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principal, luz ... continua na página anterior ( clique aqui )
quartzo, lâmpadas do tipo o mesmo que lâmpadas halógenas.
reatores todas as lâmpadas do tipo HID - High Intensity Discharge e fluorescentes exigem a presença de um dispositivo conectado à mesma, o reator. Basicamente os reatores possuem 3 funções: fornecer a voltagem necessária ao ligamento da lâmpada (lâmpadas deste tipo exigem altas voltagem para que o arco voltaico em seu interior seja criado), transformar a voltagem da rede na qual a lâmpada é ligada na voltagem requerida para funcionamento normal da lâmpada e agir como limitador de corrente: uma vez que o arco é formado, a resistência elétrica no interior da lâmpada cai bastante, e é necessário limitá-la para que não ocorra um curto-circuito, ao mesmo tempo mantendo o arco em funcionamento.
Antigos reatores, eram do tipo magnético, pesados e barulhentos, empregando enrolamentos internos de cobre à semelhança de transformadores. Reatores atuais baseiam-se no emprego de componentes eletrônicos, operando de maneira silenciosa, com menor consumo energético, maior durabilidade e maior eficiência. Também reduzem um dos problemas comuns com os antigos reatores, o flicker (cintilação) da lâmpada.
rebatedor dispositivo utilizado para rebater a luz do Sol ou de um refletor sobre determinada pessoa ou objeto. Um rebatedor é normalmente uma superfície plana, como uma placa de cartão, espuma rígida ou isopor, com a propriedade de ser brilhante e com isso refletir boa parte da luz que o atinge. Existem também rebatedores curvos, no formato de um guarda-chuva, muito utilizados no meio fotográfico. Sua superfície é normalmente prateada ou branca, não interferindo assim na temperatura da luz refletida. No entanto, para a obtenção de efeitos especiais, superfícies coloridas - dourado por exemplo - podem ser utilizadas. Rebatedores podem ser utilizados como alternativa a refletores no esquema de iluminação de três pontos, na posição geralmente ocupada pela luz de preenchimento.
refletividade medida da proporção da luz que atinge uma determinada superfície e retorna, sem ser absorvida. Quando a luz atinge uma superfície é em parte absorvida e em parte refletida. Essa parcela pode ocorrer de forma diferente para cada comprimento de onda, de acordo com o material existente nessa superfície, alterando-se assim a coloração da luz percebida na reflexão. Em outras palavras, é o que determina a cor dos objetos que vemos. Um dos sistemas de cores que trata desse tema é o CMY .
RGBA idem RGB com o acréscimo de mais um canal, o canal de transparência alpha channel.
set light (luz de cenário ou luz de ciclorama ou luz de fundo de cenário) é o nome do conjunto de luzes que iluminam o cenário, não os atores. O termo ciclorama provém do fundo infinito (não há cantos retos e sim bem arredondados nas emendas entre o chão e o fundo e entre as paredes laterais e o fundo), denominado ciclorama, presente na maioria dos estúdios de TV e cinema.
A iluminação dos atores pode ser feita de modo eficiente de diversas maneiras. Uma delas é através do sistema básico de 3 luzes, conhecido como sistema de iluminação de três pontos. No entanto, exceto nos casos onde se deseja uma imagem dos atores isolados do fundo (com fundo preto), é necessário também iluminar este fundo, daí a necessidade da luz de cenário. Embora possa ser complexa, com diversos refletores iluminando cada canto e ou setor do mesmo, a luz de cenário também pode ser muito simples.
Até mesmo aproveitar a iluminação utilizada nos atores. Assim, se o fundo estiver próximo dos mesmos, basta fazer com que a luz principal e/ou a de preenchimento iluminem também o fundo. Uma das formas de se fazer isto é o uso de um rebatedor de grandes dimensões, colocado de maneira a rebater a luz principal e direcioná-la para o fundo, fazendo com que o mesmo não seja mostrado pela câmera. O rebatedor suavizará a luz e com isso evitará a formação de sombras marcadas sobre o fundo. Em alguns casos o rebatedor pode ser dispensado: isto ocorre se a luz principal é do tipo suavizada e o fundo está bem próximo da pessoa sendo gravada. Como a luz, neste caso, é do tipo difusa, não causará sombras marcadas, no fundo, resultantes da presença da pessoa próxima ao mesmo.
