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Canon entra no segmento HDV com a XL H1

O evento Canon EXPO 2005 realizado em New York marcou a entrada da Canon no formato de camcorders HD com a XL H1, capaz de trabalhar no formato HDV como as já existentes câmeras da JVC e Sony (vide Evolução do formato HDV):

A câmera de estréia da Canon no formato trabalha no modo 1080i (1080 linhas na forma interlaced, o modo HD2 do HDV), o mesmo escolhido pela Sony para suas câmeras HDV. E, assim como a JVC, que fez uma implementação própria (ProHD) adaptando o modo HD1 do HDV para gravar opcionalmente em 24p (24 quadros em progressive scan), também a Canon criou uma extensão própria, no caso para o modo HD2, trabalhando opcionalmente com 30 e 24qps.

A especificação do padrão HDV HD2 só prevê 30 quadros na forma interlaced (o chamado 60i, referência a 60 campos interlaced / segundo), mas a Canon XL H1 pode gerar opcionalmente 30 ou 24 quadros non-interlaced. No entanto, ao contrário da implementação da JVC, aqui a forma de captura não é progressiva (não é progressive scan) e sim permanentemente interlaced. Através do software interno da câmera as linhas entrelaçadas são combinadas em um buffer de memória para gerar um quadro completo (full), com correção de deslocamento de tempo de obtenção dos campos par / ímpar, simulando assim uma captura progressiva (para poder gerar 24qps e somente nessa situação, a câmera trabalha em 48i ao invés de 60i) A Canon denomina essas opções 30F e 24F (de Full), completando o leque de opções da câmera com a 60i. Seja qual for a opção escolhida no entanto, a saída para gravação na fita será sempre 60i: no caso, para 30F dois campos idênticos são gerados a partir de cada quadro e para 24F o processo de Pull Down 2:3 é utilizado para também gerar o sinal em 60i. Isto porque o padrão HDV HD2 tem que ter sempre a forma 60i.

Esta técnica (conversão progressive em interlaced para gravação na fita) é usada normalmente por câmeras que gravam em progressive scan, pois o padrão NTSC é um padrão interlaced, não progressivo, assim, a fita, para estar de acordo com o padrão, deve estar gravada deste modo, com campos par / ímpar alternados. No entanto, isso não acarreta problema algum, uma vez que na edição-não-linear, ao informar ao programa que o material está gravado em progressive scan (no caso da XL H1, em 30F ou 24F) os quadros progressivos são recuperados e remontados automaticamente.

Como inovação e visando o mercado profissional, a Canon fornece (por 600 dólares) um software denominado Console, para ser instalado em um laptop com entrada FireWire. Através dessa entrada a XL H1 pode ser conectada por um cabo deste tipo ao laptop e ter controlado mais de 20 ajustes diferentes de imagem. É possível ainda através do Console fazer o laptop funcionar como um vetorscópio e monitor de forma de onda, além de gravar opcionalmente as imagens no HD (hard disk) do mesmo.

A câmera possui, entre outras características: objetiva removível (tradição da linha Canon XL) com zoom óptico de 20X e anéis de foco e zoom com marcações de posição, OIS, LCD / viewfinder em uma única peça (2,4 pol. medida no diâmetro, no formato widescreen 16:9), marcações de safe area e aspect ratio no visor, saídas XLR de áudio, 3 CCDs de 1/3 pol. (medida no diâmetro, no formato 16:9, com 1,67 megapixels cada), compatibilidade com FireStore FS-4 Pro, zebra pattern, cartão SD de memória (incluído) para gravação de até 20 ajustes de imagem (Custom Presets, que podem ser carregados em outra XL H1), Timecode (SMPTE, Drop, Non-drop, Rec Run e Free Run), função Clear Scan (para capturar imagens de monitores de computador sem rolagem de faixa horizontal), controles manuais independentes para volume, áudio locked / unlocked e diversas outras.

A XL H1 apresenta algumas características exclusivas de equipamentos do segmento profissional, como 4 conectores do tipo BNC, em um compartimento denominado Professional Jackpack: dois para compartilhamento de Timecode do tipo SMPTE com outras câmeras XL H1 (entrada e saída, TC IN e TC OUT), um (GENLOCK) para sincronização do timing (genlock) de várias câmeras sobre um sinal de controle gerado por um switcher (dispositivo controlador de câmeras, operado pelo diretor de imagem) e um (HD-SDI / SDI) para saída de sinal digital de imagem sem compressão, tanto em HD (sinal HD-SDI) como SD (sinal SDI). Além deste sinal poder ser gravado (em equipamentos específicos para este fim), pode alimentar um monitor HD que possua este mesmo tipo de entrada. A câmera pode também capturar fotos (nas resoluções 1920x1080 pixels, 1440x1080 pixels,  840×480 pixels e 640×480 pixels).

