|
|
|
|
|
Informações Técnicas |
|
|
Novos
treinamentos FazendoVídeo: realizados aos sábados e domingos, com 2 dias de duração, maior tempo para parte prática e mais profundidade - aguarde, a partir de junho |
![]() |
![]() |
Blu-ray ... continua na página anterior ( clique aqui )
DLT (Digital Linear Tape) tecnologia de gravação de grandes volumes de dados em fita, utilizada em computação. Dela originou-se a versão LTO, comercializada em tecnologia aberta - disponível para diversos fabricantes (a DLT é proprietária). A fita DLT é usada tradicionalmente em videoprodução para enviar material para empresas que fazem duplicação / prensagem de DVD-Vídeos, embora hoje em dia esses bureaus também aceitem material em DVD-R / DVD+R.
DSLR Digital Single-Lens Reflex - implementação do conceito SLR em câmeras fotográficas digitais. Estas câmeras passaram a servir como alternativa a câmeras de vídeo tradicionais do segmento semi-profissional por possuírem tamanho grande de sensor (comparado ao tamanho de sensor dessas câmeras de vídeo), permitirem a troca de lentes (objetiva) em uma grande variedade de diferentes tipos (já utilizadas e conhecidas tradicionalmente em fotografia) e terem a vantagem do baixo custo, comparado ao custo de um equipamento com sensor também maior, mas do segmento cinema digital.
O conceito SLR (Single-Lens Reflex), criado a vários anos para câmeras fotográficas utilizando filmes tradicionais de 35mm em cartucho, propõe uma forma de oferecer a visualização no viewfinder idêntica à imagem a ser capturada na película. Câmeras fotográficas compactas tradicionais sem esse recurso ofereciam um visor óptico independente, situado próximo da objetiva da câmera. O enquadramento nessas câmeras sofria com um problema denominado paralaxe: apesar da tentativa dos fabricantes de minimizá-lo através de lentes no interior do visor, o que era visto através do mesmo acabava sendo diferente da imagem capturada.
Com o recurso SLR um espelho móvel localizado no interior da câmera desviava a trajetória da luz projetada pela objetiva para a parte superior, onde existia um vidro despolido permitindo a formação da imagem no local. Acima deste, um prisma especial (pentaprisma, nome que viria inspirar marcas como a da Pentax) permitia desviar a trajetória da luz para o visor, mostrando a imagem sem os inconvenientes das inversões (direita-esquerda, acima-abaixo) causados pelos espelhos comuns.
No momento da captura da foto o espelho era levantado para permitir que a luz atingisse o fundo da câmera, onde encontrava-se o obturador e atrás dele, o filme a ser sensibilizado. Para melhor visualização da imagem a ser enquadrada, a íris da câmera permanecia, na maioria dos modelos, desativada (apesar do anel de aberturas poder ser girado e posicionado em diferentes marcações nada ocorria com a imagem vista no visor - clareamento ou escurecimento). No momento da captura da foto, juntamente com o levantamento do espelho a íris era fechada até o valor marcado no anel, para efetuar a exposição conforme desejada pelo fotógrafo. Ao baixar o espelho a íris voltava a abrir-se totalmente. Alguns modelos possuíam uma alavanca para permitir fechar a íris até o valor marcado e mesmo com o consequente escurecimento da imagem poder avaliar a profundidade de campo.
Quando as primeiras câmeras fotográficas digitais surgiram a forma de visualização da imagem voltou a ser o visor paralelo e mais tarde o visor visor LCD localizado na parte traseira da câmera, com o qual se popularizou.
O conceito DSLR aproveita a tecnologia SLR para corrigir alguns problemas decorrentes do uso do visor LCD no processo de registro das imagens, especificamente quando alguns requisitos são necessários. Eles aparecem por exemplo em fotos de objetos movendo-se rapidamente: como existe um certo delay (atraso de tempo) entre a imagem real e a formação da imagem no LCD, decorrente do processamento eletrônico sofrido por esta, não é possível a ação tão ágil e rápida do fotógrafo no registro da cena. Ou no caso de fotos do tipo macro (detalhes de uma moeda por exemplo) ou de objetos microscópicos quando se deseja obter o foco preciso, pois a imagem do LCD com sua resolução limitada normalmente é inferior a da observada no vidro fosco da tecnologia SLR.