Também a contra-luz pode em alguns casos ser aproveitada, fazendo-se com que sua luz atinja também o fundo. Geralmente a contra-luz faz uso de bardoors (para evitar reflexos nas lentes da câmera), assim, o efeito é conseguido abrindo-se o bardoor inferior para trás.
Existem outras opções para iluminação simples do cenário. Um refletor pode ser instalado, fora da área de visualização da câmera, direcionado para o teto, se este for relativamente baixo e de cor branca. Isto porque muitos estúdios possuem pé direito muito alto (justamente para a fixação dos refletores acima dos atores). Uma opção neste caso é a instalação de rebatedores na posição horizontal, suspensos acima dos atores. E a cor branca é necessária para não alterar o equilíbrio da temperatura de cor no conjunto.
Outra opção para iluminação do fundo é a instalação de soft boxes, cuja luz, suave e de leque bem aberto, ilumina de maneira uniforme quase todo o fundo - se necessário, mais de um (um de cada lado) é utilizado.
O item mais importante no entanto na iluminação de cenário é que o mesmo não pareça, ao observar a imagem no monitor, mais luminoso do que os atores em primeiro plano, que normalmente devem sempre ser destacados.
sistema aditivo de cores sistema onde a cor final percebida pelo olho humano é o resultado da soma de fontes de luz emitindo cores básicas, como no modelo de cor RGB. É o sistema empregado em vídeo. Porém, cores também são utilizadas em pinturas e impressões gráficas. Neste caso, como um papel não emite luz própria como a tela da TV e sim reflete luz, outro sistema de cores tem que ser empregado: o sistema subtrativo de cores.
sistema subtrativo de cores enquanto que no sistema aditivo de cores são utilizadas fontes emissoras de luz, no sistema subtrativo são utilizadas tintas, cujos pigmentos absorvem determinadas cores e refletem outras. É o sistema empregado na imprensa e pelos pintores.
No sistema aditivo, somando-se fontes de luzes vermelha e verde, obtém-se luz amarela. No sistema subtrativo, a tinta é vermelha porque absorve a cor verde e a azul, refletindo somente a vermelha. E uma tinta é verde porque absorve a cor vermelha e azul, refletido somente o verde. Ao misturar-se estas duas tintas, tem-se que todas as cores primárias serão absorvidas, ou seja, o resultado será uma tinta na cor preta (e não amarela como no sistema aditivo de cores). Na prática, como a absorção / reflexão das cores por parte dos pigmentos nunca é perfeita, o resultado obtido pela mistura destas duas tintas nunca é exatamente preto, e sim cinza escuro. Massas de modelar são um outro exemplo.
O modelo de cores que emprega o sistema subtrativo de cores é o modelo de cor CMY.
soft box caixa de material difusor dentro da qual é colocada uma lâmpada. Tem a finalidade de tornar a luz suave, sem sombras pronunciadas. Quanto maior o tamanho da caixa, maior o seu poder de suavização da luz.
tela difusora (scrim) tela que pode ser encaixada na frente de refletores para diminuir a intensidade luminosa de seu facho (suavizar a luz ). Feita de arame, pode ser encontrada em diferentes densidades de trama, bloqueando mais ou então menos a luz. É comum refletores do tipo Fresnel possuírem encaixes à sua frente para colocação de mais de uma tela sobreposta à outra. As telas normalmente são vendidas junto com os kits de refletores. A figura abaixo mostra uma tela da Arri, juntamente com desenhos de alguns tipos de trama disponíveis, bloqueando a luz totalmente ou pela metade, em trama mais aberta ou mais fechada.

