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CF, lâmpadas do tipo (Compact Fluorescent) ... continua na página anterior ( clique aqui )

CMYK é o modelo de cor CMY acrescido da cor preta.

color space é um sistema que representa cores numericamente. Também conhecido como modelo de cor. Os mais utilizados são o RGB para captura e apresentação de imagens em câmeras / televisores e projetores, CMY para impressão em papel e YUV para vídeo e TV (transporte e armazenamento do sinal de vídeo).

Existem outros color spaces menos utilizados, como por exemplo o HSB, que trabalha com os valores Hue, Saturation e Brightness (tonalidade, saturação e brilho). A forma de mudar de uma cor para outra nos color spaces varia muito. Em alguns, a mudança é mais intuitiva, como alterar a saturação de uma cor no HSB para obter outra desejada. Em outros, como no RGB, o trabalho é menos intuitivo: para obter-se a cor desejada tem-se que atuar em duas cores ao mesmo tempo.

contra-luz (backlight , rim light ou kicker) em um sistema de iluminação de 3 pontos, é a luz que localiza-se atrás da pessoa que está sendo gravada. Tem a finalidade básica de moldar o rosto da pessoa destacando-o do cenário ao fundo e evidenciando a distância em que o mesmo se encontra em relação ao fundo. Após o posicionamento da luz principal, a contra-luz é ajustada diametralmente oposta à mesma, como mostra a figura abaixo, ilustrando a vista de cima das duas luzes, da câmera e da pessoa a ser gravada:

A luz deve ser direcionada para a parte de trás dos cabelos e ombros da pessoa. A contra-luz não deve ser suavizada com difusores ou softboxes ; deve ser um tipo de refletor capaz de ser focalizado somente sobre a pessoa. Isso porque luzes difusas propagam-se em um leque bem aberto, podendo atingir a objetiva da câmera acarretando com isso reflexos indesejados. Mesmo que difusores não estejam sendo utilizados, às vezes, conforme seu posicionamento, parte da luz emitida pela contra-luz pode atingir a objetiva da câmera. Se isto ocorrer, flags ou barndoors podem ser posicionados adequadamente sobre o refletor, até bloquear a luz que atinge a câmera. Ao contrário da luz principal, sua altura não é tão importante, desde que esteja acima da cabeça da pessoa, da luz principal e que não atinja a objetiva da câmera. Pode até mesmo ser presa no teto, atrás da pessoa.

A intensidade da contra-luz deve ser maior ou menor, conforme as características particulares da pessoa que está sendo gravada. Assim por exemplo, cores claras de cabelo e pessoas calvas exigem contra-luz menos intensa. Como não são indicados dispositivos difusores para este tipo de luz, a solução para atenuar ou aumentar sua intensidade é afastar ou aproximar o refletor do local onde a pessoa está. Por outro lado, a intensidade maior ou menor dessa luz interfere também, embora em menor escala do que ocorre com a luz de preenchimento, na atmosfera geral da cena: uma contra-luz mais intensa torna o aspecto da pessoa mais dramático e glamuroso. A questão da calvície tem ainda uma solução alternativa: o uso de pó apropriado de maquiagem para reduzir o brilho e os reflexos, com a vantagem adicional de também absorver a transpiração.

Em alguns casos a contra-luz pode ser eliminada, principalmente se a luz principal e a luz de preenchimento são do tipo suavizadas, caso contrário o resultado final não será harmônico.

CRI (Color Rendering Index) o mesmo que IRC.

CTB (Color Temperature Blue) tipo de gelatina utlizada para correção de temperatura de cor. Um exemplo de utilização é a gravação em uma sala iluminada pela claridade do dia através de grandes janelas de vidro. No interior desta sala, existem lâmpadas incandescentes, que devem permanecer acesas para complementar a iluminação eliminando sombras. Ou então será feito o uso de refletores, em que a temperatura de cor de suas lâmpadas situa-se abaixo da temperatura da luz do dia.

Neste caso, recobrindo-se as luzes internas e/ou os refletores com uma gelatina de tonalidade azul (CTB) aumenta-se a temperatura de cor dos mesmos (geralmente 3200K), cuja luz fica agora equilibrada com a temperatura de cor da luz que provém das janelas (em torno de 5600K).

Outra opção seria ao invés de recobrir as luzes internas / refletores, recobrir as janelas, neste caso utilizando uma gelatina do tipo CTO, para abaixar a temperatura da luz proveniente do Sol aproximando-a da temperatura das luzes internas. O resultado final seria o mesmo, porém, a opção levando-se em conta o fator custo benefício seria a primeira (CTB), por exigir gasto menor em quantidade de folhas de gelatina.