Muitas características das tradicionais SLRs também foram levadas para a maioria dos modelos de DSLR, como por exemplo o espelho citado acima assim como a abertura permanente durante o enquadramento.
A figura abaixo mostra o esquema de funcionamento de uma câmera DSLR:

A imagem é formada através da luz que entra pela objetiva (1) e atinge o espelho móvel (2). Este espelho pode ser erguido movimentando-se conforme (3) de sua posição inclinada em 45 graus para uma posição totalmente horizontal para deixar passar a luz em direção ao fundo da câmera. Essa movimentação ocorre ao pressionar-se o botão disparador do equipamento.
Quando na situação de repouso o espelho direciona a imagem para o vidro fosco localizado acima dele, indicado pela linha horizontal tracejada. Neste local existe normalmente também uma lente, disposta paralelamente ao vidro e acima do mesmo para ajudar na visualização da imagem (não representada na figura). A luz entra a seguir no pentaprisma (um prisma de 5 lados) (4) sofrendo reflexões internas para sair então através do viewfinder da câmera (5). Após o pentaprisma também existe normalmente uma lente para melhorar a visualização, não mostrada no desenho e situada onde está a linha escura vertical tracejada.
O esquema descrito até aqui é o mesmo de uma câmera SLR fotográfica comum, onde, quando o espelho é levantado a luz, ao atingir o fundo da câmera encontra em (6) dois elementos não mostrados no desenho: o obturador mecânico e o filme.
Esses elementos não aparecem porque o esquema é o de uma câmera DSLR: no lugar do filme encontra-se em (6) o sensor CCD ou CMOS (imagem). E o obturador nas câmeras digitais não é mecânico e sim um processo de "apagamento" controlado das cargas registradas no sensor. O sensor não necessita ser protegido da luz antes e após o momento da captação, como nos filmes em película. Atrás da câmera localiza-se a tela LCD (8), alimentada pela imagem gerada por um processador (7) que recebe os impulsos do sensor (6) e direciona-os, tanto para a tela quanto para armazenamento na câmera (9) em um cartão de memória sólida - que substitui o filme.
Como se pode ver a visualização da imagem através do viewfinder é puramente óptica e através do LCD, eletrônica. Para possibilitar o enquadramento opcional através do LCD, essas câmeras possuem uma função denominada Live View ou Live Preview: através dela, o espelho (2) permanece levantado, possibilitando a passagem dos raios de luz até o sensor (6). Porém o uso dessa função bloqueia a visão através do visor óptico da câmera.
Existe outra implementação de DSLRs, utilizada por alguns fabricantes, onde o espelho (2) não existe, como nas câmeras menores, compactas digitais, que também não o possuem. Nesta variação a imagem no viewfinder deixa de ser óptica e passa a ser eletrônica - mesmo processo utilizado nas câmeras de vídeo. Uma das vantagens é permitir o menor tamanho da câmera e menor peso, devido à ausência dos mecanismos de controle e amortecimento do movimento do espelho. O visor traseiro LCD permanece, juntamente com o viewfinder. A desvantagem é o próprio uso do viewfinder eletrônico das câmeras de vídeo: especialmente em imagens HD há falta de detalhamento. O ajuste do foco manual também torna-se mais difícil e existem problemas na avaliação da real luminosidade do ambiente (a imagem mostrada tem luminosidade independente da real). Além disso, seu uso é mais difícil também em locais muito iluminados.
Ainda em outro tipo de implementação existe o espelho (2) e, ao invés de ser móvel, é fixo. Trata-se na verdade de um semi-espelho, que deixa passar os raios de luz para atingirem o sensor e permitirem o Live View ao mesmo tempo em que reflete parte desses raios para a parte superior da câmera. Nessa parte, ao invés do prisma (4) existe um segundo sensor destinado somente a fazer funcionar o foco automático da câmera. O viewfinder continua funcionando da mesma forma que nas câmeras de vídeo.