temperatura, escala Kelvin a luz considerada como de cor branca na verdade é uma mistura de todas as cores básicas presentes no arco-íris: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. No entanto, nem sempre a proporção destas cores componentes é a mesma, o que faz com que o resultado final, embora aparente ser branco para o cérebro humano, na realidade tenda para tonalidades avermelhadas, azuis ou intermediárias. Isto porque, como será visto adiante, o cérebro humano possui mecanismos de correção para esses desvios.
Em uma sala iluminada unicamente por uma lâmpada incandescente, uma pessoa escreve em um papel sulfite, para ela, branco. Se esta pessoa leva o mesmo papel para outra sala, esta iluminada unicamente por uma lâmpada fluorescente, o papel parecerá ainda branco. No entanto, na primeira sala, tudo, não só o papel, é iluminado por uma fonte de luz onde as cores básicas não estão equilibradas: a luz 'branca' emitida pela lâmpada incandescente na verdade não é branca e sim ligeiramente alaranjada. Assim, a cor 'branca' da folha de papel (ou seja, a luz refletida pelo papel) tende para o laranja, e os demais objetos não brancos adquirem tonalidades ligeiramente diferentes das que adquiririam se fossem iluminados com uma luz verdadeiramente branca.
Na segunda sala ocorre processo semelhante, porém tendendo para o verde, pois a luz 'branca' emitida pela lâmpada fluorescente é ligeiramente esverdeada. No entanto, o cérebro humano 'sabe' que a folha é branca e corrige estas distorções: nas duas salas, a percepção obtida será a mesma, a de estar-se diante de uma folha branca. Porém uma câmera fotográfica ou de vídeo não possui 'inteligência' embutida, ou seja, não vai efetuar esta correção: na foto / vídeo, a folha de papel na primeira sala aparecerá com tonalidade ligeiramente laranja e na segunda, ligeiramente verde.
Embora no exemplo da folha de papel o cérebro humano 'saiba' que a cor daquele papel é branco (por tê-lo observado em diversas situações e ter armazenado essas informações) e portanto o 'veja' como branco, o mesmo não ocorre necessariamente com outros objetos e outras cores, onde o cérebro não tem como 'advinhar' a cor real. Nesta situação, tanto o olho humano como a câmera 'vêem' a cor de um objeto de acordo com o tipo de luz que o ilumina. Assim, conforme o sistema subtrativo de cores, as listras vermelhas de uma blusa, parecerão quase pretas em um lugar onde a iluminação utilizada seja fluorescente, porque este tipo de lâmpada emite muito pouca luz vermelha - e portanto haverá muito pouco vermelho a refletir nas listras. No entanto, a mesma blusa sob iluminação solar apresentará as listras em vermelho vivo.
Isso mostra que o cérebro humano só consegue 'corrigir' a cor quando conhece um padrão de referência para a situação em questão. Para ele o papel será sempre branco e a face de uma pessoa não será nunca ligeiramente esverdeada. Porém ele não tem como advinhar a cor real das listras da blusa no exemplo acima. O termo 'cor real' assume por convenção a cor apresentada quando a pessoa/objeto são iluminados por uma luz branca onde seus componentes estejam todos equilibrados, como por exemplo a luz do Sol na maior parte do dia com céu aberto.
A câmera, sem correção alguma, apresentará a imagem tal qual a vemos, ou seja, no exemplo anterior, a tela do monitor (se corretamente calibrado) também mostrará a face ligeiramente esverdeada da pessoa em questão, assim como ela se apresenta na realidade. Porém o cérebro humano corrigirá o problema, tanto na realidade como ao observar a tela do monitor: só perceberemos o tom esverdeado ao tirarmos os olhos do monitor, olharmos para a pessoa sendo gravada e efetuarmos a comparação.
