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temperatura, escala Kelvin ... continua na página anterior ( clique aqui )

três pontos, iluminação técnica básica de iluminação onde 3 fontes de luz são empregadas para iluminar uma pessoa. Uma delas é a luz principal (key light), e as outras duas são iluminações secundárias destinadas a modelar a imagem, criando com isso a atmosfera desejada: a luz de preenchimento (fill light) e a contra-luz (backlight). A forma mais usual de montar este conjunto de luzes é ajustar primeiro a luz principal, depois a contra-luz e por fim a de preenchimento. O objetivo final é que a iluminação pareça o mais natural possível, não sendo possível para quem assiste a cena perceber individualmente nenhuma das 3 luzes empregadas. O diferente posicionamento dessas luzes é que reforça, entre outras, a sensação de profundidade: a imagem deixa de parecer uniformemente iluminada (luz 'chapada') para ganhar volume. A avaliação final no entanto deve sempre ser feita a partir de um monitor ligado à câmera ou do visor ou LCD da mesmas.

Além das três luzes empregadas no sistema, muitas vezes um outro tipo torna-se necessário: é a luz de fundo de cenário, ou set light.

tungstênio, lâmpadas do tipo são as lâmpadas incandescentes comuns, criadas por Thomas Edison, onde o nome tungstênio deriva do metal empregado na confecção do seu filamento. Neste tipo de lâmpada, a luz é gerada pelo aquecimento do metal (Tungstênio) do filamento ao ser submetido à corrente elétrica através de eletrodos conectados em suas extremidades. É o tipo menos eficiente sob o ponto de vista de conversão de energia elétrica em luz.

É também o tipo lâmpada mais simples empregada em refletores usados em videoprodução. Sua temperatura de cor é de 2.680K a 3.000K e seu IRC considerado próximo de 100. No segmento profissional, existem refletores deste tipo com até 10.000W ou 20.000W de potência. Em outros segmentos, podem ser encontrados refletores bem menores, com 200W de potência por exemplo.

Com o tempo de uso, o Tungstênio lentamente evapora, o que leva ao rompimento do filamento e ao escurecimento do bulbo, pela deposição do mesmo (condensação de seu vapor) nas suas paredes internas.

vapor de mercúrio, lâmpadas do tipo são lâmpadas de descarga, do tipo alta pressão, pertencentes a um grupo denominado HID - High Intensity Discharge . Nestas lâmpadas, uma pequena quantidade do metal Mercúrio (Hg), no estado líquido, é colocado em uma cápsula de vidro com gás Argônio em seu interior. O Argônio serve para ativar o arco voltaico que é formado entre eletrodos colocados nas extremidades da cápsula. Durante o aquecimento inicial da lâmpada, o Mercúrio gradativamente se vaporiza, enquanto uma luz fraca é produzida. A pressão aumenta a seguir e a luz produzida pelo arco voltaico com o vapor de mercúrio a alta pressão ganha intensidade. Na realidade, o que o arco emite são raios UV, invisíveis ao olho humano. A ampola no entanto é montada no interior de um bulbo revestido internamente com uma camada de fósforo, que passa a emitir luz assim que recebe os raios UV.

Utilizadas geralmente em iluminação pública, estádios, fábricas, etc... , possuem espectro luminoso descontínuo, dificultando o trabalho de videoprodução. Emitem luz na tonalidade azul-esverdeado e possuem normalmente baixo IRC (de 15 a 55) embora existam modelos com IRC melhorado. Sua temperatura de cor gira em torno de 6.000K. Imagens gravadas sob este tipo de luz sofrem com a falta dos tons avermelhados. Cores como o amarelo, o verde e o azul ficam reforçadas, enquanto o vermelho e o laranja ganham tonalidades próximas do marrom.

Com o tempo de uso, pode ocorrer variação na tonalidade da luz emitida.

vapor de sódio, lâmpadas do tipo são lâmpadas de descarga, pertencentes a um grupo denominado HID - High Intensity Discharge. Existem em duas variedades, alta pressão, também conhecidas como HPS (High Pressure Sodium) e baixa pressão, também conhecidas como LPS (Low Pressure Sodium).

No primeiro tipo (HPS), uma pequena quantidade do metal Sódio (Na) misturada com Mercúrio (Hg) é colocada em uma cápsula de vidro com gás Xenônio (ou Argônio) em seu interior. Estes gases servem para ativar o arco voltaico que é formado entre eletrodos colocados nas extremidades da cápsula. Durante o aquecimento inicial da lâmpada, o Sódio/Mercúrio gradativamente se vaporizam, fazendo com que uma tênue luz seja emitida pela lâmpada. A pressão aumenta a seguir e a luz produzida intensidade. Na realidade o arco emite raios UV, invisíveis ao olho humano, mas a ampola é montada no interior de um bulbo revestido internamente com uma camada de fósforo, que passa a emitir luz assim que recebe os raios UV.

