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line doubler processo utilizado por aparelhos de TV para aumentar a resolução vertical das imagens mostradas na tela. O circuito eletrônico do aparelho processa o sinal a ser exibido através de um algoritmo de deinterlace do tipo motion adaptative, fazendo com que todas as linhas sejam desenhadas na tela de alto a baixo, na sequência, no mesmo tempo em que somente um dos campos (par / ímpar) seria desenhado. O nome line doubler deriva do fato de que a cada segundo o dobro de linhas é desenhado na tela (os 2 campos). Existem line doublers que no mesmo tempo duplicam o conjunto das 480 linhas geradas, calculando através de um processo denominado interpolação linhas intermediárias a estas. Com isso, tem-se 960 linhas (NTSC), melhorando a apresentação em telas muito grandes.

line twitter problema que ocorre em imagens do tipo interlaced apresentadas na tela da TV, onde partes da imagem somem e reaparecem repetidamente. O problema ocorre geralmente em imagens contendo linhas horizontais muito finas, que não ocupam mais do que uma linha no CCD e por este motivo são registradas apenas em um campo e não aparecem no outro.

monitor aparelho que recebe um sinal de vídeo e som decodificando-os para apresentação ao expectador. O sinal de vídeo é decodificado em instruções para desenho de linhas em uma tela que exibirá a imagem (CRT, LCD e plasma são os principais tipos). O sinal de áudio é enviado a um amplificador e daí para caixas acústicas embutidas dentro do aparelho e/ou para conexões externas (para uso de amplificadores externos).

Ao contrário do televisor, um monitor não recebe transmissões de TV. Assim, sempre possui conexões para receber externamente os sinais de som e imagem. E a imagem reproduzida por um monitor é muito mais precisa e fiel ao sinal original que o alimenta do que seria a mesma imagem porém reproduzida por um aparelho de TV. Em primeiro lugar, porque o sinal recebido passa por poucos circuitos eletrônicos até ser exibido na tela. Em contrapartida, no televisor o sinal tem que passar antes pelo receiver. Além disso, ao contrário do televisor, normalmente alimentado por um sinal do tipo RF, o monitor geralmente possui entrada para sinal composto ou então Y/C.

Porém, o fato mais importante é que os televisores possuem sofisticados circuitos eletrônicos para tentar corrigir diversos tipos de distorções sofridas pelo sinal de vídeo no trajeto entre a torre retransmissora e a antena do aparelho, tais como instabilidade no ajuste horizontal/vertical, fantasmas, imagens escuras, cores fracas, etc... No entanto, se para o expectador isso é ótimo, para um técnico de produção de vídeo é péssimo, porque o sinal fica mascarado e justamente é preciso que o aparelho mostre o sinal tal qual ele é, para que eventuais correções possam ser feitas.

É por este motivo que monitores são sempre preferidos a televisores em vídeo produção.

Existem alguns tipos de aparelhos híbridos, que fazem ao mesmo tempo o papel de televisores (por possuírem receiver) e monitores (por possuírem entradas para vídeo composto ou Y/C, caso em que o sinal não trafega pelos circuitos de correção).

motion adaptative processo que usa diferentes formas de deinterlace, conforme determinada área na imagem apareça estática ou em movimento. Se estática, o processo utilizado é o vertical filtering, se em movimento, o single field interpolation.

motion compensating processo de deinterlace que analisa a imagem a procura de áreas móveis, combina estas áreas a partir dos dois campos par / ímpar e compensa o movimento gerado com o deslocamento de determinados pedaços da imagem.

neutral (neutro) tipo de enquadramento onde a pessoa / objeto são vistos da mesma altura (nem acima, nem abaixo) que uma pessoa normal veria. Este tipo de enquadramento não aumenta nem diminui a idéia da importância da pessoa focalizada, daí o nome 'neutro'.

OLED ( Organic Light-Emitting Diode) tipo de LED onde a luminosidade é obtida através da eletricidade que percorre determinados tipos de compostos orgânicos (fenôneno denominado eletroluminescência). Painéis para exibição de imagens, semelhantes aos do tipo LCD podem ser construídos utilizando OLEDs e são conhecidos como telas OLED. São formados por uma camada extremamente fina de compostos orgânicos, disposta em uma matriz de minúsculos pontos (pixels, como recheio de um sanduíche formado por dois condutores elétricos, o cátodo e o ânodo. Quando um determinado valor de corrente elétrica (geralmente muito baixo, entre 2 a 10V, resultando em baixo consumo) é fornecido para os condutores, as camadas emitem luz.

