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EIS (Eletronic Image Stabilizer, também conhecido como DIS - Digital Image Stabilizer) sistema onde a estabilização de imagem, visando anular pequenas vibrações transmitidas à câmera durante a gravação é efetuada durante o processamento eletrônico da imagem lida no CCD.
Neste sistema, cada quadro completo lido pelo circuito que processa o CCD é armazenado em um chip de memória RAM (Random Access Memory). A seguir é lido o próximo quadro. Ao término desta tarefa, um microprocessador executa um programa para comparar as imagens lidas com as anteriores gravadas na memória RAM. As imagens são divididas em pequenos blocos de pixels e cada bloco da imagem capturada é comparado com o bloco da imagem armazenada. Se não houver coincidência, o processador tenta deslocar um dos blocos para cima, para baixo e para os lados, na tentativa de encontrar um encaixe onde as duas imagens se sobreponham. O mesmo é feito para os demais blocos. No final deste processo de comparação o processador deduzirá se houve ou não movimento com a câmera: se para a grande maioria dos blocos ocorreu deslocamento na mesma direção, a conclusão é de que a câmera se moveu. Se, no entanto, o deslocamento dos blocos é desordenado, em diferentes direções, a conclusão será de que a imagem e não a câmera é que se moveu.
Se foi a câmera e não a imagem que se moveu, o sistema tentará compensar isto. Para tanto, câmeras que utilizam o sistema EIS possuem CCD com uma quantidade bem maior de pixels do que a realmente utilizada. Isto porque somente uma parte do CCD é lida para formar a imagem a ser gravada. Quando se olha pelo visor da câmera, somente esta parte menor é mostrada, mas na realidade a imagem captada se estende além deste limite. Isto ocorre exatamente para permitir que o processador desloque esta janela menor através da área maior captada, na tentativa de corrigir e anular o deslocamento acarretado pela movimentação da câmera:

Na sequência de desenhos acima, o primeiro desenho (a) mostra a imagem de vários prédios, para onde a câmera foi apontada. O retângulo vermelho mostra a imagem capturada pelas lentes, formada sobre o CCD, portanto esta é a imagem que a câmera vê. No entanto, o processador que lê o CCD, somente o faz para a área indicada pelo retângulo amarelo. Esta é a imagem efetivamente gravada na fita. Esta também é a imagem mostrada no visor da câmera. Como do CCD todo somente uma parte menor dos pixels é aproveitada (sempre a do retângulo amarelo), geralmente a quantidade total de pixels nestes CCDs deve ser maior - uma parte da imagem é sempre descartada.
O desenho (b) mostra que a câmera sofreu um pequeno movimento brusco para a direita e para baixo: a imagem vista pelo CCD deslocou-se para a posição indicada pelo retângulo vermelho. O retângulo amarelo mostra qual parte dos prédios estava sendo gravada antes da câmera ter sofrido o deslocamento.
Em (c) o retângulo rosa indica qual área dos prédios passaria agora a ser registrada na fita, em comparação com o retângulo amarelo (o que estava sendo registrado antes). O processador dividirá em blocos as imagens destes 2 retângulos para compará-las e concluir o que deve ser feito.
O desenho (d) mostra que o processador concluiu que a câmera sofreu um movimento para a direita e para baixo. A partir do deslocamento ocorrido na imagem, o mesmo calcula pelo deslocamento inverso a localização dentro da área do CCD da imagem original.
Em (e) o retângulo rosa mostra qual área do CCD passou agora a ser registrada na fita. Em comparação com o retângulo amarelo na imagem de cima (a) pode-se observar que a imagem é a mesma, ou seja, o efeito da trepidação na câmera foi anulado. Existe portanto um 'delay', um tempo gasto entre o registro da imagem no CCD, seu armazenamento na memória RAM, seu processamento, a nova leitura a partir da posição indicada pelo processador e a gravação efetiva na fita. Porém este tempo não é significativo nem percebido no resultado final: no sistema NTSC por exemplo são exibidos 30 quadros/seg.
Mas o que ocorreria se o deslocamento causado na câmera fosse maior? O desenho (f) exemplifica a situação. Aqui o deslocamento é tão grande que o processador não conseguirá recuperar a imagem original: a parte segmentada do retângulo rosa mostra a área que já não é mais vista pelo CCD. Neste caso, como mostra o desenho (g), o processador somente tem como alternativa 'empurrar' também a imagem registrada na fita para a direita. Porém isto não é um problema, uma vez que o objetivo dos estabilizadores de imagem é exatamente este: corrigir trepidações a que a câmera está sujeita.
