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autofocus controle automático do foco efetuado por um circuito eletrônico na câmera. Através de análises efetuadas por microprocessadores que comandam micro-servomotores, que por sua vez deslocam o conjunto de lentes para mais próximo ou mais distante da superfície do CCD, a imagem é focalizada. Os deslocamentos sucessivos, para frente e para trás são necessários para que o microprocessador efetue a análise da imagem capturada e determine qual a imagem melhor focalizada. Este processo depende de iluminação adequada para ser bem sucedido, por isso o sistema não funciona bem em locais com fraca iluminação.

Se por um lado possui pontos positivos, ao automatizar uma função em situações onde o pronto ajuste da câmera é necessário, por outro possui vários pontos negativos, como consumo constante de bateria na tentativa de manter a imagem sempre focalizada, demora em estabelecer o foco em determinadas situações, problemas em locais pouco iluminados e refocagem indesejada quando alguém ou algum objeto atravessa a frente da câmera.

foco é o local onde forma-se a imagem projetada pela objetiva da câmera. Quando um feixe de raios de luz atinge a superfície de uma lente instalada em uma câmera, a mesma desvia sua trajetória de maneira que para determinado ponto A situado em um objeto na frente da câmera seja formada a imagem do mesmo ponto no interior da mesma:

No entanto, se o anteparo sobre o qual forma-se a imagem for deslocado para trás ou para frente, a imagem do ponto A corresponderá a vários pontos dispersos ao invés de um único: a imagem não está mais focalizada, está fora de foco:

Se ao invés de se deslocar o anteparo, deslocar-se o objeto (ponto A) o resultado será o mesmo: a imagem ficará desfocalizada.

follow focus operação semelhante ao rack focus, porém, ao contrário deste, onde as pessoas ou objetos permanecem fixos em suas posições (e o foco manual da câmera é deslocado de uma pessoa / objeto a outra / outro), aqui são essas pessoas / objetos que se movem, e o operador da câmera ajusta o foco gradativamente, conforme o movimento dos mesmos, para mantê-los permanentemente focalizados. Quando a câmera está ajustada para o modo autofocus ocorre automaticamente o follow focus para os objetos ou pessoas que movimentam-se diante da objetiva.

profundidade de campo uma imagem está em foco quando os diversos raios de luz provenientes de um determinado ponto A são convergidos pela lente formando no anteparo que recebe a imagem um único ponto. Porém, para objetos próximos uns dos outros o olho humano não consegue distinguir a diferença entre a imagem do ponto A formada por um único ponto ou a mesma imagem formada por vários pontos dispersos, porém muito próximos uns dos outros:

Na figura, a imagem do ponto C, que está um pouco mais distante da câmera, será formada também um pouco mais à esquerda de A no anteparo dentro da câmera (quanto mais perto o ponto A estiver da lente, mais à direita estará dentro da câmera o ponto de encontro dos raios e vice-versa). No entanto, para o olho humano os pontos A e C estarão focalizados enquanto que o ponto D, mais distante, não estará:

Isso ocorre porque o olho humano não consegue distinguir o círculo formados pelos diversos pontos luminosos em C do único ponto luminoso A. Já quando estes pontos afastam-se mais um pouco, como em D, a percepção passa a ser perceptível. Este círculo de pontos, que não pode ser notado pelo olho humano, é denominado círculo de confusão.

Supondo-se que para pontos à esquerda de A no objeto cuja imagem está sendo formada e à direita de C (idem) o olho humano passe a notar a imagem não focalizada (como em D no desenho acima), esta distância A-C denomina-se profundidade de campo. O ponto C poderia estar à esquerda de A; assim, existe uma região para frente e para trás do ponto onde a imagem está focalizada dentro da qual qualquer objeto estará também em foco para o olho humano. Esta região é a profundidade de campo.

Na câmera de orifício a nitidez da imagem extende-se até o infinito: a profundidade de campo é muito grande porque não há convergência de raios (não há lente), um único raio (na verdade um feixe ínfimo deles que pode ser tratado com um só) proveniente de A, de C e de D forma no anteparo um único ponto A, um único ponto C e um único D.

A profundidade de campo depende também da quantidade de raios de luz que a lente utiliza para formar a imagem: uma lente de diâmetro maior vai captar mais raios de luz (e portanto ser mais luminosa), porém a amplitude do 'leque' formado pelos raios vai aumentar:

quanto mais 'fechado' for este 'leque' de raios, mais extensa será a faixa na qual o olho humano não distinguirá falta de foco na imagem:

a imagem formada pelo ponto A na figura da esquerda também aparentará estar em foco se o anteparo estiver colocado no ponto C e vice-versa. Na figura da direita a margem de deslocamento para que isto ocorra é bem menor: a profundidade de campo é menor neste caso. Na prática, é utilizado um dispositivo denominado diafragma para controlar a abertura pela qual entra a luz na câmera e com isso permitir o controle artificial da profundidade de campo.

A profundidade de campo varia com a distância do objeto focalizado à câmera. Assim, para objetos situados distantes da lente, a faixa de nitidez estende-se bem à frente e bem para trás do objeto. Porém, para objetos próximos da lente, esta faixa se reduz drasticamente. A causa é a mesma descrita acima para o uso do diafragma: raios provenientes de objetos situados longe da câmera formam um leque fechado, situados próximo da câmera formam um leque aberto.