Ao contrário das telas do tipo LCD, telas OLED não necessitam iluminação traseira, pois o próprio painel emite luz (nas telas LCD, a camada de cristal apenas deixa ou não a luz passar, mas não emite luz própria. Desta forma, ou o painel reflete a luz frontal que o atinge - painel de relógio digital simples por exemplo (LCD refletivo) - ou emite a luz colocada atrás do mesmo - painel de celular simples por exemplo (LCD transmissivo), quando o celular é "ligado"). Também, ao contrário do LCD, possuem resposta rápida a imagens de vídeo com muita movimentação, além de serem mais leves, mais brilhantes, mais resistentes a extremos de temperatura e mais duráveis. Nas aplicações para vídeo levam vantagem sobre o LCD em relação ao consumo total de energia por dispensar a iluminação traseira.

Da mesma forma que o painel LCD, também o painel OLED pode ser montado de duas formas: matriz ativa (PM OLED) e matriz passiva (AM OLED).

No primeiro caso (PM - Passive Matrix OLED) um painel OLED é montado através da junção de dois subpainéis, um deles formado por "colunas" do material orgânico e o cátodo e o outro formado por "linhas" correspondentes ao ânodo, em um tipo de montagem semelhante ao utilizado no painel de plasma (intersecção de linhas / colunas). O encontro de cada linha-coluna determina um pixel, que é ativado, emtindo luz, quando recebe a energia distribuída pela correspondente linha / coluna (coordenadas) através de um circuito elétrico externo ao painel. A velocidade de acionamento dos pixels não é tão alta quanto no painel OLED de matriz ativa, mas o custo de fabricação deste tipo de painel é mais baixo. Assim, são indicados para exibição de textos e símbolos (ícones) em pequenos painéis de instrumentos.

No segundo caso (AM - Active Matrix OLED) um painel OLED já pronto é montado sobre uma camada adicional traseira, contendo um circuito eletrônico utilizado para ligar / desligar seus pixels - cada pixel é ativado diretamente por este circuito. A transmissão elétrica para os pixels é muito eficiente, graças à tecnologia empregada nessa camada adicional, denominada LTPS - Low Temperature Polysilicon. O fato do controle de ativação dos pixels estar ao lado dos mesmos, na verdade célula a célula, faz com que o custo e o peso total desse tipo de painel seja menor. Além disso, a velocidade de ativação / desativação dos pixels é maior do que a do painel OLED do tipo matriz passiva, indicando este tipo de painel para aplicações de imagens em movimento, como o vídeo por exemplo.

Pequenas telas OLED estão presentes em mostradores de painéis de alguns modelos de automóveis, telefones celulares, mp3 players e outros dispositivos. Telas um pouco maiores podem ser empregadas no lugar de telas LCD em visores de câmeras fotográficas e de vídeo. A tecnologia caminha para a construção de telas maiores, competindo com as tecnologias LCD e plasma nos monitores de vídeo.

over the shoulder tipo de enquadramento onde a câmera mostra, literalmente, a imagem através de um dos ombros de uma pessoa, vista por trás. Assim, na imagem, em primeiro plano, aparece a cabeça da pessoa , vista de costas, seu pescoço (ou parte de) e um de seus ombros. Em segundo plano, a pessoa com a qual a outra (do primeiro plano) está conversando. Este é um enquadramento típico muito utilizado em entrevistas.

overscan os televisores normalmente não exibem 100% da área da imagem enviada aos mesmos: uma pequena faixa acima e abaixo, e também dos lados da imagem não é mostrada. Essa área, que fica escondida pela moldura da estrutura do gabinete, pode variar de 10 a 20% do quadro total de imagem e chama-se overscan (scan (varredura) efetuado sobre a área destinada à moldura). O overscan não é um erro dos aparelhos, tendo sido  previsto para acomodar as diferenças das margens dos tubos de imagem (CRTs) quando a TV foi criada. Variações na voltagem da rede elétrica de um local a outro, ou mesmo flutuações no mesmo local, faziam com que a imagem ficasse com dimensões ligeiramente diferentes na parte frontal do tubo, e a moldura sobreposta às extremidades da mesma escondia essas alterações, conferindo um aspecto visual melhor à imagem mostrada. Os estúdios passaram a gerar conteúdo levando em conta essa margem, chamada safe area.  Além disso, a TV exibe principalmente imagens móveis, cujo foco de interesse geralmente encontra-se em sua parte central.