            O preço sugerido (EUA) é de 9.000 dólares.
            (dezembro / 2005)

Primeira câmera com 3 CCDs a armazenar as imagens em um cartão SD

Ao contrário da tecnologia P2 - atualmente voltada para os segmentos profissional e semi, que emprega cartões PCMCIA fabricados através de dois ou mais cartões SD Memory (Secure Digital) conectados à semelhança de um RAID drive, a SDR-S100 da Panasonic utiliza os próprios cartões SD - mas somente um deles, de maior capacidade (2Gb ao invés de 1Gb), para armazenar as imagens capturadas pela câmera. Alguns desenvolvimentos tecnológicos implementados pela Panasonic nos cartões P2 foram aproveitados na SDR-S100. A pequena câmera (5,0cm x 9,6cm x 8,0cm), destinada ao segmento consumidor, grava as imagens no cartão - encaixado em um pequeno slot em sua base - no formato MPEG2 e é capaz de fazer fotos com 3.1 megapixel de resolução máxima (2048 x 1512 pixels no formato JPEG) . A câmera surge como competidora para a GZ-MC500 da JVC: ambas possuem o mesmo porte, preço semelhante, não utilizam fitas e são voltadas para o mesmo tipo de público.

O uso do cartão SD facilita a transferência posterior das imagens para computadores: a maioria deles possui atualmente slots para encaixe desse tipo de cartão. No modo de melhor qualidade, a câmera armazena 25 minutos de gravação no cartão de 2Gb (e 100 minutos no modo de pior qualidade). Um novo codec MPEG2 foi desenvolvido pela Panasonic: mais eficiente, principalmente em cenas de movimento e utilizando o processo VBR (Variable Bit Rate) ao invés do CBR (Constant Bit Rate), consegue armazenar mais dados no mesmo espaço físico, com maior qualidade.

Com exceção de formatos que trabalham em HD (HDV por exemplo), o codec MPEG2 utilizado em formatos SD não é amigável para edição-não-linear. Seu principal uso é a transferência para o computador visando a cópia das imagens em DVDs e eventuais edições bem simples (a câmera vem com o software MotionSD Studio, da Panasonic). A maioria dos programas tradicionais de edição não reconhece os arquivos de vídeo gerados pela câmera, a menos que sejam alterados manualmente, em uma etapa adicional, para a extensão ".mpg".

A ausência de fita / drives traz características inexistentes em equipamentos tradicionais: além do silêncio durante a operação, é possível começar a gravar 1 segundo e meio após ligar a câmera. A câmera possui, entre outras características, design planejado tanto para destros como canhotos, 3 CCDs de 1/6 pol. (medida no diâmetro), zoom óptico de 10X, lentes Leica Dicomar com 37mm de diâmetro de filtro com uma tampa retrátil, LCD do tipo widescreen (não possui viewfinder) com 2,8 pol (medida na diagonal) e OIS. A bateria inclusa dura 90 minutos e possui uma tampa - não é possível trocá-la por um modelo com maior capacidade. A conexão com computador e captura é efetuada através de uma conexão USB 2.0 - a câmera não trabalha com FireWire. A SDR-S100 pode ser usada como webcam - o driver para isso é fornecido juntamente com a câmera.

            Os preços sugeridos (EUA) são 1.200 dólares (câmera) e 160 dólares (cartão adicional).
            (outubro / 2005)

JVC Everio G Series: 20Gb / 30Gb em HD embutido na câmera

Após ter lançado modelos de câmeras com 1 e 3 CCDs gravando em miniaturas de drives HD (Hard Disk) removíveis, com 4Gb de capacidade (as Everio GZ-MC100, GZ-MC200 e GZ-MC500), a JVC apresenta novas câmeras para a linha Everio - destinada ao segmento consumidor, a G Series. As novas câmeras, GZ-MG20, GZ-MG30 e GZ-MG50, utilizam HDs internos, não removíveis, de capacidade muito maior: 20 e 30Gb. Com estes novos HDs, dependendo da qualidade escolhida para as imagens, é possível gravar de 4 horas e meia (HD de 20Gb) ou 7 horas (HD de 30Gb), no modo de maior qualidade possível (modo ULTRA FINE), até 25 / 37 horas (HDs de 20 / 30Gb respectivamente), no modo de pior qualidade (ECONOMY). O formato do conteúdo gravado é MPEG2. A figura abaixo mostra uma das câmeras (GZ-MG40) - exceto o logotipo com o código do modelo, praticamente não há diferenças externas entre os modelos:

O HD de 20Gb está presente na GZ-MG20 e na GZ-MG40, enquanto o de 30Gb na GZ-MG30 e na GZ-MG50. Existem pequenas diferenças entre os modelos. A GZ-MG40 por exemplo, possui o mesmo preço que a GZ-MG30 e um HD com 10Gb a menos; no entanto, seu CCD é maior (1/4 pol. medida na diagonal contra 1/6 pol. da GZ-MG30). As GZ-MG40 e GZ-MG50 possuem CCD com maior capacidade do que as outras (1,33 Megapixel), melhorando a resolução das fotos feitas com a câmera. A GZ-MG50 possui objetiva mais luminosa do que as outras.