O sistema é muito bom para corrigir trepidações a que a câmera está sujeita, por exemplo quando segura pelas mãos e com a objetiva zoom ajustada para algum grau de tele-objetiva. No entanto, existem alguns problemas. Quando a câmera está parada e inicia um movimento lento de panorâmica, o estabilizador EIS tenta a princípio corrigir o movimento. Porém, a partir de determinado ponto isto deixa de ser possível (desenhos (f) / (g) acima), e a imagem registrada na fita passa a sofrer também o deslocamento. Como este deslocamento foi 'camuflado' durante o tempo em que o processador conseguia efetuar a correção, haverá um 'salto' na imagem final registrada, para a nova posição. Sistemas mais recentes usam um software específico para tentar 'advinhar' se a intenção é efetuar uma panorâmica ou ocorreu uma movimentação acidental da câmera. Embora em muitas situações isto funcione, sempre é possível desligar o estabilizador ao efetuar este tipo de movimento.
Existem no entanto outros problemas: em algumas situações, dependendo do 'julgamento' do processador para determinar se deve ou não corrigir o deslocamento, a escolha pode ser errada, como quando se faz um close em um grande objeto balançando para um lado e outro: o processador pode tentar 'seguir' o movimento do objeto interpretando-o como deslocamento da câmera. No entanto é um sistema barato (não possui partes móveis, todo o trabalho de estabilização é eletrônico), e portanto encontrado mais facilmente em câmeras do segmento consumidor.
Nos primeiros sistemas EIS ocorria degradação da imagem (pixelamento, o mesmo efeito causado pelo uso do zoom digital) quando o estabilizador era acionado. Isto porque o CCD (retângulo vermelho nos desenhos acima) não continha um número muito grande de pixels: como a área que passa a ser aproveitada (retângulo amarelo) era ampliada (como no zoom digital) para ocupar o quadro correspondente a ser gravado na fita (retângulo vermelho, área do CCD), a qualidade da imagem caía devido à diminuição maior ainda no número de pixels utilizados. Nos sistemas atuais o CCD contém uma quantidade bem maior de pixels do que a necessária para ser gerada uma imagem excelente, o que se consegue, no sistema NTSC com cerca de 400.000 pixels (valor para câmera com um único CCD). Assim, em um CCD com 650.000 pixels p.ex., os pixels restantes são utilizados para evitar a degradação da imagem ao ser acionado o estabilizador: com isso o quadro aproveitado (amarelo no desenho) já possui quantidade suficiente de pixels, não necessitando de ampliação.
Sistemas do tipo EIS mais recentes foram modificados e melhorados: a captura de área menor dentro de uma área maior dentro do CCD e o processo de correção, como mostrado nos desenhos de (a) a (g) continuam existindo. No entanto, ao invés de efetuar comparações na imagem armazenada e a atual para detectar a movimentação da câmera, são utilizados pequenos sensores para detectar essa movimentação. Estes sensores minúsculos, localizados próximo às lentes são baseados no princípio do giroscópio, sendo capazes de detectar a trepidação ocorrida e enviar um sinal para o processador. Este então efetua as devidas correções na imagem. Sistemas que utilizam este processo são mais eficientes, evitando muitos erros como os acima descritos. No entanto o sistema, por ser mais complexo e sofisticado é mais caro, sendo encontrado em câmeras do segmento semi-profissional.
O mesmo tipo de sensor giroscópico mencionado acima é também utilizado no sistema óptico de estabilização de imagem (OIS), considerado melhor do que o EIS, porque a imagem no CCD não sofre nenhum tipo de manipulação.
fotômetro (light meter) aparelho que mede a intensidade da luz em um local e fornece, com base em alguns parâmetros informados, o valor da abertura a ser ajustada na íris da câmera para obter-se a exposição correta. A principal finalidade de se utilizar um fotômetro é medir a intensidade de luz que irá atingir o local onde a imagem será formada e registrada, seja ele uma película fotográfica ou cinematográfica ou um sensor eletrônico (CCD ou CMOS). Isso porque a variação na intensidade dessa luz acarreta efeitos diretos na imagem captada pela câmera. Excesso de luz produzirá áreas mais claras e sem definição de detalhes, falta de luz produzirá o contrário, a falta de detalhamento nas áreas escuras, ambos denominados, respectivamente, superexposição e subexposição. A teoria das zonas é uma das muitas formas de comprovar essa relação.