Em videoprodução no entanto, pode ser útil em determinadas situações ver o quadro completo da imagem, incluindo os 4 cantos que, com o overscan não são mostrados. Essa visualização permite verificar as linhas iniciais e finais do quadro, assim como a faixa de pulso vertical de sincronismo (vertical sync pulse ou V-sync) para detectar eventuais problemas. É acionada em monitores profissionais através de um botão denominado underscan. Quando acionado, reduz ligeiramente o tamanho da imagem para que o quadro completo da imagem com seus 4 cantos possa ser visto.

PIP (Picture In Picture) efeito realizado sobre 2 ou mais imagens de vídeo, onde algumas dessas imagens são exibidas em uma janela pequena, sobreposta à imagem maior. Comum em aparelhos de TV (permitindo a visualização da programação de mais de um canal simultaneamente), em videoprodução pode ser feito através de aparelhos do tipo mixers de vídeo / SEGs ou então de programas de edição-não-linear.

PDP o mesmo que plasma.

plasma (PDP, Plasma Display Panel) a tecnologia de painéis de plasma foi aprimorada na última década tendo em vista o mercado da televisão de alta definição (HDTV) - telas de plasma não são utilizadas atualmente em câmeras de vídeo, nestas somente são utilizadas telas dos tipos CRT e LCD. Displays de plasma são totalmente planos, possuem alta resolução, com excepcional reprodução de cores e são normalmente fabricados em proporções de tela diferentes das encontradas em CRTs, geralmente 16:9 (widescreen), proporção esta de imagem definida como padrão para HDTV. São também painéis finos, assim como os do tipo LCD, ocupando pouco espaço, uma vez que não é necessário nenhum volume atrás do mesmo, como nos aparelhos do tipo CRT (que precisam desse volume para os canhões de elétrons).

Displays de plasma utilizam substâncias gasosas (xenon e neon) contidas em células minúsculas, que agem como lâmpadas fluorescentes microscópicas, emitindo luz ao receberem energia elétrica. Cada célula é revestida em sua base interna por uma substância (fósforo) que emite luz ao ser estimulada por algum tipo de radiação, como o feixe de elétrons (no CRT) ou a radiação ultravioleta (como no célula de plasma). Esta radiação ultravioleta é liberada pelos gases contidos na célula quando os mesmos recebem eletricidade. Portanto, ao contrário do painel do tipo LCD para uso em displays, o painel de plasma emite luz própria e não necessita iluminação por trás.

As células em um display de plasma são arranjadas em uma matriz de milhares de pontos (uma tela com diagonal medindo 106 cm pode possuir 1 milhão de células). O fósforo que recobre internamente cada célula é colorido, em 3 tipos de cores, vermelho, verde e azul, as cores básicas do sistema RGB . Cada conjunto de 3 dessas células emtindo luzes em cores diferentes representa um pixel da imagem. Variando-se a intensidade da corrente elétrica aplicada a determinada célula varia-se também a intensidade do seu brilho; com isso é possível dosar a quantidade de luz emtida em cada uma das 3 células do pixel, obtendo-se com isso todas as cores necessárias para representar uma determinada imagem. O desenho abaixo esquematiza um painel de plasma:

A letra (a) mostra a parte traseira do painel, constituído geralmente de plástico ou metal e que serve de suporte ao display. O display de plasma é montado no interior de duas placas de vidro (b) e (h). A letra (e) mostra o painel de células coloridas que fica no centro do display. Sobre as mesmas existem duas grades de condutores elétricos, uma de cada lado. A que fica do lado traseiro do painel é chamada address electrodes (d) e a que fica na parte frontal display electrodes (f). Na vista frontal - desenho à direita - é possível ver as grades: a frontal, representada pela cor amarela no desenho e a traseira, representada pela cor laranja. A grade frontal possui barras horizontais e a traseira, barras verticais. No desenho do painel é mostrada a vista em corte, por isso a grade amarela aparece seccionada.. A grade frontal é confeccionada com um material condutor transparente (óxido de liga de índio-estanho, conhecido como ITO - Indium-Tin oxide) para não atrapalhar a visão da imagem. Os elétrodos desta grade ficam embutidos dentro de uma placa transparente de material isolante.