Ainda assim justifica-se a correção (write balance) por dois motivos: primeiro porque o cérebro não corrige cores de objetos para os quais não possui padrão de referência e segundo porque nas situações onde existe padrão de referência, a cor é sempre percebida como mais agradável quando não necessita da correção efetuada pelo cérebro, como pode-se perceber comparando-se duas imagens do rosto de uma pessoa, uma balanceada, outra não. Neste caso, com as imagens lado a lado, ele deixa de corrigir a imagem desbalanceada, pois tem o padrão da imagem balanceada como referência - vide exemplo acima citado do monitor.
Portanto, a cor com que determinado objeto se apresenta está intimamente ligada ao tipo de luz com que o mesmo é iluminado.
No século 19, um físico escocês chamado Lord Kelvin criou uma forma de medir os desvios de proporção na composição da luz branca, ou seja, quando predominava o vermelho, o amarelo, o azul, etc... Por este processo, imaginava-se um hipotético objeto totalmente negro (chamado por ele de 'corpo negro' , porque absorveria 100% de qualquer luz que incidisse sobre ele) que, ao ser aquecido, passaria a emitir luz. E, além disso, a luz emitida iria mudando gradualmente de cor. A analogia era feita era com um pedaço de ferro, aquecido cada vez mais: o chamado 'ferro em brasa', inicialmente de cor vermelha, passava por várias tonalidades (amarelo, verde, azul) conforme a temperatura subia mais e mais.
Lord Kelvin criou então uma escala de temperaturas, à qual deu seu nome e estabeleceu que à temperatura de 1.200 K (graus Kelvin) o corpo negro tornaria-se vermelho. E que quanto mais aquecido, mais sua tonalidade se alterava, correspondendo a temperaturas intermediárias. Assim, a escala Kelvin de temperatura de cor associa cor e temperatura, como indicado no desenho abaixo:

A escala Kelvin, além de utilizada na representação de cores, é uma das escalas utilizadas para medir quaisquer temperaturas. Nesta escala, o valor zero é associado à temperatura correspondente ao chamado "zero absoluto". Esta temperatura corresponde a -273,3 graus na escala Celsius de temperatura; a temperatura de 0 graus na escala Celsius corresponde à 273,3 graus na escala Kelvin de temperatura. À temperatura de mais ou menos 700 graus Celsius (ou 973,3 K) o corpo negro hipotético começaria a emitir luz, com a tonalidade vermelho escuro. Em seguida, quanto mais aquecido, mais as tonalidades iriam variando, até atingir o azul. Esta associação de cor e temperatura foi validada mais tarde em experiências efetuadas pelos cientistas.
Há aqui uma definição, utilizada tradicionalmente por fotógrafos, que costuma causar confusão à primeira vista: cores consideradas 'quentes' são cores avermelhadas e cores consideradas 'frias' são cores tendendo para o azul. Esta concepção, como se pode ver pelo desenho acima, é exatamente o inverso do que mostram as indicações de temperatura associadas às cores. Assim, quando se fala em uma tonalidade 'fria', deve-se imaginar altas temperaturas na escala acima, e o inverso para tonalidades 'quentes' . A tabela a seguir mostra várias fontes de luz e temperaturas associadas:

A tabela mostra a luz do luar situada na faixa de 4.100 K, distante das tonalidades mais azuladas, como pode ser verificado no gráfico de cores situado acima da tabela. O que explica, no entanto, a percepção pelo olho humano da tonalidade azulada da luz lunar é um efeito chamado Purkinje. O olho humano não é igualmente sensível à todos os comprimentos de onda do espectro luminoso, especialmente quando as condições de iluminação (mais claro / mais escuro) mudam. Johannes von Purkinje descobriu este fenômeno, ao observar, durante uma caminhada ao anoitecer, que flores azuis pareciam mais brilhantes do que flores vermelhas. No entanto, durante o dia, ocorria o inverso, as flores vermelhas eram as mais brilhantes. Isso explica porque para o cérebro a luz do luar parece mais azulada, originando-se desta percepção o emprego de filtros azuis na montagem de iluminação cênica para imitar este tipo de luz.
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