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ND gel (Neutral Density gel) tipo de gelatina utlizada para diminiur a intensidade de determinada fonte de luz. Podendo ser combinada com outros tipos de gelatinas, a gelatina do tipo ND não altera a temperatura de cor da luz, somente diminui sua intensidade. Um exemplo é a gravação em uma sala onde existe uma janela de vidro, através da qual há a vista para uma paisagem fortemente iluminada pelo Sol. Desejando-se incluir esta paisagem na gravação, juntamente com os objetos/pessoas do interior da sala, haverá um problema, criado pelo contraste de luminosidade: ao ajustar-se a exposição para o interior da sala, a paisagem ficará com tonalidade 'lavada', com pouca definição de detalhes, característica da super-exposição.

Para corrigir o problema, podem ser estendidas folhas de gelatinas do tipo ND sobre o vidro da janela. Fabricada em diversas graduações (que reduzem em maior ou menor grau a intensidade da luz), o uso da gelatina ND permitirá no exemplo a correta exposição do interior da sala com a paisagem da janela ao fundo.

Existem dezenas de variações de gelatinas do tipo ND em diversas intensidades. A figura abaixo mostra alguns tipos de folhas de gelatina ND:

pop-up flash nome dado a um pequeno dispositivo de flash retrátil embutido em câmeras de vídeo do segmento consumidor e algumas do segmento semi-profissional. Em diversas câmeras desses segmentos pode ser encontrada uma janela na parte frontal do equipamento, recoberta com vidro ou plástico translúcido. Esta janela normalmente destina-se a uma luz de câmera (iluminação auxiliar, muito fraca, para a cena que está sendo gravada). O flash não necessita de uma janela como essa: embora semelhante, geralmente seu tamanho é menor. Em algumas câmeras não existe a janela da luz auxiliar, mas existe uma menor, a da luz do flash. E em outras, não é visível janela alguma, mas ao ser acionado o modo foto, um mecanismo faz com que o pequeno refletor do flash apareça - este é o tipo retrátil, denominado pop-up flash. Como mencionado acima, sua utilidade é somente para fotos, não para vídeo (em câmeras que possuem este dupla função), funcionando exatamente como nas câmeras fotográficas comuns.

preenchimento, luz (fill light ou lateral ou secundária) em um sistema de iluminação de 3 pontos, é a luz que localiza-se ao lado da pessoa que está sendo gravada. Tem a finalidade básica de suavizar sombras causadas no rosto da pessoa (olhos, nariz e pescoço) pela luz principal e de preencher os vazios que causam essas sombras, daí seu nome, preenchimento. Para obter este efeito, a luz de preenchimento é normalmente mais extensa, suave e difusa do que a luz principal. Após o posicionamento da luz principal e da contra-luz, a luz de preenchimento é a última a ser ajustada. Sua intensidade deve ser menor do que a intensidade da luz principal. Como as rugas e marcas de expressão presentes no rosto humano conferem dramaticidade à ação quando são mostradas, a intensidade da luz de preenchimento deve ser inversamente proporcional ao desejo de se transmitir esta sensação.

A luz de preenchimento deve ser posicionada no lado oposto ao da luz principal (se esta está à direita, posicioná-la à esquerda e vice-versa). Olhando-se de cima, a luz de preenchimento deve estar localizada a 60 graus ou à esquerda ou à direita da câmera, em relação ao ângulo formado pela linha imaginária que liga a pessoa à câmera e os braços da mesma abertos e estendidos para os lados, como mostra a figura abaixo:

A luz de preenchimento é colocada em nível mais baixo do que o da luz principal, normalmente formando um ângulo de 30 graus em relação à câmera e o rosto da pessoa, como mostra a figura abaixo:

No entanto, é comum a luz de preenchimento ser mais abaixada ainda, ficando quase que no mesmo nível que o rosto da pessoa. Neste caso, naturalmente o ângulo de 30 graus será menor..

Ao contrário da contra-luz, a suavização da luz de preenchimento com difusores ou softboxes não causa problemas para a câmera. E ao contrário da luz principal, o fato de sua altura ser mais baixa não acarreta ofuscamento para a pessoa, pois, além de ser geralmente uma luz suave, é posicionada geralmente mais afastada de sua parte frontal - onde está a câmera e para onde normalmente a pessoa olha. Como a finalidade desta luz é, atuando em conjunto com a luz principal, controlar a atmosfera que se quer dar ao personagem e o humor da cena, destacando ou relevando a textura da pele do mesmo, o ajuste de sua intensidade é justamente utilizado para causar este efeito. Pouca luz de preenchimento faz com que a iluminação como um todo fique mais forte e contrastante (a chamada luz dura), conferindo mais sombras e com isso um aspecto mais dramático ao rosto do personagem, utilizado quando se quer transmitir a sensação de tristeza por exemplo ou de algo grave a ser dito pela pessoa. Este ajuste é chamado low-key, geralmente utilizado em filmes, cenas e entrevistas dramáticas. O termo "key" aqui não tem a ver com a luz principal e sim com a iluminação global de toda a cena. Cenas noturnas gravadas em interiores também utilizam o esquema low-key (e em alguns desses casos pode-se até prescindir da luz de preenchimento). A sensação de sobriedade é ampliada pelo escurecimento do fundo (se colocado próximo da pessoa), já que o mesmo não consegue ser suficientemente iluminado pela luz principal do tipo dura, mais concentrada no rosto da pessoa.