Entre o painel de vidro traseiro (b) e a grade address electrodes (d) existe uma camada de material protetor (c). A grade display electrodes (f) é recoberta por uma camada protetora de óxido de magnésio (g).

No desenho da direita (display visto de frente) vê-se as duas grades (j) condutoras, a traseira (address electrodes, vertical) e a frontal (display electrodes, horizontal e transparente) e 3 células (i), representando um pixel, entre as grades.

O microprocessador associado ao painel envia energia elétrica individualmente a cada célula, fazendo isto milhares de vezes por segundo, célula a célula para criar a imagem. Na realidade, o sinal de vídeo é decodificado pelo processador que 'desenha' as linhas sobre as células de maneira análoga à que acontece no CRT.

As células não necessariamente coincidem com os pixels a serem representados na imagem. E representar um pixel por várias células é melhor do que ter o tamanho da célula maior do que o do pixel - perde-se em resolução.

A Fujitsu foi a primeira empresa a comercializar telas de plasma em 1997, desenvolvidas utilizando tecnologia criada inicialmente pela IBM 25 anos antes.

Ao contrário dos displays LCD, que possuem ângulo de visão inferior ao dos CRT, os displays de plasma possuem ângulo de visão ainda maior do que o dos CRTs (160 graus). Um dos motivos é devido ao fato de cada célula ser iluminada individualmente (no LCD existe uma iluminação geral traseira). Este fato também confere grande brilho à imagem e facilita a confecção de telas planas com dimensões maiores do que as de LCD. Quanto à qualidade da imagem, a mesma fica bem próxima à dos melhores aparelhos do tipo CRT.

plongée nome dado ao tipo de enquadramento onde a câmera "vê" a pessoa / objeto de cima para baixo. A visão típica é a de uma pessoa suspensa pelos pés através de um cabo, olhando para baixo. Existe uma diferença em relação ao enquadramento do tipo bird's eye, porque neste, embora a visão também seja de cima para baixo, é uma visão ligeiramente voltada para frente, enquanto que no enquadramento do tipo plongée é uma visão completamente voltada para baixo. Em outras palavras, se a pessoa suspensa pelo cabo olhar para baixo, tem-se o enquadramento plongée, se a seguir olhar para algo situado não exatamente abaixo da mesma, porém nas imediações, tem-se o enquadramento bird's eye. O nome plongée deriva do francês plonge (mergulho).

profile nome dado ao enquadramento de uma pessoa de perfil (perspectiva lateral).

progressive scan (apresentação) o tradicional modo interlaced de apresentar imagens possui alguns problemas. Frequentemente é possível perceber a estrutura de linhas que compõem a imagem, especialmente se há diferenças marcantes entre um campo e outro, captados sempre com 1/60 seg. de diferença, devido à quebra na uniformidade do desenho dos tons e cores, problema este comum com imagens em movimento. Esta alternância rápida entre campos diferentes causa um efeito vibratório (cintilação) na imagem resultante, conhecido como flicker.

Imagens em movimento também podem apresentar outro problema: a diferença no tempo de captação entre um campo e outro faz com que rastros ou sombras deixados pelas pessoas/objetos ao se moverem apareçam na imagem resultante, efeito conhecido como combing ou feathering. E ainda, partes que somem e reaparecem na imagem, problema conhecido como line twitter. Estes problemas são menos aparentes se a tela do monitor é pequena ou então se é observada à distância. E são ressaltados em telas grandes (comuns em home theater) ou então quando o monitor é observado a curta distância.

Para tentar contornar estes problemas, a função progressive scan, além de opcionalmente utilizada na fase de captação das imagens, também passou a ser utilizada como opção na exibição das mesmas, mesmo que estejam armazenadas em fita ou DVD no formato interlaced. As TVs com função progressive scan e os DVDs players progressive scan podem transformar o sinal interlaced em sinal progressive em tempo real, no momento da exibição. O progressive scan não aumenta a resolução vertical da imagem, mas corrige os problemas apresentados na exibição das mesmas.