Além das implementações principais acima muitas outras, diferentes, existem, porém menos representativas especialmente no uso de câmeras fotográficas em vídeo.
Um dos principais empecilhos no uso de câmeras de vídeo tradicionais na gravação de cenas com a estética de cinema é a grande profundidade de campo geralmente encontrada nessas câmeras, causada pelo pequeno tamanho (área) do sensor, muito menor do que a superfície de um quadro de filme 35mm. O fato impede ou dificulta em certo grau o uso de recursos como o desfoque de segundo plano na imagem.
Para contornar o problema pode-se lançar mão de câmeras do segmento superior de cinema digital, que empregam sensores com o mesmo tamanho da área de um fotograma de 35mm. Ou então utilizar o dispositivo denominado adaptadores de lentes 35mm. Se, no entanto, por um lado as duas abordagens resolvem o problema da profundidade de campo, por outro trazem suas próprias dificuldades. No caso dos equipamentos de cinema digital o seu elevado custo e no caso do uso dos adaptadores o ligeiro empobrecimento da qualidade da imagem.
As câmeras DSLR apresentam uma interessante alternativa ao problema, por possuírem sensores de tamanho grande (especialmente as denominadas full frame, com sensores do mesmo tamanho que o fotograma 35mm still), possibilitarem a gravação alternativa de imagens em vídeo, terem custo bem mais baixo do que o das câmeras de cinema digital e trazerem já prontas toda uma linha de opções de lentes para fotografia em diversas escolhas de distância focal. Mesmo as que possuem sensores menores, do tipo APS-C destacam-se neste aspecto em relação às câmeras de vídeo, pois seus sensores já são bem maiores do que os destas, como ilustram as imagens abaixo. Na primeira, tem-se a comparação dos sensores tradicionais de vídeo com o tamanho da imagem fotográfica 35mm e na segunda, dos sensores do tipo APS-C em tamanhos mais comuns também com o tamanho da imagem fotográfica 35mm:

Além disso, oferecem ainda as DSLRs profissionais a gravação de vídeo em cadências de frame rate tais como 24qps progressivos, facilitando a criação de conteúdo para cinema digital com opção para transferência (transfer) em película. Outra vantagem é o melhor desempenho em situações de baixa luz quando comparadas às câmeras de vídeo tradicionais, com sensores pequenos: pixels maiores captam mais luz, fazendo com que o início da geração de ruídos (granulação) na imagem tenha início em situações de bem mais pouca luz do que com as de vídeo referidas.
Entre as desvantagens, seu pequeno peso e tamanho dificulta a obtenção de imagens de vídeo sem trepidações, problema contornado com o uso de acessórios especiais que "aumentam" a área de sustentação e o peso do equipamento, aproveitando para conferir ao mesmo algumas possibilidades das câmeras de cinema e vídeo, como o mecanismo de controle de foco follow focus por exemplo.
A figura abaixo mostra a câmera DSLR Canon 5D5D (tipo full frame) utilizada em diversos trabalhos de vídeo::

A figura abaixo mostra um suporte para DSLR da empresa Zacuto:

DV formato digital utilizado no segmento semi-profissional. A criação do formato DV teve início em 1993, quando 10 empresas (Sony, JVC, Matsushita (Panasonic), Philips, Sharp, Toshiba, Sanyo, Mitsubishi, Thompson e Hitachi) formaram o consórcio HD Digital VCR Consortium. Em 1995 já haviam mais de 55 empresas no consórcio, em variados níveis de associação e contribuição. No final desse ano era lançado o formato DV, inicialmente com o nome de DVC (Digital Video Cassete), posteriormente mudado para DV (Digital Video). Utiliza para gravação fitas do tipo ME - Metal Evaporate.