No entanto esse resultado, com áreas mais claras ou mais escuras, é totalmente ligado ao desejo que o fotógrafo pretende dar ao seu registro, sendo certo que é impossível a captura de todas as tonalidades existentes em uma imagem que possua grande variação delas, indo do preto absoluto ao branco absoluto. O resultado final sempre será um balanço entre o que se pretende seja mostrado com maior fidelidade em relação ao real e o que ficará mais escuro do que o real (subexposto) ou mais claro do que o real (superexposto).
Na maioria das situações aceita-se a perda de detalhes devido à subexposição mas não devido à superexposição. No entanto deve ser ressaltado que a visão artística do fotógrafo pode contrariar todas as regras na obtenção do registro mais fiel à realidade, propositadamente superexpondo ou subexpondo determinadas áreas na imagem, sejam elas importantes ou não na composição da cena.
Para moldar esse resultado, o fotógrafo lança mão de alguns recursos existentes nas câmeras, entre eles, a íris, que aumenta ou diminui a quantidade de luz que entra através da objetiva . Se o fotógrafo busca obter a reprodução mais fiel possível de determinada área na imagem, deverá regular a abertura da íris na câmera de forma a dosar corretamente a quantidade de luz, nem mais, nem menos, para que a textura dos objetos e pessoas dentro dessa área possa ser identificada com o maior nível de detalhamento possível.
É possível fazer isso diretamente nas câmeras com sensores eletrônicos (CCDs / CMOSs), e de maneira indireta nas câmeras com película, ajustando a íris de acordo com o aspecto da imagem visualizada - algumas câmeras de cinema avançadas podem exibir a imagem a ser gravada em um visor digital, mimetizando o que seria o registro feito na película, permitindo assim ajustes na exposição. No entanto esse ajuste nunca é preciso, pois depende de diversos fatores inerentes ao olho humano, desde reflexos indesejados muitas vezes existentes e não percebidos no visor da câmera até a própria concentração do fotógrafo em trabalhos demorados, entre diversos outros. Para facilitar a tarefa, foram criados os fotômetros, aparelhos que medem a luz permitindo um ajuste do tipo "quanto mais luz, mais fechada deverá estar a íris" e vice-versa.
Se essa luz atinge um espelho em uma parede por exemplo e volta para a câmera, é ela na sua totalidade quem vai impressionar o negativo ou o sensor CCD / CMOS. Portanto, é possível indicar um determinado valor de abertura de íris para que uma inscrição feita com uma caneta de ponta grossa na superfície desse espelho consiga ser registrada não como um borrão claro na imagem, mas com o detalhe visual do traço marcado. Esse valor faz parte de uma tabela de exposição, onde a cada intensidade de luz corresponde uma determinada abertura. Com essa abertura o espelho não ficará nem superexposto nem subexposto.
Na determinação dessa equação (luz = abertura x) entra um outro fator: a sensibilidade do filme ou do sensor. Se este filme ou sensor forem pouco sensíveis à luz, para obter-se a mesma exposição uma abertura maior será necessária. De forma contrária, se forem muito sensíveis, uma abertura menor será a correta. Assim, um parâmetro utilizado na montagem de uma tabela relacionando intensidade de luz x abertura deve ser a sensibilidade da câmera. E não só ele: um outro parâmetro será a velocidade do obturador : quanto maior, menos luz será registrada, quanto menor, mais luz. Assim constroem-se tabelas utilizadas pelos fotômetros: para determinar a exposição correta de uma cena, deve-se ajustar alguns parâmetros no fotômetro: a sensibilidade da câmera (medida em ASA ou ISO) e a velocidade de obturador utilizada. A seguir, faz-se com que a luz que ilumina o objeto ou pessoa a ser fotografado seja registrada pelo fotômetro. Ele fará um cálculo interno relacionando intensidade de luz com sensibilidade da câmera e velocidade, e informará a abertura a ser ajustada na íris da câmera.
Essa forma de registro - captar através do fotômetro a luz que atinge o objeto ou pessoa na cena - chama-se fotometria de luz incidente, pois trabalha-se com a luz que incide sobre esse objeto ou pessoa.
Existe outro posicionamento no entanto para o aparelho: colocá-lo de frente para o objeto ou pessoa, ou seja, na perspectiva que a câmera terá da imagem. Nesta situação, ele estará "lendo" a luz refletida por esse objeto ou pessoa e essa forma de registro chama-se fotometria de luz refletida.