Deve ser observado que, ainda que a qualidade teórica da exibição em tela de um DVD seja excelente, e melhor ainda com a função progressive scan, tudo vai depender da qualidade com que o conteúdo do próprio DVD foi gerado. A maioria dos DVDs comercializados não possui praticamente nenhum problema de masterização. No entanto, para os que apresentam problemas deste tipo, a qualidade do circuito eletrônico do DVD player fará a diferença na reprodução, podendo o mesmo corrigir automaticamente ou não alguns tipos de falhas mais comuns.

A função progressive scan na apresentação de imagens pode estar localizada no próprio aparelho de TV (do tipo display ou projetor) ou então em um DVD player.

No caso do aparelho de TV com função progressive scan, o processo possui algumas semelhanças com alguns processos utilizados na captura em modo progressivo na câmera de vídeo: o circuito do aparelho armazena inicialmente em um buffer de memória um campo do sinal de imagem. A seguir, ao receber o próximo campo, desenha os dois campos na sequência na tela, ou seja, todas as 525 linhas da imagem são desenhadas em 1/60 seg. (e para isso a velocidade de traço das linhas tem que ser 2x maior). No próximo tempo de 1/60 seg. as mesmas linhas são redesenhadas na tela. Ao término de 1 seg., tem-se os mesmos 30 quadros desenhados, porém sem os problemas apresentados pelo modo interlaced. No entanto, esse ganho de qualidade só é visível se o sinal que alimenta o aparelho de TV também estiver gravado no modo progressivo (caso contrário haverá as diferenças entre as linhas pares e ímpares citadas acima). Exemplo de sinais deste tipo: o sinal de uma câmera de vídeo gravado neste modo ou o sinal obtido a partir de um filme telecinado.

No entanto, como a quase totalidade dos sinais comumente exibidos não é do tipo progressive, a maioria dos aparelhos de TV topo de linha não utiliza a função progressive descrita acima e sim um processo chamado line doubler.

No caso do DVD player com função progressive scan, como o sinal gravado normalmente nos DVDs também não é progressive, são utilizados diversos processos de deinterlace.

De modo geral, a imagem apresentada pelo DVD player progressive é melhor do que a apresentada pela TV progressive, porque no DVD existe um circuito inteligente que permite a comutação dinâmica entre os tipos film mode e motion adaptative, o que se traduz em maior qualidade da imagem para o caso de exibição de filmes. O processo utilizado na TV (onde raramente existe o tipo film-mode) é voltado para exibição de fontes do tipo vídeo, não conseguindo assim recriar um quadro progressivo perfeito a partir do sinal original do filme.

pulse-cross função geralmente encontrada em monitores. Ao ser acionada através de um botão, faz com que a parte de controle de sincronização da imagem, que faz parte do sinal de vídeo, passe a ficar visível na tela, permitindo identificar a presença de problemas no sinal.

re-interleaving o mesmo que deinterlace.

Rear Projection Television (Rear Projection Television) TVs de retro-projeção. As primeiras TVs RPTV foram criadas utilizando CRTs. Esses aparelhos, com telas normalmente muito grandes e com um grande espaço atrás delas, funcionam como se estivéssemos olhando por trás de uma tela de cinema. O projetor, no caso 3 pequenos CRTs (um para cor básica RGB), é montado com lentes de projeção e fica no interior do televisor, projetando a imagem em um espelho, que por sua vez a direciona à parte interna da tela frontal do aparelho.

As TVs RPTV podem também ser fabricadas com outras tecnologias, como a DLP (Digital Light Processing - empregada em alguns tipos de projetores para home theater), a tradicional LCD ou a LCoS (abreviação de Liquid Crystal on Silicon). Em todos os casos no entanto, tem-se projetores embutidos dentro do televisor que funcionam de maneira análoga ao tipo que funciona com CRTs.