A imagem, após capturada pela câmera no formato analógico RGB através do CCD, é convertida e digitalizada em uma primeira etapa para o formato vídeo componentes . Na etapa seguinte o sinal obtido é comprimido em uma proporção de cerca de 5:1 utilizando um conjunto de diferentes algoritmos (DCT, weighting, quantization, motion detection, run length amplitude, decimating, Huffman code), sendo o principal deles o algoritmo denominado DCT. A seguir, o sinal resultante comprimido é gravado na fita. O tipo de sampleamento utilizado na digitalização é o 4:1:1 e a imagem tem 720 x 480 pixels (345.600 pixels no total).
O DV foi desenvolvido com o objetivo de ser utilizado principalmente como um meio de aquisição e edição de alta qualidade, atingindo cerca de 525 linhas de resolução horizontal máxima. Foram criados 2 tamanhos de cassetes para este sistema: Mini-DV (66 x 48 x 12,2 mm) e Standard (ou Large DV) (125 x 78 x 14,6 mm) - para cada um, existem câmeras específicas, porém o padrão é o mesmo. Câmeras que trabalham com o formato Standard geralmente também aceitam o formato reduzido. O nome DV é utilizado às vezes como sinônimo do formato Standard DV. A largura da fita utilizada é de 6,35 mm (+/- 1/4 pol). Uma fita Mini-DV tem cerca de 65 metros de comprimento e uma fita DV, 250 metros. O cassete Mini DV, devido a suas dimensões extremamente reduzidas, permite a fabricação de câmeras digitais com tamanhos bastante reduzidos. O pequeno tamanho da fita no entanto não impede que uma quantidade grande de dados sejam nela armazenados. A fita Mini-DV percorre as cabeças de gravação à velocidade de 18,812mm/seg. (no modo SP, e 12,56mm/seg. no modo LP) e suas trilhas possuem tamanho extremamente reduzido: um minuto de vídeo neste formato ocupa pouco menos de 2 metros de fita, conseguindo armazenar cerca de 200Mb de informação. No cassete inteiro, cabem cerca de 13GB de informação. Quando armazenado em um disco rígido de microcomputador, o sinal DV ocupa 3,5Mb de espaço por segundo.
Assim como no padrão VHS existem duas velocidades (SP e LP) de gravação, que interferem no modo como as trilhas são gravadas na fita. Existem cassetes Mini DV de 30 e de 60 minutos (vel. SP). O modo LP - nem todas câmeras o possuem - grava 90 min. na fita de 60 min. . O cassete DV grava até 3 horas.
É parte opcional do padrão DV o uso de cassetes com memória: um micro-chip de memória (com 4K) instalado no cassete armazena informações tais como conteúdo da fita, títulos, data de gravação, etc... associadas à localização (trecho) da fita na qual estão gravados, permitindo desta forma o acesso rápido aos mesmos.
O DV usa fitas do tipo ME: neste tipo de fita, as partículas de metal fazem parte da mesma, ao invés de serem coladas sobre a mesma, como nos processos tradicionais. É fabricada em uma câmera de vácuo, onde o vapor do metal Cobalto fundido diretamente na base da fita, formando assim uma camada única e uniforme. Com isso dispensa-se o uso de colas e adesivos para aderir as partículas metálicas à base plástica. A superfície da fita torna-se uma camada compacta quase que 100% formada por metal em toda sua extensão, sem a existência de falhas microscópicas, ou seja, locais onde as partículas não aderiram. Esta característica permite a gravação de trilhas com track pitch microscópico, como é o caso das trilhas utilizadas neste formato. Por outro lado, evita também a ocorrência de dropouts (falhas na imagem causadas pela soltura de partículas na fita).
Além disso, a ausência de colas e adesivos permite a fabricação de fitas mais finas, contribuindo para a diminuição do tamanho dos cassetes, apesar da grande quantidade de informação gravada nos formatos digitais, como o DV. Sobre a camada magnética de partículas de Cobalto é colocada uma camada de Carbono para reduzir o atrito e a abrasão da fita com o cilindro das cabeças (que gira a uma velocidade bem maior do que a cabeça de uma fita VHS, com 1.800 rpm: no formato Mini-DV por exemplo esta rotação é de 9.600 rpm). Por fim, uma camada lubrificante é adicionada sobre a camada de Carbono, assim como outra camada protetora, também redutora de atrito (com os mecanismos de transporte) por trás da fita, facilitando o deslize da mesma. Todos esses fatores possibilitam o deslize mais suave da fita, implicando também em menor necessidade de limpeza das cabeças.