No exemplo do espelho acima mencionado, as leituras efetuadas de uma forma ou de outra serão as mesmas, desde que o espelho seja grande o suficiente para cobrir com sua área toda a leitura do fotômetro, pois irá refletir 100% da luz que o atinge (descontando uma parcela ínfima absorvida pelo vidro do mesmo). Mas, se ao lado desse espelho for colocada uma placa pintada na cor preto fosco ou recoberta com veludo preto, e tanto o espelho como essa placa tiverem área igual, o fotômetro, ao ser apontado para esses 2 objetos, se posicionado precisamente na linha divisória entre os dois, ao fazer a leitura da luz refletida irá anotar menos luz do que ao fazer a leitura da luz incidente. Assim, irá indicar uma abertura maior, acarretando a superexposição da imagem do espelho. Pode-se verificar também nesse caso que a imagem da placa negra ficará mais clara do que deveria.
Isso mostra que, nas situações reais, ao ser o fotômetro apontado para determinada cena, o mesmo faz uma leitura geral da luminosidade refletida por todos os objetos e pessoas ali existentes. Na maioria das cenas a exposição aproximar-se-á de um valor ideal correto, porém, havendo predominância de objetos muito brilhantes ou muito escuros, ocorrerá o desvio, como mencionado acima. Este é o fotômetro existente em muitas câmeras, embutido dentro das mesmas: faz a leitura de luz refletida. As imagens no geral ficam bem expostas, mas nas situações de exceção, não. A figura abaixo ilustra as duas formas de medição:
Existe uma terceira forma de medir uma cena que apresente contraste utilizando a luz refletida: ao invés de apontar-se o fotômetro para a área toda, abrangendo tanto áreas claras como escuras, opta-se por fazer o fotômetro "enxergar" somente a área mais clara ou então a mais escura e a seguir, lê-se sua indicação. Esta será a indicação a ser utilizada, se o que se deseja é expor corretamente este pedaço da imagem.
Para que isso seja possível, é preciso "esconder" do fotômetro todas as áreas que não importam, o que é feito através de um pequeno tubo munido de lentes . Na verdade, aproxima-se a imagem no visor enquadrando somente a área desejada. Este tipo de fotômetro chama-se spot meter, ou seja, aparelho que faz a medição por pontos (spot), não geral. A figura abaixo ilustra um fotômetro do tipo spot meter da empresa Cambron:
De todas as medições portanto, a mais precisa e fiel é a feita com a luz incidente. No entanto, nem sempre medir a luz incidente é prático, pois existem situações em que isso é absolutamente impraticável, como no caso de animais selvagens por exemplo. Nestes casos, recorre-se à medição da luz refletida. A teoria das zonas também pode ser excelente auxiliar.
É comum os fotômetros possibilitarem os dois tipos de leitura, de luz incidente e de luz refletida - muitos acrescentam também a função spot meter. Para fazer a leitura de luz incidente, como esta pode provir de várias direções, o fotômetro possui uma semi-esfera translúcida, saltada para fora, como pode ser visto no modelo abaixo, da empresa Sekonic. A esfera serve para concentrar os raios de luz que chegam a partir de diversas direções:
Esse mesmo aparelho também funciona como fotômetro de luz refletida - basta apontar sua esfera para a luz refletida na cena, ao invés de apontá-lo para a luz que ali incide. E também funciona, neste modelo, como spot meter - através do tubo horizontal que pode ser visto no sentido longitudinal no aparelho.
Com qualquer um desses aparelhos e com qualquer forma de medição da luz - incidente ou refletida - o objetivo, como visto, é obter uma indicação de valor de abertura de íris na câmera que propicie a exposição correta da área analisada. O fotômetro resolve uma equação onde a entrada é a intensidade da luz; aplica sobre este valor 2 parâmetros (como se fossem pesos ponderando algumas variáveis) - a velocidade de obturação e a sensibilidade da câmera e determina um valor de abertura como saída.
No entanto é preciso uma base de referência do que é considerado exposição correta e do que não é, ou seja, do que é superexposição ou subexposição. Essa base de referência é o tom de cinza 18%, presente em um cartão conhecido como gray card (ou "cartão de cinza").
Todos os fotômetros são ajustados para, na equação acima descrita, gerar um valor de abertura que faça com que a área a ser registrada no filme ou sensor fique com a aparência desse tom de cinza. Assim, se na fotometragem de luz refletida for medida a luz geral refletida pelos diversos objetos e pessoas na cena, a média dessa luz será aproximada do tom de cinza 18% pelo fotômetro (mais acuradamente, 12% conforme explanado no tópico gray card). Na fotometragem com luz incidente também, lembrando que este ajuste é mais preciso do que do da luz refletida geral. E se algum elemento de uma cena com muitos contrastes deve se exposto corretamente em detrimento dos demais, mesmos que os demais fiquem superexpostos ou subexpostos, a fotometragem com o spot meter pode ser utilizada, permitindo o ajuste específico para essa área na imagem.
