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Mini-DV é o formato em tamanho reduzido da fita DV standard.
Mini-DVCAM é o formato em tamanho reduzido da fita DVCAM standard
MPEG IMX formato digital profissional criado pela Sony em 2001, como evolução da família de formatos Betacam existentes. A proposta visava dispor de um formato digital que permitisse compatibilidade com todos os demais formatos, facilitando o intercâmbio de material entre estúdios e produtoras. Assim é que os equipamentos MPEG IMX são multi-formatos (Betacam), conseguindo além de gravar no próprio formato MPEG IMX, também reproduzir fitas Betacam dos tipos Betacam, Betacam SP, Betacam SX e Digital Betacam. A gravação pode ser feita em fita 1/2 pol (+/- 13mm) e também diretamente em HD (Hard Disk) em alguns modelos de videocassetes especiais. O video é comprimido em MPEG2, com alta qualidade de imagem (utiliza taxa de sampling de 4:2:2 e MPEG2 do tipo somente I-frame) e pode ser gravado com diferentes taxas de bit rate, conforme a qualidade desejada, 30Mbps, 40Mbps ou 50Mbps). Comparando-se aos dois outros formatos Betacam digitais (Betacam SX e Digital Betacam) a qualidade do MPEG IMX em 50Mbps situa-se entre os dois. O formato corresponde ao padrão D-10.
MXF (metadata) (Material eXchange Format) formato padronizado de arquivo para troca de dados de vídeo entre empresas. Arquivos MXF podem conter, além de áudio e vídeo, metadata relacionada ao material gravado. Definido pelo fórum Pro-MPEG, uma organização dedicada a prover melhorias para o formato MPEG2.
P2 (cartão P2) nome do cartão de memória utilizado em diversas câmeras da Panasonic para registrar as imagens gravadas, em substituição à tradicional fita. A primeira câmera a utilizar essa tecnologia foi a Panasonic AJ-SPX800, voltada para o segmento profissional, lançada em 2004 e gravando nos formatos DV, DVCPRO e DVCPRO50, em cartões de 2 ou 4Gb. Nos cartões de 2Gb era possível gravar 8 minutos nos formatos DV ou DVCPRO (DV25) e 4 minutos no formato DVCPRO50 - a câmera apresentava 5 slots (aberturas para encaixe) para o uso de até 5 cartões, aumentando o tempo total para 40/20min. respectivamente. Em 2005, com o lançamento do cartão de 8Gb os tempos totais acima dobraram. Nesse mesmo ano foi lançada a câmera AG-HVX200 destinada ao segmento semi-profissional, gravando no formato DVCPRO HD com 2 slots para cartões P2, além de gravar também no cartão nos formatos DVCPRO50 e DVCPRO. Adicionalmente a câmera trazia um compartimento para fita, somente para os formatos DV / DVCPRO.
O uso do formato high definition (HD) DVCPRO HD no segmento semi-profissional foi possível através da gravação nos cartões de memória, já que os mecanismos e sistemas de fita para gravação em alta densidade (DV100 no DVCPRO HD, utilizado por exemplo na câmera profissional Panasonic Varicam) eram extremamente custosos para este segmento.
O cartão P2 é na verdade formado por 4 cartões menores, do tipo flash memory SD, montados em uma estrutura metálica de alumínio onde cada cartão fica lado a lado, formando uma matriz 2x2. Os cartões são interconectados, tornando-se um espaço único de armazenamento. Assim, o primeiro cartão P2 lançado com a câmera, de 2Gb, era na verdade formado através de 4 cartões de 500Mb interconectados. O cartão de 4Gb, por 4 cartões de 1Gb, o de 8Gb por 4 cartões de 2Gb, o de 16 por 4 cartões de 4Gb e assim por diante, com novos cartões com maior capacidade sendo lançados à medida que cartões de memória SD tornam-se capazes de armazenar mais dados.