O áudio no formato DV: o processo de digitalização não efetua a compressão de áudio neste formato, somente o registro analógico, a amostragem e a digitalização propriamente dita. O áudio é gravado na forma PCM - Pulse Code Modulation. São 2 as opções de utilização: um par de trilhas estéreo de 16 bits de resolução sonora e 48 KHz de taxa de amostragem (qualidade semelhante ao CD-Áudio) ou 2 pares de trilhas estéreo de 12 bits de resolução sonora cada e 32 KHz de taxa de amostragem (qualidade sonora inferior). A opção 2 pares destina-se a prover a possibilidade de dublagem diretamente na câmera. No entanto, a manipulação do som é muito melhor desenvolvida na fase de pós-produção, assim, o ideal é o uso da qualidade maior de captura, ou seja, 2 trilhas e não quatro. Com 16 bits, pode-se ter até 65.536 valores diferentes de frequências sonoras (é o maior número possível de se armazenar no sistema decimal quando converte-se para este sistema os 16 bits do sistema binário). Com 12 bits, pode-se ter até 4.096 valores diferentes de frequências sonoras
Novos formatos utilizando o sinal DV foram criados após o lançamento do Mini-DV / Standard-DV; atualmente a família DV é composta pelos seguintes formatos:

DV25 nome dado ao grupo de formatos digitais que utilizam bit rate de 25Mbps (milhões de bits por segundo). A família de formatos DV (Mini-DV, DVCAM, Digital-8, DVCPRO) é do tipo DV25. O sampling para cor utilizado, no padrão NTSC, é do tipo 4:1:1.
DV50 nome dado ao grupo de formatos digitais que utilizam bit rate de 50Mbps (milhões de bits por segundo). Os formatos DVCPRO50 e Digital-S são do tipo DV50. O sampling para cor utilizado, no padrão NTSC, é do tipo 4:2:2 e o formato utiliza compressão menor do que a utilizada no sistema DV25, resultando em maior qualidade de imagem.
DV100 nome dado ao grupo de formatos digitais que utilizam bit rate de 100Mbps (milhões de bits por segundo). O formato DVCPRO 100HD é do tipo DV100. O sampling para cor utilizado, no padrão NTSC, é do tipo 4:2:2 (como no DV50) e o formato utiliza compressão ainda menor do que a utilizada no sistema DV50, resultando em maior qualidade de imagem.
DVC nome original do formato DV.
DVCAM formato digital utilizado no segmento profissional. Desenvolvido pela Sony em 1996, utiliza sinal idêntico ao do formato DV, tendo a mesma qualidade de imagem. Por ser um formato criado para uso no segmento profissional (enquanto que o DV abrange todos os segmentos), possui algumas diferenças com o formato DV em relação aos processos utilizados durante a gravação / reprodução. Utiliza o mesmo tipo de fita que o formato DV, a fita do tipo ME - Metal Evaporate.
A principal delas diz respeito à fita utilizada. Para resistir ao uso mais intensivo, típico das aplicações profissionais, a fita DVCAM é mais durável e resistente, manufaturada com mais precisão e com mais robustez. A camada de Cobalto utilizada (onde estão as partículas magnéticas) é mais densa do que a do formato DV. A velocidade da fita também é maior (28,193mm/seg, contra 18,812mm/seg do DV no modo SP e 12,56mm/seg do DV no modo LP), diminuindo a influência de pequenos defeitos no resultado final. Existem 2 tamanhos de cassetes utilizados neste sistema: Mini-DVCAM (66 x 48 x 12,2 mm) e Standard (125 x 78 x 14,6 mm) - para cada um, existem câmeras específicas, porém o padrão é o mesmo. Câmeras que trabalham com o formato Standard geralmente também aceitam o formato reduzido. .A largura da fita utilizada é de 6,35 mm (+/- 1/4 pol). Enquanto a fita DVCAM Standard grava até 184minutos, a fita Mini-DVCAM grava 40 minutos.
