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HDV (High Definition Digital Video) formato digital utilizado nos segmentos consumidor e semi-profissional. Proposto pela JVC em 2003, recebeu a adesão da Canon, Sharp e Sony para o estabelecimento de suas especificações, com o objetivo de criar um formato HD voltado para esses segmentos.
Ao contrário dos sistemas convencionais, onde diferentes formatos de vídeo possuem diferentes valores de resolução horizontal mas mantém a mesma resolução vertical (para compatibilidade com os padrões tradicionais NTSC, PAL e SECAM), nos sistemas de alta definição, como o HDV e o HDTV a resolução vertical não segue os valores tradicionais, possuindo um número maior de linhas.
O aspect ratio utilizado neste formato é do tipo widescreen , na proporção 16x9 nativamente, ou seja, cada quadro é armazenado na fita com uma quantidade maior de pixels na dimensão horizontal do que na dimensão vertical (ao contrário do widescreen obtido com sistemas tradicionais no formato 4:3 - exceto no sistema óptico que utiliza uma lente especial para comprimir a imagem - onde ou a imagem é cortada acima e abaixo do quadro widescreen embutido no quadro 4:3 ou é feita simulação eletrônica da lente compressora, processos que acarretam perda de definição).
Embora seu sinal possa ser exibido em TVs comuns do tipo SD, seu objetivo é exibir uma imagem no formato 16:9 de alta resolução (HD) em TVs de alta definição (plasma, LCD, CRT, projetores DLP e outros). Em equipamentos comuns SD, a maior qualidade da sua imagem não é perceptível, sendo comparável à imagem de câmeras comuns SD (como Mini-DV por exemplo) de 3 CCDs.
É um formato aberto, como o DV, ou seja, uma fita gravada em HDV pode ser reproduzida em equipamentos HDV de diferentes fabricantes.
O formato HDV permite a gravação de imagens com 720 linhas de resolução vertical , no modo progressive scan a 24, 30 (padrão HD1) ou 60 quadros/seg e de 1080 linhas de resolução vertical no modo interlaced também, a 24 ou 30qps (padrão HD2). A imagem no padrão HD1 tem 921.600 pixels (1280 x 720) e no HD2, 1.555.200 pixels (1440 x 1080). Embora a quantidade de pixels seja maior no HD2, o fato da mesma ser no modo interlaced compensa essa superioridade (diminuir sua qualidade), fazendo com que seja equivalente à do HD1, que tem menos pixels mas é progressivo.
Os modos 24qps não existiam na versão original do HDV, tendo sido incluídos posteriormente. O modo interlaced, criado com o sistema NTSC devido, entre outros fatores, à restrição no tamanho de banda do sinal transmitido existente na década de 50, é agora utilizado para proporcionar um maior número de linhas - maior quantidade de dados, resultando em maior detalhamento e resolução das imagens. No entanto, a diferença de 1/60seg entre os campos permanece, acarretando os mesmos efeitos do sistema NTSC, como as imperfeições existentes em imagens de movimento "congeladas". O quadro abaixo mostra as possibilidades de resolução e frame rate do formato:

Versões equivalentes também existem para sistemas PAL: 720p (50), 720p (25) e 1080i (25).
O formato HDV, ao contrário do DV (gravado também no mesmo tipo de fita, em uma estratégia para reduzir custos e aumentar as possibilidades de expansão) emprega compressão MPEG2 (do tipo MPEG2 HDV) e como utiliza a mesma velocidade e track pitch do sistema DV, permite o mesmo tempo de gravação na fita (60 minutos na fita mini e 276 minutos na fita standard). Assim, da mesma forma que no formato Digital-8, criado utilizando as fitas de um formato já existente (Hi8), não existe "fita HDV". Fitas comercializadas como "HDV" são fitas Mini-DV fabricadas com um processo ME - Metal Evaporate de segunda geração, que diminui eventuais ocorrências de dropouts e aumenta sua qualidade.