A figura abaixo mostra um cartão P2:

Como memória sólida, sua estrutura metálica é robusta e resistente a limites extremos de temperatura ou choques físicos (até 15 vezes a força da gravidade), suportando até 100.000 regravações. Cartões de memória do tipo solid-state como o P2 são também resistentes a variações de temperatura, umidade, condensação (situação comum em câmeras que trabalham com fita quando deslocadas entre ambientes com temperaturas muito diferentes), vibração, campos magnéticos, raios-X, poeira e outros elementos potencialmente danosos para fitas ou discos HD / ópticos.
Um dos atrativos da tecnologia de gravação em memória, como ocorre também em câmeras destinadas ao segmento consumidor gravando em outros formatos como o MPEG2 por exemplo, é a ausência de partes móveis (como os requeridos para acionar discos ou fitas), permitindo, além da operação silenciosa, o início imediato da gravação. A tecnologia P2 permite modos de operação impossíveis com fita, como por exemplo a gravação contínua em loop: ao preencher totalmente o cartão, a câmera pode ser instruída (via opção de menu) a continuar gravando e sobrepondo o conteúdo anteriormente gravado, função útil como câmera auxiliar em coberturas de esportes e determinados tipos de notícias e eventos.
Câmeras P2 possuem mais de 1 slot para encaixe do cartão P2, permitindo que um deles possa ser retirado para ser descarregado enquanto a gravação prossegue, sem perda de frames (quadros), de modo automático, no outro cartão. Essa função (denominada hot swappable) permite a gravação contínua, o que não é possível em câmeras com fita, uma vez que a gravação não necessita ser interrompida para troca da mídia.
Podem ser usados na forma plug-and-play em laptops ou desktops (através de um PC card slot), possibilitando acesso instantâneo às imagens para edição - são reconhecidos como drives virtuais pelos sistemas de edição-não-linear, como se fossem HDs externos conectados ao computador.

A figura acima mostra um cartão P2 sendo inserido na câmera AG-HVX200.
Palmcorder nome dado às Camcorders de tamanho reduzido (cabem literalmente na palma da mão).
PCAV (Partial Constant Angular Velocity) modo de trabalho de drives de leitura de discos ópticos, no que se refere ao modo de variação da velocidade de giro do disco.
PCI Express tipo de conexão desenvolvida para uso com o padrão ExpressCard de cartão de memória, sucessor do cartão PC Card (ou PCMCIA). Sua velocidade máxima de transferência de dados é 2,5Gbits/seg.
ProHD sistema de gravação digital voltado para os segmentos semi-profissional / profissional, criado pela JVC em 2005. Trata-se de uma adaptação própria do formato HDV, com a inclusão da gravação a 24qps no modo progressive scan (as especificações dos modos HD1 e HD2 do HDV trabalham somente com 30/60qps no modo progressive e 60qps no modo interlaced).
proxy stream arquivo de vídeo em baixa resolução, cópia de outro em maior resolução, destinado a facilitar a pesquisa de conteúdo e edição indireta do material gravado. A menor resolução possibilita pesquisa mais rápida (devido à maior velocidade de acesso às cenas gravadas), sobretudo em sistemas em rede, comuns em estúdios e produtoras. Permite também maior facilidade e rapidez na troca de conteúdos via Internet. Na edição (proxy-based) suportada por alguns programas de edição, os cortes, efeitos e remanejamento de cenas são feitos em cima do conteúdo de baixa resolução - o conteúdo em resolução normal permanece intacto durante todo o processo. O arquivo em baixa resolução pode ser gerado em diversos formatos (DV, MPEG4 e outros). A manipulação dos dados desta forma torna-se também mais rápida. Ao término do processo de edição, é feita a renderização do material original, conforme o trabalho efetuado sobre o material em proxy. Este tipo de edição é uma das alternativas ao manuseio de conteúdos em alta definição (HD), em computadores menos potentes.
