Esta seção destina-se a divulgar câmeras e produtos inovadores e/ou com qualidade destacada no mercado atual |
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No ano de 1.995, quando surgiam as primeiras câmeras no formato Mini-DV, a Sony lançava a DCR-VX1000, uma câmera de 3 CCDs que iria tornar-se no decorrer dos anos seguintes um dos equipamentos digitais mais utilizados pelas produtoras do segmento semi-profissional e em diversas situações, também do meio profissional. Cinco anos mais tarde surgia uma nova versão desta câmera, a DCR-VX2000, com diversas melhorias. E agora, a Sony lança a nova DCR-VX2100.
Entre as implementações efetuadas na nova versão, destacam-se a melhor performance em situações de pouca luz (devido ao aumento da sensibilidade dos CCDs, agora do tipo HAD - Hole Accumulation Diod), um novo painel LCD com mais contraste e de visualização mais fácil (mesmo sob luz direta do Sol), o reforço na estrutura da alça superior de sustentação (que agora passa também a incorporar botões para permitir o acionamento opcional do zoom, rec e pause diretamente a partir da alça), a maior qualidade no controle manual de gravação do áudio (devido a uma melhoria na taxa de amostragem do som nesse modo) e o maior tamanho do protetor de borracha do viewfinder, permitindo uma operação mais confortável do equipamento. A cor do corpo da câmera mudou de prata para cinza escuro e as mesmas baterias utilizadas na VX2000 podem ser utilizadas na VX2100.
O preço estimado gira em torno de 3.000 dólares (EUA).
(dezembro / 2003)
Vídeo + foto com 3 Megapixel: Sony DCR-PC330
A Sony DCR-PC330 é a primeira câmera de vídeo + foto com CCD de 3 Megapixel. A grande quantidade de pixels destina-se ao modo foto - em vídeo, no formato Mini-DV, cerca de 350.000 pixels são suficientes para produzir uma excelente imagem no padrão 720x480 pixels. No modo foto, um CCD com muitos pixels como o da DCR-PC330 (3 milhões) permite a obtenção de imagens com grande resolução, permitindo impressões maiores com mais qualidade.
Entre outras características, esta câmera possui lentes Carl Zeiss (maior qualidade minimizando distorções) e um novo sistema de filtros RGB disposto sobre os pixels do CCD (do tipo HAD - Hole Accumulation Diod) que propicia grande sensibilidade à luz e alta definição na reprodução das cores. Câmeras com 1 CCD dependem de filtros coloridos microscópicos colocados sobre os pixels para formarem as cores da imagem, e a qualidade da resolução deste componente (cor) da imagem depende da qualidade da tecnologia empregada nos filtros. Outras características são o zoom óptico de 10x, o visor LCD (do tipo touch panel) com nova tecnologia propiciando visão com mais contraste mesmo em ambientes muito iluminados, a função Nightshot, o estabilizador EIS, a gravação opcional de vídeo e foto em Memory Stick e seu pequeno tamanho, 119mm x 113mm x 59mm.
O preço estimado gira em torno de 1.700 dólares (EUA).
(dezembro / 2003)
Mini-DV com 'pedigree' de cinema
Ao longo dos últimos anos o formato Mini-DV tem repetidamente rompido a barreira do segmento semi-profissional, fazendo investidas no mercado profissional. Comerciais para a TV foram realizados com equipamentos neste tipo de formato, que, aliás, tem sido utilizado também com frequência por estúdios de TV, principalmente em reportagens em situações onde exige-se uma câmera pequena, leve e ágil (ao contrário das pesadas Betacam, inpraticáveis na documentação alguns esportes radicais, por exemplo). No cinema, o formato Mini-DV foi empregado por alguns diretores em algumas de suas obras (como Soderberg em seu Full Frontal por exemplo). Nestes trabalhos, a câmera geralmente escolhida tem sido a Canon XL1S, devido a uma peculiariedade sua: permite a troca de objetivas, fundamental para quem escolhe ângulos de visão e aspectos ópticos associados à mensagem que se quer transmitir. Fabricantes independentes fornecem diversos acessórios para a XL1S. As imagens acima exemplificam alguns destes acessórios, instalados na Canon XL1S, como o teleprompter, o sistema de lentes para filmes em 35mm (não utilizado no filme Full Frontal, onde optou-se por uma câmera mais livre) e um modelo mais simples de adaptador para lentes de cinema.
