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anti-alias quando letras de um título por exemplo são sobrepostas a uma determinada imagem de vídeo, o resultado é geralmente ruim: os trechos curvos e inclinados das letras tendem a criar formas serrilhadas. Para evitar isso, é possível aplicar no texto um efeito chamado anti-alias, que suaviza as bordas dos contornos das letras, mesclando-as com o fundo de forma a disfarçar a forma serrilhada. No exemplo abaixo, as letras da esquerda estão no formato sem anti-alias e as da direita estão no formato anti-alias:

O efeito anti-alias é uma das principais aplicações do canal de transparência (alpha channel) da imagem.
autoração processo de gravação de discos ópticos (como DVD-Vídeos por exemplo) através de programas específicos de computador. A autoração permite criar a estrutura do disco, codificando os arquivos de imagem, som, legendas, etc... de forma a serem entendidos pelo leitor do disco. Nesse processo podem ser criados menus e submenus, através dos quais é possível fazer a navegação e se ter acesso ao conteúdo do disco. Esse conteúdo pode ser dividido em capítulos e os menus permitirem o acesso direto a determinado capítulo ou cena. Arquivos de lengendas, em diversos idiomas, podem ser integrados no pacote, sendo selecionados também através dos menus, assim como diferentes arquivos de áudio podem ser escolhidos. Os programas de autoração facilitam a geração dos discos, automatizando a criação de navegação entre menus e submenus e também o deslocamento do cursor acionado através dos controles do aparelho ou do controle remoto. A saída de um programa de autoração é um arquivo master, que pode então ser utilizado para a gravação dos discos.
batch capture No processo de edição-não-linear é uma opção que permite fazer a captura das imagens em "lote". Na primeira parte da tarefa, escolhem-se os pontos de entrada e saída ("in" / "out") de todos os trechos do conteúdo do vídeo que se quer editar. Em outras palavras, somente os trechos que se quer levar para o computador. Faz-se isso reproduzindo o conteúdo gravado na câmera com a mesma conectada ao computador e o software de edição ativado. Neste software, deve existir uma opção denominada batch capture (ou outro nome com o mesmo significado). Ao escolhê-la, uma janela se abre para informação dos diversos pontos de entrada e saída dos trechos desejados.
A janela pode ser preenchida manualmente, digitando-se os respectivos valores de Timecode para esses pontos, ou então durante a reprodução do vídeo, aciona-se um botão específico para marcar automaticamente os pontos, fazendo com que seus valores de Timecode sejam registrados. É possível controlar opcionalmente a reprodução em câmera lenta em muitos programas, para escolher com maior precisão esses trechos. No entanto, o que se quer neste momento é fazer um corte inicial aproximado, algo como uma pré-seleção, pois os cortes mais precisos serão efetuados durante a fase de edição.
Preenchida a lista, pressiona-se um botão que inicia o processo de captura em lote (batch capture), quando os trechos marcados serão capturados um a um e o programa irá controlar automaticamente os necessários avanços e posicionamentos do conteúdo na câmera.
Quando não existe necessidade dessa pré-seleção, pode-se fazer a captura de todo o conteúdo gravado na câmera sem utilizar este processo.
black alpha matte Processo de remoção da cor utilizada em uma máscara do tipo premultiplied, utilizada na composição digital de uma imagem. No caso, a cor removida é a cor preta.
bluescreen processo de keying utilizado tradicionalmente em cinematografia, antes do advento dos processos digitais. O recorte da imagem era feito utilizando-se a cor azul para o fundo devido à maior facilidade no trabalho químico com essa cor para sua retirada:

Com a utilização de processos digitais outras cores também passaram a ser utilizadas além do azul, como o verde (greenscreen). A escolha em cinema depende de inúmeros processos e situações envolvidas na filmagem e na pós-produção. Em vídeo, a cor verde produz melhores resultados na maioria das situações envolvendo o recorte da imagem de pessoas.
BoB (Breakout box) normalmente as conexões de cabos em um computador são efetuadas em sua parte traseira, principalmente nos modelos do tipo desktop. Nas aplicações de edição, onde existe uma placa inserida no computador somente para esta finalidade, as entradas e saídas de áudio e vídeo também acabam situando-se no mesmo local. Para facilitar a conexão e desconexão frequente desses cabos sem ser necessário deslocar o computador, alguns fabricantes de equipamentos de edição passaram a oferecer a possibilidade de efetuar essas conexões em uma pequena caixa. Esta caixa pode ser colocada por exemplo em cima da mesa onde está o computador, tendo portanto fácil alcance. A caixa possui diversos conectores e tem um único cabo que a liga na parte traseira do computador; neste ponto, cabos com conectores diversos ligam-se às entradas e saídas do mesmo. Abaixo, um BoB da Pinnacle (o cabo que o conecta com o computador não aparece na foto):

captura em um processo de edição-não-linear , para que a edição possa ser feita é necessário trazer os dados (imagem + som) para dentro do computador, ou seja, capturar estas informações e gravá-las em seu disco rígido (HD, Hard Disk). Uma vez gravado no HD do micro, o vídeo pode então ser editado.
O vídeo a ser editado pode estar armazenado no disco / fita de uma câmera de vídeo ou de um VCR (Video Cassete Recorder). E tanto em um caso como em outro o sinal emitido por estes equipamentos em direção ao micro pode ser do tipo analógico ou do tipo digital. Um VCR reproduzindo uma fita VHS ou uma câmera de vídeo no formato Hi8 por exemplo emitem sinais analógicos. Um VCR reproduzindo uma fita Mini-DV ou uma câmera de vídeo no formato Digital-8 por exemplo emitem sinais digitais.
Como o computador trabalha com arquivos digitais, se o sinal que vai alimentá-lo também for deste tipo, basta fazer a captura do mesmo para o HD. Por outro lado, se o sinal for do tipo analógico, é necessário, antes de se fazer a captura, convertê-lo para o tipo digital (ou seja, digitalizá-lo). Assim, o processo de transferência das imagens para o computador pode envolver uma tarefa opcional de conversão de tipos (analógico/digital), além da tarefa básica de captura (onde os sinais são levados até o HD):

Estes processos são efetuados através de uma placa (circuito impresso) instalada no computador, denominada placa de captura.
Em alguns computadores esta placa pode já fazer parte do mesmo, em outros necessita ser adquirida e instalada, tarefa considerada simples (a placa é encaixada, em um PC, em um local dentro do mesmo denominado PCI-slot). Existem algumas versões do tipo PCMCIA para Notebooks.
É possível dispensar o uso da placa instalada internamente no micro, se este possuir uma conexão FireWire. Através desta, é possível conectar ao micro uma caixa externa que possui em seu interior a placa de captura. A caixa é um dispositivo externo de captura.
Uma vez instalada a placa internamente ou externamente e estabelecida a conexão da câmera com o computador, entra em cena o software de edição. Alguns softwares se integram com a placa, outros não. No primeiro caso, esta integração significa que algumas funções da edição são efetuadas somente pela placa (hardware), outras pela placa em conjunto com o software e outras somente pelo software. É comum neste caso o conjunto de efeitos e transições disponibilizados pelo software ser acrescido de efeitos existentes somente na placa. Algumas placas deste tipo auxiliam o hardware do micro em tarefas complexas de edição, como por exemplo a Pro-ONE RTDV da Pinnacle (função de aceleração).
No segundo caso (software sem integração com a placa) estas características não existem e a única função efetuada pela placa é a de captura. Geralmente os micros comercializados já com a placa instalada tem placa deste tipo (somente captura).
Programas de edição normalmente podem ser configurados antes do seu primeiro uso: telas de configuração permitem a informação de diversos parâmetros de modo a ajustar as diversas opções do programa com as características da placa e do equipamento a ela ligado (câmera / VCR). Assim, por exemplo, são informados nessas telas o tipo de padrão do sistema de vídeo (NTSC, PAL p.ex.) a ser utilizado, o formato do áudio (32 ou 48Khz p.ex.), o frame size (720 x 480 pixels p.ex.) e outros. A figura abaixo mostra um trecho da tela de configuração do software de edição Adobe Premiere, denominada Load Project Settings :