PsF(Progressive Segmented Frame) câmeras de vídeo que gravam 24qps progressivos em fita normalmente o fazem através da técnica de Pull Down, para que o conteúdo fique de acordo com padrões como o NTSC por exemplo. Assim, embora existam realmente na fita os 24 frames capturados pela cãmera, existem também alguns frames duplicados (na cadência estabelecida pelo Pull Down) para que o conteúdo fique conforme com o padrão exigido - no caso do NTSC, 30 qps. Quando este conteúdo é levado para edição-não-linear, ao informar que o mesmo foi gravado utilizando a técnica do Pull Down o software retira os frames duplicados, fazendo o processo oposto.
Alguns formatos de vídeo no entanto permitem a gravação direta dos 24 frames/seg em fita, sem utilizar Pull Down. Formatos como o HDCAM da Sony utilizado em suas câmeras CineAlta ou o HD gravado pela câmera Varicam da Panasonic possibilitam a gravação de exatos 24fps diretamente, gerando um conteúdo que recebe a denominação "PsF". O termo, originário da Sony, indica a gravação e/ou a transmissão de quadros progressivos segmentados em campos, os tradicionais par e ímpar. Assim como no processo utilizado na captura de vídeo em progressive scan por câmeras SD, onde após armazenado em um buffer de memória o quadro montado progressivamente é desmontado tendo suas linhas pares e ímpares gravadas em campos separados, o mesmo acontece para os 24 quadros progressivos na técnica PsF.
Tem-se então a forma denominada 24PsF. E se compatibilidade com o padrão NTSC for requerida, o sinal pode ser gravado a uma velocidade ligeiramente menor, 23,97qps, desmontado da mesma forma, tendo-se então a forma 23,97PsF.
Essas câmeras geralmente possuem a opção de escolha entre 24p e 23,97p. O primeiro destina-se ao uso do conteúdo capturado em vídeo para transferência em películas cinematográficas (processo denominado transfer) e o segundo para o uso do conteúdo de vídeo em aplicações que permanecerão na mesma forma, voltadas para imagens exibidas na forma progressive scan. No caso monitores que trabalham na forma progressive fazem a reunião dos 2 campos em um único quadro, fazendo então a exibição progressiva quadro a quadro.
Pull Down (2:3) técnica utilizada por determinadas câmeras de vídeo que fazem a captação da imagem com frame rate igual a 24quadros / segundo, no modo progressive scan, para poderem gravar o conteúdo em uma fita no padrão interlaced (30 quadros / segundo p.ex., como no padrão NTSC). Também é utilizado, de maneira inversa, em DVD-players com função progressive scan, para recuperar os quadros originais do filme.
O modo progressive scan não gera campos e sim quadros completos. Para efetuar a gravação é necessário desmembrar os quadros progressivos em campos entrelaçados, o que é efetuado através de um mecanismo semelhante ao utilizado no telecine. Este mecanismo denomina-se Pull Down (em referência ao filme ser puxado (pull) para baixo (down) no projetor, como mostra a figura:

Os quadros capturados vão sendo armazenados em um buffer de memória dentro da câmera. Quando, ao final de 1/24 seg. estão completos, são descarregados para a fita. Nesse momento, a câmera grava somente as linhas ímpares, depois somente as pares, depois as ímpares do quadro seguinte, e assim por diante. É utilizada portanto a cadência 2:3:2:3.., a mesma do telecine.
Os quadros assim montados passam a seguir pelo processo de digitalização, onde é efetuada a amostragem da imagem, a digitalização e sua compressão para ser efetuada a gravação na fita. Nesse processo (que ocorre ainda dentro da câmera), os campos são adicionados 2 a 2 e o quadro todo é comprimido, no caso de um formato que utilize compressão intra-frame, como o DV por exemplo, ou o HDV (compressão intra-frame seguida de compressão inter-frame.
