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dispersão é o desvio, em diferentes graus, dos diferentes comprimentos de onda (cores) de um raio de luz ao atravessar um meio (ar, por exemplo) e atingir outro (vidro, por exemplo). Após ter penetrado no outro meio os raios separam-se por comprimento de onda: os que possuem maior comprimento, como os de tons avermelhados, desviam-se menos do que os de tons azulados, formando um leque luminoso, em um fenômeno chamado dispersão. A dispersão é uma propriedade que todos os materiais transparentes tem quando raios de luz os atravessam. Assim, ocorre também dispersão em uma janela de vidro por exemplo. No entanto, na maioria das situações ela é praticamente invisível aos olhos humanos, como a dispersão da luz que ocorre no ar, no vidro comum, na água e plásticos transparentes, devido ao seu pequeno desvio (em torno de 1%).

Em determinados tipos de prisma onde é possível observar o fenômeno com mais facilidade (prisma de 60 graus) também ocorre o mesmo (desvio de 1%): neste caso é a forma do prisma que amplia esse desvio e o torna mais perceptível ao olho humano. Enquanto que em um bloco de vidro no formato de um cubo também ocorre desvio após os raios penetrarem em seu interior, o mesmo acontecendo em um prisma do tipo reflexão total, no prisma de 60 graus cada raio tem seu primeiro desvio ampliado na saída, pois ocorre outro desvio para o mesmo lado, reforçando o primeiro:

espectro luminoso a escala Kelvin de temperatura de cor estabelece várias faixas coloridas, em ordem crescente de temperatura, variando do vermelho ao azul. Esse conjunto de faixas é o espectro luminoso completo (ou contínuo), onde todas as faixas encontram-se representadas. Cada fonte de luz possui seu espectro próprio - a presença de todas as faixas ou mesmo suas intensidades não é uma constante. Quando faltam algumas faixas no espectro (ou sua presença é mínima), diz-se que o espectro da fonte de luz em questão é descontínuo.

fill light o mesmo que luz de preenchimento.

flag nome dado a uma placa metálica, cujo objetivo é barrar parcialmente a luz proveniente de um refletor, impedindo-a de atingir em parte ou todo determinada pessoa ou objeto. Em arranjos complexos de iluminação é comum o uso de flags para propiciar a iluminação seletiva de pessoas / objetos: a luz, principalmente quando é do tipo difusa, espalha-se em um leque aberto, atingindo muitas vezes áreas indesejadas. Flags são geralmente fixados em suportes do tipo haste vertical com um tripé na base. A figura abaixo ilustra um flag:

fluorescente, lâmpadas do tipo são lâmpadas de descarga, empregando longos tubos dentro dos quais um gás a baixa pressão ioniza-se passando a emitir luz através da camada interna de revestimento. Na realidade, a luz produzida pelo gás é do tipo UV (ultra-violeta), invisível aos olhos humanos. Porém o revestimento interno do tubo (camada de fósforo) ao ser bombardeado pelos raios UV passa a emitir luz dentro do espectro visível aos olhos humanos: a lâmpada passa a gerar luz visível. O tipo de luz emitida depende do(s) material(s) empregado(s) para confeccionar a camada de fósforo, o que acarreta variação na sua temperatura de cor, levando a termos como "branca fria", "luz do dia" e outros.

Exigem reatores que convertem a voltagem comum (110/220V) em altas voltagens necessárias para ionizar o gás dentro do tubo. Reatores antigos não executavam a função de 'ligar' (ativar, fazer a ignição, 'dar a partida') a lâmpada, sendo necessários componentes denominados starters, hoje em desuso. Sua função era gerar o arco voltaico dentro da lâmpada.

Além de possuir espectro luminoso descontínuo, sua luz normalmente tem tonalidade ligeiramente esverdeada. Não é indicada para uso em videoprodução devido a essas características. No entanto, existe uma versão deste tipo de lâmpada voltada para videoprodução: são as lâmpadas fluorescentes corrigidas.

São fabricadas em diversas temperaturas de cor, desde as mais quentes (3500K) às mais frias (6500K). Seu IRC é normalmente baixo, porém em alguns modelos pode chegar a mais de 90. Em média, varia de 50 a 80, conforme o tipo e modelo. Sua potência luminosa decai lentamente com o tempo de uso.

fluorescentes, lâmpadas corrigidas são semelhantes às lâmpadas fluorescentes comuns, porém funcionando em alta frequência, o que acarreta a eliminação do problema do flicker de luz existente nas lâmpadas fluorescentes comuns. Seu bulbo possui correção de temperatura de cor, existindo lâmpadas do tipo luz do dia (daylight) ou tungstênio, permitindo seu uso juntamente com lâmpadas do tipo HMI ou halógenas (quartzo) por exemplo sem necessidade do acréscimo de gelatinas. Existem também versões coloridas nas tonalidades RGB. Seu espectro luminoso é contínuo, possibilitando seu uso em videoprodução.

Em kits leves e compactos, que agrupam várias lâmpadas em um único refletor, são a forma mais rápida e fácil de se conseguir uma fonte de luz suavizada. Possuem ainda como vantagens o baixo consumo de energia e a pouca geração de calor, ao contrário dos refletores de tungstênio ou HMI por exemplo.

Este tipo de lâmpada foi criado para ser utilizado no filme Barfly, em 1987 e logo passou a ser comercializado pela empresa Kino-Flo, daí a referência, algumas vezes, a este nome como denominação para as mesmas.