O processo de gravação DVCAM emprega trilhas mais largas (track pitch) do que as do DV, garantindo melhor tolerância a pequenas diferenças entre câmeras/VCRs onde a fita é gravada / reproduzida, situação típica do uso profissional (uma mesma fita utilizada em vários equipamentos) e também deixa a fita mais independente de eventuais contrações e dilatações (permite utilização em uma gama maior de ambientes e temperaturas). Enquanto o track pitch do formato DV é de 10 microns, no DVCAM é de 15 microns.
O formato DVCAM utiliza locked áudio em suas trilhas de som. É parte opcional do padrão DV o uso de cassetes com memória: um micro-chip de memória (com 16K) instalado no cassete armazena informações tais como conteúdo da fita, títulos, data de gravação, etc... associadas à localização (trecho) da fita na qual estão gravados, permitindo desta forma o acesso rápido aos mesmos. Fitas Mini-DVCAM e Mini-DV são intercambiáveis: o sinal DVCAM pode ser gravado em uma fita Mini-DV comum (embora seja uma fita menos robusta e menos resistente ao uso intensivo). Neste caso, 40 minutos de sinal DVCAM podem ser gravados em uma fita Mini-DV de 60 minutos. Da mesma forma, em um equipamento Mini-DV pode ser utilizada uma fita Mini-DVCAM.
DVCPRO formato digital utilizado no segmento profissional, desenvolvido pela Panasonic em 1996. Utiliza sinal idêntico ao do formato DV, tendo a mesma qualidade de imagem. Por ser um formato criado para uso no segmento profissional (enquanto que o DV abrange todos os segmentos), possui algumas diferenças com o formato DV em relação aos processos utilizados durante a gravação / reprodução. Utiliza dois tipos de cassete: Standard, do mesmo tamanho que o do formato Standard DV e Medium ou Small (97,5 x 64,5 x 14,6 mm). A velocidade da fita é quase 2x maior do que a do formato DV (33,82mm/seg contra 18,812mm/seg no modo SP (Standard Play) e 12,56mm/seg no modo LP(Long Play)). Utiliza somente um par de trilhas sonoras estéreo e fita do tipo MP (Metal particle), entre outras diferenças. Também conhecido como D-7 .
DVCPRO 100HD (DVCPRO HD) formato digital utilizado no segmento profissional, desenvolvido pela Panasonic. Derivado do formato DVCPRO, da própria Panasonic, é voltado para uso no mercado HDTV. Trabalha com uma taxa de transferência de dados (bit rate) 4 vezes maior do que a do formato DVCPRO e 2 vezes maior do que a do formato DVCPRO50: 100 Mbs - mega bits / seg.
DVCPRO HD o mesmo que DVCPRO 100HD.
DVCPRO50 formato digital utilizado no segmento profissional, semelhante ao DVCPRO, porém com o dobro de capacidade de armazenamento de informações por segundo (taxa bit rate, de 50 Mbs - mega bits / seg - contra 25 Mbs dos formatos da família DV - a qualidade de sua imagem é considerada semelhante à do formato Digital Betacam. Desenvolvido pela Panasonic em 1998.
DVD-CAM formato digital utilizado no segmento consumidor. Desenvolvido pela Hitachi em 2001, utiliza discos ópticos dos tipos DVD-RAM, DVD-R ou DVD-RW na versão 8cm de diâmetro para gravar um sinal comprimido através do algoritmo MPEG2. A gravação no formato ' disco ' permite acesso randômico (aleatório) aos dados nele armazenados, efetuado através de uma função existente nas câmeras. Desta forma, tarefas básicas de edição podem ser efetuadas na própria câmera quando utilizados os discos DVD-RAM / DVD-RW. O tempo de gravação padrão por disco é de 60 minutos (maior qualidade) e 120 minutos (menor qualidade). A qualidade da imagem DVD-CAM assemelha-se à do formato Mini-DV, no entanto, devido ao tipo de taxa de compressão utilizada não é um formato voltado para edição.