O dados de imagem e som são gravados utilizando valores de fluxo de dados menores ou iguais aos empregados no formato DV: enquanto este trabalha com 25Mbps (25 milhões de bits por segundo), pertencendo à classe DV25 dos formatos DV, o HDV trabalha com 19Mbps em sua forma 720p e com 25Mbps em sua forma 1080i. No entanto, as altas taxas de compressão do formato MPEG2 permitem armazenar muito mais informações na fita do que no formato DV, mesmo utilizando fluxo de dados menor ou igual. O áudio é gravado no formato HDV em 3 opções.
Na primeira opção, com compressão, tem-se 2 trilhas de alta fidelidade, utilizando sampling de 48Khz com 16 bits (o mesmo sampling das trilhas de alta fidelidade do formato DV)e comprimido utilizando o formato ".mp2" (MPEG1 Audio Layer II). O layer II do padrão MPEG1 (".mp2") estabelece faixas de compressão do som de 6:1 a 8:1, enquanto o layer III (".mp3") estabelece faixas de 10:1 a 12:1. No entanto, para obter taxas maiores de compressão o codec utilizado tem que ser mais complexo, opção não adotada no HDV. Ainda nessa mesma opção, com compressão, é possível alternar para 2 pares de trilhas estéreo de baixa fidelidade (24Khz com 12 bits), porém no padrão MPEG2 (ao invés de MPEG1), layer II.
Na segunda opção, sem compressão, tem-se 1 ou 2 pares de trilhas estéreo no mesmo padrão PCM (Pulse Code Modulation) do formato DV (com as mesmas diferenças para 1 ou 2 pares). E na terceira opção, opção mista, tem-se a gravação simultânea de um par no padrão PCM e outro par no padrão mp2 (idem opção anterior).
A imagem no HDV é comprimida empregando a técnica multi-frame de compressão do formato MPEG2. Nesta técnica, somente alguns quadros da imagem são gravados com todas as informações, os demais contém apenas informações que permitem sua reconstrução a partir desses quadros completos. Esse processo normalmente dificulta a exibição da imagem em operações na câmera do tipo fast-forward ou slow-motion por exemplo. No HDV isto não ocorre, pois existe uma área reservada na fita para armazenar dados que propiciem a execução satisfatória dessas operações na câmera. A taxa de sampling de cor empregada é 4:2:0.
O formato HDV é compatível com o padrão IEEE-1394: a conexão de câmeras HDV a computadores é feita através do mesmo cabo FireWire utilizado no formato DV.
Hi8 (High-band 8 mm) formato analógico utilizado no segmento semi-profissional. Desenvolvido pela Sony em 1986, utiliza sinal do tipo Y/C ao invés do sinal composto (como no formato 8 mm). Utiliza o mesmo cassete de fita do formato 8 mm. Assim como no formato SVHS, também no formato Hi8 o componente luminância é aumentado em relação ao utilizado no formato 8 mm e com isso a imagem ganha maior detalhamento e consequentemente maior resolução horizontal, podendo atingir cerca de 400 linhas, a mesma do SVHS.
O sinal gravado também é do tipo Y/C como no SVHS, portanto utiliza também conectores S-Vídeo. Suporta timecode (algumas câmeras no entanto não aproveitam esse recurso). Além do sinal de som mono, gravado na mesma trilha que imagem (como no 8mm), existe um espaço reservado em suas trilhas, separado do áudio/vídeo, para a gravação de um sinal estéreo Hi-Fi que, no entanto, poucas câmeras (geralmente as mais sofisticadas) aproveitam.
Laser Disc o mesmo que LD.
letterbox o mesmo que widescreen; o nome foi criado com o lançamento do primeiro filme utilizando processo anamórfico (CinemaScope, com "The Robe", em 1953) pela 20th Century Fox, devido à semelhança do formato da imagem na tela com as dimensões de um envelope para carta comercial.
LTO (Linear Tape Open) fita magnética desenvolvida para propiciar um meio de armazenamento de dados de grande capacidade e durabilidade, além de custo baixo. Criada pela HP, IBM e Quantum como alternativa aberta (disponível para diversos fabricantes) à tecnologia proprietária DLT. Utilizada tradicionalmente em informática como meio de armazenamento para arquivo de grandes volumes de dados, em diversas empresas como Bancos e Seguradoras, passou a ser utilizada em videoprodução para guardar o conteúdo de masters após o término da edição (backup), devido à sua alta confiabilidade, durabilidade e custo.