(novembro / 2003)
Panasonic PV-GS70: 3 CCDs na palma da mão
A Panasonic lançou a PV-GS70, a menor palmcorder do mundo com 3 CCDs até o momento. A minúscula câmera, faz parte da linha Ultra-Compact de palmcorders digitais da Panasonic trabalha no formato Mini-DV e é também uma máquina fotográfica digital, conseguindo gravar imagens com 1,2 Mega pixels (1280 x 960 pixels) em um cartão removível do tipo MultiMedia ou SD. Seu pequeno tamanho esconde várias características de destaque, como o uso da tecnologia horizontal e vertical pixel shift (Frame Movie) para maximizar a qualidade da imagem, as lentes da marca Leica Dicomar, os 3 CCDs de 1/6 pol. com 460.000 pixels cada e a opção de gravação de vídeo no formato MPEG4 (para streamming via Internet) na fita ou no cartão de memória. A câmera também possui, além do controle remoto sem fio, um controle remoto com fio (MagicWire Remote Control, propiciando flexibilidade na operação com tripés por exemplo), um modo de gravação de voz no cartão de memória (até 4 horas com um cartão de 64Mb) e microfone do tipo zoom. Entre outras características, possui estabilizador do tipo EIS, zoom óptico de 10x, foco manual na objetiva (anel com servocomando), conexão com PC via IEEE-1394, cartão de memória ou conexão USB e mede 71 x 77 x 132mm.
O preço estimado gira em torno de 1.000 dólares (EUA).
(novembro / 2003)
NHK testa no Japão protótipo de sistema de vídeo digital muito superior ao HDTV
Com qualidade de imagem 16 vezes superior ao sistema HDTV (High Definition Television), o sistema desenvolvido por pesquisadores japoneses, denominado UHDV (Ultra High Definition Vídeo) está em testes na emissora NHK. Enquanto que nos sistemas tradicionais a resolução vertical é de 525 ou 625 linhas e no HDTV atinge 1.125 linhas, no UHDV as imagens são formadas por 4.000 linhas, cerca de 4 vezes maior. A resolução horizontal também é 4 vezes maior do que a do HDTV, o que proporciona no total 16 vezes mais pixels. Assim como no HDTV, também no UHDV novas câmeras, televisores e equipamentos estão sendo criados e aperfeiçoados para trabalhar com este novo sistema. Em UHDV são utilizados 4 CCDs, dois para a cor verde e os demais para o vermelho e o azul.
Uma das limitações atuais do novo sistema no entanto é o armazenamento da imensa quantidade de bytes gerados: 18 minutos de vídeo ocupam 3,5 trilhões de bytes (3,5 Terabytes). No protótipo criado, foram utilizados 16 gravadores de HDTV conectados em array, capazes de armazenar os 18 minutos acima referidos. Porém o contínuo aumento da capacidade de armazenamento das novas mídias lançadas no mercado se aproximará cada vez mais dos requisitos do sistema em estudo. Em uma demonstração pública recente, a imagem do novo sistema foi considerada ultra realista, assemelhando-se a uma "janela" para a realidade vista através do monitor. Novos sistemas de emissão de sinais, capazes de transmitir as imagens UHDV estão sendo pesquisados. Assim como o HDTV de hoje, protótipo estudado também no Japão, entre outros lugares, a vários anos atrás, era a TV do futuro, o mesmo se pode dizer do UHDV.