Já uma quantidade maior de luz de preenchimento faz com que a iluminação como um todo fique mais suave e uniforme, conferindo menos sombras e com isso um aspecto mais tranquilo ao rosto rosto do personagem, utilizado quando se quer transmitir a sensação de alegria por exemplo ou de algo bom a ser dito pela pessoa. Este ajuste é chamado high-key, geralmente utilizado em noticiários, talk-shows e a maioria das entrevistas. Esta sensação é ampliada pelo clareamento do fundo (se colocado próximo da pessoa), iluminado com mais intensidade devido ao uso da suavizada, cujo leque de propagação, por ser mais aberto, também o atinge.

Cenas diurnas gravadas em interiores também utilizam o esquema high-key. Assim, o uso da luz de preenchimento é crítico para estabelecer a qualidade da luz na cena e o que a mesma deve transmitir, sendo a que consome mais tempo e requer mais cuidado em seu ajuste. É a luz de preenchimento que determina quanto dramática uma cena será.

De maneira oposta, é possível obter o máximo de intensidade de luz sobre o rosto da pessoa e ao mesmo tempo eliminar quase que completamente todas as sombras, criando uma imagem praticamente em duas dimensões. Se este efeito for desejado, a luz principal deve ser colocada bem próxima da câmera e ambas, principal e preenchimento, devem ser do tipo soft-box ou atenuadas com difusores, para obter-se bastante suavidade na criação das sombras. Um dos usos deste tipo de arranjo de iluminação é quando se torna necessário encobrir (ou não destacar) defeitos e/ou imperfeições na pele das pessoas.

No entanto, na maioria dos casos isto não é feito e o objetivo da luz de preenchimento é mostrar detalhes na área de sombra causada pela luz principal, atenuando ao mesmo tempo estas sombras, sem por outro lado destruir o modelamento efetuado pela luz principal.

Ao invés do uso de difusores sobre a luz de preenchimento ou do uso de soft-boxes, é possível trocar a luz de preenchimento por um rebatedor: uma placa de cartão, isopor ou outro material que faça o papel desta luz, redirecionando parte da luz principal e da contra-luz para o rosto da pessoa. Neste caso, o rebatedor deve ser colocado o mais próximo possível da pessoa, sem no entanto entrar no ângulo de visão da câmera, como mostra o desenho abaixo:

Opcionalmente o cartão pode ser levemente flexionado, formando uma curva, focando melhor no rosto da pessoa a luz rebatida. O uso de um rebatedor no lugar de um refletor é útil também em gravações externas, para limitar a quantidade de equipamento transportada. Ou em situações de limitação de potência total de energia elétrica disponível. Podem ser utilizados rebatedores com superfície metalizada na cor prata, brancos ou coloridos (geralmente dourados), conforme o efeito desejado.

principal, luz (key light ou frontal ou chave ou primária) em um sistema de iluminação de 3 pontos, é a luz mais importante das três, localizada à frente da pessoa a ser gravada. É ela que define a iluminação básica da cena. Normalmente é uma luz direta e concentrada (denominada luz dura ou hard), causando, individualmente (quando só ela é acesa) sombras pronunciadas sobre o rosto da pessoa. No entanto, pode também ser do tipo difusa, dispersa (denominada luz suave ou soft), que quase não causa sombras. A luz dura é obtida diretamente do refletor, enquanto que a luz suave é obtida com o emprego de dispositivos suavizadores como o difusor , colocado à frente do refletor, ou então o emprego de um soft box.

Em comparação com o Sol, pode-se dizer que sua luz em um dia ensolarado é uma luz dura, por criar sombras muito pronunciadas no rosto das pessoas. Uma fonte de luz pequena (ou então distante, como o Sol) sempre produz luz dura. Por outro lado, em um dia nublado, a fonte de iluminação causada pelo Sol torna-se extensa: seus raios são refletidos pelas nuvens que recobrem toda a área do céu, produzindo uma luz suave. Uma fonte de luz grande sempre produz luz suave.

O tipo de luz principal dura ou suave produzida pelo refletor é escolhido em função da atmosfera que se deseja dar ao personagem na cena. Enquanto a luz suavizada transmite sensações de calma e serenidade ao reduzir as linhas aparentes no rosto, a luz dura aumenta o tom dramático, ao reforçar a forma, textura e o relevo das expressões do rosto da pessoa gravada. Serve também para reforçar sua idade, uma vez que as rugas e imperfeições são destacadas. Exceto em situações onde se deseja transmitir um ar misterioso e dramático, a luz principal suavizada é geralmente a melhor e a mais agradável opção.