A fidelidade de cores do CRT se traduz nesses televisores - sua imagem ainda é melhor do que as outras tecnologias empregadas em RPTV. E a tecnologia CRT, antiga, permite custos menores de fabricação: as TVs RPTV de CRT custam menos do que as de tela plana do tipo plasma / LCD de tamanho de tela semelhante, sendo uma alternativa a estas por possuírem qualidade semelhante ou até melhor de imagem (apesar do grande tamanho do aparelho, não tão atrativo ao consumidor como os de tela plana). O CRT pode no entanto apresentar algumas variações de foco e alguns problemas de convergência nas bordas das imagens, inexistentes nas telas planas com as de plasma por exemplo, onde o foco é preciso em toda a área da tela.

rec reviewfunção existente em algumas câmeras que utilizam fita para permitir a revisão rápida do que acaba de ser gravado sem ser necessário alternar para o modo PLAY, permanecendo a câmera no modo REC durante todo o processo. Ao ser pressionado o botão correspondente a este controle, o mecanismo reposiciona a fita até um ponto localizado alguns segundos antes do final da última gravação. Passa então a reproduzir estes últimos segundos, quando então entra no modo PAUSE, pronta para o reinício da gravação a partir desse ponto.

receiver (TV) aparelho destinado a receber as transmissões de TV, por meio de uma antena ou cabo, disponibilizadas pelas emissoras através de sinais de rádio-frequência (RF) que combinam som e imagem, a partir de suas retransmissoras. Após o sinal entrar no aparelho, é direcionado para um seletor, através do qual é possível escolher o canal desejado. Deste ponto em diante, trafega até um dispositivo chamado demodulador, que separa som e imagem a partir do sinal RF. A seguir, os sinais de som e imagem podem ser gravados, enviados a um monitor ou então à seção monitor de um televisor.

regra dos terços A mais de 2.000 anos atrás, diversos pensadores ocuparam-se com a chamada “Proporção Áurea”, também chamada "divina proporção". Trata-se de determinar a proporção entre 2 quantidades, de forma que a relação entre uma e outra seja 1,618 da outra, como mostra o desenho abaixo:

No ano de 1.202 o matemático italiano Fibonacci propôs uma sequência de números onde um determinado número dessa sequência é a soma dos dois anteriores:

Além disso, ao dividir-se pelo anterior um número qualquer da sequência, a partir do quarto número (2), o resultado aproxima-se sempre de 1,618 - o número da proporção áurea. Nas artes, arquitetura e pintura, diversos artistas ao longo dos séculos tentaram aproximar algumas dimensões de seus trabalhos a essa proporção, julgando que ela traria um resultado estético agradável. Acredita-se mesmo que até Leonardo da Vinci a tenha empregado em sua famosa Mona Lisa, como mostra a figura abaixo:

Também em construções da Antiguidade a proporção 1,618 pode ser encontrada, como nas diferentes dimensões do templo grego Pathernon:

Fazendo-se uma representação gráfica através de uma curva em espiral através de retângulos repartidos sempre na proporção 1,618 obtém-se a figura abaixo, onde cada retângulo é 1,618 menor do que o outro:

Essa curva aparece em alguns elementos da natureza, como mostra a figura:

Por este motivo fotógrafos tem imaginado arranjos estéticos onde o motivo principal situe-se bem próximo do ponto central dessa espiral, como na foto abaixo:

Na realidade a figura da espiral pode ser transposta invertendo-a horizontalmente e também no sentido vertical, ou seja, tem-se 4 opções de pontos com interesse na imagem:

Olhando-se para a espiral sobreposta 4 vezes, com as inversões citadas, temos os 4 pontos:

Isso significa, a rigor, que para se obter o melhor resultado estético, o tema principal em uma imagem deveria ser colocado em um dos pontos acima e para isso a espiral de Fibonacci teria que ser calculada. No entanto, sua indicação de proporção 1,618 não é fácil de ser obtida na prática, na verdade, não tão fácil quanto um método alternativo, mas também eficiente: a regra dos terços, ou regra dos 3 terços. Com essa regra, os pontos, se não são colocados na mesma posição que os da proporção áurea, pelo menos ficam próximos do mesmo e o resultado na imagem torna-se praticamente o mesmo:

A regra dos 3 terços divide a tela em 9 setores, através de 2 linhas verticais segmentando a dimensão horizontal em partes iguais e 2 linhas horizontais fazendo o mesmo com a dimensão vertical, na verdade desenhando com isso o conhecido "jogo da velha".