(outubro / 2003)
TDK lança discos DVD-R altamente resistentes a riscos
Os novos discos DVD-R do modelo Armor Plated lançados pela TDK, em comparação com mídias DVD-R comuns são 100 vezes mais resistentes a danos, tais como riscos, marcações feitas por canetas comuns com tinta permanente e poeira. São até mesmo mais resistentes do que as mídias de DVD pré-gravadas. Sua enorme resistência a riscos (é necessário empregar força para conseguir riscá-lo com palha-de-aço ou lixas) se deve a uma nova geração da tecnologia de fabricação de material protetor, facilitando com isso a limpeza e manutenção dos mesmos para eliminação de poeira e marcas digitais, processos estes normalmente cercados de cuidados nas mídias tradicionais (justamente para evitar riscos). Além disso, segundo a TDK os novos discos são anti-estáticos, o que significa que não armazenam cargas elétricas e portanto não atraem pó. O aspecto externo dos discos é semelhante ao dos DVD-Rs comuns. A camada protetora não acrescenta espessura e nem peso extra ao disco, uma vez que é colocada no lugar das outras camadas tradicionais que compõem o material do mesmo. Também o processo de gravação (queima) do disco não é afetado.
O preço estimado gira em torno de 6 dólares cada disco (EUA).AG-DVC80 da Panasonic: Mini-DV com características profissionais
Inspirada no design da AG-DVX100, a câmera da Panasonic que grava com opção frame rate de 24 quadros/segundo, a AG-DVC80, embora não possua esta opção, possui várias características avançadas, tornando-a também um equipamento topo de linha para o segmento semi-profissional:
Além de possuir 3 CCDs de 1/3pol, possui a opção de controle manual do zoom óptico: esta opção (zoom não automático), que aqui pode ser escolhida entre Servo/Manual, na maioria das câmeras está presente somente na forma Servo. Isso significa que embora seja possível acionar manualmente o anel do zoom, na realidade esta movimentação aciona um servo-motor que atua sobre as lentes, causando uma certa demora no tempo de resposta. Na opção Manual isto não acontece: é o próprio movimento do anel que aciona diretamente o mecanismo interno do zoom da lente. O zoom da AG-DVC80 tem aumento 10X (com a correspondência 32,5mm / 325mm em relação à uma câmera fotográfica comum de 35mm) e o diâmetro da rosca onde encaixam-se os filtros , 72mm.
Entre outras características, destacam-se: entradas de áudio do tipo XLR, suporte a phantom power para microfones do tipo microfone tipo condensador (o da câmera, unidirecional, é acessório opcional), controles manuais luminosos de volume, visor LCD com 3 polegadas e meia, estabilizador do tipo OIS, 2 lâmpadas tally (na frente e atrás, podendo ser desligadas), Timecode do tipo SMPTE Timecode (Free Run, Record Run), locked audio e zebra pattern com 5 níveis de ajuste.
Diversos acessórios opcionais estão disponíveis para a câmera, como um estojo para mergulhos, uma maleta rígida, um protetor de luz para o visor LCD, um adaptador para lentes anamórficas (16x9) e outro para uso de cinto de bateria da Anton Bauer, entre outros.
O preço estimado gira em torno de 3.295 dólares (EUA).A Adobe lançou o Premiere Pro, atualização do software de edição Adobe Premiere, cuja última versão era a 6.5 :
O novo Premiere traz várias novidades, como a maior facilidade no trabalho com transições, que são agora colocadas na parte superior dos clipes com overlap, na mesma trilha, ao invés de no meio dos clipes das trilhas de transição. No Premiere Pro qualquer trilha pode ser trilha de transição, não somente as trilhas denominadas 1A e 1B. Trilhas podem ser agora aninhadas (arranjadas verticalmente, uma dentro de outra) permitindo gerenciar projetos complexos com maior eficiência (embora o modo tradicional de arranjo continue existindo como opção). Partes diferentes do mesmo projeto podem ter suas próprias timelines. Cada parâmetro de cada efeito pode agora receber seu keyframe de forma independente dos demais. Quando ao som, o encoder Dolby Digital 5.1 passa a vir com o produto. E os arquivos podem ser exportados no formato MPEG-2 diretamente para a timeline do Encore DVD, o novo software de gravação de DVDs da Adobe.
Teclas de atalho podem agora ser customizadas, e o arranjo escolhido exportado para outra máquina onde exista também o mesmo software. Imagens geradas no software Adobe Photoshop podem ser importadas preservando-se os layers que as compõem, onde cada layer é colocado em uma trilha independente dentro do Premiere. E ainda civersas outras modificações compõem a nova versão: edição em tempo real, melhorias na correção de cores, motion path em tempo real, melhorias na edição de áudio e suporte HD, entre outras.