Dentre as três luzes (principal / preenchimento / contra-luz), a principal, independente de ser dura ou suave é sempre a luz mais potente. Olhando-se de cima, a luz principal normalmente é posicionada a 45 graus, ou à esquerda ou à direita da câmera, em relação ao ângulo formado pela linha imaginária que liga a pessoa à câmera e os braços da mesma abertos e estendidos para os lados, como mostra a figura abaixo:

Este ângulo é o chamado ângulo neutro, onde a luz principal não desempenha nenhum papel especial no controle da atmosfera transmitida pela imagem além do proporcionado pelos tipos hard / soft acima citados, sendo a posição mais segura para utilização em situações genéricas. Se for desejado no entanto um look mais dramático, este ângulo pode ser aumentado para até próximo de 90 graus, para a esquerda ou para a direita, conforme a localização do refletor. O rosto passará a ser cada vez mais iluminado de um dos lados do que do outro, dividindo a face em duas metades e destacando seu contorno e textura. Geralmente este tipo de posicionamento é utilizado em personagens homens: as sombras duras proporcionam uma aparência mais masculina do que as sombras suaves.

Se, por outro lado, for desejado um look mais suave, o ângulo de 45 graus pode ser diminuído para até próximo de 10 graus, para a esquerda ou a direita, conforme a localização do refletor. O mesmo estará então colocado bem ao lado da câmera, criando uma imagem chapada, quase sem sombras. Geralmente este tipo de posicionamento é utilizado em personagens mulheres: o rosto plano criado pelas sombras suaves e o reflexo nos olhos proporcionam uma aparência mais feminina. Fotógrafos de modelos costumam utilizar também este posicionamento da luz principal. A localização da luz principal à esquerda ou à direita depende do lado da pessoa que se deseja destacar.

A altura em que a luz deve ser posicionada também é importante: olhando-se a câmera de lado, a luz principal deve estar formando um ângulo de 45 graus em relação à câmera e o rosto da pessoa, como mostra a figura abaixo:

Este posicionamento elevado cria algumas sombras no rosto da pessoa, gerando com isso uma sensação de volume. A luz deve sempre ser direcionada para o rosto da pessoa e o ângulo de 45 graus tem a finalidade de evitar o ofuscamento de seus olhos (que ocorreria se o ângulo fosse menor) e ao mesmo tempo sombras escuras debaixo dos mesmos (que apareceriam se o ângulo fosse maior). Se a pessoa estiver usando óculos, provavelmente o ângulo de inclinação tenha que ser ligeiramente diminuído, para eliminar a sombra, localizada sobre os olhos da mesma, do aro superior das lentes do óculos. A altura em que está a câmera pode ser modificada neste caso, em busca da diminuição de reflexos sobre as lentes da mesma causados pelo vidro do óculos. Uma solução alternativa é levantar as hastes dos óculos na altura das orelhas - com isso as lentes inclinam-se ligeiramente para frente direcionando os reflexos para baixo, com a vantagem da modificação não ser aparente no vídeo. Afastar e elevar ligeiramente a luz principal é outra alternativa para ajudar a solucionar o problema.

Em setups de iluminação utilizados em vídeo ou cinema onde determinada cena se desenrola, é comum a escolha da luz principal simulando alguma luz primária existente normalmente no ambiente. Assim pode ser feito, por exemplo, com a luz de um abajour existente sobre uma mesa, em uma cena noturna gravada no interior de uma sala. A luz principal é colocada próxima ao abajour, a seu lado, sem ser no entanto visualizada pela câmera, simulando a iluminação que o abajour faria sobre o rosto da pessoa (estando este mais elevado do que o rosto da pessoa - arranjo fácil de se conseguir com um abajour de mesa - para aproximar-se do ângulo de 45 graus acima referido). O abajour, por seu lado, com uma lâmpada fraca acesa em seu interior, aparece na cena (é visto pela câmera), mas não toma parte no esquema de iluminação. Se a cena se desenrola de dia, em um escritório por exemplo, a luz principal pode ser a luz, simulada e/ou reforçada por um refletor, que provém de uma janela. Neste último caso, será necessário o uso de uma gelatina adequada sobre o refletor ou sobre a janela para uniformizar a temperatura de luz.

No exemplo do abajour, a luz principal está sendo posicionada em um ângulo de 90 graus (vista superior) situando-se bem ao lado da pessoa, estando a câmera à frente da mesma. Sua altura é um pouco maior do que a do rosto da pessoa. Se esta mesma luz for elevada bem acima da cabeça da pessoa e deslocada a seguir para frente, em direção à câmera, situando-se quase ao lado da mesma, passará a simular a luz de um lustre existente no teto da sala.

A luz principal também pode ser manipulada para criar a ilusão temporal, simulando o look por exemplo do amanhecer ou entardecer. Neste caso, uma gelatina laranja (do tipo CTO)é colocada sobre o refletor e este é posicionado em um ângulo baixo em relação à pessoa (25 graus acima da mesma, ao invés dos 45 graus utilizados normalmente). Este posicionamento baixo projetará sombras compridas sobre o cenário, simulando o que ocorre com o Sol nesses horários. Uma gelatina azulada (do tipo CTB) colocada sobre uma luz principal dura, projetada através de uma persiana por exemplo pode simular a luz da Lua.

quartzo, lâmpadas do tipo ... continua na página seguinte ( clique aqui )