As alternativas para armazenamento desses masters possuem problemas diversos, não existentes nas fitas LTO. Assim por exemplo, drives HD não podem ficar armazenados parados durante muito tempo e discos ópticos sofrem degradações diversas. O custo da fita LTO e o custo por byte gravado é baixíssimo quando comparado às outras mídias, além da vantagem da capacidade - menos objetos físicos a serem armazenados. Enquanto discos são melhores para dados acessados constantemente, as fitas são melhores para armazenamento longo (long term).
Dois tipos de fitas LTO foram originalmente desenvolvidos, o tipo Accelis e o tipo Ultrium. O Accelis é um cartucho tradicional, com 2 carretéis internos e fita de 8mm de largura. No entanto, perdeu popularidade para o tipo Ultrium.
O Ultrium utiliza cartucho de carretel único e fita de 1/2 pol. de largura. O drive retira a extremidade da fita de dentro do cartucho, puxando-a para fora através de um mecanismo especial e encaixando-a em um carretel externo, localizado no interior do drive, em uma adaptação do sistema tradicional de fitas utilizadas durante muitos anos pelos computadores de grande porte. O controle eletrônico computadorizado preciso no giro dos carretéis permite que os roletes-guia toquem somente no lado interno da fita, nunca em sua superfície de gravação. Além disso, não existe a figura do capstan, o pino de tração utilizado nas fitas convencionais, que pressiona a fita entre o mesmo e um rolete de borracha para puxá-la. A tensão da fita e toda sua movimentação de aceleração, desaceleração, leitura e gravação é controlada pelos motores computadorizados conectados aos carretéis (e transmitida via acoplamento ao carretel do cartucho). Dispositivos internos efetuam constantemente a limpeza da superfície da fita, garantindo seu perfeito contato com as cabeças de leitura e gravação e a integridade dos dados. Estas providências minimizam o desgaste da fita e permitem garantir um longo período de vida útil, em torno de 30 anos. O conteúdo master de um filme gravado em LTO tem equivalência, para seguradoras, a dos rolos master de película cinematográfica.
Os cartuchos Ultrium, como o exibido abaixo, possuem 10,2 cm x 10,5 cm x 2,1 cm.

O sistema permite a gravação de índices de conteúdo de arquivos na extremidade da fita; estes índices permitem a localização em grande velocidade (aceleração do motor) do conteúdo desejado, através do posicionamento no bloco / trilha específicos. Também a velocidade de gravação de conteúdo pode ser feita em tempo superior ao tempo real (tempo de um vídeo / filme por exemplo). Abaixo, imagem de um drive LTO:

Diversas gerações sucessivas da tecnologia vem propiciando capacidades cada vez maiores de armazenamento:
As capacidades acima podem ser aumentadas através de compressão, geralmente na proporção de 2:1 ou mais. No entanto, para arquivos de videoprodução não se recomenda este processo, uma vez que as imagens digitais na maioria das vezes já estão em formato comprimido (o ganho seria pequeno) e, de qualquer forma, um arquivo comprimido depende sempre de um programa para ser descomprimido, criando uma dependência que vai contra a fácil disponibilidade de recuperação dos dados armazenados. Por outro lado, os fabricantes de drives LTO garantem sempre, por norma, que os novos drives (novas gerações, conforme tabela acima) sejam capazes de ler fitas gravadas em drives de gerações anteriores.
A partir da terceira geração (LTO-3) o sistema permite a forma WORM de gravação (White Once, Ready Many). No caso de discos ópticos graváveis, o termo WORM indica o tipo de processo utilizado pelo drive que não possibilita regravações sobre conteúdo anterior gravado. No caso das fitas LTO, a regravação tecnicamente seria possível (por tratar-se de uma fita magnética), mas um mecanismo eletrônico (ativado ao ser gravada uma fita Ultrium do tipo WORM) impede-a (simulando assim o WORM dos discos ópticos graváveis), para questões de segurança e confiabilidade em se ter um conteúdo armazenado que não pode ser alterado posteriormente.