Assim como o formato DVD-CAM, as câmeras da linha Everio destinam-se à facilidade de uso no segmento consumidor. A edição-não-linear, passo necessário para descarregar o conteúdo armazenado no HD da câmera, é direcionada para tarefas simples (cortes e alguns efeitos) e autoração de DVDs, através de softwares fornecidos com a câmera: Power Producer, Director Express e DVD. A captura é feita através de uma conexão USB 2.0 - a câmera não trabalha com conexão FireWire. A maioria dos programas tradicionais de edição não reconhece a extensão dos arquivos de vídeo gerados pela câmera, a não ser que estes sejam manualmente renomeados para a extensão ".mpg". Algumas outras características dos modelos: zoom óptico de 15 ou 25X (conforme o modelo), LCD de 2,5 pol. (medida na diagonal), encaixe para cartão de memória SD (não fornecido) e EIS.

            Os preços sugeridos (EUA) são 800 dólares (GZ-MG20), 900 dólares (GZ-MG30 e GZ-MG40) . e 1.000 dólares (GZ-MG50).
            (outubro / 2005)

LEDs em refletores e projetores

Há muitos anos as minúsculas lâmpadas do tipo LED (Light Emission Diod) são empregadas em milhares de aplicações - vários delas por exemplo devem estar acesas no gabinete do computador que exibe agora estas imagens. Nos últimos anos no entanto tem-se pesquisado a possibilidade de construção de LEDs bem mais potentes. E a tecnologia de LEDs deste tipo começa a oferecer produtos como o refletor X3-Lite, da IDX:

O X3-Lite é uma luz auxiliar de câmera. Sua luz equivale a de uma lâmpada halógena de 35W, com temperatura de cor = luz do dia (5.600K) e baixo consumo de energia, somente 11W. Extremamente durável - 10.000 horas de uso - elimina a tarefa rotineira de compra, troca e controle de lâmpadas para reposição. A luz do refletor é dimerizável (possui controle de variação de intensidade) e livre de efeitos de flicker / cintilação. O conjunto é leve, por dispensar em sua montagem ítens como o vidro frontal de segurança, existente em refletores que utilizam lâmpadas que eventualmente podem explodir em determinadas situações. O refletor não produz quantidade alguma de calor em sua parte frontal, facilitando o uso de difusores diferentes das gelatinas apropriadas ao calor. Possui encaixe para fixação em sapatas de acessórios das câmeras e 4 barndoors opcionais.

            O preço sugerido (EUA) é 350 dólares.
            (outubro / 2005)

Mas nem só em refletores os LEDs de alta potência estão sendo empregados. Pequenos projetores portáteis utilizando esta tecnologia estão sendo construídos, destinados ao segmento doméstico, para uso em games, DVD-players portáteis e mesmo pequenas apresentações. A Epson construiu um protótipo com apenas 13,8cm x 10,3cm - o pequeno projetor (que cabe na palma da mão) combina a luz de LEDs com a tecnologia 3LCD de projeção, empregando 6 LEDs, dois para cada cor RGB. O pequeno projetor oferece várias vantagens sobre os tradicionais: pode ser ligado / desligado instantaneamente, não aquece (dispensando assim ventoinhas, seu ruído e consumo de energia) e os LEDs possuem durabilidade muito maior do que as lâmpadas convencionais de projeção. A Toshiba demonstrou também um protótipo semelhante, empregando tecnologia DMD de projeção (podendo funcionar com bateria de 2 horas de duração) que pretende comercializar até o final do ano, com preço previsto em torno de 1.300 dólares (EUA). E a Mitsubishi também possui um modelo semelhante, que emprega a tecnologia DLP de projeção e promete durabilidade de 20.000 horas para suas lâmpadas de LED, prevendo seu preço em 700 dólares (EUA) no lançamento:

FireStore FS-4 : 40 / 80 Gb para armazenamento direto em drive HD conectado à câmera

A Focus Enhancements comercializa desde o início do ano novas versões para o FireStore, um dispositivo que grava o sinal de vídeo de câmeras digitais em disco, aumentando a família dos já existentes FS-2 (para uso em estúdio) e FS-3 (para uso em câmeras de grande porte). Os FS-4 e FS-4 Pro, destinam-se a câmeras menores, sendo também mais compacto que os anteriores.