O preço estimado gira em torno de 700 dólares (EUA) e proprietários de versões anteriores .podem fazer o upgrade por 200 dólares.Canon XL1S gravando direto no HD
A FOCUS Enhancements, atual fabricante do FireStore™, o HD portátil que pode ser conectado à uma câmera DV através de um cabo, lança agora, tanto para câmeras do segmento profissional como semi-profissional (neste caso somente para a Canon XL1S), uma versão que pode ser conectada diretamente ao corpo da câmera, o modelo FS-3:

A gravação é feita diretamente no disco, à medida que a câmera grava as imagens. O sinal de output DV da câmera é convertido diretamente para um dos formatos utilizados em edição não-linear, como por exemplo AVI 2 (Adobe Premiere), QuickTime (Apple Final Cut) ou DV OMF (Avid Xpress DV). Assim, ao término da gravação, basta conectar o drive FS-3 ao micro para que o arquivo gravado possa ser usado na edição, sem necessidade de captura, conversão ou transferência de dados para o computador. Através desta técnica, denominada DTE™ pela FOCUS (Direct To Edit), o drive FS-3 conectado ao micro passa a ser visível no desktop, bastando clicar e arrastar para a timeline os clipes para se efetuar a edição, como se eles já estivessem capturados no HD do micro. É possível gravar na fita da câmera simultaneamente à gravação no disco, permitindo assim a geração facilitada de backups, sem tempo adicional gasto no processo. Os controles no pequeno painel do FS-3 permitem manipular e visualizar os dados gravados à semelhança de um VCR, com botões para play, rec, FF/RW em diversas velocidades, etc. Aproximadamente 3 horas de vídeo no formato DV (como o Mini-DV gerado pela XL1-S) podem ser gravados no HD do FS-3, que tem capacidade para 40 GB. A alimentação é flexível: corrente contínua (bateria) ou alternada.
O preço estimado gira em torno de 1.995 dólares (EUA).GR-HD1: alta definição chega ao mercado semi-profissional
A JVC lançou (inicialmente no Japão) a GR-HD1:
Primeira câmera de alta definição destinada ao mercado semi-profissional, a GR-HD1 grava imagens com 750 linhas de resolução vertical (ou 525 no padrão tradicional NTSC) no formato MPEG2, nas mesmas fitas utilizadas pelo formato Mini-DV. A resolução horizontal é de 1280 linhas. A câmera utiliza somente 1 CCD, com um total de 1,18 Megapixels, do tipo progressive scan e possui 3 modos de gravação: HD Mode (alta definição, utilizando 840.000 pixels), SD Mode (modo tradicional progressive, utilizando 460.000 pixels) e DV Mode (modo tradicional interlaced, utilizando 340.000 pixels). Para obtenção de fotos no formato JPEG (gravadas em um cartão de memória) com resolução máxima de 1280 x 960 pontos cada, são utilizados 1.12 Megapixels do CCD. Uma função interna de conversão permite assistir em televisores comuns as imagens gravadas em alta definição. Outras características incluem zoom óptico de 10x e estabilizador óptico de imagem.
O preço estimado gira em torno de 3.500 dólares (EUA).
(junho / 2003)
capdiv: direto da câmera para o HD
A gravação do sinal de vídeo da câmera diretamente em um HD portátil já é realidade no segmento semi-profissional, como o FireStore™ da Videonics. Uma outra opção é o capdiv™ da Laird Telemedia:
Funcionando com baterias dispostas em um cinto, este pequeno HD de 40Gb grava até 3,3 horas ou 4,5 horas continuamente, dependendo da versão. As baterias tem autonomia para até 6 horas de gravação e vem com adaptador opcional para rede elétrica (uso e recarga das baterias). Preso facilmente à cintura do operador da câmera, conecta-se com a mesma através de um cabo FireWire. Através de seu painel frontal é possível avançar / retroceder a imagem gravada, à semelhança dos VTRs tradicionais. E ainda marcar as cenas que ficaram OK ou deverão ser descartadas, facilitando assim o trabalho posterior de edição. A vantagem do uso de HDs portáteis conectados diretamente à câmera é eliminar a etapa de captura / digitalização das imagens para posterior edição no micro, economizando tempo em aplicações onde este é um fator essencial. O aparelho pesa apenas 450 gramas. Mais informações podem ser encontradas em www.lairdtelemedia.com .