A seguir, é possível iniciar a captura do vídeo para o HD, comandada através do programa de edição.
Janelas específicas do programa permitem a informação de diversos parâmetros que vão influir na captura. Assim por exemplo, podem ser alterados, entre outros, o nome do arquivo dentro do micro onde os dados serão gravados, a opção de captura simultânea ou não do áudio, o frame rate e o aspect ratio (frame size) a ser utilizado, o color depth empregado e o tipo de field dominance . No entanto, a maioria destes parâmetros possui valores default que muitas vezes não necessitam ser alterados. A figura abaixo mostra um trecho da tela de captura Movie Capture do software de edição Adobe Premiere:

Quando o vídeo capturado é do tipo analógico, a conversão para o formato digital pode gerar arquivos de diferentes tipos, conforme o tipo / modelo de placa de captura. Em um desses tipos o vídeo capturado torna-se dentro do micro um arquivo do tipo MPEG2. Diferentes modelos e tipos de placas geram arquivos MPEG2 com qualidade diferente (com maior ou menor compressão). O formato MPEG2 utilizando alta compressão não apresenta boa qualidade para edição, especialmente se esta empregar efeitos e transições. Algumas placas capturam também no formato MPEG1. Em outras placas o vídeo capturado analógico é convertido antes para o formato DV e a seguir para um arquivo com extensão ".avi" .
Quando o vídeo capturado é do tipo digital (padrão DV), normalmente é convertido diretamente para um arquivo com extensão ".avi".
Arquivos ".avi " podem ser gerados com vários níveis de compressão (que normalmente também é um dos parâmetros ajustáveis na tela de captura). Se não for utilizada nenhuma compressão, o vídeo manterá sua qualidade original. Formatos digitais, como o Mini-DV ou Digital-8 por exemplo, já possuem um certo nível de compressão, efetuada durante sua geração ainda dentro da câmera; assim, são simplesmente transferidos para dentro micro, sendo criado o arquivo ".avi" diretamente a partir do sinal do tipo DV armazenado na fita. Se for utilizada compressão adicional, a qualidade do vídeo cairá; no entanto, o espaço ocupado pelo mesmo será menor: o objetivo da compressão é diminuir o tamanho do arquivo gerado.
Arquivos do tipo " .avi " não são iguais nem necessariamente compatíveis entre si. Um dos parâmetros ajustáveis na configuração da captura informa qual o formato do arquivo " .avi " a ser gerado: quando o software de edição é do tipo que se integra à placa, será gerado um arquivo específico com características desta placa. Assim por exemplo, pode ser gerado um arquivo do tipo "avi Matrox" para uma placa do fabricante Matrox ou um arquivo do tipo "avi Pinnacle" para uma placa do fabricante Pinnacle. Quando o software de edição é independente da placa, algumas escolhas do formato do arquivo também podem ser feitas, como por exemplo tipo "Microsoft" ou tipo "Quicktime", gerando também neste caso arquivos "avi Microsoft" ou "avi Quicktime".
No entanto, a utilidade principal de um arquivo ".avi" é somente o processo de edição dentro do micro: ao término deste, o arquivo ".avi" com o vídeo final editado será convertido em um arquivo diferente na saída (MPEG2 por exemplo, para gravação de um DVD) ou nem será convertido ("play" do arquivo ".avi" no micro, gerando um sinal analógico na saída que é gravado em uma fita VHS por exemplo). Assim, desde que se trabalhe sempre com o mesmo tipo de ".avi" durante o processo todo, a incompatibilidade acima descrita não acarreta nenhum problema.
Em relação à duração e localização das cenas, o vídeo pode ser capturado de diferentes maneiras e um dos fatores que influem nisso é o tipo de conexão entre a câmera / VCR e a placa no micro. Câmeras e VCRs analógicos são conectados ao micro somente através dos cabos que transportam som e imagem. Assim, é necessário operar estes equipamentos de forma manual (PLAY, FF-Fast Forward, RW-Rewind, STOP), conjuntamente com o programa de edição, escolhendo a localização das cenas que se deseja capturar. Isto é feito por exemplo colocando-se a câmera ou VCR no modo PLAY e a seguir acionando-se o botão no software que inicia a captura.
Por outro lado, câmeras e VCRs digitais são conectados ao micro através do cabo FireWire: este cabo pode transmitir, além do som e imagem, comandos de controle do micro para os equipamentos. E, no sentido inverso, também o status de operação destes equipamentos para o micro (se uma fita chegou no fim por exemplo). Neste caso, o acionamento do botão de início de captura no programa aciona automaticamente a câmera ou VCR colocando-os no modo PLAY. Procedimentos semelhantes são adotados ao término do trecho a ser capturado, interrompendo automaticamente o PLAY. O desenho abaixo esquematiza os dois tipos de processo:

A conexão Fire Wire permite o uso de formas mais elaboradas e precisas de indicação dos trechos a serem capturados, aproveitando-se do Timecode registrado automaticamente pela câmera nas fitas digitais. Assim, é informado ao programa o Timecode do ponto de início da captura e o Timecode do final (ou então a duração a partir do início). Ainda outra forma de captura, também funcionando com a conexão digital é a denominada batch capture : aqui digita-se em uma tela específica do programa uma lista de intervalos de Timecode a serem capturados. Esta lista pode ser montada assistindo-se previamente o conteúdo da fita/disco da câmera/VCR com a informação do Timecode mostrada na tela do monitor e anotando-se os pontos de in e out desejados para cada intervalo a ser capturado. Com essa lista digitada, o acionamento de um botão específico do programa faz automaticamente a captura de todos os trechos, um a um, promovendo o avanço rápido da fita/disco (Fast Forward) na câmera/VCR quando necessário, até atingir o início do trecho seguinte.
A figura abaixo mostra um trecho da tela Movie Capture do software de edição Adobe Premiere, podendo-se ver o local onde os Timecodes de in e out são digitados; a tela pode ser usada tanto para captura imediata (sem informar os Timecodes e ao invés disso pressionar o botão de início e fim de captura) como para captura via Timecode de in e out:

A figura abaixo mostra um trecho da tela Batch Capture do software de edição Adobe Premiere, podendo-se ver a lista de Timecodes digitados com os trechos a serem capturados:

Para permitir o batch capture a fita deve estar com o Timecode gravado em toda a extensão abrangida pela lista, sequencialmente, sem interrupções (formatos DV geralmente reiniciam a numeração do Timecode se espaços vazios são deixados sem gravação na fita virgem). Alguns programas permitem armazenar no micro (salvar) a lista com os Timecodes mostrada acima. Durante a captura, em equipamentos que utilizam fita, o programa efetua automaticamente o preroll necessário.
Ao término da fase de captura, o vídeo está pronto para ser editado no computador.
color keying o mesmo que cromakey.
corte seco é o tipo mais simples de transição entre duas cenas, onde o último quadro da cena A é simplesmente justaposto ao último quadro da cena B.
cromakey processo de keying de imagens para gerar imagens sobrepostas, onde o recorte da imagem a ser "colada" sobre a outra baseia-se em uma cor específica desta imagem. Após escolhida, esta cor é tornada transparente em cada pixel da imagem onde a mesma estiver sendo empregada. Na realidade, para uma determinada cor existe uma infinidade de tons possíveis e no processo de cromakey a tonalidade escolhida deve ser exatamente a mesma do fundo atrás do objeto ou pessoa. Embora possa ser feito com qualquer cor (como o laranja por exemplo), o efeito geralmente é melhor realizado se a cor a ser tornada transparente for uma das cores básicas do sistema RGB (Red, Green, Blue). O desenho abaixo ilustra o efeito de cromakey realizado com a cor verde:

Como o processo baseia-se, para o sucesso do recorte, no fato de que a cor a ser tornada transparente não exista no objeto / pessoa a serem recortados, normalmente para pessoas não é escolhida a cor vermelha, pois esta, em maior ou menor grau, é componente da pele das mesmas. Por outro lado, para objetos, qualquer uma dessas cores pode ser empregada como fundo, norteando-se a escolha da cor a existência ou não de tonalidades desta sobre o objeto em primeiro plano. Estúdios costumam ter painéis fixados sobre rodízios, onde um dos lados contém a cor verde e o outro a cor azul.
Para o cromakey feito em vídeo, a cor que produz melhores resultados com pessoas é a cor verde. O azul possui vantagens, como o maior contraste com os tons de pele, mas permite falhas no processo, por exemplo se a iluminação for proveniente da luz solar, cuja temperatura de cor tende para o azul. Neste caso o objeto / pessoa em primeiro plano passará a apresentar em algumas partes esta cor, condição para que esses pixels sejam tornados (erroneamente) transparentes. Outro motivo para escolha da cor verde é que a mesma participa em maior proporção nas informações de cores obtidas do sinal RGB, quando o sinal YUV é obtido a partir do mesmo, permitindo um recorte mais preciso.
É fundamental para o sucesso do efeito a técnica de iluminação (iluminação para keying) empregada, iluminação esta que permitirá fazer o recorte com precisão ao destacar nitidamente os objetos / pessoas recortados de seus respectivos fundos.
Este recorte no entanto nem sempre é livre de problemas. Imperfeições aparecem principalmente nas bordas da imagem recortada e diversas providências podem eliminá-las totalmente ou suavizá-las / disfarçá-las ao máximo. Uma delas é o ajuste fino da tonalidade de cor escolhida, feito no programa de edição. Outras providências são fazer com que a roupa utilizada pela pessoa não possua nenhuma parte em tom parecido com o fundo e evitar contornos "complicados". Estes últimos referem-se por exemplo a fios soltos de cabelo por exemplo; ao invés disso, os cabelos quando longos devem estar presos e de preferência com os fios fixos com algum tipo de gel. Esta providência ajuda a melhorar o recorte, principalmente em sistemas digitais que possuem resolução para detalhes menor, como os da família DV por exemplo. A ilusão do telespectador também funciona: se o fundo é bem movimentado e colorido e o primeiro plano praticamente estático ou com poucos movimentos, sua atenção será desviada para o fundo e não para as "emendas" das duas imagens.
Os formatos digitais da família DV, como o Mini-DV e Digital-8 por empregarem uma taxa de compressão onde o componente cor (cromitância) tem uma proporção (sampling) quatro vezes menor do que o de luminosidade (luminância), podem apresentar defeitos nas bordas da imagem sobreposta. Esses defeitos são causados pela baixa resolução, como visto acima, do componente cor na imagem: o contorno formado por este componente não é uniforme e preciso como ocorre para o componente luminosidade. O sampling a 4:1:1 faz com que a resolução do componente cor seja formada em blocos de 4 pixels, na forma de quadrados 2x2, ao passo que o componente luminosidade atual individualmente pixel a pixel. Assim, uma determinada cor é sempre a mesma dentro de cada um desses blocos, o que faz com que a resolução precisa na cor dos contornos seja perdida. Para o expectador que vê as imagens isso é praticamente imperceptível (o olho humano enxerga luminosidade com mais precisão do que cor), não havendo problema em ter-se somente cerca de 180 desses blocos coloridos de maneira individual por linha de 720 pixels. Porém, no momento de se retirar a cor escolhida para o keying essa baixa resolução de cor no contorno pode tornar-se aparente na forma de contornos serrilhados, quando o bloco inteiro de pixels é tornado (incorretamente) invisível.
Como alternativa, o keying pode ser feito empregando um formato analógico (formatos analógicos não comprimem o sinal) ou um formato digital com menor taxa de sampling (como o Digital Betacam por exemplo, com 4:2:2). Outras alternativas incluem fazer o processo em diversas passagens no computador, variando ligeiramente em cada uma delas a tonalidade de cor escolhida.
Recursos de programas específicos para efeitos (como o After Effects) podem ser empregados para corrigir algumas falhas, permitindo por exemplo montar uma máscara a ser colocada sobre os olhos azuis de uma pessoa (impedindo-os de tornarem-se transparentes na fase de recorte). Ou usar o recurso Feather (que suaviza a linha dos contornos das imagens) disfarçando com isso os trechos com aspecto serrilhado.
Outra alternativa ao problema é trocar o uso do cromakey pelo lumakey, embora esta não seja a alternativa melhor indicada para todos os casos.
Alguns programas de edição também permitem a correção de imperfeições no fundo, causadas principalmente por má iluminação (iluminação não uniforme). Este fato faz com que o fundo apresente áreas mais claras e áreas mais escuras. Uma solução seria informar ao programa que fará o recorte um intervalo (range) maior aceitável de tons de verde. Porém, quanto maior este intervalo, menos preciso será o recorte. Nos programas que permitem a correção, basta colocar o cursor sobre as áreas mais escuras ou sobre as áreas mais claras e solicitar para que a imperfeição seja ignorada. O programa tratará essas áreas como as demais, corretamente iluminadas.A técnica de cromakey exige que todo o fundo (atrás de uma pessoa que fala para a câmera por exemplo) seja preenchido pela cor a ser recortada - isto se for desejada a sobreposição somente dessa pessoa sobre outro fundo qualquer. Assim, tradicionalmente o fundo deve ser suficientemente grande para preencher todo o quadro, ou então o enquadramento feito a partir da câmera deve ser suficientemente próximo para da mesma forma preencher todo o espaço atrás da pessoa. No entanto, é possível trabalhar com uma situação diferente dessas, onde o fundo não necessariamente precise preencher o quadro todo e ainda assim conseguir-se realizar o efeito cromakey, através de funções que "esticam" o fundo, presentes em diversos programas de edição-não-linear.
Através dessa técnica é possível apontar ao programa a cor desejada para o fundo (que deve existir pelo menos nas proximidades da pessoa); a partir dessa informação todo o restante do quadro ao redor da pessoa é preenchido, como exemplifica a figura abaixo:

dispositivo externo de captura uma das opções no trabalho de edição-não-linear, na fase de captura do material gravado, é utilizar, ao invés de uma placa de captura instalada internamente no computador, a mesma placa instalada dentro de uma caixa externa ao mesmo. Para isso é necessário que o computador possua uma porta FireWire, através da qual a caixa é conectada ao mesmo.
A figura abaixo mostra o dispositivo MovieBoxDV da Pinnacle Systems:

Além do cabo Fire Wire, que conecta-o com a porta FireWire do computador, o dispositivo possui entradas analógicas (sinal de vídeo composto ou do tipo Y/C, sinal de áudio através de conectores RCA áudio) e entrada digital (conector FireWire) através das quais uma câmera / VCR podem ser conectados ao dispositivo, da mesma forma que na opção de placa de captura instalada dentro do computador.
dissolve (cross fade) é um fade-out junto com um fade-in: a imagem A dá lugar gradualmente à imagem B. Este tipo de transição indica, tradicionalmente, uma mudança de tempo e/ou local dentro de uma estória. Exemplo: na cena A o close de um ator pensando em uma pessoa a quem ama e na cena B a pessoa amada; as cenas A e B são ligadas por uma transição do tipo dissolve, indicando mudança do local onde transcorre a estória (os amantes estão em locais diferentes). Na trama do roteiro, o ator pode estar imaginando-se no altar de uma igreja casando-se com a pessoa amada (como é um tempo futuro, neste caso a mudança é de local e tempo simultaneamente).
É possível variar a velocidade do dissolve, desde bem lenta até quase instantânea, o que acentua a mensagem a ser transmitida. A maioria das câmeras possui este recurso, acionado através de um botão e/ou programado via menu e geralmente sua velocidade é fixa. A câmera normalmente efetua o dissolve a partir da imagem A congelada obtida do último quadro gravado na fita fundindo-se com a imagem B real sendo gravada no momento. Nesta situação, o efeito tem início assim que é acionado REC: a câmera busca a imagem A e utiliza-a para efetuar o dissolve. O efeito no entanto normalmente é acrescentado mais tarde, em tempo de edição e não na câmera, na fase de captação, porque em tempo de edição tem-se muito mais controle e acesso a imagens para efetuar a fusão.
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