Conectado à câmera via cabo FireWire, o pequeno drive HD permite armazenar imagem e som diretamente no disco em tempo real, o que é uma grande vantagem na fase posterior de edição: basta conectar o HD ao computador (PC ou Mac), sem necessidade de passar pelo demorado processo de captura. Útil para quem tem necessidade de agilizar o tempo de finalização de seus trabalhos, o FireStore comporta-se como um drive HD comum do tipo FireWire.

O FireStore trabalha com sinais do tipo DV25 (Mini-DV e DVCAM por exemplo), oferecendo diversas opções de gravação: pode gravar no formato DV (como se fosse uma fita Mini-DV por exemplo), ou em formatos idênticos aos que ficam armazenados no computador após a captura tradicional, como os arquivos ".avi" (dentre os quais podem ser escolhidos vários tipos, como por exemplo Pinnacle AVI, Matrox AVI, Canopus AVI), os arquivos QuickTime e o Avid DV-OMF. Os tipos Pinnacle AVI e Avid DV-OMF são possíveis somente na versão FS-4 Pro.

A tecnologia, denominada pela Focus Direct To Edit (DTE), está sendo preparada para trabalhar também em HDV, em um modelo a ser lançado em breve. É possível, durante a gravação, manter a operação normal da câmera em fita, obtendo-se assim automaticamente um back-up do material captado. Seu tamanho e peso diminutos (4,1cm x 14,5cm x 9,7cm com 450 gramas) facilitam sua utilização, preso à câmera (através de um kit opcional) ou a um cinto. O modelo FS-4 (40Gb) armazena 3 horas de vídeo, enquanto o FS-4 Pro 3 horas (na versão 40Gb) ou 6 horas (na versão 80Gb). E ainda duas unidades podem ser conectadas, oferecendo 12 horas de armazenamento. O FireStore funciona em 15V (consome somente 7,5W), com bateria própria (90 minutos de carga) ou com adaptador para AC (110/220V).

            O preço sugerido (EUA) é 800 dólares (FS-4), 1.200 dólares (FS-4 Pro de 40Gb) . e 1.700 dólares (FS-4 Pro de 80Gb).
            (outubro / 2005)

P2: a promissora tecnologia de armazenamento em cartão

A tecnologia P2 desenvolvida pela Panasonic utiliza cartões de memória do tipo PCMCIA ao invés de fitas ou discos para armazenar imagem e som captados por uma câmera. É atualmente empregada quase que exclusivamente em câmeras do segmento profissional - a AG-HVX200 (HD) recém lançada é o único modelo destinado ao mercado semi-profissional. Isso se deve principalmente ao custo excessivamente alto do cartão - o modelo de 4Gb de capacidade, suficiente para armazenar 16 minutos de vídeo em formato SD (como o DVCPRO) custa 1.700 dólares.

No entanto, com a diminuição prevista para o preço desses cartões com o passar do tempo, outros mercados gradativamente se abrirão a esse tipo de tecnologia devido às suas notáveis vantagens. Em uma câmera que utiliza a tecnologia P2 por exemplo, não existem os sofisticados e delicados mecanismos que acionam fitas e discos, fato este que se traduz em menor tamanho da câmera e grande simplicidade de seus componentes internos.

Como não há compromisso com formatos de fita, câmeras P2 podem ser chaveadas para trabalharem em SD (no formato DVCPRO da família DV (padrão DV25, que utiliza 25Mbps) ou no formato DVCPRO50 (DV50)) ou ainda HD (DVCPRO HD (DV100)). O cartão P2 é montado conectando-se entre si conjuntos de cartões SD Memory (Secure Digital, largamente utilizados no mercado fotográfico, entre outras aplicações) de 1Gb cada. A entrada / saída de dados é feita em paralelo: como cada cartão SD de 1GB consegue transferir até 20Mbps, um cartão P2 de 4Gb transfere 80Mbps. A figura abaixo mostra um cartão P2 de 4Gb e um gráfico com a evolução atual e prevista para estes cartões:

Um cartão de 4Gb armazena 16 minutos de vídeo no formato DV (DVCPRO) e 4 minutos no formato HD do tipo DVCPRO HD. Um de 8Gb, respectivamente 32 e 8 minutos. Algumas possibilidades da tecnologia P2 incluem tarefas que não poderiam ser executadas em uma câmera baseada em fita, como por exemplo a gravação contínua em loop. Outra característica é a operação completamente silenciosa: não existem motores de transporte de fita, não há cabeças girando e não há acionamento de mecanismos de pausa / retomada de tração de fitas, assim como inexistem mecanismos para girar discos. Como consequência, não há manutenção decorrente de falhas nessas partes, vantagem importante para aplicações de uso intensivo, como as profissionais.