Mais uma vez em referência à teoria das zonas, a área principal da imagem - o rosto de uma pessoa por exemplo - sendo corretamente exposta (com auxílio da fotometragem de luz incidente ou com o spot meter) ter-se-á as demais áreas adequadamente dispostas nas diversas gradações de contraste da escala. No exemplo da luz refletida pelo espelho mencionado anteriormente, o mesmo terá sua imagem reproduzida como um tom de cinza 18% quando fotometrado diretamente. Se for desejada sua superexposição, basta aumentar o valor de abertura da íris.
fotômetro de luz incidente tipo de fotômetro que mede a luz que incide nos objetos e pessoas, para a partir dela determinar o valor de abertura de íris a ser utilizado no ajuste da câmera.
fotômetro de luz refletida tipo de fotômetro que mede a luz refletida pelas objetos e pessoas, para a partir dela determinar o valor de abertura de íris a ser utilizado no ajuste da câmera. É normalmente encontrado embutido dentro das câmeras, mas pode existir na forma de um aparelho independente.
Frame aspect ratio é a proporção entre a altura e a largura de uma determinada imagem. A proporção tradicionalmente utilizada em TV e no fotograma normal de uma película cinematográfica de 35mm é 4:3 (quatro unidades de largura por três de altura); existem no entanto outras proporções padronizadas para imagens de cinema e vídeo, como as utilizadas em HDTV e as utilizadas em cinema widescreen.
Frame Movie mode este processo, desenvolvido pela Panasonic e posteriormente utilizado também pela Canon, intermediário entre o interlace e o progressive scan , é às vezes chamado pseudo-progressive e utiliza a leitura padrão no modo interlaced do CCD e um 'truque' posterior para imitar o modo progressive, denominado vertical pixel shift (Frame Movie). Câmeras com esta função conseguem gravar um sinal interlaced sem porém apresentar os problemas decorrentes da diferença no tempo de captura entre um campo e outro. A qualidade da imagem final é intermediária entre a do processo tradicional interlaced e a do processo progressive. Do mesmo modo que a função progressive scan, a função Frame Movie também é útil na geração de imagens estáticas (fotos, geralmente no formato JPEG) a partir do conteúdo gravado na fita.
Frame size o mesmo que Frame aspect ratio.
gray card (cartão de cinza) na medição da intensidade de luz de uma determinada cena com a finalidade de efetuar o ajuste correto ou o desejado de exposição , muitas vezes é utilizado como auxílio um fotômetro do tipo luz refletida. A maioria das câmeras também possui fotômetros embutidos deste tipo. Se o objetivo for fazer uma medição da cena tentando expor corretamente tanto as áreas mais claras quanto as mais escuras, é possível que algumas tonalidades intermediárias não existam nesse cenário real, ou mesmo algumas relacionadas aos extremos claro-escuro. Pode-se neste caso apontar a câmera, ao invés de para o cenário, para um cartão que contenha uma tonalidade média de cinza.
Ao se imprimir uma escala de graduações de valores de cinza, onde em um dos extremos tem-se o branco total (fora da área cinza) e no outro extremo o preto total (fora da área cinza), em seu ponto médio a tonalidade existente será a do cinza médio. Medições experimentais determinam que a porcentagem de luz refletida por essa zona de cinza médio é de 18%, valor conhecido como cinza médio, ou neutro (neutral gray). Fabricantes comercializam cartões de cinza 18%: ao determinar a exposição para essa área média, o resultado esperado é a exposição adequada na maioria das zonas vizinhas, tanto mais claras como as mais escuras. O cartão deve ser colocado dentro da cena, ficando sujeito à mesma iluminação que as pessoas / objetos ali existentes. A figura abaixo mostra um cartão de cinza comercializado pela Kodak (a área amarela não faz parte do cartão):

Sua área principal possui um tom de cinza com 18% de grau de reflexão e suas bordas contém faixas brancas (90%) e pretas (3%). Sua superfície recebe tratamento especial para minimizar o brilho e com isso a reflexão excessiva da luz que a atinge; a tonalidade cinza médio possui um nível correto de reflexão da luz; se por exemplo o cartão for recoberto com um plástico transparente (plastificado) refletirá mais luz do que 18% tornando inválido seu uso. É possível entender a importância desse fato imaginando o cartão recoberto por um vidro plano: conforme o ângulo em que é visto, ocorrerá reflexão de mais de 90% da luz que o atinge. Desta forma, deve ser impresso com técnicas apuradas e pigmentos especiais, daí seu preço elevado e também a impossibilidade de confecção em uma impressora doméstica comum de computador. Além da questão da textura em si, o posicionamento do cartão também é muito importante, ou seja, se colocado mais verticalmente ou mais inclinadamente em relação à fonte de luz. A orientação correta é uma inclinação de 30º em relação ao eixo da lente, para maximizar a luz refletida.