Um mesmo tipo de gelatina (CTB) possui dezenas de graduações de intensidade de cor, estabelecidas através de números ou códigos. Assim, por exemplo, para aproximar a luz de interiores para a luz solar é comum o uso de folhas de gelatina CTB de número 80 ou 81. A figura abaixo mostra algumas das dezenas de tonalidades de gelatinas do tipo CTB:

CTO (Color Temperature Orange) tipo de gelatina utlizada para correção de temperatura de cor. Um exemplo de utilização é a gravação em uma sala iluminada predominantemente pela luz de lâmpadas incandescentes e/ou refletores com lâmpadas deste tipo, na qual existe uma janela de vidro por onde penetra a luz do dia.

Neste caso, recobrindo-se a janela com folhas de gelatina de tonalidade laranja (CTO) abaixa-se a temperatura de cor da luz proveniente da mesma (em torno de 5600K), cuja luz fica agora equilibrada com a temperatura de cor da luz interna (geralmente 3200K).

Outra opção seria ao invés de recobrir a janela, recobrir as luzes internas, neste caso utilizando uma gelatina do tipo CTB, para subir a temperatura da luz proveniente destas luzes aproximando-a da temperatura da luz externa. O resultado final seria o mesmo, e a opção deve levar em conta o fator custo benefício (quantidade de folhas de gelatina necessária x facilidade de instalação).

Um mesmo tipo de gelatina (CTO) possui dezenas de graduações de intensidade de cor, estabelecidas através de códigos ou números. Assim, por exemplo, para aproximar a luz de luz solar da luz incandescente, é comum o uso de folhas de gelatina CTO de número 85. A figura abaixo mostra algumas das dezenas de tonalidades de gelatinas do tipo CTO:

descarga, lâmpadas do tipo ao contrário das lâmpadas incandescentes de tungstênio, onde um filamento de metal é aquecido até começar a emitir luz, nas lâmpadas do tipo descarga não é um filamento e sim um gás o responsável pela emissão de luz. Contido dentro de um recipiente de vidro hermeticamente fechado (ampola), emite luz ao ser energizado (ionização) através da corrente elétrica fornecida por eletrodos que penetram em seu interior pelas extremidades da ampola, formando um arco voltaico. O que conecta o eletrodo de uma extremidade da ampola ao eletrodo situado na extremidade oposta, permitindo a passagem de corrente elétrica, é o gás (e não um filamento). O que determina a coloração da luz emtida por estas lâmpadas é o tipo de gás e outros materiais existentes dentro da ampola, sua pressão e a intensidade da corrente elétrica fornecida.

Existem dois tipos básicos de lâmpadas de descarga quanto à pressão dentro do tubo: baixa pressão e alta pressão. Um exemplo de lâmpada de descarga de baixa pressão são os tubos luminosos de neon, empregados em anúncios e as lâmpadas fluorescentes comuns. Entre os de alta pressão, as lâmpadas do tipo HMI e as de xenônio.

O espectro luminoso das lâmpadas de descarga é geralmente do tipo descontínuo, como ocorre nas fluorescentes comuns. Alguns tipos de lâmpadas de descarga no entanto, como as HMI, xenônio e fluorescentes corrigidas possuem espectro contínuo, viabilizando assim seu uso em videoprodução.

difusor tela ou folha de gelatina colocada sobre uma fonte de luz para suavizá-la, eliminando sombras pronunciadas causadas pela iluminação não-difusa. A gelatina é afixada com prendedores à frente do refletor ou então suspensa presa em um tripé, também à frente do refletor. A tela pode ser colocada em posições mais distantes da fonte de luz, o que torna seu efeito suavizador mais intenso: quanto mais longe do refletor a mesma for colocada, mais difusa a luz se tornará. No entanto, distâncias maiores exigem telas de dimensões maiores.

disco de cores (Color wheel) Criado por Johannes Itten, permite descobrir combinações harmoniosas de cores. No início da década de 20 foi criada na Alemanha pelo arquiteto Walter Gropius uma escola de arquitetura e desenho, a Staatliches Bauhaus , ou Casa Estatal de Construção. Esta escola, que deu início ao movimento que ficou conhecido como Bauhaus procurava integrar a arte ao mundo moderno daquela época. A arte não deveria ficar isolada da tecnologia. Seus alunos participavam, juntamente com os artistas, de diversas pesquisas e experimentações, envolvendo especialistas em diversas modalidades, como a fotografia, o teatro, a música, a dança e a pintura. Gropius chamou algumas pessoas para liderar a escola, entre elas o pintor suíço Johannes Itten, amigo de alguns pintores famosos como Vassily Kankinsk e Paul Klee.

Itten percebeu que havia um certo senso comum entre as cores utilizadas pelos diversos pintores famosos. Eles faziam instintivamente diversas combinações harmônicas de cores, sem recorrer aparentemente a nenhuma teoria pré-concebida. Foi observando o modo como esses pintores combinavam as cores em seus trabalhos ao longo dos séculos que ele criou uma teoria para isso e a publicou em um livro, chamado The Art of Color, The Subjective Experience and Objective Rationale of Color.