O cartão P2 é praticamente indestrutível quando comparado a fragilidade de uma fita, de um HD ou de um Disco óptico: resiste ao calor, água, umidade, vibrações, campos magnéticos, pó, sujeira e choques bastante violentos. Pode ser regravado quase que indefinidamente (100.000 vezes). E, apesar do pouco tempo de armazenamento, pode ser trocado com a câmera ligada, em processo de gravação (hot swappable): existem 2 ou mais slots, conforme o modelo de câmera, para permitir o uso simultâneo de cartões. O cartão pode ser considerado assim como parte da câmera.

Assim como ocorre em câmeras utilizando HDs como forma de armazenamento, a edição pode ser feita sem ser necessário efetuar-se cópia dos dados (captura) para o micro: por ser do tipo PCMCIA, o cartão pode ser conectado facilmente a um laptop. Ou então a um micro de mesa através do acessório docking bay com interface USB 2.0. Outra opção é o acessório P2 Store Drive, drive HD portátil com 60Gb com encaixe para receber cartões P2, capaz de transferir e armazenar 4 horas de conteúdo no formato SD DVCPRO (um cartão de 4Gb é transferido em 4 minutos).

            O preço sugerido (EUA) é 1.700 dólares (cartão de 4Gb) e 2.200 dólares (cartão de 8Gb).
            (setembro / 2005)

Sony HDR-HC1: primeira câmera HDV com sensor CMOS

Voltada principalmente para usuários do segmento consumidor que possuem um televisor capaz de mostrar imagens em HD, a Sony lança a pequena HDR-HC1. Seu tamanho e peso é muito inferior ao de outras câmeras HDV, como a Sony HDR-FX1 por exemplo, como mostra o esquema abaixo (metade do tamanho, com peso 3 vezes menor):

A maior inovação nesta câmera é o uso de um sensor CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor) no lugar do tradicional CCD. Anteriormente a Sony já havia lançado a DCR-PC1000, primeira câmera do segmento consumidor com 3 CMOS - a HDR-HC1 possui somente um. A imagem produzida pelo sensor é comparável à de um CCD tradicional, com a vantagem do menor custo e menor espaço ocupado no interior da câmera para a parte eletrônica - no CCD a maior parte do processamento é executado fora do chip de imagem, no CMOS é executada no próprio chip. Segundo a Sony com o CMOS a HDR-HC1 produz maior riqueza de cores e possui maior detalhamento de imagem.

Outra inovação é a função histogram, semelhante à existente em programas de edição de fotos, para análise da distribuição dos níveis de contraste na imagem. Entre outras características, a HDR-HC1 apresenta: CMOS de 3 Megapixels (metade desse valor é utilizado para o vídeo HD, o excesso destina-se à função foto) com 1/3 pol. (diâmetro), zoom óptico de 10X, foco e zoom controlado pelo mesmo anel híbrido em torno da objetiva (chaveável com um botão), viewfinder e visor widescreen LCD coloridos de alta-resolução (250.000 e 123.000 pixels respectivamente), LCD do tipo touchscreen com 2,7 polegadas (diâmetro), gravação em HDV ou Mini-DV, CMOS com proporção 4:3 (ao invés de 16:9 como na Sony HDR-FX1 por exemplo - para gerar HDV é utilizada somente a faixa central do chip), ajuste manual de exposição, objetiva Carl Zeiss, função foto com resolução máxima de 1.920 x 1.440 pixels (no modo 4:3) e 1.920 x 1.080 pixels (no modo 16:9), OIS, saída de sinal componente (cabos inclusos para conexão com um televisor HD) além do tradicional FireWire, Nightshot e flash para fotos. A utilização da HDR-HC1 em tripés é dificultada: a troca de fitas ser efetuada pela base da câmera, assim como a liberação da bateria (botão battery release).

            O preço sugerido (EUA) é 2.000 dólares.
            (agosto / 2005)

HDR-A1U: a versão semi-profissional da câmera HDV HDR-HC1

Voltada para usuários do segmento semi-profissional que desejam criar conteúdo HD, a Sony lança a câmera HDR-A1U, versão implementada a partir da HDV HDR-HC1, destinada ao segmento consumidor. As características básicas e funções são as mesmas da HDR-HDC, uma vez que o mesmo corpo é utilizado para montar a HDR-A1U. Como diferencial, a HDR-A1U possui alguns controles manuais a mais (como o controle de ganho gain-up), opções de Timecode e 2 entradas de áudio do tipo XLR, próprias para o uso de cabos balanceados. Existem controles individuais de volume para cada um dos canais de áudio (1 e 2). Ao contrário da HDR-HC1, a HDR-A1U quando não no modo HD (modo SD) pode gravar também em DVCAM, além do Mini-DV.