O preço estimado gira em torno de 1.300 dólares (EUA) para a versão de 3,3 horas e 1.600 dólares (EUA) para a versão de 4,5 horas.
(junho / 2003)
Câmera DVD-RAM: agora também no mercado profissional
O DVD-RAM já faz parte de câmeras do segmento consumidor, como a DZ-MV230A da Hitachi, que também grava DVD-R, ambos no formato de disco de 8cm. E agora passa a integrar também o segmento profissional, com a CD-D10 da Hitachi:
O foco desta câmera é a pré-produção de imagens diretamente do campo, sem a necessidade de se passar por um estúdio. Devido à facilidade de acesso randômico aos dados propiciada pelo formato "disco", é possível produzir projetos completos a partir do local remoto, efetuando-se a edição básica das cenas e subsequente transmissão ao estúdio. O sinal gravado é do tipo MPEG2 e um plug-in desenvolvido pela HEURIS permite que os arquivos gravados no DVD-RAM sejam lidos pelos softwares de edição não-linear Adobe Premiére 6.5 versão Windows, ULEAD Video Studio 6, AIST Extreme DV e MovieDV4. Até uma hora de conteúdo MPEG2 full motion pode ser gravada no DVD-RAM, ou então em um DVD-R, formato este também suportado pela câmera, que possui 3 CCDs de 2/3 pol. cada.
O preço estimado gira em torno de 5.990 dólares (EUA).
(junho / 2003)
X3, a evolução que aproximará as câmeras de 1 CCD das câmeras de 3 CCDs
O atual limite de qualidade de imagem produzido por câmeras com apenas 1 CCD está para ser superado em muito, devido à uma invenção que promete revolucionar o mundo da imagem digital: o CCD de 3 camadas, conhecido como X3.
Atualmente existem câmeras que capturam imagens utilizando 1 ou então 3 CCDs. Na opção 1 CCD, 1/3 dos pixels do mesmo são recobertos com micro-lentes coloridas em vermelho, outros 1/3 em verde e o restante em azul. Com isso apenas 1/3 do detalhamento de cores da imagem é registrado pelo chip. A única opção que registra cores em todos os pixels é o sistema de 3 CCDs, através da divisão da luz em 3 partes com o uso de prismas, onde depois de passar por fltros de cores cada parte impressiona todos os pixels de seu correspondente CCD. O problema é que este é um sistema caro e sofisticado, utilizado por isso somente em câmeras profissionais e algumas semi-profissionais.
A opção de uso de 1 CCD com micro-lentes no entanto está com os dias contados, a partir da invenção de um novo tipo de CCD, o X3. Criado por Carver Mead, que para fabricá-lo fundou uma empresa no Vale do Silício, a Foveon, este novo chip baseia-se na propriedade do silício de absorver diferentes cores (comprimentos de onda) em diferentes profundidades a partir de sua superfície. Em uma camada extremamente fina a partir da superfície da placa de silício (0,0025mm) ocorre toda a absorção de luz. Inicialmente a luz azul é absorvida, seguida da verde e depois da vermelha, que penetra mais fundo na fina camada. O sensor X3 possui dentro dessa camada extremamente fina um sanduíche de 3 sensores planos, um a cada profundidade. Assim, todos os pixels são sensibilizados para as cores, como mostra o desenho:

A idéia é semelhante à utilizada na película fotográfica colorida, que também emprega 3 camadas, cada qual absorvendo e registrando uma cor. O nome Foveon provém da parte do olho humano denominada "fovea", responsável pelo registro das cores. A tecnologia é recente e por enquanto está presente apenas em uma câmera, fotográfica e digital, a Sigma SD9, com 3,42 Mpixel de resolução máxima.
(janeiro / 2003)