EBU-B formato analógico utilizado no segmento profissional. Utiliza fita de 1 pol (+/- 26 mm) em carretéis. Difere do formato EBU-C entre outros por usar cabeça menor de gravação (grava 6 trilhas por campo, contra 1 - uma - no formato EBU-C).
EBU-C formato analógico utilizado no segmento profissional. Utiliza fita de 1 pol (+/- 26 mm) em carretéis. Popular em aplicações de animação, por poder gravar quadro a quadro.
EFP (Electronic Field Production) indica o uso de equipamentos e pessoas para gravações externas, porém, ao contrário da forma ENG de trabalho, a prioridade não é a portabilidade e a rapidez na transmissão das informações (no caso, as notícias) e sim a qualidade da captação da imagem. Gravação de shows, eventos, esportes, etc... constituem exemplos de aplicação deste conceito. As equipes envolvidas em EFP geralmente são numerosas e os equipamentos também, envolvendo muitas vezes centenas e centenas de metros de cabos e mais de uma câmera. Muitos desses eventos (transmitidos ao vivo ou não) envolvem o uso de veículos especiais que carregam os equipamentos não só para gravação como também para a edição no local das cenas a serem aproveitadas. Fazem parte desses equipamentos mesas de corte (para uso do diretor de imagem), geradores de caracteres, mixers de áudio, geradores de replay e diversos outros.
ENG (Electronic News Gathering) indica o uso de equipamentos leves e geralmente mais portáteis do que os utilizados em estúdio, para gravações externas na obtenção de notícias. Antigamente para esta função usavam-se câmeras cinematográficas portáteis (geralmente no formato 16mm): os repórteres enviavam para as emissoras de TV os filmes, para lá serem rapidamente revelados e levados ao ar. Nessa época o termo aplicado a esta função era "NG" (News Gathering, obtenção de notícias). Com o surgimento do videotape, inicialmente a situação ainda não mudaria durante alguns anos, devido à não portabilidade desses equipamentos. No entanto a situação mudaria em definitivo com o surgimento do videotape portátil, onde o deck de gravação, reduzido, podia ser carregado a tiracolo, com a câmera conectada ao mesmo através de um cabo. Essas primeiras unidades de videotape portátil começaram a substituir o uso das câmeras cinematográficas e o fato do vídeo (meio eletrônico) estar substituindo o meio fotográfico de captura levou ao termo "Electronic" de ENG. Mais tarde a transição se completou com o surgimento das camcorders, que uniam câmera e gravador em um único aparelho. A captura de notícias através de películas desapareceria completamente na década de 80.
O conceito ENG envolve também as pessoas empregadas na tarefa: ao contrário da produção tradicional, a equipe é muito pequena, podendo mesmo limitar-se ao próprio operador de câmera. A ênfase é na rapidez e na mobilidade, pois as notícias necessitam chegar rapidamente às emissoras. Equipamentos modernos são capazes de também efetuar a transmissão à estas emissoras, via Internet, microondas ou equipamentos conectados a satélites, variando a quantidade de pessoas e equipamentos envolvidos nesta tarefa, desde uma única pessoa (o câmera, novamente, em situações onde é inviável o envio de equipes maiores) até vários operadores em veículos especiais, adaptador para realizar essas tarefas - muitas vezes munidos de torres retráteis para maior facilidade de transmissão dos sinais.
