicações.

campo a imagem de vídeo é formada na tela através de linhas horizontais, desenhadas da esquerda para a direita e de cima para baixo. Alternadamente são desenhadas linhas de numeração par e linhas de numeração ímpar. Cada um destes conjuntos completos de linhas (par / ímpar) denomina-se campo. O tempo que cada campo leva para para ser desenhado na tela varia com o sistema de televisão utilizado e é igual ao inverso da frequência da corrente alternada utilizada no país.

Assim, por exemplo, no Brasil, onde a frequência da corrente alternada é 60Hz, cada campo é desenhado em 1/60 seg. e o sistema utilizado é o PAL-M:

Brasil 60Hz 1/60 seg PAL-M
EUA 60Hz 1/60 seg NTSC
França 50Hz 1/50 seg SECAM
Alemanha 50Hz 1/50 seg PAL-G

chart de resolução figura especial contendo linhas horizontais e verticais divergentes, contendo numeração ao lado das mesmas indicando quantas linhas existem naquela posição. Utilizada para avaliação da resolução horizontal / resolução vertical de determinado equipamento de vídeo. No exemplo a seguir, uma câmera foi apontada para a figura abaixo, tendo a seguir seus controles (foco, abertura, etc...) sido regulados da melhor maneira possível. Em seguida sua imagem foi observada em um monitor de alta resolução - sua resolução deve ser maior do que a da câmera, para permitir a medição. É possível distinguir individualmente as linhas mostradas no terceiro conjunto de linhas verticais até um pouco abaixo da indicação 500 ; ao lado da indicação 600 as linhas já não podem mais ser individualmente distinguidas. Assim, pode-se afirmar que a resolução horizontal da câmera avaliada é de cerca de 550 linhas.

Analogamente, as linhas divergentes horizontais permitem avaliar a resolução vertical (525 linhas no padrão NTSC).

O desenho original (do qual apenas uma parte é mostrada acima) é denominado EIA1956, padrão criado pela EIA (Electronic Industries Association - EUA).

A avaliação obtida com o chart é aproximada, pela subjetividade em si (diferentes observadores podem ter diferentes avaliações) e pela dificuldade em determinar exatamente o ponto a partir do qual as linhas não podem ser mais distinguidas. Métodos mais precisos utilizam outros meios, como o emprego do osciloscópio por exemplo. Existe um número, obtido através de medições práticas, que diz que cada 1 Mhz de largura de banda pode carregar informações suficientes para produzir cerca de 80 linhas de resolução horizontal.

Assim, para o exemplo acima, ao ligar-se o sinal de imagem gerado pela câmera em um osciloscópio, poderia ser lido o valor 7,0 Mhz de largura de banda, que multiplicado por 80 resulta em 560 linhas de resolução horizontal.

A resolução medida tanto pelo método do chart quanto via osciloscópio refere-se à luminância. A resolução relativa à parte de cor da imagem é sempre bem menor do que a de brilho (definição de tons claros-escuros), uma vez que o olho humano é menos sensível a este tipo de informação do que ao outro. Assim, geralmente nas câmeras do segmento consumidor este tipo de resolução gira em torno de 500 Khz (e não Mhz, ou seja, metade). Assim, no exemplo a resolução de cor na câmera avaliada seria 280 linhas (560 / 2).

codec (COmpressor / DECompressor) software / hardware que comprime um determinado sinal de vídeo e também faz o processo inverso, descomprimindo-o. Dentro de uma câmera de vídeo digital por exemplo, existe um CODEC que efetua a compressão do sinal analógico lido no(s) CCD(s) para gravá-lo na fita / disco / HD. Por outro lado, o mesmo CODEC faz a leitura do sinal já gravado na fita para apresentá-lo no visor LCD ou viewfinder, quando a função PLAY é acionada. Os CODECS estão presentes também em diversos outros aparelhos e momentos da produção de vídeo. Assim, programas de edição-não-linear comprimem vídeo utilizando CODECS específicos para cada tipo de formato, ou então players de DVDs reproduzem o sinal gravado nos discos também utilizando CODECS.

color bars , conjunto de barras coloridas utilizadas como referência no ajuste de equipamentos de vídeo. Existem modelos diferentes para cada tipo de sinal de vídeo (abaixo, modelo para o sinal NTSC, denominado SMPTE color bars, porque foi padronizado pela entidade SMPTE - Society of Motion Picture and Television Engineers). Permite efetuar ajustes nos controles de cor e outros de monitores, câmeras, etc... Algumas câmeras podem gerar opcionalmente este sinal (ou parte dele, sem as camadas inferiores), assim como dispositivos eletrônicos em ilhas de edição.

Da esquerda para a direita, a figura apresenta as seguintes cores nas barras verticais superiores: cinza (80%), amarelo, ciano, verde, magenta, vermelho e azul. Nos segmentos intermediários, da esquerda para a direita, azul, preto, magenta, preto, ciano, preto, cinza (80%). No segmento inferior, à esquerda um quadrado branco ladeado por quadrados azuis e à direita, várias tonalidades de preto.

As cores vermelho, verde e azul são as cores primárias do sistema RGB e amarelo, ciano e magenta a combinação de duas das cores primárias - estas, denominadas cores secundárias. As cores estão arranjadas em ordem decrescente de brilho total, da esquerda para a direita.

Para efetuar o ajuste, inicialmente o controle de contraste do monitor deve ser posicionado em seu ponto médio. A seguir, o controle de cor deve ser totalmente diminuído, de modo a que todo o quadro seja mostrado sem cores, apenas contendo faixas cinzas. Observar então o canto inferior direito da imagem: entre duas faixas pretas existem 3 pequenas faixas - no desenho abaixo, indicadas por A, B e C.

Ajustar então o controle de brilho de modo que a faixa B fique praticamente invisível - preta. Neste momento a faixa C à direita deve ficar ligeiramente visível. A faixa B representa a parte mais escura capaz de ser representada na imagem do vídeo; como a faixa A é mais escura do que ela, deve ter ficado neste momento totalmente invisível, ou seja, não deve ser notada nenhuma divisão entre as faixas A e B. A única divisão que deve ser mostrada é entre as faixas B e C.

A seguir é efetuado o ajuste do nível do branco, o que é feito inicialmente aumentando totalmente o controle de contraste. Neste momento o quadrado branco, no canto inferior esquerdo, apresentar-se-á sem definição precisa nas bordas e com excesso de luminosidade. O controle de contraste deve então ser lentamente reduzido até que o referido quadrado ganhe definição e perca o excesso de luminosidade.

A seguir efetua-se o ajuste de cor, buscando-se um equilíbrio geral nos tons das cores e observando-se que a cor com maior tendência à saturação é a vermelha, ao lado da magenta à sua esquerda.

color depth ... continua na página seguinte ( clique aqui )