O cartucho LTO possui um chip de memória, lido pelo drive através de tecnologia de rádio frequência (RF) sem contato físico, contendo informações como o tipo de geração da fita, numeração, etc... Em computação, cartuchos armazenados em grandes bibliotecas podem ser localizados e acessados automaticamente através de robôs, aproveitando-se também dessa tecnologia: o chip pode ser lido a alguns centímetros de distância e o robô (que conhece a localização física do cartucho) pode verificar os dados de índice gravados no chip sem ter que deslocar o cartucho de seu lugar.
A gravação nos cartuchos LTO é efetuada em trilhas lineares (disposição semelhante à das trilhas de áudio de baixa fidelidade nas fitas VHS, porém em muito maior densidade). A fita é gravada em um contínuo movimento de vai-e-vem, enrolando-se e desenrolando-se completamente, até que todas as trilhas, localizadas uma acima da outra, sejam preenchidas. Cada geração apresenta maior número de trilhas, 384 trilhas na LTO-1, 512 na LTO-2, 704 na LTO-3, 1024 na LTO-4 e assim por diante. As trilhas são agrupadas em 4 faixas (bands) - cada uma sendo totalmente preenchida após uma grande quantidade de idas e voltas da fita. Na geração LTO-3 por exemplo, existem 16 cabeças de leitura / gravação no drive funcionando simultaneamente (8 nas gerações anteriores). Assim, uma fita LTO-3 é completamente preenchida com 400GB de dados em 44 etapas de enrolamento completo / desenrolamento completo (704 / 16 = 44 , trilhas / cabeças = passagens). A durabilidade prevista é da ordem de um milhão de ciclos vai e vem.
M formato analógico utilizado no segmento profissional, desenvolvido pela Panasonic em 1982. Com qualidade semelhante ao Betacam, utiliza fita de 1/2 pol (+/- 13 mm).
M-II formato analógico utilizado no segmento profissional, desenvolvido pela Panasonic em 1986 originalmente para o canal de TV japonês NHK. Com qualidade semelhante ao Betacam SP, utiliza fita de 1/2 pol (+/- 13 mm).
metadata arquivos de texto com anotações diversas relacionadas a um determinado material de vídeo, como por exemplo notas de produção (descrição dos tópicos gravados, circunstâncias, etc...), ajustes efetuados na câmera durante a gravação (abertura utilizada, ajuste de ganho - gain-up (luz), etc...), anotações de Timecode , listas EDL, dados de GPS (Global Positioning System, para registro de locações em áreas selvagens por exemplo), informações de close caption (na fase de distribuição) e muitos outros. Arquivos deste tipo podem ser gravados juntamente com o próprio vídeo, formando um "pacote" abrangente sobre a produção. Existem definições padronizadas desses pacotes, como por exemplo a MXF, facilitando a troca de dados entre empresas de videoprodução.
Micromv formato digital utilizado no segmento consumidor, criado pela Sony em 2002, utiliza compressão MPEG2 para gravar o sinal digitalizado em um cassete com dimensões 30% menores do que as do formato Mini-DV. O formato utiliza uma versão high-quality do padrão MPEG2 (um mesmo padrão pode possuir mais de uma versão, com pequenas diferenças internas que se refletem na qualidade final). A densidade de gravação em uma fita Micromv é 3 vezes maior do que a utilizada em uma fita Mini-DV, com uma taxa de transferência de dados entre a câmera e a fita de 12 Mbps (Mega = 1.000.000, Mbps = Mega bits por segundo), o que é conseguido graças à utilização de um novo tipo de cabeça magneto-resistiva de gravação / leitura.
A qualidade da imagem obtida é semelhante à do formato Mini-DV, no entanto devido às altas taxas de compressão utilizadas para gerar o sinal MPEG2 não é um formato voltado para edição. Assim como no formato Mini-DV, os cartuchos de fita Micromv possuem um chip de memória embutido (permitindo o armazenamento de diversos dados sobre as cenas capturadas). Ao contrário no entanto do formato Mini-DV, onde é opcional, no formato Micromv a presença do chip nas fitas faz parte do padrão, com 64Kb..
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