A figura abaixo mostra que para alguns quadros, são combinados campos provenientes do mesmo quadro, como em AA, em BB e em DD. E que para outros quadros, como em BC e CD, são combinados campos provenientes de quadros diferentes:

Ao entrelaçar linhas provenientes de quadros diferentes, se estes quadros apresentarem muita movimentação na imagem, os campos de um e de outro ficarão muito diferentes, linha após linha, com pouca homogeneidade:

em AA, tem-se homogeneidade de linhas, o que já não acontece em BC. Os algoritmos utilizados nos processos de compressão tem dificuldade maior para comprimir quadros heterogêneos do que quadros homogêneos. Neste caso são empregadas técnicas específicas para esta situação, que podem, conforme o caso, acarretar degradação da imagem.
Quando o conteúdo gravado na fita é levado para edição-não-linear, é efetuado um processo inverso para recuperar os quadros originais progressivos capturados em 24qps pela câmera. Para os quadros homogêneos, como AA na figura abaixo, a montagem é direta, basta copiá-los para gerar o quadro A:

No entanto, para gerar o quadro C a situação é diferente, pois suas informações estão misturadas em dois quadros diferentes, BC e CD. Assim, estes dois quadros tem que sofrer um processo de descompressão para que as linhas sejam separadas e a seguir outro processo de compressão, para gerar o quadro C.
Este é um segundo fator provável de degradação no processo. Se for desejada a transferência deste conteúdo para película cinematográfica (transfer), o fato pode prejudicar a qualidade da imagem. Se, no entanto, o conteúdo for permanecer em vídeo, o problema não torna-se aparente. No primeiro caso, a solução é utilizar, na câmera, a opção Pull Down Advanced (2:3) (quando disponível). E também, na edição, o programa tem que estar preparado para tratar este processo, que difere do Pull Down tradicional.
No segundo caso, o conteúdo gerado ficará com aspecto film look no que se refere à movimentação das imagens (batimento), sendo muitas vezes utilizado para esse fim. Por outro lado, um conteúdo deste tipo (sem ser feita a retirada dos quadros inseridos pelo Pull Down) pode ser editado juntamente com conteúdo proveniente de película cinematográfica, que tenha passado pelo mesmo processo para conversão filme / vídeo (o mesmo do telecine, porém tendo seu conteúdo gravado ao invés de somente transmitido pela TV).
Pull Down Advanced (2:3) melhoria da técnica Pull Down (2:3) utilizada por determinadas câmeras de vídeo que fazem a captação da imagem com frame rate igual a 24quadros / segundo, no modo progressive scan, para poderem gravar o conteúdo em uma fita no padrão interlaced (30 quadros / segundo p.ex., como no padrão NTSC). O Pull Down (2:3) tradicional pode ser utilizado sem problemas quando o conteúdo gerado vai permanecer em vídeo. Porém se o mesmo vai ser transferido para película cinematográfica (transfer), o modo Advanced é o mais indicado, devido aos potenciais problemas de perda de qualidade nos processos de descompressão / recompressão envolvidos na recuperação dos quadros originais captados em 24qps na câmera, quando o processo é feito na edição-não-linear.
O Pull Down Advanced trabalha de forma semelhante ao 2:3, porém invertendo a cadência de troca dos quadros, de 2:3:2:3:2:3... para 2:3:3:2:2:3:3:2....., como mostra a figura abaixo:

No processo de recuperação nos quadros efetuado durante a edição continuam existindo os quadros heterogêneos (quadro BC na figura abaixo):

No entanto, o programa de edição (se estiver preparado para tratar este tipo de Pull Down) simplesmente despreza os quadros híbridos - eles não são necessários para gerar os quadros que faltam:

Assim, eliminam-se os problemas decorrentes da descompressão / recompressão de quadros.