            O preço sugerido (EUA) é 3.500 dólares.
            (agosto / 2005)

Evolução do formato HDV

O formato HDV vem pouco a pouco ganhando novos modelos de câmeras, desde a GR-HD1, a primeira câmera comercializada no formato. Duas especificações fazem parte do HDV: HD1 e HD2. A JVC tem optado pela versão HD1, que utiliza 720 linhas de resolução vertical no modo progressive scan, com 30 ou 60 qps (quadros por segundo). E criou o sistema ProHD, adaptação própria do HDV introduzindo a captura em 24qps com a JY-HD100U. Já a Sony tem seguido especificação HD2, que utiliza 1080 linhas de resolução vertical, no modo interlaced, com 30 qps. O quadro abaixo mostra os modelos introduzidos desde que o formato foi criado. As duas câmeras lançadas 2003 não foram denominadas "HDV" pela JVC porque o formato ainda estava sendo desenvolvido na época. No entanto, podem ser consideradas as primeiras câmeras HDV criadas porque o próprio formato HDV se basearia nelas mais tarde, ao ter suas especificações estabelecidas.

  

            (agosto / 2005)

HDV no segmento profissional e DVCPRO HD no semi-profissional

O formato HDV foi criado para preencher a lacuna das produções domésticas em alta-definição (HD) em países onde a HDTV já é uma realidade. É um formato novo e muitos processos envolvidos além da fase de captura de imagens estão ainda em fase de amadurecimento quando comparados aos utilizados hoje por formatos como o Mini-DV por exemplo. Assim ocorre com potenciais meios de distribuição em HD, os discos HD-DVD (que ganharam recentemente o apoio da Microsoft) e Blu-ray. E também com os processos de edição, exigindo CPUs da ordem de 2,8GHz a 3GHz com 1Gb de memória. Por outro lado, imagens em HD só podem, obviamente, serem vistas em HD em monitores e tvs também HD, cuja popularização e preço acessível dependem da implantação da HDTV no país. Fora dessa realidade alguns usos tem sido propostos para o HDV, como o armazenamento em HD para o futuro e a captura em HD para uso em SD: nesta opção o custo x benefício depende não somente do formato em si, mas também de toda a cadeia de processos envolvida, a começar pelas características da câmera SD escolhida para comparação.

Este quadro no entanto pode mudar: o HDV tem avançado para a faixa inicial do segmento profissional. Depois da GR-HD1, lançada pela JVC em 2003 para o segmento consumidor ainda com 1 CCD e das câmeras da Sony com 3 CCDs HDR-FX1 e HVR-Z1U a JVC apresentou na NAB 2005 sua nova câmera, a GY-HD100U. A nova câmera destaca-se por utilizar uma lente intercambiável, a Servo Fujinon ProHD, característica não existente em equipamentos dos segmentos semi-profissional / consumidor, exceção feita à câmeras da Canon como a XL2 por exemplo. Além de também gravar em Mini-DV, é a primeira câmera HDV com opção de captura real de imagens a 24qps. A JVC denominou ProHD a sua implementação própria do padrão HDV com gravação 24p (inexistente nas especificações HD1 e HD2, que trabalham com 30/60qps progressive e 60qps interlaced, respectivamente).

Por outro lado a Panasonic (que não aderiu ao grupo de empresas desenvolvedoras do HDV), criadora do formato DVCPRO e suas variações, como o DVCPRO HD (utilizado, entre outras, em sua revolucionária câmera profissional Varicam), traz este formato para o topo do segmento semi-profissional, com a AG-HVX200, também anunciada na última NAB. O formato DVCPRO HD, por utilizar compressão intra-frame (ao contrário do MPEG2 do HDV que é inter-frame) cria melhores condições para cinematografia ao aumentar a qualidade do transfer para película. Outra vantagem é a resolução de cor (sampling a 4:2:2 no DVCPRO HD e a 4:2:0 no HDV). O destaque da AG-HVX200 é o uso opcional de um cartão de memória (cartão P2, ainda com custo excessivamente alto) para gravação do sinal HD.

            A comercialização da AG-HVX200 é prevista para breve, com preço em torno de 6.000 dólares (EUA) excluindo-se o cartão P2. A comercialização da GY-HD100U é prevista para julho, com preço também em torno de 6.000 dólares (incluindo a lente).