Fresnel tipo de lente criada por Augustin Jean Fresnel, físico francês, que viveu de 1788 a 1827. No século 19, estudava-se o que poderia ser feito para ampliar o poder de luminosidade dos faróis marítmos. Uma das soluções era o emprego de lentes; porém, devido às dimensões exigidas, uma lente de vidro tornaria-se extremamente pesada para ser instalada no topo dos faróis. Além disso, seriam necessárias duas, uma de cada lado, e o mecanismo giratório teria dificuldades com o peso extra. Partindo de uma lente plano-convexa (com superfície plana em um dos lados e curva em outro), Fresnel percebeu que a espessura do vidro era indiferente para o percurso dos raios luminosos: uma vez dentro da lente, após ter sofrido desvio, a propagação não era afetada se houvesse mais ou menos vidro a percorrer, até que a outra face fosse atingida.

Assim, para reduzir a espessura do vidro, Fresnel dividiu a superfície da lente em diversos círculos concêntricos, preservando a curvatura da face convexa de cada anel. E encaixou esses anéis de forma achatada, reduzindo assim, em muito, a espessura do vidro da lente (a lente foi criada já com esta forma - e não 'recortada' em anéis). A imagem projetada pela lente fica distorcida, devido aos cortes existentes em cada anel concêntrico, não servindo para uso em equipamentos de captura e projeção de imagens. Porém, para projeção de luzes, o invento ficou perfeito, passando a ser instalado nos faróis:

Em videoprodução, permite a construção de refletores empregando lentes (que seriam demasiadamente pesados se fosse empregada uma lente comum). A figura abaixo ilustra um refletor com lente Fresnel:

Geralmente estes refletores possuem ajustes internos, que permitem movimentar a lâmpada através de um pequeno trilho e assim obter tanto um facho luminoso bem aberto como um facho bem fechado e intenso.

Além de refletores, lentes Fresnel são empregadas em modelos plásticos de réguas de aumento para leitura por exemplo, ou em espelhos retrovisores de vans - nestes casos, fabricadas com uma grande quantidade de círculos concêntricos, o que permite que os dentes dos anéis fiquem com aparência bem discreta.

gelatina (color correction gel) folha plástica colorida utilizada para alterar a temperatura de determinada fonte de luz. Afixada sobre refletores ou sobre janelas, seu nome derivou-se de um material confeccionado com gelatina, utilizado em teatros nos tempos antigos, quando não havia ainda o material plástico. As atuais 'gelatinas', confeccionadas em uma variedade grande de cores e tonalidades são fabricadas com material resistente ao calor gerado pelos refletores e comercializadas sob a forma de folhas individuais ou rolos.

Os tipos mais utilizados de gelatinas são CTB, CTO e ND, que, respectivamente, aproximam a luz incandescente da luz do dia, aproximam a luz do dia da luz incandescente e reduzem a intensidade da luz sem alterar a temperatura da mesma. Existem também gelatinas que combinam a correção de cor (CTB / CTO) com a redução de luminosidade (ND) e para todos estes tipos existem diversas graduações de intensidade, estabelecidas através de números. Geralmente os fabricantes possuem catálogos com amostras para facilitar a escolha do tipo mais adequado a determinada situação.

Entre outros tipos, existem os destinados a lâmpadas fluorescentes. Embora possam, no formato de folhas planas, serem colocados estendidos abaixo das lâmpadas, existem gelatinas fabricadas no formato de tubos em "U", próprios para serem encaixados nas mesmas:

Um destes tipos de gelatina permite remover o excesso de tonalidade verde criada pelas luzes fluorescentes. Um exemplo de utilização é uma gravação efetuada em um local iluminado predominantemente por lâmpadas incandescentes. Neste caso, os filtros utilizados nas lâmpadas fluorescentes do tipo "luz do dia", de tonalidade marrom-avermelhado, além de retirar o excesso de verde aproximarão a temperatura de cor das mesmas para 3200K:

Se, em outra situação, a iluminação predominante for a de luzes fluorescentes, e lâmpadas incandescentes e/ou refletores deste tipo forem utilizados para complementar a iluminação, podem ser utilizados sobre os mesmos gelatinas de tonalidade verde, para aproximar a temperatura da luz incandescente para a temperatura das luzes fluorescentes:

Gelatinas de cor magenta aproximam a temperatura de luzes fluorescentes para a luz do dia, podendo ser empregadas sobre estas por exemplo em uma sala iluminada por lâmpadas fluorescentes e luz proveniente do Sol:

Outra opção é, nesta mesma sala, recobrir as janelas ao invés das lâmpadas, neste caso utilizando folhas de gelatina de cor ligeiramente verde: o resultado final é o mesmo, e a opção entre uma forma e outra leva em consideração o custo/benefício - quantidade de folhas necessárias, facilidade de instalação, etc...

Gelatinas podem também ser utilizadas para criar efeitos propositais na tonalidade da imagem, seja 'esquentando' ou 'esfriando' a tonalidade da mesma. Um exemplo seria utilizar uma gelatina do tipo 1/2 CTB sobre uma janela para 'esfriar' ligeiramente a luz do dia que penetra por ela.

Existem ainda gelatinas difusoras: sua propriedade é difundir a luz que atravessa a mesma, tornando-a mais suave, menos 'dura', com sombras menos definidas e menos pronunciadas. Gelatinas deste tipo são também fabricadas combinadas com correção de cor (CTB / CTO) ou combinadas com redução de luminosidade (ND).

halógenas, lâmpadas do tipo ... continua na página seguinte ( clique aqui )