Existe uma diferença entre os dois tipos de Pull Down quando o conteúdo gerado não é utilizado para recriar os quadros originais captados em 24p pela câmera. Enquanto com o Pull Down o conteúdo ao ser exibido apresenta uma visualização típica do film look (para efeitos de movimentação da imagem - batimento), com o Pull Down Advanced esta visualização também ocorre, porém acompanhada de um efeito não natural na movimentação de objetos e pessoas em cena. Esse efeito, semelhante a um rápido entrecortar na fluidez original, como se o movimento fosse continuamente ligeiramente acelerado e desacelerado, aparece por exemplo quando um carro atravessa o quadro de um lado a outro, ou em cenas panorâmicas (pan) efetuadas deslocando-se a câmera de um lado para outro. Para evitar isso, pode-se utilizar o Pull Down tradicional (mais indicado para quando o conteúdo não vai sofrer transfer).
qualidade da imagem o quadro abaixo mostra diversos formatos de vídeo ordenados, em termos de qualidade de imagem, da melhor para a pior, indicando o segmento de mercado onde o mesmo é geralmente utilizado e o tipo de formato (analógico / digital); formatos diferentes dentro de um mesmo box possuem qualidade semelhante de imagem:
| formato | segmento | tipo |
| Digital Betacam | profissional | digital |
| Digital-S DVCPRO50 |
profissional profissional |
digital digital |
| DVCPRO DVCAM Mini-DV Betacam SP |
profissional profissional consumidor / semi-prof. profissional |
digital digital digital analógico |
| Digital-8 | consumidor | digital |
| SVHS Hi8 |
semi-profissional semi-profissional |
analógico analógico |
| 3/4 pol. | profissional | analógico |
| VHS 8 mm |
consumidor consumidor |
analógico analógico |
resolução de imagem x formato diferentes formatos de vídeo oferecem imagem com diferentes resoluções. A tabela abaixo mostra as resoluções horizontais de antigos formatos analógicos voltados para o segmento consumidor, além do formato DV, que abrange tanto este segmento como o semi-profissional:

Nos segmentos semi-profissional e profissional encontramos formatos com maior resolução, como mostra a tabela abaixo, onde o ponto de partida é a família de formatos DV. A tabela exibe alguns dos muitos formatos existentes, notadamente os de alta resolução (HD):

A coluna da esquerda relaciona os formatos, dos mais conhecidos no meio semi-profissional ao considerado de melhor qualidade no segmento comercial (HDCAM SR). A coluna seguinte à direita exibe sua classificação em termos de padrão de resolução, SD e HD , podendo-se observar o critério resolução vertical representado pelo número de linhas maior do que 400 para os formatos HD. A coluna seguinte mostra suas resoluções na mídia em que são gravados (disco, fita, memória sólida, hard disk) em quantidade de pixels.
O grupo HD possui 2 tipos de resolução vertical, 720 e 1080 linhas. No tocante à resolução horizontal observa-se que muitos formatos fazem uma compressão de sinal na gravação, reduzindo-a a valores como 1440 por exemplo, enquanto outros não efetuam redução alguma, registrando o sinal com a resolução full de 1920 pixels - processo este utilizado para redução de espaço no armazenamento. No entanto, na reprodução todos do tipo HD exibem a resolução máxima (1280 ou 1920 pixels) e os que a comprimem na gravação obtém os valores máximos na reprodução através de seus codecs de exibição que efetuam um processo de interpolação para aumentar a resolução.
Mais à direita na tabela pode-se ver os tipos de compressão empregados nesses formatos, compressão intra-frame ou multi-frame, esta última também conhecida como inter-frame. A compressão inter-frame comprime de uma só vez blocos (GOPs) de vários quadros no formato MPEG2; no caso do HDV, cada bloco contém 15 quadros. A compressão intra-frame faz a compressão quadro a quadro, e no caso do HDCAM SR, o conteúdo é comprimido utilizando o codec MPEG4, mais eficiente e avançado do que o MPEG2.
A coluna seguinte mostra o valor de bit depth (color depth) para cada um dos formatos listados: quanto maior esse valor, maior o intervalo de variação de cores e tonalidades possível de ser representado. À direita, os valores para color subsampling, a sub-amostragem de cor efetuada para economizar espaço no conteúdo gerado pela câmera. O formato HDCAM SR não faz sub-amostragem alguma de cor, daí a representação 4:4:4. À direita, a taxa de bits no sinal (bit rate) utilizada em cada formato.