A imagem abaixo, adaptada de uma foto de Scott Kelby (Layers Magazine) exibe as duas regras sobrepostas, a da proporção áurea (linhas brancas) e a dos 3 terços (linhas vermelhas), mostrando que com uma ou com outra regra a composição estética é muito semelhante:

Em muitas câmeras é possível acionar a exibição dessas linhas no visor através de um comando no menu, tratando-se somente de exibição no visor e não sendo obviamente gravadas no disco, fita ou cartão da câmera.

RPTV o mesmo que Rear Projection Television.

safe area (área segura) a imagem real capturada em um quadro do vídeo nunca é idêntica à mostrada nos aparelhos de TV em termos de dimensões deste quadro. Normalmente as máscaras plásticas (molduras) existentes nesses aparelhos, destinadas a complementar a montagem do tubo de imagem dentro do gabinete acabam por cortar pequenas margens acima, abaixo e dos lados do quadro. Assim, é conveniente manter informações importantes, como títulos por exemplo, sempre a uma determinada margem das bordas, já prevendo este corte. Essa margem a mais é denominada "área segura" ou safe area.

single field interpolation algoritmo de deinterlace que tenta criar as linhas de um campo com base no outro (uma linha ímpar é obtida como média das linhas pares acima e abaixo).

telecine após a criação da TV surgiu o desejo da transmissão de filmes, porém um fato criava obstáculo para que isso fosse possível: a diferença nos frame rates do cinema e da TV. Enquanto o cinema exibia 24 quadros/seg, a TV deveria exibir 30 quadros/seg. O problema foi resolvido através de uma máquina denominada telecine, que conseguia fazer coincidir 24 quadros em 30 quadros. O desenho abaixo ilustra seu princípio de funcionamento:

Os números azuis representam os campos do sistema interlaced do padrão NTSC: tem-se 60 campos em 1 segundo, 30 quadros em um segundo. Os números amarelos representam os quadros (fotogramas) da película cinematográfica. Um mecanismo com um obturador especial colocado no projetor faz com que a cadência de exibição continue a ser 24 quadros/segundo, porém cada quadro, ao invés de ser exibido 2 vezes antes de ser puxado pelo mecanismo para que o próximo entre em seu lugar (como acontece normalmente nos projetores de cinema), é exibido ora 2 vezes, ora 3 vezes, em uma cadência alternada, na forma 2-3-2-3, como mostra a figura abaixo:

Tem-se então resolvido o problema: 24 quadros em 30 quadros (60 campos).

televisor (aparelho de TV) basicamente é um monitor e um receiver combinados em um aparelho só.

three quarter nome dado ao tipo de enquadramento efetuado da seguinte forma: com determinada pessoa enquadrada de perfil (enquadramento denominado profile), fazer com que a mesma gire cerca de 1/3 do ângulo que deveria girar para ficar de frente para a câmera. Este tipo de enquadramento destaca a profundidade do espaço no qual a pessoa encontra-se, quando comparado com o enquadramento do tipo profile.

thumbnail, monitores imagem em tamanho reduzido (o nome deriva da representação de uma imagem na tela do computador que teria as dimensões aproximadas da unha (nail) de um polegar (thumb) de um adulto). Para facilitar a busca e identificação de trechos de gravações em vídeo, é comum a representação dos mesmos através de thumbnails. Assim por exemplo, em câmeras de vídeo que utilizam esse recurso, a cada vez que o botão REC é pressionado uma imagem em tamanho reduzido (thumbnail) dos primeiros quadros registrados é gerada. Após várias sequências gravadas, sua identificação é facilitada através da visão de um conjunto de thumbnails agrupados, vistos na tela do LCD . Através de um cursor ou do toque direto na tela (no caso de tela toutch screen) seleciona-se, através do thumbnail correspondente, o vídeo gravado desejado, que pode então ser reproduzido, ter suas propriedades alteradas, etc... Abaixo, o visor LCD da câmera Panasonic AG-HPX2000 mostrando a visão dos thumbnails dos trechos gravados:

touch screen telas sensíveis ao toque, montadas geralmente em viewfinders do tipo LCD, que permitem fazer a navegação no menu de opções da câmera pelo toque manual direto sobre o texto dessas opções exibido na tela. A tecnologia, criada inicialmente para uso em computadores de mão, consoles de jogos e outros tipos de aparelhos com o mesmo tipo de interface, pode ser implementada de diversas maneiras diferentes. Uma delas emprega uma fina película metálica condutora de eletricidade, que tem suas características de condução alteradas com a pressão efetuada em algum local da mesma, com o dedo ou a ponta de uma caneta por exemplo. Um circuito eletrônico determina então, pela alteração da corrente que passa por determinada coordenada da tela (linha horizontal x linha vertical) a posição onde o fato ocorreu, deduzindo desse fato que houve ali um toque, representando uma escolha. Como trabalham com variação na resistência à condução elétrica, são chamadas telas resistivas.