            (julho / 2005)

JVC Everio com 3 CCDs

Após lançar a primeira câmera utilizando drives HD (Hard Disk) removíveis ao invés de fitas ou discos ópticos para armazenamento das imagens (as GZ-MC100 / GZ-MC200), a JVC lança agora uma versão desta minúscula câmera com 3 CCDs, a GZ-MC500. Assim como sua antecessora, é possível gravar até 60 minutos de vídeo no formato MPEG2 em seus Microdrives de 4Gb, pequenas miniaturas exatamente do mesmo tamanho que um cartão de memória CompactFlash Type2. Quanto às fotos digitais (still), no formato JPEG, sua resolução foi aumentada para 5Megapixels, permitindo a obtenção e impressão de fotos em tamanho maior, até o limite de 2560 x 1920 pixels. A câmera emprega tecnologia derivada da técnica horizontal pixel shift , aprimorada para obter imagens com maior nitidez. Assim como nas câmeras que utilizam discos ópticos regraváveis (DVD-RAM e DVD-RW), o uso dos microdrives HD permite o rearranjo / exclusão de cenas com facilidade na própria câmera, com a vantagem (no caso do DVD-RW) de não exigir tempo algum para formatação dos dados. Ainda, da mesma forma, dificulta o apagamento acidental de conteúdo gravado (regravação).

Cada CCD (1/4 pol. medida na diagonal) possui 1,33 Megapixel (1,23 effective pixels), sendo 691.200 pixels dedicados ao vídeo. A tecnologia empregada para o uso dos microdrives é a mesma das GZ-MC100 / GZ-MC200. Para a função foto, executa automaticamente o que os fotógrafos chamam de braqueamento: repetir manualmente a mesma foto em ajustes diferentes, para selecionar posteriormente a melhor imagem. A GZ-MC500 executa esse processo através da função Auto Bracket, gerando 3 fotos com ajustes diferentes (1/3 de f-stop para menos e para mais) para cada foto feita.

O modo de maior qualidade de gravação para vídeo (Ultra, com 60min) utiliza bit rate de 8,8 Mbps (mega bits / segundo), sendo 8,5 Mbps para vídeo e 384Kbps para áudio Dolby Digital, valores semelhantes às melhores taxas de qualidade para DVD-Vídeo. Os Microdrives podem ser inseridos em um adaptador (opcional) para comunicação com um micro, via USB 2.0.

Possui, entre outras características: zoom óptico de 10X, anel para focalização manual montado na objetiva, flash embutido para fotos, visor LCD de 1,8 pol. (diagonal) e estabilizador do tipo EIS. A câmera é fornecida com um Microdrive de 4Gb.

            O preço sugerido (EUA) é 1.800 dólares.
            (abril / 2005)

Sony lança primeira câmera do segmento consumidor com 3 CMOS

No lugar de CCDs, chips do tipo CMOS: a DCR-PC1000 é a primeira câmera do segmento consumidor com 3 chips CMOS de imagem ao invés do arranjo clássico "3 CCDs". Conhecido pela qualidade inferior de sua imagem, o CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor) teve um desenvolvimento surpreendente nos últimos anos: a imagem produzida por este chip hoje é comparável à dos CCDs tradicionais, com uma grande vantagem: menor custo. O chip CMOS não é utilizado só para imagem, mas também como memória em circuitos de computação (papel também desempenhado pelo CCD em seus primórdios), o que confere ao mesmo economia de escala na fabricação e consequentemente menor preço final. E existem previsões de que seu contínuo desenvolvimento desbancará, a médio prazo, o CCD. Até então este tipo de chip só era empregado em câmeras muito sofisticadas (utilizadas no espaço por exemplo) ou bem simples (como as webcams). Não existem, até o momento, câmeras de vídeo com 1 CMOS. A comercialização de câmeras de 3 CCDs (CMOS, na DCR-PC1000) em uma faixa de preço menor, voltadas para o segmento consumidor é uma tendência.

A DCR-PC1000, no formato Mini-DV, possui, entre outras características além dos 3 chips (com 1/6 pol. de diâmetro e 790.000 pixels (670.000 effective pixels, produzindo imagem comparável a de câmeras de 3 CCDs do mesmo nível de preço), lentes Carl Zeiss, zoom óptico de 10X, zoom digital de 120X, ajuste manual de white balance , EIS e capacidade para registro de fotos (1920 x 1440 pixels, JPEG, armazenadas em um cartão do tipo Memory Stick fornecido (16Mb)).

Apresenta menor consumo de energia (devido ao uso de CMOS ao invés de CCDs), acarretando maior durabilidade da bateria. Uma base (Handycam Station, DCRA-140) acompanha a câmera, para maior facilidade de conexão com micros e TVs : localizam-se nesta base diversos conectores para áudio e vídeo (Y/C, RCA, FireWire, USB 2.0 - para streamming). No entanto, a DCR-PC1000 não possui nenhuma entrada para microfone externo nem saída para monitoração com fones de ouvido. A sapata para encaixe de acessórios (acessory shoe) foi modificada, do tamanho padrão largamente utilizado para um menor, impossibilitando o encaixe de acessórios que utilizem o padrão comum.

