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dezembro / 2004
Eduardo Baptista
Ao longo das últimas décadas, o suporte para registro das imagens, tanto estáticas como em movimento, tem variado bastante. Os primeiros negativos fotográficos em chapas de vidro deram lugar a materiais como o acetato e o celulóide. A película cinematográfica passou também pelo acetato e pelo celulóide, até chegar aos compostos plásticos atuais, muito mais finos, flexíveis e resistentes.
O chamado videotape, nascido como uma fita plástica marrom larga (2 polegadas ou pouco mais de 5 cm ! ), foi encolhendo em largura e comprimento com o passar do tempo. Na largura, com o uso de bitolas cada vez mais estreitas, como 1 pol, 3/4 pol, 1/2 pol, 1/3 pol e 1/4 pol (como no Mini-DV). E no comprimento, armazenando um volume cada vez maior no mesmo espaço de fita.
Surge então o mundo digital, onde imagens se transformam em dados e dados são armazenados em fitas, disketes e discos ópticos. Dos disketes de 8 pol criados pela IBM, que podiam armazenar até 250 Kb, aos de 5,25 pol (Shugart), com 1,2 Mb e 3,5 pol (Sony), com 1,4 Mb, o tamanho tornou-se cada vez menor e a densidade de gravação cada vez maior. CDs armazenam centenas de Mb e DVDs, dados na casa dos Gb.
Em 2002 a Hitachi iniciava no segmento consumidor a comercialização de uma câmera utilizando um DVD-RAM de 8 cm, a DZ-MV100A. Hoje em dia, várias câmeras profissionais voltadas para ENG (Electronic News Gathering) já utilizam estes pequenos discos. E para onde aponta o futuro?
Enquanto Hollywood grava já alguma parte de sua produção diretamente em potentes discos rígidos (HDs) de servidores - tecnologia aliás, guardadas as proporções devidas, disponível a nós, 'pobres mortais', com HDs portáteis como o FireStore FS-3 - o futuro não possui partes móveis: são os chips de memória.
Cada vez mais potentes, tem seu preço reduzido dia após dia. Assim, não está longe - nem um pouco - o dia em que todas as câmeras de vídeo não estarão usando nem fitas nem discos e sim cartuchos com chips de memória, tecnologia já em uso hoje em alguns equipamentos profissionais. Essa mudança será acompanhada nos segmentos consumidor e semi-profissional pelo barateamento do equipamento, livre do sofisticado mecanismo que controla as fitas e os discos. E ainda, trará câmeras menos sensíveis à poeira, calor e campos magnéticos. Restará então saber o que virá depois dos chips de memória...
novembro / 2004
Eduardo Baptista
Com pouco mais de 3 anos e meio de idade, o site FazendoVídeo estréia novas seções, entre elas, este editorial. Aqui será apresentada a visão do FazendoVídeo sobre o momento presente das tecnologias empregadas na videoprodução semi-profissional, assim como suas futuras tendências.
Ao longo desses anos, FazendoVídeo tem recebido uma grande quantidade de e-mails elogiando o trabalho feito no site, sempre um incentivo na busca de aprimoramentos. Uma nova seção - Eventos - informa sobre Festivais, Mostras, Concursos e Workshops na área de vídeo. E um novo índice foi criado - o índice de todas as notícias publicadas no site.
A navegação foi totalmente reformulada: agora todas as páginas apresentam um menu com as opções disponíveis, tornando mais rápida a consulta. O layout do cabeçalho das páginas foi uniformizado, facilitando sua identificação. E os índices foram todos reunidos debaixo da opção - Índice. Com a entrada da seção Eventos, o site também passará a receber atualizações com maior frequência. E todo mês um novo editorial.
Outras novidades estão sendo planejadas, entre elas, uma página com roteiros específicos para pesquisa dentro do site. Neste sentido, o objetivo inicial do site será sempre mantido: facilitar o acesso a informações técnicas sobre videoprodução semi-profissional.
Eduardo Baptista é o editor do site FazendoVídeo