Outra forma de implementação de telas touch screen utiliza as propriedades capacitivas de um campo elétrico estabelecido por uma camada de material especial colocada sobre a tela.  Quando este campo é alterado pelo contato de um outro campo elétrico (como o existente no corpo humano), sensores dispostos nos cantos da tela captam a distorção ocorrida e enviam a informação a um circuito eletrônico, que determina pela análise da alteração a posição onde isso ocorreu, determinando assim a opção escolhida pelo usuário. Este tipo é chamado tela capacitiva e, ao contrário do tipo anterior, não funciona com o toque de objetos (porque normalmente não possuem campo elétrico).

Outras implementações ainda existem, como por exemplo a que emprega ondas ultrasônicas que percorrem a superfície da tela - interrompidas pelo toque, permitem determinar a posição onde isso ocorreu.

tubo de imagem o mesmo que CRT.

TV o mesmo que televisor.

underscan função geralmente encontrada em monitores. Ao ser acionada através de um botão, faz com que a imagem fique encolhida na tela e com isso as bordas da mesma possam ser examinadas. Normalmente em televisores os cantos da imagem na tela ficam escondidos em maior ou menor grau pela moldura da estrutura do gabinete. Esta parte não visível da imagem denomina-se overscan.

vertical filtering algoritmo de deinterlace que tenta diluir as diferenças entre as linhas pares e ímpares adjacentes através da homogeneização do conteúdo das mesmas.

viewfinder visor da câmera, permite observar a imagem sendo gravada. Normalmente o viewfinder é um CRT em miniatura, colorido nas câmeras dos segmentos consumidor e semi-profissional e preto & branco nas câmeras profissionais (entre outros motivos porque nestas câmeras o foco é manual e o monitor P&B possui melhor resolução do que o colorido). Alguns modelos possuem controle para ajuste de cor, brilho e contraste. Algumas câmeras empregam um pequeno LCD ao invés do CRT miniaturizado.

O viewfinder também mostra, sobreposto à imagem, textos e símbolos indicativos de ajustes efetuados na câmera (ex. foco automático / manual), informações sobre a gravação (ex. tempo decorrido) e mensagens de alerta (ex. término de carga da bateria). Estas indicações (ou parte delas) podem opcionalmente ser suprimidas. Em muitos modelos de câmeras o viewfinder possui um anel ou pequena alavanca localizados lateralmente ao embaixo do mesmo, para permitir o ajuste de dioptria. Este ajuste, que efetua alterações no foco do viewfinder, possibilita a regulagem individual da nitidez da imagem, conforme as condições de visão do operador (uso ou não de óculos por exemplo). Para ajustá-lo, a câmera deve ser apontada para um objeto distante e a seguir o anel / alavanca regulados até que a imagem mostrada fique bem nítida.

visor o mesmo que viewfinder.

visor LCD visor externo instalado na maioria das câmeras dos segmentos consumidor e semi-profissional, complementar ao visor normal da câmera. Este visor é um LCD, bem maior do que o visor tradicional (viewfinder) e permitindo com isto monitorar a gravação à distância. Além disso, devido à sua forma plana e fina, permite a construção de maneira a poder ser girado e ajustado em diversas posições, conferindo flexibilidade durante a gravação. Alguns modelos possuem controle para ajuste de cor, brilho e contraste.

O visor LCD também mostra, sobreposto à imagem, textos e símbolos indicativos de ajustes efetuados na câmera (ex. foco automático / manual), informações sobre a gravação (ex. tempo decorrido) e mensagens de alerta (ex. término de carga da bateria). Estas indicações (ou parte delas) podem opcionalmente ser suprimidas.

worm's eye nome dado ao enquadramento de uma pessoa ou objeto efetuado de baixo para cima. O nome provém de "olhar do ponto de vista de um verme". Este tipo de enquadramento transmite a idéia de aumento da importância de determinada pessoa.