A grande compressão que se sobressai no formato HDV deve-se ao codec MPEG2, que produz uma taxa de bits idêntica a dos formatos DV (para o HDV tipo 1140x1080), de 25Mbit/seg, o que explica o mesmo tempo ocupado na fita de 60minutos, tanto para o sinal DV como para o HDV .
SVHS (Super VHS) formato analógico utilizado no segmento semi-profissional. Desenvolvido pela Matsushita (JVC) em 1987, foi introduzido como melhoria do formato VHS, utilizando, ao invés do sinal composto como no VHS, o sinal Y/C. O tipo de fita utilizado, apesar de idêntico em dimensões ao utilizado no formato VHS (1/2 pol (+/- 13 mm)) difere em sua composição, utilizando maior coercividade magnética para ser capaz de registrar os sinais de maior resolução horizontal deste formato, 400 linhas, quase o dobro da do formato VHS. Assim, é possível gravar sinais no formato VHS em uma fita SVHS, mas o contrário não apresenta resultado satisfatório. A parte de luminância do sinal tem largura de banda 60% maior do que a do formato VHS; com isso a imagem ganha maior detalhamento e consequentemente maior resolução horizontal.
Externamente a fita é idêntica à do formato VHS, exceto por uma perfuração a mais no estojo para indicar para o VCR ou câmera que trata-se de uma fita S-VHS e não VHS. O sinal trafega para dentro e para fora do equipamento através de conectores S-Vídeo. O sinal Y/C acarreta menor perda na cópia, daí ser este formato melhor para edição, e, por esta entre outras razões, é utilizado no lugar do VHS para captação de imagens destinadas a edição e geração consequente de cópias finais. O formato suporta Timecode do tipo LTC (Longitudinal Time Code), gravado em uma de suas trilhas longitudinais de som e também o tipo VITC (Vertical Interval Time Code), gravado pela cabeça de vídeo juntamente com a informação de pulso vertical do sinal (o que indica que um campo terminou de ser desenhado e deve-se voltar ao topo do quadro para o desenho de uma nova linha). Estes tipos de Timecode são muito utilizados em edição linear.
SVHS-C (Super VHS Compact) formato analógico utilizado no segmento semi-profissional. Criado pela JVC em 1989, possui as mesmas características que o formato SVHS, inclusive disposição das trilhas, exceto o tamanho da fita, reduzida em seu comprimento (não largura), acarretando com isso um cassete com tamanho também reduzido e com isso câmeras mais leves e compactas. Com isso o tempo de gravação por fita ficou limitado a 30 minutos. O cassete SVHS-C pode ser inserido em um adaptador especial (com dimensões idênticas às do cassete VHS) que possibilita sua utilização em um equipamentos SVHS. Em 2000 a JVC criou a tecnologia ET (Expansion Technology) que passsou a possibilitar a gravação de sinais Y/C em fitas VHS-C comuns. Com o surgimento e popularizaçao do formato DV, que também usa fita de proporções pequenas, este formato tende a desaparecer do mercado.
telecine (transfer film to tape) processo utilizado para exibir um filme na TV ou então gravá-lo em vídeo. Existe uma diferença na cadência de apresentação das imagens que precisa ser solucionada, uma vez que o cinema utiliza 24 quadros por segundo e o vídeo (formato NTSC), 30 quadros por segundo. No sistema tradicional utilizado em emissoras de TV a cadência entre as duas mídias é ajustada através do uso de um obturador especial no projetor do filme que faz com que, embora continuem a serem apresentados 24 quadros diferentes a cada segundo, efetue-se repetições do mesmo quadro (três vezes seguidas, depois duas, depois três e assim por diante) de modo que ao término de 1 segundo tenham-se os 60 campos do sinal de vídeo (NTSC) e portanto a cadência de 30 qps seja obtida. Este processo, também utilizado para transferir filmes para fitas de vídeo ou DVDs é conhecido como Pull Down (2:3).