O valor de 18% provém da indústria gráfica: ao se imprimir uma escala de tons gradativamente variando do preto ao branco, a tonalidade média de cinza reflete essa porcentagem da luz que incide sobre essa escala. Na realidade o valor de referência utilizado pelos fotômetros não é 18% da escala de cinza impressa e sim 12% . Essa diferença ocorre porque eles são ajustados com base no conceito de luminosidade, não no de refletividade utilizado no papel. No padrão ANSI, a luminosidade média de uma fonte de luz (situada entre o preto total e o branco total) produz um número que, traduzido para o conceito de refletividade no papel, resulta no valor 12%, não 18%.
Assim, para obter-se a exposição correta do tom de cinza médio com um fotômetro, por ser ele sempre calibrado através do padrão ANSI de luminosidade acima referido, o fotômetro deveria ser apontado para um cartão com 12% de refletividade, não 18% de refletividade. Essa diferença resulta em meio ponto de abertura da íris a mais para obter-se a mesma exposição. Em outras palavras, é possível perfeitamente efetuar o ajuste com o cartão de cinza tradicional 18% e após feita a leitura, diminuir meio ponto no número obtido - o que fará a íris abrir meio ponto a mais. Existem cartões de cinza 18% que trazem uma observação impressa informando sobre a conveniência desse ajuste.
histograma nome de um tipo de gráfico estatístico que mostra a distribuição da ocorrência de determinados valores na forma de barras, como no exemplo abaixo:
Em videoprodução pode ser utilizado para sinalizar diversas informações, mas seu uso mais comum é na indicação da distribuição geral de luminosidade em uma imagem digital. Quanto mais distribuída for a luminosidade na imagem, mais rica em tons e meio-tons ela será. Cabe então ao fotógrafo ou cinegrafista interpretar esse gráfico e avaliar se está em acordo com o que ele quer obter da imagem, efetuando se for o caso, ajustes diversos que se reflitam na exposição, como no controle de íris ou obturador por exemplo.
Apesar de seu aspecto, aparentemente, à primeira vista, não ser intuitivo, na verdade entender o histograma de uma determinada imagem é muito simples, como esquematiza o desenho abaixo:
O desenho da esquerda representa uma imagem capturada pelas lentes da câmera digital; para facilidade de entendimento foi imaginado um sensor ( CCD ou CMOS) com apenas 3x5 pixels de resolução (na realidade este número pertence à casa dos milhares). A objetiva projeta a imagem sobre esses pixels e conforme a luminosidade dos seus diversos trechos eles receberão diferentes tonalidades de luz . O desenho simula uma imagem com 5 diferentes tonalidades, da mais escura, numerada com "1" até a mais clara, numerada com "5".
À direita situa-se o mapa histograma da imagem, mostrando a distribuição dos pixels conforme suas tonalidades, da mais escura para a mais clara, em uma escala que vai do preto ao branco. Assim, pode-se ver que existem 3 pixels com intensidade luminosa "1", dois pixels com intensidade luminosa "2", um pixel com a "3", cinco pixels com a "4" e quatro pixels com a "5".
Se todos os pixels na imagem fossem completamente brancos, o histograma de luminosidade correspondente seria mostrado como:
E se todos os pixels fossem completamente pretos, o histograma seria mostrado como:

Ainda, se todos os pixels fossem da mesma intensidade correspondente à graduação 3 acima, o histograma seria mostrado como:

O que se passa na realidade é uma ampliação dessa situação ao extremo: ao invés de 5 tonalidades de luminosidade para um pixel, tem-se 255 diferentes tonalidades, onde o zero corresponde ao preto absoluto e o 255 ao branco absoluto. Assim, no modelo real, o eixo horizontal do histograma, ao invés de representar variações em uma escala de 1 a 5 como no exemplo acima, representa variações em uma escala de 0 a 255. Na imagem abaixo tem-se um histograma real, no caso, de uma imagem com predominância de tons escuros (por isso os pixels estão concentrados em regiões mais à esquerda do gráfico):
Em sua base é possível observar também uma escala de referência horizontal, na verdade trata-se da escala real, ampliada, representada de forma reduzida nas imagens acima com os números amarelos de 1 a 5.