Pelo mesmo motivo, só que agora na parte lente-anteparo, se os raios provenientes da lente que atingem o anteparo formarem um leque fechado, a profundidade de campo será maior do que se este leque for aberto. Leque fechado é formado quando os raios convergem pouco após atravessar a lente, ou seja, a distância focal é grande. Leque aberto, de maneira inversa, é formado quando a distância focal é pequena. Em outras palavras a profundidade de campo diminui com o aumento da distância focal e vice-versa.

A profundidade de campo varia com a área da imagem formada pela lente. Quanto menor esta área, maior a profundidade de campo da imagem, mantendo-se os demais fatores acima citados inalterados. É por este motivo que as cenas de filmes geralmente apresentam profundidade de campo menor do que as do vídeo: enquanto que em cinema geralmente se trabalha com películas de 35mm de largura (cuja imagem central, descontando os espaços laterais para as perfurações possui 25mm de largura), em vídeo os CCDs mais comumente utilizados possuem área bem menor. Um CCD de 1/2 pol. (medida de seu diâmetro) por exemplo, possui 11mm de largura e um CCD de 1/3 pol. possui 8,5mm de largura. O mesmo ocorre em cinema, onde profundidades maiores são obtidas mais facilmente com bitolas menores (70mm / 35mm / 16mm e 8mm).

O termo profundidade de foco é, algumas vezes, utilizado incorretamente como sinônimo de profundidade de campo. Profundidade de foco refere-se ao que está em foco atrás das lentes (dentro da câmera) e profundidade de campo, como visto acima, ao que se apresenta em foco na frente das lentes (fora da câmera). 

profundidade de foco da mesma forma como a profundidade de campo é a área na frente da lente (em frente à câmera) para a qual todos os pontos ali localizados apresentam-se nítidos à visão humana, a profundidade de foco é o mesmo conceito aplicado para a parte de trás da lente, ou seja, dentro da câmera. A imagem, quando focalizada, mostra-se nítida sobre o anteparo; pode-se deslocar então o anteparo para frente ou para trás, por uma fração de milímetro e a imagem continuar nítida. Esta é a profundidade de foco, como exemplifica a imagem abaixo:

Enquanto a profundidade de campo corresponde a uma área medida normalmente em metros (podendo variar de alguns centímetros, próxima da superfície da lente, até dezenas ou centenas de metros e ainda mais, correspondendo ao que se diz "infinito"), a profundidade de foco, como visto acima, é extremamente menor. Para câmeras com objetiva fixa (não removível, como as dos segmentos consumidor e a quase totalidade das do segmento semi-profissional) a profundidade de foco geralmente não representa problema para o usuário, uma vez que o conjunto já vem precisamente ajustado de fábrica. No entanto, para câmeras com objetiva removível (as do segmento profissional e algumas do segmento semi-profissional) a questão pode ser relevante.

O problema decorre de como a profundidade de foco varia: enquanto a profundidade de campo diminui para objetos próximos da lente e diminui para lentes com distância focal grande, a profundidade de foco age de maneira inversa para essas duas variáveis (em relação à abertura ambas comportam-se de maneira igual).

Assim, a profundidade de foco é muito pequena em lentes do tipo grande angular (que possuem distância focal pequena e grande profundidade de campo). E é grande em lentes do tipo tele-objetivas (que possuem distância focal grande e pequena profundidade de campo). Isso é exemplificado no desenho acima, onde à profundidade de campo maior "A-C" na frente da câmera corresponde uma profundidade de foco pequena no interior da mesma, quando utilizada uma lente grande-angular. E o inverso vale para uma lente teleobjetiva.

Em câmeras onde as objetivas podem ser trocadas, o ajuste do encaixe objetiva-câmera tem que ser muito preciso, ainda mais quando a objetiva for do tipo grande angular. É por isso que é possível remediar uma situação de desajuste de precisão na geometria do equipamento (chamado desajuste de colimação) trocando uma lente de distância focal pequena por outra de distância focal maior. Outra solução de contorno para o problema é diminuir um pouco a abertura do diafragma.

Um outro problema acarretado pela variação na profundidade de foco é quando, nas câmeras que trocam lentes, usa-se uma lente muito grande angular juntamente com elementos adicionais na frente da objetiva, como filtros por exemplo. Estes podem alterar milimetricamente o caminho dos raios de luz, mas o suficiente para alterar a profundidade de foco e deixar a imagem fora do foco ideal.

Existe uma fórmula, não rigorosamente precisa, mas de resultado prático eficiente, para o cálculo da profundidade de foco medida em milímetros: multiplica-se a distância focal da objetiva pela abertura selecionada (f-stop) e divide-se a seguir o resultado por 1.000 .  

rack focus efeito criado focalizando um elemento da imagem que está em primeiro ou segundo plano, após ter a imagem permanecida focalizada no plano oposto (segundo ou primeiro) durante certo tempo. Efetuar esta operação durante a gravação significa para o público que se quer chamar a atenção naquele momento para o outro elemento em cena. Exemplo: dois atores conversando em primeiro plano, focalizados; neste momento surge, ao fundo, uma terceira pessoa, desfocalizada; então, após alguns segundos o foco é deslocado neste momento para esta pessoa, que diz algo para as duas primeiras.