            O preço sugerido (EUA) é 1.300 dólares.
            (abril / 2005)

HVR-Z1V: a versão profissional da Sony para sua câmera HDV HDR-FX1

A HVR-Z1V possui todas as características principais da HDR-FX1, a primeira câmera HDV com 3 CCDs. Juntamente com elas, foram incorporados diversos ítens para criar uma versão do equipamento voltada ao início do segmento profissional. Estas características incluem formato DVCAM selecionável, viewfinder em P&B, operação opcional simultânea do viewfinder e do LCD, ajustes individuais de volume de som na gravação (um para cada canal), entradas de áudio balanceado XLR para microfone (além do tradicional mini-plug estéreo), phantom power (48V), AGC selecionável, monitoração opcional individual de canais de som (esquerdo / direito / ambos), microfone shotgun (além do normal embutido), opção lock / unlock para áudio DV, output no modo 480p, ajuste de black level, carregador (acessório opcional na HDR-FX1), SMTPE Timecode (permitindo opções como Free Run, Record Run e User Set), medidor de horas de uso das cabeças de leitura / gravação, indicação do nível de zoom no visor numérica e gráfica (somente gráfica na HDR-FX1), Hyper Gain (36dB), linhas no visor indicando a proporção 4:3 e seis botões customizáveis de presets de operação (3 na HDR-FX1).

A HVR-Z1V possui grande flexibilidade: pode gravar (tanto em SD como HD) imagens nos modos 60i / 50i (chaveável) e a 30, 25 ou 24 qps (neste caso através de simulação via interpolação no modo CineFrame, a câmera não faz captura real a 24 qps). Possui ainda, entre outras características, lentes Carl Zeiss e controle manual de íris com 24 pontos.

            O preço estimado (EUA) gira em torno de 5.000 dólares.
            (março / 2005)

Everio da JVC: gravando em miniatura de HD

A câmera palmcorder Everio da JVC, destinada ao segmento consumidor, não utiliza fita, disco óptico nem chips de memória para armazenar suas imagens e sim uma miniatura de disco rígido. Com capacidade para guardar até 4Gb de informações, o pequeno drive removível, denominado Microdrive® pela JVC, é montado no interior de uma estrutura amortecida com o auxílio de gels especiais para protegê-lo de eventuais vibrações decorrentes do uso da câmera. Pesando somente 16 gramas e medindo pouco mais de 2,5 cm x 2,5 cm o Microdrive® é compatível, além da câmera, com qualquer dispositivo que aceite Compact Flash+ Type II e mídias do tipo PC Card Type II. Discos Microdrive® de 2GB também são suportados.

O sinal de vídeo é gravado no formato MPEG2 (do mesmo tipo utilizado em DVDs-Video, o que reduz o tempo dispendido na autoração), utilizando um dos menores chips de conversão para este formato até hoje desenvolvido (1,5cm x 1,5cm). Além do Microdrive® também, opcionalmente, podem ser utilizados cartões de memória do tipo SD ou Compact Flash para armazenar as imagens - com menor capacidade no entanto do que a oferecida pelo drive. Com o Microdrive® é possível armazenar até 1 hora de vídeo em MPEG2 (480 x 720 pixels, interlaced, 60 cps) ou então 5.565 fotos com qualidade UXGA (1.600 x 1.200 pixels). É possível o encaixe simultâneo do Microdrive® e de cartões SD / Compact Flash, permitindo a gravação separada de vídeo e fotos.

A pequena câmera, a primeira a gravar utilizando um microdrives, pode ser conectada a um micro ou impressora que possuam conexão USB 2.0 (um software de edição e autoração (CyberLink DVD Solution) é fornecido com a câmera - o micro deve operar com Windows XP / 2000 ou ME). Como o Microdrive® é removível, através de um adaptador é possível conectá-lo diretamente a um slot específico no micro.

Existem dois formatos da mesma câmera: a GZ-MC100 (vertical) e a GZ-MC200 (formato cúbico).

Com um CCD de 2.1 Megapixel de resolução, com 1/3,6 pol de tamanho (diagonal), possui também as seguintes características, entre outras: diâmetro de filtro de 30,5 mm, alto-falante embutido, EIS, white balance automático e manual, zoom óptico de 10x, monitor LCD (nos dois modelos) de 1,8 polegadas (diâmetro) com 130.000 pixels, flash automático embutido (para fotos), modo Still com opção Motor Drive (3 fotos/seg), modo Voice Recording (permitindo, com o Microdrive®, quase 6 horas de gravação de áudio na qualidade melhor e quase 35 horas na pior) e foco automático / manual. Entre os acessórios fornecidos, um Microdrive® de 4Gb, cabo USB, cabo para AC, bateria, lítion-íon, cabo para vídeo composto e software de edição / autoração. Acessórios opcionais incluem Microdrive®s, baterias e maleta de alumínio.

            O preço estimado (EUA) gira em torno de 1.000 dólares (GZ-MC100) e 1.200 dólares (GZ-MC200).
            (janeiro/2005)