Já o histograma abaixo é o de uma imagem bem mais clara, com uma região isolada mais escura - percebe-se o predomínio de pixels mais à direita do gráfico - o pico isolado em sua região central representa algo na imagem com tonalidade mais escura:
A sequência de imagens abaixo mostra diferentes situações reais e seus correspondentes histogramas. No primeiro deles, um close de uma das cápsulas da roda gigante London Eye, há o equilíbrio dos meios tons, pois existem mais pixels concentrados nas regiões de luminosidade média do que nos extremos claro-escuro. Olhando-se bem à direita do gráfico percebe-se uma pequena barra preta vertical: no deslocamento horizontal do gráfico, esta posição corresponde à região das altas luzes, comumente referida como "branco estourado", onde perde-se toda a definição de detalhamento da imagem. Existem muito poucos pixels nessa situação, por isso essa barra não "sobe" até regiões mais altas do gráfico (referindo-se ao desenho ilustrativo inicial dos pixels numerados de 1 a 5, não existem pixels em quantidade suficiente desse tipo, na imagem, para a barra ser mais "alta" do que as demais):
Olhando-se para a região central, percebe-se uma faixa de predomínio de intensidade média: se a imagem fosse convertida para P&B, veria-se ali a região do céu azul. Mais para a esquerda, os variados tons entre o cinza médio do céu e o preto absoluto, distribuídos de forma mais ou menos harmônica. Finalmente, bem à esquerda, na região do preto absoluto, nota-se o mesmo que na região do branco absoluto: uma pequena coluna, devida, principalmente, aos elementos no interior da cápsula da roda gigante.
A segunda imagem foi manipulada de forma a diminuir-se sua luminosidade geral, tornando a imagem mais escura. Percebe-se o deslocamento no gráfico para a esquerda, predomínio da região de baixas luzes. Não há praticamente nada na região das altas luzes:
A terceira ilustração mostra exatamente o contrário: ao clarear-se a imagem o gráfico todo deslocou-se para a direita, podendo observar-se que a coluna mais à direita, "encostada" na borda lateral direita do gráfico (indicativo do "branco estourado") cresceu em tamanho, resultado do clareamento da imagem. Por outro lado, o interior da cápsula agora pode ser observado de forma mais precisa, principalmente seu teto. O que confirma que uma imagem é formada por contrastes, não sendo possível uma correta exposição em todas suas partes na maioria das vezes, tendo-se que optar por superexpor ou subexpor determinadas partes em detrimento de outras:
O resultado acima poderia ser obtido através da manipulação da íris na câmera, abrindo-a ou fechando-a determinado número de pontos ( stops ). O resultado a ser perseguido depende do resultado desejado pelo fotógrafo, onde nem sempre superexposição e subexposição são considerados erros e sim podem ter sido desejados propositadamente para obter-se determinado "look" na imagem.
O histograma auxilia mostrando a distribuição proporcional na imagem das regiões de altas e baixas luzes. Na ilustração abaixo a imagem de um gradiente de variação indo do preto absoluto ao branco absoluto é mostrada pelo histograma - as curvaturas do lado esquerdo e direito mostram que as áreas muito claras e as áreas muito escuras não dominam a imagem e sim as áreas de meio-tons:
A interpretação do histograma tem que ser feita levando-se em conta que o mesmo não mostra a quantidade de pixels em determinada situação de luminosidade expressa como "área" na imagem e sim a distribuição dos mesmos dentro das variações possíveis de 0 a 255 da escala. Como exemplo, abaixo tem-se o histograma de uma imagem de uma estátua, enquadrada de baixo para cima, onde a mesma ocupa um pequeno trecho na imagem, sendo o restante, o fundo, o céu por trás da mesma:
Ocorre que para expor corretamente a superfície da estátua, optou-se por abrir bastante a íris, superexpondo o céu ao fundo. O histograma mostra a área do céu sem detalhamento (não aparecem nuvens e até mesmo a cor azul original não está presente), uma situação de estouro do branco indicada pela seta vermelha. Assim, o que deve ser observado no gráfico para identificar essa situação é a estreita coluna à direita, que eleva-se até o alto porque existe uma predominância percentual de áreas desse tipo na imagem. Em outras palavras, se não existisse a estátua na imagem, a coluna da direita iria permanecer com o mesmo tamanho em termos de "largura", ou seja, ela não é proporcional à área ocupada na imagem e sim à distribuição dos pixels em termos de claridade na imagem.