No segundo tipo (LPS), uma pequena quantidade do metal Sódio (Na) é colocada em um tubo de vidro com gás Neon e Argônio. Estes gases servem para ativar o arco voltaico que é formado entre eletrodos colocados nas extremidades do tubo. Durante o aquecimento inicial da lâmpada, o Sódio se vaporiza passando a emitir luz visível. O tubo onde forma-se o arco e onde é colocado o Sódio é dobrado na forma de um longo "U" e montado dentro de outro tubo maior, que forma o corpo da lâmpada. Lâmpadas LPS constituem a fonte de luz mais eficiente entre todas as lâmpadas (consumo de energia - iluminação produzida), sendo por este motivo muito utilizadas em iluminação pública (em ruas e frequentemente em túneis).

A luz dessas lâmpadas, tanto LPS como HPS, possui tonalidade amarelada devido ao componente Sódio. O trabalho de videoprodução sob essas luzes é dificultado: seu espectro luminoso é descontínuo.

O IRC das lâmpadas HPS varia muito conforme o tipo e modelo, de 20 a 70 (em lâmpadas com rendimento de cor melhorado). Sua temperatura de cor gira em torno de 2.000K a 3.200K.

Já o IRC das lâmpadas LPS é extremamente baixo, próximo de zero: sua luz é praticamente monocromática, quase que exclusivamente na faixa amarela do espectro, tendendo a reforçar os tons desta cor e fazendo com que todas as demais cores adquiram tonalidades escuras nos tons cinza, marrom e preto. Sua temperatura de cor gira em torno de 1.600K.

Com o tempo de uso, pode ocorrer variação na tonalidade da luz emitida.

xenônio, lâmpadas do tipo lâmpadas do tipo xenônio são lâmpadas do tipo descarga, de alta pressão, pertencentes a um grupo denominado HID - High Intensity Discharge. Em um bulbo esférico dois eletrodos são montados separados somente por poucos milímetros, onde forma-se um arco voltaico de pequeno tamanho (short arc lamp), emitindo no entanto luz extremamente intensa. O bulbo é preenchido com gás xenônio (às vezes juntamente com Mercúrio - Hg) e atinge altos valores de pressão em seu interior. O pequeno tamanho do arco permite que o sistema óptico de refletores com este tipo de lâmpada sejam otimizados para direcionar e concentrar a luz com mais eficiência.

Lâmpadas de xenônio são montadas geralmente em refletores com fundo em formato parabólico, que concentram seus raios em um facho extremamente potente e com pouca dispersão. Dentre todos os tipos artificiais de fontes de luz é a que apresenta maior eficiência em termos de rendimento por watt consumido.

Existem diversos modelos de lâmpadas de xenônio, emitindo luz tanto em potências altas como 10.000W quanto em potências menores como 75W. A luz produzida pelos refletores mais potentes deste tipo pode ter intensidade suficiente para quebrar o vidro de uma janela comum se colocado muito próximo dela. Lâmpadas de xenônio são utilizadas em projetores de cinema, no lugar dos antigos arcos voltaicos de carvão. Modelos menores, mais leves e menos potentes podem também ser utilizados em faróis de automóveis e em aplicações médicas, como endoscopia por exemplo. Por outro lado, devido às altas temperaturas atingidas, os grandes modelos utilizados em cinema e vídeo exigem resfriamento - ventiladores embutidos no refletor - fontes eventuais de ruídos indesejados durante a gravação.

Ao contrário das lâmpadas do tipo HMI, não requerem aquecimento prévio. Produzem luz branca intensa, com IRC excelente (acima de 90), temperatura de cor em torno de 5.000K (semelhante à luz do dia (daylight)) e espectro luminoso contínuo. Por outro lado, assim como as lâmpadas HMI, necessitam de um reator para funcionarem. Utilizam corrente elétrica do tipo contínua (DC, Direct Current) ao invés de alternada (AC, Alternate Current) como os HMIs, o que elimina o problema do flicker comum nos antigos modelos de HMIs.

O Iodo e o Bromo, presentes na ampola de quartzo da lâmpada, são responsáveis pelo aumento da durabilidade mesma. Devido à posição de instalação das lâmpadas de xenônio dentro dos refletores, existe sempre um 'buraco' no centro de seu facho, que pode ser minimizado através do foco da lâmpada (sua distância ao refletor) porém sempre estará presente. Em projetores de cinema esta característica é corrigida através de elementos ópticos.

O formato parabólico utilizado normalmente em refletores com este tipo de lâmpada dificulta a utilização de flags e barndoors muito próximos à lâmpada. Sua temperatura de cor não é afetada pelo tempo de uso. Podem ser dimerizadas (ter sua intensidade ajustada) e, ao contrário das lâmpadas do tipo HMI, não sofrem alteração na temperatura de cor com a dimerização.

white balance o mesmo que balanço do branco.