Nesse livro, Itten mostra que embora as pessoas possuam diferentes julgamentos em relação à harmonia das cores, é possível estabelecer algumas regras que fazem sentido para a quase totalidade das pessoas. Ou seja: algumas cores sempre vão combinar melhor com determinadas cores do que com outras. Para mostrar como isso acontecia, ele desenhou um disco em forma de pizza e o repartiu em vários pedaços (fatias), dispostas de forma a que sempre havia uma cor diametralmente oposta a outra: o disco de cores (Color Wheel):

Um dos conceitos mais importantes descobertos pelo Itten é a busca natural do olho humano pelo complemento de uma determinada cor. Fixando-se o olhar em algum objeto pintado com determinada cor por alguns minutos e fechando-se os olhos a seguir ou então olhando-se para uma parede ou papel brancos, surgirá a cor complementar da visualizada.No disco criado por Itten, o complemento de uma cor qualquer no disco é a que se situa diametralmente oposta à mesma: o complemento da cor verde é a cor vermelha, o da cor amarela é a cor violeta e assim por diante. A idéia vai além de descobrir qual cor combina muito bem com que cor. Na montagem de um desenho, um gráfico ou um cenário, novos elementos vão pouco a pouco sendo adicionados. Se as cores desses elementos que estão sendo acrescentados formam pares complementares no disco de cores, todos os elementos do desenho, gráfico ou cenário, ao seu término, serão harmônicos: traduzirão paz, calma. Ao contrário, se as cores forem assimétricas em relação ao disco, os elementos não serão harmônicos: traduzirão agitação, aflição. Em outras palavras, conhecendo-se a técnica da combinação de cores é possível expressar emoções.

O disco da figura acima, criado por Itten, é do tipo RYB; existem discos em outros sistemas de cores, como o RGB, mas o RYB é melhor na indicação das cores harmônicas do que o RGB. As figuras abaixo mostram simplificações dos discos nos dois sistemas. Para o modelo RGB o disco de cores apresenta as mesmas dispostas da seguinte maneira:

As cores primárias (indicadas por um 'P') são o vermelho, o verde e o azul. As secundárias (indicadas por um 'S') localizam-se entre cada duas primárias - na verdade são a soma das duas - e são o amarelo, o ciano e o magenta. Entre cada primária e secundária encontra-se a soma das mesmas: são as cores terciárias (indicadas por um 'T'), o laranja, o verde-amarelo, o verde-ciano, o ciano-azul, o violeta e o púrpura.

Cada cor está oposta diametralmente à sua cor subtrativa: assim, a cor subtrativa do vermelho é o ciano, porque ele absorve todo o vermelho e reflete azul e verde, as cores da base do triângulo equidistantes do ciano.

Para o modelo RYB o disco apresenta as cores dispostas da seguinte forma:

As cores primárias (indicadas por um 'P') são o vermelho, o amarelo e o azul. As secundárias (indicadas por um 'S') localizam-se entre cada duas primárias - na verdade são a soma das duas - e são o laranja, o verde e o magenta. Entre cada primária e secundária encontra-se a soma das mesmas: são as cores terciárias (indicadas por um 'T'), o vermelho-laranja, o laranja-amarelo, o amarelo-verde, o ciano, o violeta e o púrpura. Em relação ao disco do modelo RGB, as cores situadas entre o vermelho e o verde aparecem aqui "esticadas" de modo que do lado direito predominam cores de vermelho a verde e do lado esquerdo de azul a vermelho.

A teoria da harmonia das cores permite a escolha de cores, a partir do disco, que se combinam harmoniosamente. Para tanto deve inicialmente ser escolhida uma cor principal, a cor chave a partir da qual serão procuradas as demais que melhor se combinam com ela. Escolhida a cor, percorrendo-se o disco, as cores harmônicas estarão situadas a cada 3 cores saltadas. No desenho acima, escolhendo-se a cor terciária ciano, suas harmônicas serão o púrpura e o laranja-amarelo. Em outras palavras, estarão nos vértices de um triângulo regular. O mesmo vale para um quadrado, ou seja, saltam-se 2 ao invés de 3 cores: são também harmônicas do ciano o magenta, o vermelho-laranja e o amarelo.

Por outro lado, cores opostas diametralmente no disco são chamadas complementares: combinam-se muito bem. Cores adjacentes umas das outras são chamadas cores similares. O maior contraste é obtido com cores complementares, o menor com cores similares.

O exemplo acima utiliza o disco do modelo RYB exatamente porque este modelo produz resultados mais harmônicos na procura de combinação de cores do que o modelo RGB. Por exemplo, o vermelho combina melhor com seu complemento no modelo RYB (verde) do que no RGB (ciano).

Existem discos de cores de plástico ou papel cartão rígido onde em cima do disco base ('pizza' fatiada) existe um outro disco deslizante, branco, que pode ser ajustado para mostrar o relacionamento entre as cores como visto acima, ou seja, as cores opostas diametralmente, as dispostas em um triângulo regular e as dispostas em um quadrado. Existem também softwares que permitem realizar trabalhos com o modelo RYB e plug-ins para programas tradicionais de manipulação de imagens, como o Adobe Photoshop e o Adobe After Effects.

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