ExpressCard padrão de cartão de memória desenvolvido em 2003 pela associação PCMCIA - Personal Computer Memory Card International Association para substituir, em computação, o antigo padrão PCMCIA (que leva no nome as iniciais da própria associação). O padrão PCMCIA deixa de ser utilizado em computadores, permanecendo seu uso no entanto em outras aplicações, como por exemplo no sistema P2 de memória sólida da Panasonic. O padrão estabelece dois tipos opcionais de conexão para o cartão, USB 2.0 e PCI Express . Na conexão USB 2.0 a velocidade máxima de transferência de dados é de 400Mbits/seg. e na conexão PCI Express, a velocidade máxima é 2,5Gbits/seg. Os cartões ExpressCard podem ter 2 tipos de tamanho: com 34mm de largura (ExpressCard/34) e com 54mm de largura (ExpressCard/54). O conector do cartão maior no entanto tem o mesmo tamanho do menor (34mm), pois o formato do cartão é em "L". O tipo menor é utilizado no formato XDCAM EX da Sony. A figura abaixo mostra os dois tipos de cartões ExpressCard juntamente com um cartão PCMCIA tradicional:

Existem adaptadores do tipo PCMCIA para ExpressCard.
fita de vídeo a fita de vídeo tal qual a conhecemos hoje originou-se, na verdade, a partir da fita de áudio. E as primeiras gravações magnéticas de áudio surgiram nos anos 40. As primeiras máquinas magnetizavam não fitas e sim finos fios de aço, enrolados em bobinas. A primeira evolução significativa do processo foi a substituição do fio por uma tira de papel com óxido de ferro grudado na mesma. E a segunda, feita pela 3M, foi a troca do papel por uma fita de celofane Scotch (o conhecido durex), na qual as partículas de óxido eram dispersas. Finalmente no ano de 1956 o processo foi levado do mundo do áudio para o mundo do vídeo, quando a Ampex Corporation criou o primeiro gravador de vídeo para uma rede de televisão.
formatos analógicos neste tipo de formato de vídeo a imagem, após ter sido capturada pela câmera no formato analógico através do CCD, é gravada diretamente no meio de armazenamento (ex.: fita).
formatos digitais neste tipo de formato de vídeo a imagem, após ter sido capturada pela câmera no formato analógico através do CCD, é convertida para o formato digital (código formado por sequência de números 0s e 1s) sendo a seguir gravada no meio de armazenamento (ex.: fita).
fullscreen exibição de um filme ocupando todo o espaço disponível na tela da TV, ao invés de se utilizarem faixas pretas para complementar a área restante da imagem, ou através de cortes na imagem original ou distorção (aumento da altura e largura para preencher toda a área).
HDCAM formato HD digital profissional criado pela Sony em 1997, como versão do formato Digital Betacam voltada para uso em HDTV e aplicações de alta definição (utiliza sinal gravado em fita de 1/2 pol (+/- 13mm) com bit rate de 140Mbps e sampling de 3:1:1), como a linha de produtos CineAlta da Sony para cinema digital.
HDCAM SR formato HD digital profissional criado pela Sony em 2003, como versão melhorada do formato HDCAM. Utiliza bit rate de 440Mbps e sampling de 4:4:4 em uma fita semelhante à utilizada no formato HDCAM porém capaz de registrar informações em densidade bem mais alta do que a empregada no HDCAM (cerca de 40% mais). Permite até 12 canais de áudio, ao invés dos 4 do HDCAM. É um formato criado visando a utilização em videocassetes em estúdios, não em câmeras.
HDD (Hard Disk) formato digital utilizado no segmento consumidor, criado pela JVC em 2004. Utiliza miniaturas de discos rígidos (hard disk) para armazenar suas imagens, no formato MPEG2. Posteriormente alguns formatos destinados ao mesmo segmento passaram também a ter câmeras HDD, como os que gravam AVCHD por exemplo.
HDD-1000 formato digital utilizado no segmento profissional. Utiliza fita em carretéis de 1 pol. Criado em 1987 pela Sony para gravar sinais do padrão HDTV, o formato não se propagou devido ao alto custo dos equipamentos e pouca capacidade de tempo de gravação das fitas.
HDSLRHybrid (Digital Single Lens Reflex) nome utilizado pelos primeiros modelos de câmeras DSLR que possibilitavam também a gravação de vídeos, além do registro de fotos (daí o termo "hybrid". Embora ainda persista seu uso, a sigla foi popularizada como simplesmente DSLR.
HDV ... continua na página seguinte ( clique aqui )