A imagem abaixo é uma imagem noturna; nesta imagem, de um dos lançamentos do ônibus espacial, as áreas escuras predominam, no entanto existe superexposição na região de combustão dos foguetes, o que é aceitável, mostrando por contraste a intensidade do fogo no local:
Uma imagem escura terá portanto o gráfico de seu histograma deslocado para a esquerda, uma imagem clara deslocado para a direita e uma imagem com distribuição de tonalidades balanceada terá seu gráfico também bem distribuído. No entanto, isso não significa que uma forma ou outra esteja correta, como visto na imagem do lançamento do ônibus espacial acima. Antes disso, o correto é o que o fotógrafo deseja extrair da realidade e se deseja ser a ela o mais fiel possível terá muitas vezes que aceitar super ou subexposições em determinadas áreas.
Além da indicação da luminosidade geral em uma imagem, existem histogramas específicos para cor, mostrando a luminosidade do vermelho, do verde e do azul individualmente.
horizontal pixel shift técnica para aumentar artificialmente a captura de detalhes em câmeras com 3 CCDs sem aumentar a quantidade de pixels nos mesmos. Utilizada pela Canon, baseia-se no fato da diferente percepção do olho humano às cores básicas. O olho possui em seu interior receptores sensíveis à cores (chamados cones) e outros sensíveis à luminosidade (chamados bastonetes). Os sensíveis a cores são de 3 tipos: os sensíveis ao vermelho, os sensíveis ao verde e os sensíveis ao azul (as 3 cores básicas RGB a partir das quais é possível obter-se todas as outras cores). No entanto, entre estes 3 tipos de cones, o que percebe a cor verde é mais sensível do que os outros dois tipos: a cor verde é vista com mais clareza e facilidade do que as cores vermelha e azul. De uma forma geral, em média para uma imagem qualquer decomposta nas 3 cores, 60% dos detalhes serão percebidos na parte verde, 20% na vermelha e os outros 20% na azul.
Aproveitando-se deste fato, o CCD correspondente à cor verde é deslocado fisicamente na direção horizontal 1/2 pixel em relação ao alinhamento dos demais CCDs. Com isto, aumenta-se o sampleamento da imagem através da combinação dos sinais provenientes dos 3 CCDs. O deslocamento físico do chip sensível ao verde não acarreta problemas na percepção desta cor pelo olho humano, porque o olho é muito mais sensível à luminosidade do que à cor (por issso mesmo a resolução de cor no sinal de vídeo não necessita ser tão grande quanto à de luminosidade). Assim, uma câmera utilizando esta técnica pode obter por exemplo resolução horizontal equivalente a um CCD de 410.000 pixels utilizando CCDs de 270.000 pixels (aumento de cerca de 60%). O desenho abaixo mostra como o detalhamento da imagem (figura da direita) é aumentado:
O nome horizontal pixel shift provém do fato de se captar um dos sinais deslocado 1/2 pixel horizontalmente. A maior sensibilidade do olho humano à cor verde também é aproveitada em outra técnica para captar imagens com maior qualidade, denominada vertical pixel shift (Frame Movie).
A técnica exige tecnologia de precisão acurada na montagem do bloco óptico para permitir o deslocamento de 1/2 pixel no CCD verde em relação aos demais.
image sensor o mesmo que CCD.
Infravermelho algumas câmeras possuem uma função para permitir gravação em total ausência de luz visível. Utiliza um emissor de luz infra-vermelha para iluminar a cena, captando no CCD a imagem iluminada desta maneira e convertendo-a para luz visível na gravação. A Sony comercializa câmeras com esta característica, em um sistema denominado Nightshot ® .
interpolação quando uma foto digital é impressa, o software controlador da impressora permite opcionalmente que se amplie o tamanho da mesma, como se ela contivesse uma quantidade maior de pixels. Neste processo, denominado interpolação, novos pixels são 'criados' entre os pixels existentes através do uso de algoritmos matemáticos e com isso o tamanho da foto impressa pode ser maior. No entanto, se utilizado em escala excessiva o processo pode degradar visivelmente a qualidade da imagem.
ITU-R BT.601 código da norma editada pela divisão de radiocomunicações (Radiocommunication Sector) do International Telecommunication Union (ITU) para digitalização de imagens analógicas de vídeo, no padrão DV25. O "R" em "ITU-R" refere-se a "Radiocommunication Sector" e "´BT.601" refere-se à norma que padroniza o DV25. Anteriormente utilizava-se a denominação CCIR ao invés de ITU-R, sendo assim sinônimo o termo antigo CCIR 601. Os 2 nomes são também, algumas vezes, utilizados como sinônimos para o formato digital sem compressão D-1.
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