SxS tipo de cartão de memória sólida desenvolvido em conjunto pela Sony e SanDisk em 2007, para uso no formato XDCAM EX criado pela Sony no mesmo ano. O cartão segue o padrão ExpressCard para cartões de memória em microcomputadores, sucessor do tradicional PC Card (também conhecido como PCMCIA). Do mesmo modo que este, pode ser conectado diretamente ao computador, no caso, através de uma porta de alta velocidade denominada PCI Express. A taxa máxima de transferência de dados deste tipo de conexão é de 2,5Gbits/seg, duas vezes mais rápida do que a do cartão PC Card. No caso do cartão SxS, a velocidade utilizada é de 800Mbits/seg. As dimensões físicas dos cartões ExpressCard correspondem à metade das do cartão PC Card. São disponíveis cartões de 8 e 16Gb, prevendo-se maiores capacidades desenvolvidas ao longo do tempo. A figura abaixo mostra um cartão SxS:

U-Matic o mesmo que 3/4 pol . Formato analógico utilizado no segmento profissional, criado em 1970 e dominante nessa década. Utiliza fita de 3/4 pol (+/- 20 mm). Foi o primeiro formato utilizado largamente com fita em cassete ao invés de carretéis. Na época, a Sony era líder na fabricação de equipamentos neste formato. Uma versão melhorada deste formato, com melhor resolução de cor, foi lançada alguns anos mais tarde. As duas versões passaram então a denominar-se U-Matic LB (Low Band) e U-Matic HB (High Band).
U-Matic LB versão do U-Matic com menor resolução de cor.
U-Matic HB versão do U-Matic com maior resolução de cor.
U-Matic SP versão do U-Matic HB com maior resolução de luminosidade.
VCR (Video Cassete Recorder) video-cassete recorder, nome dado a gravadores de formatos de vídeo em fita.
VHS (Video Home System). Formato analógico desenvolvido pela Matsushita e licenciado pela JVC em 1976, foi o segundo formato criado para o segmento consumidor, após o Betamax da Sony. Utiliza fita de 1/2 pol (12,7 mm) em um cassete com 188 x 104 x 25mm. A primeira camcorder VHS no entanto foi criada somente em 1985. Este formato, por ser bastante comum na maioria das residências, é muito utilizado para distribuição de cópias de originais captados em outros formatos de maior resolução.
É um formato com baixo limite de resolução horizontal , em torno de 250 linhas. O sinal gravado neste tipo de fita é um sinal composto, trafegado para dentro e fora do equipamento através de conectores do tipo RCA (geralmente na cor padrão amarelo). O som, que inicialmente, durante vários anos, só podia ser gravado separadamente em uma trilha longitudinal ao longo da fita, ganhou posteriormente a possibilidade de também poder ser gravado junto com a trilha de vídeo (em um processo chamado depth multiplexing) e com isso a característica de poder ser Hi-Fi.
VHS-C (VHS Compact) formato analógico utilizado no segmento semi-profissional. Criado pela JVC em 1983 como VideoMovie, passou a ser chamado VHS-C pela própria JVC a partir de 1985. Possui as mesmas características que o formato VHS, (inclusive disposição das trilhas) exceto pelo tamanho da fita, reduzida em seu comprimento (não largura), acarretando com isso um cassete com tamanho também reduzido e com isso câmeras mais leves e compactas. Com isso o tempo de gravação por fita ficou limitado a 30 minutos (40 minutos em algumas versões de fita com espessura mais fina). O cassete VHS-C pode ser inserido em um adaptador especial (com dimensões idênticas às do cassete VHS) que possibilita sua utilização em um equipamentos VHS.
VTR (Video Tape Recorder) o mesmo que VCR.
W-VHS formato analógico profissional de alta definição, criado pela JVC em 1994. Utiliza cassete idêntico ao do formato VHS. Permite a gravação de sinal do tipo vídeo componentes com 1125 linhas, do tipo NTSC com o dobro de resolução ou de dois sinais de vídeo simultâneos (utilizados em criação de efeitos especiais).
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